Era

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Dói perceber que eu era um oceano inteiro para alguém que só queria molhar os pés.

Ambos loucos de amor, mas perdidos no que dizer. Meu maior erro foi dizer que era o fim, quando meu coração sabia que você era o único começo possível. Sem você, a realidade virou apenas um sonho do que poderíamos ser.

A vida nos cruzou pelo rádio e o povo jurou que era carência. Engraçado vindo de quem acredita em cobra falante, mas não aceita que o destino sabe o que faz. Podem duvidar à vontade; o nosso 'oi' foi o começo de uma cura que a hipocrisia de vocês jamais vai entender. O que foi real não precisa de aprovação de quem vive de fábula.

Durante muito tempo, eu vivi convencido de que o amor era apenas um roteiro bem escrito em contos de fadas. Olhava ao redor e sentia que aquela magia era um privilégio reservado para outras pessoas, mas nunca para mim. Para ser honesto, eu sentia que o amor estava conspirando contra os meus planos; era o que parecia a cada tropeço, a cada porta fechada. A desilusão assombrava todos os meus sonhos, como uma névoa que não me deixava ver um palmo à frente.
​Eu acreditava que o afeto era uma conta que não fechava: quanto mais eu dava, menos eu recebia. Cheguei a questionar: de que adianta tentar? Afinal, parecia que tudo o que eu ganhava era dor. Eu buscava por raios de sol, mas o destino insistia em me enviar chuva.
​E então, eu vi o seu rosto.
​Foi como se o mundo ganhasse cor de repente. Agora eu acredito. Não sobrou nenhum traço de dúvida em minha mente: o que sinto é real, é sólido, é o que me mantém de pé. Estou apaixonado de um jeito que não aceita volta. Olho para você e entendo que não conseguiria te deixar mesmo que tentasse, porque você é a prova viva de que a felicidade não mora apenas nos livros, mas bem aqui, na minha frente.

Já rodei todo esse mundo procurando encontrar algo que desse sentido aos dias cinzas. Eu era aquele que, por muito tempo, olhou para os lados e sentiu que o amor era um privilégio alheio, uma conspiração do destino contra o meu próprio peito. Eu guardava comigo os meus sonhos de criança, aqueles planos puros de formar uma família como era a dos meus pais, com mesa cheia, risadas na sala e um porto seguro para ancorar a alma.
​Mas o tempo foi passando e a coisa mudou. O relógio não perdoa e, confesso, a solidão foi se chegando e se acostumou a sentar ao meu lado no sofá. Houve dias em que a chuva parecia ser a única visita, e a desilusão tentou assombrar os meus sonhos mais bonitos.
​No entanto, há algo em mim que não se apaga. De uma coisa eu não desisto, sou fiel e não abro mão: a esperança de ter o meu lugar no mundo. Quero os filhos, os amigos, a companheira e os irmãos celebrando a vida. Pois se essa vida é bonita, ela é feita pra sonhar, e cada tropeço só aumenta o meu desejo de, afinal, te encontrar.
​O que eu não me acostumo é com a solidão. Ela é uma visita barulhenta demais no meu silêncio. Por isso, sigo firme. Sei que essa tal felicidade, hei de encontrar, e não importa o caminho ou a demora: mesmo se eu tiver que aguardar, se eu tiver que esperar, eu estarei pronto.
​Porque eu sei que, no momento em que eu vir o teu rosto, a dúvida vai embora. Um pedaço do seu beijo ou o seu coração já serão o suficiente para me fortalecer e me fazer delirar. Eu me tornarei, finalmente, um crente no amor.

