Carol Oliveira
Eu acreditava que nada era por acaso.
Você acreditava que o amor perdia a pureza.
Talvez estivéssemos certos.
Porque depois das quedas,
não amamos como no primeiro amor, amamos com escolha.
E foi assim que Deus
nos reescreveu.
Quando te conheci,
eu disse que nada era por acaso.
Que as quedas me ensinavam o voo,
que os fins eram portas disfarçadas,
e que talvez Deus estivesse me treinando
para suportar o mundo ou para encontrar você.
Você, tão certo da sua dor antiga,
me disse que cada amor que termina
leva um pedaço da pureza embora.
Que nunca mais se ama
como no primeiro amor.
Mas olha nós dois aqui.
Se a pureza tivesse morrido,
não estaríamos reaprendendo
a rir de mãos dadas.
Se o amor tivesse ficado menor,
não caberia tanto cuidado
nos seus abraços.
Talvez o primeiro amor
seja inocente.
Mas o nosso é consciente.
Ele conhece o medo,
mas escolhe ficar.
Reconhece a dor,
mas prefere construir.
O primeiro amor é primavera.
O nosso é raiz:
não nasce por impulso,
cresce por escolha.
Se perdemos alguma pureza,
ganhamos profundidade.
Se a vida nos quebrou,
foi apenas para nos lapidar.
E hoje eu entendo:
não amamos menos depois das quedas,
amamos com mais verdade.
Porque o destino pode até não explicar tudo,
mas ele certamente sorriu
quando dois corações que já sabiam do fim
decidiram acreditar de novo.
sabe o que te torna inesquecível?
é a forma como você trata o outro.
a sua empatia.
a sua sinceridade.
a sua essência.
a sua vibração.
a sua alma.
a sua generosidade.
é disso que ninguém se esquece.
porque o que marca de verdade
floresce de dentro.
O amor é a energia mais curativa que existe. Um remédio sem medidas que restaura o que o corpo sente, o que a mente pensa e o que a alma habita.
Seu amor é um mar revolto e profundo,
uma onda imensa que me puxa pra si,
um furacão que desarruma o meu mundo
e me faz rainha no caos onde eu vivi.
Ser amada por esse seu jeito avassalador
é perder o fôlego e, ainda assim, respirar.
É um fogo que arde sem dor, uma força gigante que me escolheu para habitar.
Em suas mãos fortes, encontro o cuidado,
na sua braveza, um refúgio de paz.
Sou sua, por inteiro e sem freio, num abraço apertado que me deseja como ninguém jamais.
E quando a sua intensidade me invade,
eu me sinto segura, inteira, sagrada.
Porque no seu amor que tudo sacode e chacoalha, eu sou a sua brisa... e a sua mais profunda morada.
Sua, Carolina.
