Era

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Coloquei esperança demais naquilo que era só expectativa.

Eu demorei para entender que minha fé não precisava de moldura. Não era sobre pertencer a um templo específico, repetir palavras decoradas ou provar algo para alguém. Um dia percebi, quase em silêncio, que Deus não estava distante nem escondido atrás de rituais; Ele morava em mim. E quando entendi isso, algo dentro de mim ficou tranquilo, como se finalmente eu tivesse chegado em casa.

Não depender de religião não significa desrespeitar quem encontra Deus nela. Pelo contrário, cada pessoa tem seu caminho, sua ponte, sua forma de conversar com o céu. A minha foi mais silenciosa, mais íntima. Foi no meio das minhas dúvidas, das quedas, das noites em que eu conversava sozinha com o teto, que comecei a sentir uma presença que não precisava de intermediários. Era uma fé simples, quase cotidiana, como respirar.

Eu descobri que Deus aparece quando eu cuido de alguém, quando eu escolho ser justa mesmo sem aplauso, quando eu perdoo, quando eu me levanto depois de um dia difícil. Ele está nos gestos pequenos, nos pensamentos que tentam ser melhores do que ontem. Mora nas decisões que tomo quando ninguém está olhando.

E isso muda tudo. Porque quando a gente acredita que Deus vive dentro da gente, a responsabilidade também muda. Eu passei a olhar mais para dentro, a vigiar minhas próprias atitudes, a tentar ser um lugar bom para Ele habitar. Não perfeito, porque ninguém é, mas verdadeiro.

Hoje eu caminho assim: sem precisar provar fé para ninguém, sem carregar rótulos pesados, mas com uma certeza calma de que não estou vazia por dentro. Há uma luz ali, discreta, constante, que me lembra todos os dias que Deus não está longe. Ele está aqui, comigo, vivendo cada passo da minha história.

Nó do lenço

Em Veneza, o amor era um porto,
Onde o Mouro, de guerras cansado,
No olhar de Desdêmona,enfim, achou conforto,
Um reino de paz, por ela outorgado.

Mas a sombra do lago, em silêncio, tecia
A teia de aranha que o peito consome.
A dúvida, o verme que a alma vicia, Sussurrava mentiras em volta de um nome.

O lenço caído, bordado em morangos,
Tornou-se a prova de um crime inexistente.
Otelo, perdido em sombrios fandangos, Cegou para a luz da amada inocente.

Onde havia ternura, nasceu o tormento,
O ciúme é o monstro que a si próprio devora.
Um travesseiro abafa o último alento,
E a verdade só chega na última hora.

Ó, General, que venceu mil batalhas,
Mas caiu diante de um falso confidente!
No quarto de Chipre, entre mortalhas,
Dorme o amor que foi morto injustamente.

“ A vida foi passando, e hoje entendo
tudo que perdi e tudo que ganhei,
antes eu era imaturo e não sabia
muitas coisas sobre o amor, mas agora se quiser conversar, eu estou aqui.”

“Se virou sentimento, então era mais que música.”

Pensei que era forte, mas minha fraqueza é meu grande triunfo e é meu pior pesadelo.
Sigo assim imprevisível como o fogo na água, como as gotas do frio no denso orvalho numa madrugada fria onde se arrepia a alma!

Meus olhos são cegos, meus ouvidos muitas vezes são afiados, mas meu maior medo é minha língua; ela pode ser uma espada afiada que intiriça e sangra sem nenhum corte...

Sim, o ser humano é assim.

O sonho do programador era substituir a humanidade por robôs, ele só esqueceu que também era humano, e acabou substituído por sua própria criação.

Eu costumava chamar de saudade. Hoje percebo que era apenas o nome mais fácil para algo que eu ainda não entendia. As pessoas que passaram pela minha vida não ficaram — e talvez nunca fossem feitas para ficar. Foram capítulos breves, lições rápidas, presenças que o tempo levou sem pedir licença.
As lembranças que desapareceram não foram injustas comigo. Só mostraram que aquilo já não me pertencia. E os amigos que se perderam no caminho revelaram uma verdade silenciosa: às vezes, a gente oferece mais do que recebe — e chama isso de amizade.
Dói admitir, mas existe um momento em que o vazio não é abandono. É início. Quando ninguém sobra ao nosso lado, sobra a chance de olhar para nós mesmos.
Então eu entendi: não era saudade. Era crescimento. Era a vida empurrando o que não fazia sentido.
E, no fim, fica uma descoberta simples e forte: algumas partidas não deixam falta — deixam espaço para a gente se reconstruir.

À Viviane

Ser uma alma livre era o que ela queria.
Abraçava os mais diversos hobbies, sempre em busca de sentir um pouco dessa liberdade.

Desenhava como ninguém, lindos pássaros que quase podíamos ouvir cantar.
Patinava para sentir o vento em seus cabelos delicadamente pintados de ruivo, pela sensação de voar.

Escrevia belos artigos sobre suas observações da natureza.
Paixão que transformou também em profissão, pois a Biologia era algo que estudava com afinco.

Consigo imaginá-la caminhando pela mata com suas botinas e sua câmera, atenta aos sons da natureza, como uma raposa curiosa caçando memórias.

À noite, a caça era por um empolgante show de rock. Então seu look explorador dava lugar a algo mais ousado: jaqueta de couro preta, saia e meia-calça.

Talvez agora essa alma livre tenha finalmente encontrado a liberdade que sempre buscou nos ventos, nas matas e nas canções da natureza.