Sabe, passei muito tempo tentando me convencer de que a distância era necessária ou que o tempo resolveria esse aperto no peito. Eu estava errado.
​Estou aqui agora, encarando o telefone e lutando contra a vontade de ligar só para ouvir a sua voz. É engraçado como a gente só percebe o quanto depende de alguém quando o "amanhã" deixa de ter cor. Sem o seu sorriso guardado aqui dentro, meus dias parecem uma sequência de horas vazias e noites longas demais.
​Eu sei que você também está machucada. Sinto isso no ar, no jeito que o nosso adeus ficou suspenso. Mas o que estamos fazendo com a nossa vida? Estamos nos torturando à distância enquanto o amor continua aqui, nos cercando, ficando cada vez maior, mesmo que a gente tente ignorar.
​"O que sou eu sem você?"
​Essa pergunta me persegue. A verdade é que me sinto perdido. Não há um caminho fácil de volta, mas eu precisava dizer: eu sinto muito. Fui teimoso, fui cego, e agora estou aqui, "completamente sem amor", porque todo o amor que eu tinha, eu entreguei a você.
​Se eu aparecesse na sua porta agora, confessando que não consigo mais seguir sozinho... o que você diria? Eu só queria que você me levasse para casa. Não para um lugar físico, mas para aquele sentimento de paz que só existia entre nós dois.
​Ainda espero que você esteja sentindo o mesmo.
​Com todo o meu arrependimento e o que restou de mim,
​Aquele que ainda te espera.

Eu passei muito tempo acreditando na ideia de que o amor era algo que nos cegava, algo que nos fazia perder o rumo. Eu me convenci de que ser forte significava caminhar sozinho e que eu não precisava colocar meu coração em risco por ninguém. Mas aí, eu olhei para você.
Sabe, eu poderia tentar mentir para mim mesmo, mas a verdade é que não dá mais para negar.
Sempre que olho nos seus olhos, vejo algo que nunca encontrei antes: um futuro. Aquelas velhas promessas de independência agora parecem ecos distantes, sem sentido, porque a ideia de seguir sem você não me parece mais um sinal de força, mas de vazio.
Desta vez é diferente. Não há aquela sombra de dúvida que costumava me perseguir. Tudo em você — seu jeito, seu rosto, sua presença — me diz que finalmente cheguei onde deveria estar.
Eu só queria que você soubesse:
Meu coração, que eu guardei por tanto tempo, agora é seu.
Não quero mais caminhar sozinho.
Enquanto eu viver, esse sentimento vai durar.
É para sempre. Desta vez, eu sei.

Sabe, eu passei muito tempo tentando me convencer de que o silêncio era a melhor resposta. Tentei seguir a vida, focar no trabalho e preencher os dias com barulhos diferentes, mas a verdade é que, no fim da tarde, o silêncio sempre traz o seu nome de volta.
Eu vejo as minhas próprias atitudes e, às vezes, elas parecem frias ou distantes, como se eu já tivesse superado tudo. Mas é só uma armadura. Por dentro, ainda existe aquele mesmo aperto no peito toda vez que algo engraçado acontece e minha primeira reação é querer te contar.
Dizem que o tempo apaga tudo, mas o tempo só tem me mostrado que o que a gente viveu não era passageiro. É estranho como eu consigo te encontrar em detalhes pequenos: numa música que toca no rádio, no jeito que o sol bate na janela ou no rosto de desconhecidos na rua. Eu tento disfarçar, tento ser forte e fingir que esqueci, mas basta um pensamento mais profundo para eu perceber que você ainda ocupa o lugar principal aqui dentro.
Às vezes me pergunto se você também trava essas batalhas internas. Se, quando nossos olhares se cruzam por um segundo que seja, você sente a mesma eletricidade e a mesma vontade de desistir desse afastamento.
Eu não sei o que o futuro reserva, nem se esse nosso amor ainda tem capítulos para serem escritos. Só queria que você soubesse que, apesar da ausência física, você nunca saiu dos meus pensamentos. Existe um laço que a gente não consegue cortar, por mais que tente.

