Era

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Antigamente, a escravidão era física, com chicotadas. Hoje, vivemos uma escravidão mental, com banqueiros, investidores e financiadores usando meios de comunicação e mídia para nos aprisionar. Criam valores falsos, nos distraem e nos impedem de refletir. As dores dessa escravidão são ansiedade, tristeza e estresse, sem que percebamos de onde vêm. Vivemos em um sistema que nos mantém mentalmente escravizados.

O que aconteceu era para acontecer, pois se não acontecesse, obviamente, não aconteceria.


O destino é consequência de tudo aquilo que acontece.

Estamos vivendo em uma era onde o sentimento se tornou refém da mente, e a mente, por sua vez, está refém de outras mentes que mentem constantemente. Essas mentes manipulam, distorcem e enganam, perpetuando um ciclo onde os sentimentos das pessoas ficam reféns das ideias impostas por essas mentes. O jogo mental acontece o tempo todo, e muitas vezes, sem que sejamos plenamente conscientes disso.


Nessa realidade, as emoções são moldadas por influências externas, muitas vezes contraditórias, fazendo com que as pessoas vivam em um estado de confusão e incerteza. A mente, sem um olhar crítico, absorve essas distorções e se torna prisioneira de falsas verdades, alimentando sentimentos que não são verdadeiros nem reais.


Exemplos disso estão por toda parte: em redes sociais, onde padrões de felicidade e sucesso são constantemente apresentados, mas raramente refletidos de maneira verdadeira. Ou na mídia, que molda a forma como vemos o mundo, manipulando a percepção das massas, criando ansiedades e medos artificiais. Essas influências não só distorcem a realidade, mas também escravizam os sentimentos, que deixam de ser reais e passam a ser impulsionados por pressões externas.


Portanto, é necessário perceber o quanto nossas mentes estão sendo manipuladas e como nossos sentimentos podem ser moldados por influências alheias, sem que sequer tenhamos consciência disso. Somente ao questionarmos essas influências e buscarmos uma conexão mais verdadeira com nós mesmos podemos libertar nossos sentimentos da prisão que a mente impôs a eles.

Não se deixe enganar pela falácia apelativa do “patriotismo”; ela era bem propagada nos inflamados discursos do nazismo.

Era a diferença rara do engenho contra a banalidade, o traço único permitia o alcance da arte.

Bernardo olhava-me em silêncio. Mas não era um silêncio qualquer, era um silêncio habitado. Os seus olhos tinham um cintilar quente, talvez de ternura, talvez de espanto, demoraram-se um pouco mais nos meus, como se quisessem dizer algo que as palavras ainda não sabiam.

Meu nome é Marcos Kamorra.


Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.


Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.


Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.


Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.


Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.


Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.


Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.


Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.


Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.


#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade

Não use a pandemia como desculpa para ser mau, você já era mau antes da pandemia.

O autismo e a caixa de Pandora tem algo em comum: -No caso de Pandora a caixa na verdade era um jarro que continha todos os males do mundo e quando ela abriu deixou escapar menos a esperança. No caso do autismo o mistério desse mundo escapa pela crises mas a mãe segura em seu peito com uma força descomunal essa esperança dentro de sua alma.

POR QUE?

Já que não era pra ser, cruzou no meu caminho, por que?
Agora fico desse jeito, corpo e alma pendurada em voce…

Só o tempo é capaz de trazer o que se foi e afastar o que não era pra vir

A roda está aberta




Quando eu era criança,
o mundo não explicava nada,
apenas acontecia.


As árvores falavam baixo,
os rios riam alto,
e o céu trocava de roupa
sem pedir opinião.


Eu acreditava.
E isso bastava.


Os antigos sabiam:
em algumas aldeias do Sahel,
as crianças nascem velhas
e vão ficando leves com o tempo.
Entre os hopis,
elas chegam trazendo histórias
que os adultos esqueceram de escutar.


Por isso brincam.
Para lembrar.


Quando virei jovem,
o sangue quis correr mais rápido que o destino.
Aprendi com Inanna
que descer aos infernos
também é iniciação.
Com Oxum,
que beleza é força em estado líquido.
Com os gregos bêbados de Dioniso,
que o corpo pensa
quando dança.


Errei muito.
E cada erro
abriu uma janela.


Os astrônomos da Babilônia diziam
que o céu é um livro em movimento.
Os povos do Pacífico navegavam
lendo ondas invisíveis.
Eu também aprendi a me orientar
pelo que não se vê.


Hoje caminho como anciã
mesmo rindo como menina.
Carrego o tempo dobrado nos bolsos.
Sei que o mundo nasce, quebra,
renasce torto
e continua.


As avós da floresta dizem
que a morte é só uma mudança de canto.
Os xamãs da neve
sabem que o silêncio também ensina.
Os griôs guardam universos inteiros
numa pausa bem colocada.


Dentro de mim,
todas as idades conversam.


A criança puxa minha mão
para correr atrás de borboletas.
A jovem acende fogueiras
onde disseram que era perigoso.
A velha sopra brasas
e chama isso de bênção.


E eu canto.
Mesmo sem afinação.
Eu danço.
Mesmo sem plateia.
Eu celebro.
Porque estar viva
é o maior segredo já contado.


Se você chegou até aqui,
não é por acaso.
Os antigos dizem
que quando um texto toca o peito,
é porque ele te reconheceu primeiro.


Então entra.
A roda está aberta.
Tem riso, tem tambor,
tem vida passando agora.

📜 Como era a leitura sagrada no tempo bíblico:
🗞️ Leitura por colunas
📣 Leitura contínua pública
🗣️ Leitura oral solene
📝 Explicação do texto
Jeremias 36:23 — Bíblia NAA

Bem-amada era a infância que se movera até mim.

Olhei para dentro de mim, era lá que habitava a memória inaugural.

Sou do tempo que se exibir ou fazer gesto de arma com as mãos era atitude de criminoso.
Hoje parece ser de pessoa do bem.

Quando eu era criança,
imaginava
que os adultos guardavam
todas as respostas....


Depois, crescendo...
acreditei que os idosos
as possuíam...


Agora, com quase 60 anos,
sei com convicção
que as verdadeiras
detentoras delas
são as crianças.
✍©️@MiriamDaCosta

Eu era criança
quando via imagens
quando escutava fatos
sobre o nazismo...


e perplexa
me perguntava
que ser humano
seria capaz
de apoiar tamanha
monstruosidade...


Cresci
e o tempo respondeu
sem piedade
mostrando-me
os rostos
as vozes
as mãos
que repetem
a mesma crueldade
com novos nomes
com velhas violências
com a mesma frieza
disfarçada de discurso...


E assim compreendi
que os monstros
não ficaram no passado
eles caminham entre nós...


✍©️ @MiriamDaCosta

A Era dos Golpes


Defino o período atual em que vivemos
de "Ilha".... é cercado por todos os lados
de "Golpe".


Vivemos numa grande “Ilha”!
Um território à deriva,
cercado por todos os lados
por ondas sucessivas
de "Fraudes" e “Golpes”...


Golpes políticos,
golpes morais,
golpes financeiros,
golpes na inteligência,
na democracia,
no consumo,
na saúde e
na lucidez coletiva...


Uma ilha
onde cada maré traz mais um abalo,
e cada amanhecer nos pergunta
se ainda há Continente ,
Nação ou Sociedade
possível para aportar....
✍©️@MiriamDaCosta

Autodidata,
aprendi datilografia
nas tardes lentas
em que escrever
era o meu brinquedo secreto,
o meu passatempo preferido
de menina
que já pressentia
o destino das palavras.
✍©️@MiriamDaCosta