Epígrafe de Livro
minha vida é uma página escrita
no meio de um livro em branco
que coisa mais esquisita
mais parece um ledo engano
pois é mais branco
do que a soma de todas as cores
como as pétalas das flores
como a pomba da paz
como a pureza da criança
como a limpeza da aura
como a memória sem nada
como as nuvens que passam
como o algodão macio
como a verdade que aparece
como a menina inocente
como o fantasma que me ronda
como o anjo que me guarda
como a clareza da alma
como o leite do amor
como os cabelos que o tempo pinta
como o espirito claro e evidente
como o sorriso entre os dentes
como a morte e sua ausência
como simplesmente uma cor
que cobre minha dor
como as vestes de Jesus
e só continuará em branco
se um dia não mais
poesia escrever!!!
"Nossa vida é como um livro que lemos todos os dias e ainda asssim, descobrimos frases novas todos os dias"
"Nossa vida é como um livro que lemos todos os dias mas, que descobrimos frases novas a cada vez que lemos"
Eu sou um livro,
Complexo,
Uma poesia minha sobre a existência,
Um ser sem lógica,
Mesmo com essa idade cronológica,
Onde a vida é uma cadeia,
Na centelha do pensamento que aprisiona a alma,
Enquanto a ignorância se torna dádiva,
Das caixinhas pré-moldadas de alegria,
Sigo no autoconhecimento,
Dado o momento,
Que o consciente se expande,
Mediante o conhecer do subconsciente,
Sigo voraz,
Insaciável,
Saber eu quero mais,
Mesmo sabendo o preço que se paga,
O incômodo que isso trás,
Como um animal que não cabe mais,
Troco de pele,
O trabalho que se dá para reconstruir,
Me entendo como uma semente,
Onde o pensamento é a fonte que me rega através da compreensão,
Com a expectativa de um dia florescer,
Gerando em mim e consequentemente no reverberar,
Bons frutos.
" O meu coração é um livro com páginas em branco e nele Deus está escrevendo sua mensagem de fé , esperança e amor"
Eu fui o livro mais sem graça que você quis ler
Riu sobre as entrelinhas
Se aventurou nos meus misterios
E resumiu me a um completo Drama.
Dia do livro
Didáticas gravadas e escondidas.
Um dia devaneando pela vida uma enciclopédia encontrei.
Estava com fechadura enferrujada...
Deu trabalho, mas os seus segredos eu os quebrei.
Quando consegui abrir,
Tive uma alegre surpresa misturada com a tristeza...
Vi que e enciclopédia era eu...
Autor: Ricardo Melo
O Poeta que Voa
"O que faz meus dias diferentes são os velórios"
Frase retirada do livro de contos Taxidermia ou corações empalhados.
Todos aqueles que estiverem fadados a ler algum livro para ganharem alguma recompensa em troca nunca, repito, nunca serão como aqueles que leem pois se interessam. No primeiro caso, é visado a recompensa. No segundo caso, a sabedoria que o livro tem para proporcionar.
Um bom leitor é como um garimpeiro, que joga as páginas de um livro em uma batéia, e separa do cascalho, então encontrarás as pepitas de sabedoria, para um bom leitor não existe um livro ruim, ele age como se estivesse comendo um peixe, aproveita a carne e coloca as espinhas de lado.
By: JESSÉ CABRAL
Por trás de cada máscara que usamos, o corpo declama a verdade sem palavras. Como um livro aberto, cada gesto é um capítulo, cada olhar um verso, revelando o que as sombras da persona tentam esconder. A alma dança em silêncio, mas o corpo canta a canção da sinceridade.
O rock não está na escola ou em um capítulo do livro , o rock está no sangue e na quele que sabe ouvir a música com o coração.
Eu sou o livro proibido,
banido em muitos países
repudiado por muitos,
alvo de olhares hostis e de falsos pudores
sou o livro que te desafia, que te faz desaprender...
em poucas livrarias me enfeito, esquecido pelos deuses, abominado, sou renegado,
mas sou acolhido por ti.
Intimidade é aquele esforço manso e contínuo de decifrar o outro, como quem lê um livro de páginas antigas, o cheiro de papel envelhecido subindo e misturando-se com o café quente da tarde. É quando o olhar se detém nas entrelinhas dos gestos, nos silêncios que falam mais alto do que palavras.
Viver a intimidade é entender que o outro é um universo, e a cada dia é preciso aventurar-se em suas galáxias, percorrer suas crateras, desvendar seus segredos mais escondidos.
É querer saber qual a música que faz o coração dela bater mais forte, o que faz os olhos dela brilharem e se encherem de água. É perceber as pequenas rugas que o riso desenha ao redor dos olhos, e amar cada marca como se fosse um mapa do tesouro. Intimidade é estar presente na ausência, é reconhecer o peso das palavras não ditas, é saber a hora exata de um abraço silencioso.
É suportar as tempestades juntos, sabendo que depois da chuva o sol sempre encontra um jeito de brilhar novamente.
É respeitar os limites do outro, sabendo que não se pode invadir sem permissão, mas também é ter a coragem de mostrar suas próprias fragilidades, desnudando a alma sem medo. É aprender a linguagem do toque, do olhar, do silêncio. Intimidade é, acima de tudo, um ato de coragem e entrega, um esforço constante para conhecer o outro, em sua essência mais profunda, e amar essa essência com toda a força do coração.
POEMAS DO LIVRO: Palavras azuis acordam a madrugada.
Editora 7Letras
01
O poeta se põe a escrever
como se entrelaçasse a face de um fantasma.
O vulto transita pela cena, flutua sem corpo
e deixa no ar o poema com voz trêmula.
02
Queria falar do susto
quando acordei pálido
com palavras azuis pedindo
escreva um poema azul?
Eram palavras assustadas,
não queriam dizer nada,
vieram no pesadelo
procurando a poesia da madrugada.
03
Neste palco despovoado despertamos.
Sei que me olham de soslaio
sondando o que há em volta.
Agora miram meus olhos e dizem
palavras azuis acordam a madrugada.
04
Palavras azuis acordam a madrugada,
mas dizem nada sobre a noite sonâmbula.
Antes que seus nomes sejam pronunciados
regressam ao seu destino, imersas em sono.
Não podemos tocar nessas imagens nuas,
ressonadas de sonhos e cansaço.
05
A dançarina silenciosa escapa da mão.
Que desleixo deixá-la caindo caindo
por mero desatino, sem destino.
Que mão abre-se relapsa
soltando a mão de outra
que se perde sem sentido?
Sem sentido a seguir
a dançarina se refaz
e renasce em cor
tão flor tão forte.
Em si ela contém o mundo.
E não tem nome algum.
Não me pergunte o que é.
Não a colhi de palco alheio.
Veio sem tempo de ser começo, meio
e fim.
É coisa cadente, estrela abandonada.
Caiu de mão que retém nada.
06
Escreve tuas palavras de horror.
Mas não grites.
Não levantes a voz acima do poema.
Escreve em caligrafia fria teu pavor pálido.
Para onde vamos quando enlaçamos as mãos?
Sentei-me ao pé da árvore e me colei ao solo.
A gravidade me consola e lança a maçã no meu colo.
Gravitando em torno da palavra, o poema nos acolhe
em sua órbita mordaz.