O Alquimista de Si Mesma
Houve um tempo em que meu nome era Resistência.
Eu me fiz de pedra para não quebrar,
e de muro para ninguém atravessar sem permissão.
Aprendi a ler o silêncio dos outros antes de ouvir minha própria voz,
acreditando, genuinamente, que o amor era um prêmio de consolação
para quem conseguia carregar o peso mais pesado sem reclamar.
Mas a terapia é esse outono necessário.
É o momento em que a árvore percebe que as folhas —
aquelas certezas antigas, aqueles medos vigilantes —
já não nutrem mais; elas apenas pesam.
E eu estou aqui, na delicadeza de me deixar desfolhar.
Dói nomear os fantasmas.
Dói perceber que, por anos, eu não vivi, eu apenas estrategiei a sobrevivência.
Mas há uma beleza sagrada em olhar para as mãos cansadas
e decidir que elas não precisam mais segurar o mundo.
Que elas podem, enfim, se abrir para receber.
Eu me perguntava: “Quem serei eu se a dor for embora?”
Hoje, o espelho responde com um sussurro:
Você será o horizonte, não apenas o caminho.
Será o mar, não apenas a barreira que contém a onda.
Não sou fraca por querer descanso.
Sou, pela primeira vez, forte o suficiente para admitir que sou humana.
Estou trocando a minha armadura de ferro
por uma pele que sente, que vibra e que, apesar de tudo, ainda se emociona.
Não estou apenas me curando;
estou finalmente me apresentando a mim mesma.

Para qualquer outra pessoa, é lixo; para mim, era a prova material de que o que eu vivi não foi um delírio da minha cabeça.

Aquele sorriso que antes era o meu porto seguro e que agora parece uma faca amolada.

Do desabafo


Manhã chuvosa... um friozinho lá fora sugeria que o melhor mesmo era negociar com Deus e ficar debaixo das cobertas por mais uma horinha... pelo menos ;)
Afofei o travesseiro, me encolhi todinha... fechei os olhos... e
... toca o celular.
Já coloquei uma musiquinha que me agrada... porque não gosto quando o telefone toca... pra dizer a verdade, meus telefones – sim, meus, porque tenho quatro – estão ou sem bateria, ou desligados, ou no silencioso... a maioooooor .... bem maioooooor parte do tempo.
Converse com algum amigo meu ou colega de trabalho pra você confirmar: todos dirão – ‘sim, é muito difícil conseguir contato com ela por telefone...’ (mas isso é papo pra outro dia).
Sabe quando uma coisa tem de acontecer? Ela acontece! Punto e basta.
Deixei a musiquinha tocar um pouquinho... estava entre atendo, não atendo... a coisa que tinha de acontecer era eu não deixar de atender ;)
Então atendi. Ah! Nunca olho o número antes de atender...
Mariana... minha colega de profissão – professora.
A sua voz era um misto de tristeza, indignação, raiva... de um não saber mais o que fazer da vida.
Depois dos cumprimentos formais em que todo mundo responde que está tudo bem... ela desabafou...
Vou fazer um resuminho aqui da nossa conversa:
- Estou de saco cheio! Não aguento mais! – disse ela.
O problema era a sua profissão... ingrata profissão de professor (acho que isso depende do ponto de vista, mas falaremos disso em um outro dia).
- Você já pensou em abandonar sua carreira profissional? Porque eu já pensei mil vezes – perguntou ela, já dizendo qual era seu pensamento.
Sim, claro... já pensei... e quem não pensou? Já decidi enfaticamente uma centena de vezes mudar totalmente o rumo da minha vida profissional... e já ‘desdecidi’ a mesma quantidade de vezes... e quem já não pensou?
Às vezes o ‘desdecidir’ acontece minutos depois de ter decidido seguir por um mar profissional nunca dantes por mim navegado... doutras vezes... a ‘desdecisão’ vem um bommmmmm tempo depois.
Às vezes o ‘desdecidir’ vem depois de alguém ter me mostrado que vale a pena no caminho conhecido continuar... doutras vezes... sou eu mesma a enxergar que o melhor é deixar tudo como está e continuar a professorar.
Professorar... uma arte cuja tarefa é difícil demais pra quem nela se envolve por puro comodismo... falta de algo melhor a fazer... ou pra ter dinheiro pra suas continhas no fim do mês poder pagar.
Professorar... uma arte por cujos olhos, coração, mãos passam todos (ou quase todos, né?) os cidadãos deste nosso Planeta Terra.
A minha amiga Mariana?
Bom, ela desligou melhor depois do desabafo...
porque às vezes a gente só precisa mesmo é desabafar.


