Em meio a Fumaça
Lá pra Minas Gerais avistei
A fumaça insana, de cor
Esverdeada
Olhos em chamas...
No vermelho de uma fogueira,
Avistei uma cidade em chamas,
Chamas de um graveto, chamas
Em meus olhos, em meus
Olhos em chamas...
Explorando o infinito, conhecendo
O desconhecido chamas em negrito,
Chamas em meus discos,
Olhos em chamas...
Crianças loucas, poucas são as
Suas ganâncias, sobre a derrota
Dos oprimidos, Chamas na minha
Mente, chamas em meus olhos,
Chamas em meu corpo,
Olhos em chama...
"Olhos em chamas", poema criado em 29 de julho de 2003.
Tudo pro alto, tudo girando!
A cortina de fumaça se abriu,
com minhas vistas, olhei,
e vi o tempo me indicando,
de que dele nada escapa,
disse-me que tudo é como deveria ser,
ou como ele quisesse que seja.
Ele é o tempo.
Viu o nascer e verá o fim dos dias,
acabará com toda dor e agônia,
é um bom remédio para alma.
Com o tempo a vida passa e
a ferida se sara,
a resposta fica clara, e assim podemos cantar,
celebramos a vida e as benções de todos dia.
Somos humanos, nada perfeito,
temos o direito de errar, pensar,
olhar, mover e reagir.
A outra parte da história o tempo te diz!
A fumaça do teu cigarro parece ter entrado pela janela do meu quarto ontem, ficou impregnado em meus pulmões, assim como teu cheiro, assim como teu ser. Ontem, ironia ou não - também tocou Seven Devils, e me vi obrigada a lembrar de como você gostava dessa música e era performático ao canta-la, e assim dormi ao som da sua banda preferido. Ah, João. Quando eu acordei, adivinha? A maldita música estava lá novamente, me atormentando, juntamente com aquele cheiro do seu velho e bom cigarro. Ao abrir a porta, o vizinho o vizinho estava ali, pacato, ouvindo a sua música, fumando o seu cigarro, e ao fim de mais um dia de lembranças, beijando a sua mulher. Desculpa João, não deu pra não te procurar em outrem.
TRAGO
Atrás de toda essa fumaça,
trago a esperança.
Depois de tanta dor,
trago o esquecimento.
O passado me preenche
Me arde a garganta
Perfura meus pulmões
Me foge pela boca.
Enquanto isso o presente queima em minhas mãos,
Virando cinza, me escapando entre os dedos
Fugindo para se fundir ao vento
Usando duras palavras para se guiar.
E nisso trago
Trago dores e amores
Trago a vida
Trago o tempo
Deixo-me queimar
A VIAGEM
cansado,
o veneno corre pelas minhas veias,
a fumaça que dissipa,
é a mesma que entorpece,
enlouquece,
não a mente,
a vida,
a vida se esvai a cada baforada,
a cada viagem,
segue-se um rumo que afasta o real,
aproxima o ilusório,
coisas novas surgem,
apenas em na mente,
um mundo mais colorido,
alegre,
todos falam com você,
até cachorros,
e no fim da viagem,
quando se aporta no idilico xangrilá,
nada existe,
apenas um vazio,
que a cada viagem,
se torna maior,
a cada viagem,
a ida se torna mais rapida,
o caminho de volta mais comprido,
tão comprido,
que os braços que desejam ajudar,
não mais podem segurar,
os chamados de volta,
são apenas vagos ecos de uma memoria destruida,
confusa, apática,
inerte,
a razão se confunde com o racional,
argumentos mais insanos,
são encontrados para justificar a insólita viagem,
que se tornam piadas,
para os lúcidos fora da viagem.
Mais uma baforada,
a fumaça sobe,
hora de ir,
para onde eu não sei,
sigo apenas a ilusória estrada de tijolos amarelos,
de ferrugem, não de ouro,
acompanho meus amigos,
montado em um elefante cor de rosa,
que voa livre entre os girassóis,
que acompanham a lua,
enquanto esta,
submersa em um mar de lágrimas,
sorri loucamente,
velando mais uma parte de uma memoria que se vai.
A DANÇARINA
Dançarina na luz da lamparina,
Na graça do gesto parece fumaça.