E assim seguimos guardando suas memórias nos lugares onde a natureza e a liberdade ainda cantam.

Descanse em paz, alma livre.

Do que era ao silêncio, o que restou foi pó:
teu nome na boca já não tem calor,
o anel, que apertava, agora é só metal,
e o "eu te amo" virou eco no corredor.

Não há vilão, nem cena de drama,
só dois que se cansaram de fingir.
A cama, antes nossa, agora é um túmulo,
onde o amor morreu sem nem pedir.

Eu te solto, como solta o pássaro preso,
não por ódio, mas por falta de ar.

Vai, leva o que foi teu: o riso, o peso,
e deixa comigo o vazio que sobrar.

Adeus não é grito, é suspiro cansado,
um casamento que acabou sem ser amado.

SOBRE ESTA ANSIEDADE

Houve um tempo que eu era triste só e infeliz,
Houve um tempo
Que eu era solitário demais pra ser infeliz
Houve um tempo
Que eu era triste demais pra ser solitário.
Houve um tempo
Que eu não tinha mais tempo pra ser só
Hoje não tenho mais tempo pra ser eu...

Assim foi soprando o vento, levando aos poucos à areia do tempo, enrugando o que era novo, tornando flácido o que um dia fora impecável. A ferrugem se instalou, silenciosa, em cada junta, em cada dobra da esperança. E assim foi a espera — a espera daquilo que nunca chegou.


Até que o tempo cobrou. Cobrou sem pena, cobrou na dor. E tudo o que era radiante como a aurora, como um amanhecer promissor, foi-se dissolvendo na poeira do esquecimento.


A beleza, antes inteira, partiu-se pouco a pouco, agarrada aos gentis vermes que decidiram, enfim, abraçá-lo após tanta solidão. E foi então que, pela primeira vez, no limite gelado do abandono, sentiu algo doce e caloroso: o abraço — segundo ele — da única coisa que realmente precisava de seu corpo.

Eu era uma mulher virtual quando tinha tudo e aprendi a ser uma mulher virtuosa quando perdi tudo...

⁠✍️...

"Quem vê cara não
vê coração!"
*
"Escuto isto desde que era criança,
e podemos fazer a diferença
quando deixamos o nosso coração,
de molho em uma reflexão,
daí ele vai desabafar na escrita, palavras pra ser lidas
e entendidas,
sem aquele sorriso forçado
ou ensaiado...
*
Melhor um texto verdadeiro, pra ser lido, do que uma meia dúzia de fotos mostrando uma alegria ensaiada daquilo que não se sente."
***
(Francisca Lucas)

Pensamento bobo

Hoje acordei com umas idéias estranhas,
Sonhei que minha cabeça era um globo,
E logo percebi que um pensamento bobo,
atravessava o país da imaginação!...

***

Se você desistiu de um caminho por descobrir que não era bom...Mas nem por isso desista de caminhar.
Poderá desistir de uma maneira equivocada de agir, mas, jamais desista de ser você mesmo...
Desista até de um jeito falido de se relacionar, mas, nunca de abrir seu coração.

Um sonho?
Muito mais...Um lindo sonho!
um desejo da realidade.
Era eu e você...Parecia real que desejei continuar dormindo.
Partilhávamos as mesmas emoçoes e os mesmos sentimentos; Amor e muita paixão.
Você estava ao meu lado e, timidamente, não hesitou em manifestar seu amor...Era apanas um sonho, um sonho quase real, um sonho de amor...
"Meus pensamentos e meus sonhos que sustentam tão grande amor"
Impossível explicar tão grande amor.

Antes eu achava que fazer o que eu sinto vontade era egoísmo; hoje percebo que egoísmo é quem dita o que eu deva fazer.

Primeiro eu acordei, depois de sonhar com você, no eco do sonho que te vestia de luz.
O mundo era silêncio, só o teu nome ecoava,
um sussurro que me atravessava a alma.

Depois, descrevi o sonho, como quem pinta o céu, teu corpo era mapa, teu beijo, bússola.
Tua voz cantava uma melodia que me embalava, e eu, perdida em teus abraços, esquecia o tempo.

Voltei a dormir, mas o teu cheiro persistia,
como um fantasma de ternura, suave e quente.
Ao despertar, a saudade já habitava meu peito,
um vazio que só tu poderias preencher.

Passei a manhã suspirando seu nome, vendo teu rosto em cada canto, tua boca, um doce enigma que me consome.
Teu olhar, um farol que me guia na escuridão,
teu calor, um fogo que me aquece por dentro.

Lembrei de tua respiração, ritmo de vida e paixão, da expressão que te invade quando me entrego a você.
Cada suspiro teu era um verso, cada gesto, poesia, e eu, apenas uma refém do teu infinito.

Agora passo as horas querendo saber de você onde estás, como estás, se ainda me lembras.
A saudade é um rio que corre dentro de mim,
e eu, à margem, espero que tu voltes a sorrir para mim.

E sorrias!

Eu te vi sorrir e já era crepúsculo
No horizonte o céu avermelhado soltava raios maravilhosos...
mágicos...
Teus olhos brilhavam num azul de violetas fantástico!
Me afagavas e pensei serem carícias de anjos...
uma música tocava ao longe... então
Fechei os olhos, distraída na pureza da melodia
Serenei na tua pele... qual brisa
Invadindo teu corpo... acariciando...
com doçura e te perfumando com aromas de rosas vermelhas eternas...
Sussurraste palavras doces... e sorrias...!