Elegia de um Tucano Morto
Lil Nan - Morto
Morto por dentro
passei tempo preso
esperando cê dizer seu desejo
apenas me deixe sozinho
Onde eu estava?
quando ele te sentiu na sua casa
enquanto eu chorava?
e essa dor simplesmente me matava
isso me deixou em lágrimas
Onde eu estava?
quando ele te sentiu na sua casa
enquanto eu chorava?
e essa dor simplesmente me matava
isso me deixou em lágrimas
eu vi aquelas imagens em minha cabeça durante meses a noite.
[O Marco Zero de um Ponto Morto]
enfim,
compreendeste
tudo.
este é o glorioso destino
da humanidade,
um bando de desgraçados
solitários,
fazendo barulho
coletivamente
pra se distrair,
incomodando a todos,
enquanto sofrem
em silêncio,
desejando o amor
que nunca tiveram.
(Michel F.M. - Trilogia Ensaio sobre a Distração - 16/11/23)
Estamos longe da transição...
A/C(Antes do Corona)
D/C(Depois do Corona)
Capitalismo morto ao final?
Ou todos nós?
#O #amor #não #é #raro...
Raro são as pessoas que sabem amar...
Não está morto...
Tem que saber cultivar...
O cavalheirismo não é raro...
Está aí a se apresentar...
Porém, não existem muitas damas assim...
Que se permitem conquistar...
O romantismo também não é raro...
É só bem observar...
Sonhar ainda é possível...
Basta começar a desejar...
Tudo começa com um simples olhar...
Coração mais rápido a bater....
Pernas a tremer...
Mãos a suar...
Se tivesse um buraco no chão...
Talvez, muitos, quisessem entrar...
O problema é que o tempo desgasta...
E no que um dia foi um sonho...
Hoje pode ser fantasia...
Ah...
Pudesse eu ainda ter...
Os sonhos singelos de outrora...
Amores eternos...
Não como os de agora...
Pudesse sentir pela espinha...
O calafrio e a agonia...
De amar com sofreguidão...
Juntar minha alma...
Ser só um coração...
O dia seria curto...
A noite rapidamente passaria...
Perdendo o juízo...
Em completo desatino...
Mais e mais eu queria...
O MORTO HABITUADO
Não são leves os laços
do absurdo exercício:
o homem lado a lado
com seu laçado ritmo.
muito menos cumprido
do que dependurado,
plataforma do umbigo
ao pescoço do hábito.
Mas ao engravatado
qual o conforto vindo
provar que o inimigo
não inventou o laço?
Por outro lado, fausto
do que secreto visgo
se o absurdo do ato
costuma ser tranquilo?
Discreto e convencido,
como não dar o laço,
rebento do risível
com o bem comportado?
Conhecer o ridículo
quando se chama exato,
isento de impossível
e impossibilitado?
Demasiado antigo,
já não é bem um trato:
vertical compromisso,
enforca-se o enforcado.
Eu me olho no espelho
Refletido pela luz da velha porta
Impregnado e morto
Nos olhos do poeta que não mais existe
Eu me molho na chuva
Refletida na luz da janela
Aquela, que se abria em agosto
Nos dias de agostos passados
Me despeço, me peço um abraço
Pergunto por que foi que me deixou partir
Por que foi que não passaste a velha porta
E guardaste a criança que eu era
Refletida na luz da janela
Que se fecha em agosto
Me pergunto por que não se vai
Nem me deixa partir
Que se queixa em meus sonhos
Por eu ter partido
É que o tempo corre noutra direção
Quando se sonha
Depressa como uma flecha
E passa pela porta que nunca envelhece
E voa pela janela que nunca se fecha
De um agosto que não se acaba
O poeta que me busca e não se acha
À luz que meus olhos ofusca
No espelho que não te reflete.
Edson Ricarrdo Paiva.
Te espera o Mar
Quando você vai até lá
Querendo te engolir
Morto de vontade de te afogar
O Mundo já te engoliu
E você nem mesmo viu
Riu, enquanto teu melhor amor partia
E assim se deixou ficar
Feliz, por ter escolhido
Quem não te quis um dia
Hoje, pensa em tudo que fez
E chora, com o coração partido
Será que riria ainda
Se aquele grande amor
Não tivesse ido?
Nestas idas e vindas da vida
Ninguém pode responder
Minha querida!
Ainda resta hoje
Todo aquele imenso Mar
de dúvidas e perguntas
Eu velo que estejas contente
Em algum Universo Paralelo
Existem duas almas
Que nunca vão descobrir isto juntas
Pois
Aquele amor que deixaste partir
Não há de lembrar de você
Se acaso um dia o vir voltar
Ele Não ficará junto a você no fim
Nem mesmo se a ambos o Mar afogar
Nem mesmo assim.
O maior milagre não é ressuscitar quem está morto. O maior milagre é quando os vivos morrem! Mateus 16.24-26.
A EFICÁCIA da expiação de Cristo é atemporal (Graça Preveniente: cordeiro morto antes da fundação do mundo: 1ª Pedro 1.20; Apocalipse 13.8) e universal (Cristo morreu por Todos: João 3.16, 1ª Timóteo 2.4). Já, a sua APLICAÇÃO é temporal (no dia chamado hoje: Romanos 13.11; 2ª Coríntios 6.1-2) e condicional (pela fé: João 1.12; João 3.15; João 3.36; Atos 16.30-31).