Há suspiro em passo, cada giro,
Dança com leveza desperta lembrança.
No samba, ela além de bela é bamba,
Mas seu coração muda com a estação;
Machuca muitos por isso parece maluca,
Coitada da dançarina não passa de menina.
A idade cobra dançarina pela atividade,
É vaidosa, mas aparenta ser mais idosa.
A fantasia não dura para sempre, que ironia;
A dançarina se apagará com a luz da lamparina.
André Zanarella 30-08-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4421534
Acendo o cigarro, deixo a fumaça escapar por entre os lábios e o olhar vaga distante pensando no vazio que você deixou, fazendo substituir-se por outros vícios, outros amores que nunca amei.
Veja agora, garoto, no que me tornei.
E não, a culpa não é sua, a culpa é minha, que não sou ninguém.
...e pode sim, de repente, o amor chegar fora de hora...Sem aviso, sem sinais de fumaça, sem ligar antes... o que não pode é a gente deixar ele ir embora. Porque o amor é assim mesmo - imprevisível - e deixando ele ir, a gente corre o sério risco de não vê-lo voltar nunca mais. Então não se culpe se ele chegou quando o coração estava ocupado e a vida em ordem... Há coisas que não precisam de um bom motivo para acontecerem...e o amor é uma delas! Então respira fundo e vai lá receber o amor que veio pra te fazer mais feliz, e acredite: se ele veio é porque você merece! Então relaxe... e ame!
Traga suas decepções e eu trago as minhas
Traguemo-las todas para que virem cinza e fumaça
Que nos tragam à mente o difícil aprendizado
E que do intragável façamos uma bela canção
Cheirar fumaça de óleo diesel
Botar Fogo no apartamento
E depois quebrar essas xícaras
Eu quero deletar essa playlist de MPB
Eu quero ouvir gritos da minha rua inteira
A noite inteira, eu queria saber de você.
Beber todos os dias não aplaca a dor
assim como a fumaça do cigarro não leva embora o desespero.
Entre infinitos caminhos possíveis pra seguir
eu não sei qual escolher
ando em círculos, sem direção.
Eu revivo o passado todos os dias
acredito que não vou viver algo tão bonito quanto o que já passou, não vou encontrar alguém que me mude pra melhor
como você mudou.
E se o dia
continuar
cinzento
Eu invento
Meu coração
esquento
A fumaça segue
com o vento
Servirá de alento
A alguém
em pensamento...
mel - ((*_*))
Fumaça? Dispersa a solidão!
Eu, você, conhaque e vinho no chão
O bar, pessoas, sempre tudo tão banal
Promessas ilícitas que juram o irreal...
Mas não.
Quero me lembrar...
Recostado na varanda, acesso o charuto o bailar da fumaça ...
Observo a avenida...o passar dos carros...vidas que passam..
Relembro..pois somente lembrar seria supor um dia haver esquecido..
As noites lá na rua Visconde...onde garotos nos reuníamos ...
A falar da vida..dos amores..do futuro..sem internet ou celular...
Apenas amigos desvendando o segredo da vida...
Ouvindo e contando historias ...aumentando o limite da imaginação ...
Sentindo a segurança de um futuro...lindo e certo..
Onde só haveria lugar para vitorias..e todos venceríamos ..
Seriamos esportistas, cientistas , médicos ou advogados ...
Todos ilustres bem sucedidos e do tamanho dos nossos sonhos..
Ninguém moraria mais na rua Visconde...mudaríamos todos para Nova York, Paris, Madri ou na pior das hipóteses para os Jardins...
Seriamos sempre amigos, pois além dos sonhos era só isso que possuíamos ...
Muitos anos passaram....trocamos a rua Visconde por outros lugares...
A idéia do sucesso ilustre ...pela magnitude da vida...
A amizade da turma...transformou-se em amizades universal...
Os sonhos..ah os sonhos..admitimos que eles até mudaram...
Mais nunca deixaram de ser...
O combustível que um dia...
Nos levara ...tao alto..que brincando com as estrelas atingiremos...
O universo da alma!!!
Nem sempre onde tem fumaça tem fogo.
As vezes é fumaça artificial, tipo aquela das discotecas ou dos grandes shows musicais.