Rosangela Calza

“O cotidiano passa despercebido — até o dia em que percebemos que era ali que a vida acontecia.”

Vivemos na era dos rostos e corpos "perfeitos", mas dos corações cada vez mais vazios.

Era assim...

Tinha quase tudo...
Vacilou, escorregou...
Deixou-se levar pela emoção...
Tomou uma rasteira...
Escolheu mal a semente
Hoje vive reclamando,
Cultivando o que plantou.

Nos dias de manhãs frias


Nos dias de manhãs frias, lembro-me dos tempos de infância, que eram cheios de abundância.
Os dias de manhãs frias me trazem muitas nostalgias, de quando minha heroína era só minha.


Os dias de manhãs frias me fazem sentir falta da minha mãe, minha rainha cheia de alegria.
Os dias de manhãs frias me fazem sentir saudades do seu amor e de sua doce harmonia.


Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides

" O Riso que Era Canção."

Nas memórias da infância, o seu riso era uma canção,
Com você, meu irmão Márcio, tudo era sempre bom.

Guardo a sua triste partida para Londrina com afeto,
A cor da mochila, o adeus, um vazio no peito.

O tempo passou, mas o amor de criança ficou,
no inconsciente guardado, a saudade não apagou.

Obrigada pelas melhores lembranças de infância,
Que ficará para sempre em minhas memórias.

Parabéns, Márcio! Que a vida te dê o melhor:
Saúde, alegria e amor, num laço de luz e de cor.
Hoje e sempre.

A Internet quântica não conecta máquinas, mas consciências. É o prenúncio da era em que pensamento e informação se tornam uma só vibração.

Sonhei com a minha avó já falecida, dizendo que não queria mudar o telhado da sua casa, que era de telhas, para telhado de "pau a pique" eu dizia que se ela não quisesse, era só deixar o telhado e Mudar só as paredes da casa, que precisavam de uma reforma.
Eu em seguida dizia pra ela tomar banho, que tínhamos que sair, então dei a ela meu shampoo e creme pra colocar no cabelo, ia dar o shampoo do meu marido, mas vi que já estava acabando, então não dei, ela saiu pra tomar banho e me olhava com um olhar muito duro.




Julho de 2023

16 de setembro - segunda de 2024


Era meia noite e eu acordei após um sonho intenso e muito sinistro, eu estava como se tivesse em uma igreja universal, um lugar muito grande, com muitos corredores e um carinha começou a atacar e matar todo mundo, saiu correndo atrás de mim, enquanto eu passava por portas gigantes e tentava me esconder, entrei em uma sala e ele acabou me encontrando, me pegou pelo pescoço e começou a me atacar, eu chorava e pedia pra ele não me matar, eu por de jeito consegui fugir enquanto eu fugia, consegui visualizar duas criaturas que eram bem estranhas e pareciam duas mulheres, era como se elas tivessem permitido que ele me soltasse, mas elas me encaravam e não pareciam ser desse mundo, eu apertei as mãos da primeira e era grande e cadavérica, eu estava apavorada!
A segunda, eu também apertei as mãos e era como se tivesse apertando uma coisa mole e gosmenta, abracei para agradecer e o corpo que eu visualizava não condizia com o que eu estava abraçando, eu senti um pavor tão grande ao abraçar, porque parece que eu abraçava e a criatura amassava, olhei para o rosto da segunda, ela tinha 3 olhos, um ao lado do outro e eu estava realmente apavorada.
Eu percebi que eram demônios, que haviam tomado forma humana, e eu não sei como fui parar naquele lugar, só sei que após elas, havia uma porteira de fazenda, eu consegui abri e lá havia vários gatinhos, eu consegui ainda brincar com um filhote branquinho, antes de sair daquele lugar, no começo parecia ser uma grande igreja universal, mas depois era como se fosse outro lugar, em um lugar bem remoto. Quando eu estava fugindo, o Gatito também estava lá, eu não quis deixar ele lá, eu o chamei e ele me seguiu, a gente saiu correndo rapidamente e então eu acordei.