Elegia de um Tucano Morto
Esconder-se por medo de revelar o que vossa alma tem de mais sublime é o mesmo que estar morto em plena existência.
Enquanto me afogo em pensamentos, até então como um homem morto, a epifania me desperta. Eu ouço e sinto meu coração bater como jamais visto. Embriagado de inspiração, escrevo uma nota para a alma do indivíduo desvirtuado que trilha o caminho da perfeição. Enquanto passa pelas maiores dificuldades, que ele não se esqueça: existir é uma batalha ganha, mas não uma guerra, portanto que sempre busque seu caminho árduo com a confiança de continuar.
Te espera o Mar
Quando você vai até lá
Querendo te engolir
Morto de vontade de te afogar
O Mundo já te engoliu
E você nem mesmo viu
Riu, enquanto teu melhor amor partia
E assim se deixou ficar
Feliz, por ter escolhido
Quem não te quis um dia
Hoje, pensa em tudo que fez
E chora, com o coração partido
Será que riria ainda
Se aquele grande amor
Não tivesse ido?
Nestas idas e vindas da vida
Ninguém pode responder
Minha querida!
Ainda resta hoje
Todo aquele imenso Mar
de dúvidas e perguntas
Eu velo que estejas contente
Em algum Universo Paralelo
Existem duas almas
Que nunca vão descobrir isto juntas
Pois
Aquele amor que deixaste partir
Não há de lembrar de você
Se acaso um dia o vir voltar
Ele Não ficará junto a você no fim
Nem mesmo se a ambos o Mar afogar
Nem mesmo assim.
Quase sempre, quase nunca
quase perto, quase certo
quase morto, quase torto
todo dia
Quase euforia
Quase nada
madrugada
Quase durmo
Quase dia
Quase euforia
Quase ria
Quase vejo
Quase encontro
uma saída
Quase ensejo
Quase despejo
Quase pego
quase cego
Grana, grito
São duzentos anos
de filosofia
Quase rio
Quase todo dia
Quase dia
Quase poesia
Quase riso
Quase garantia
Quase perto
Quase que eu não via
Quase canso
Quase danço
Quase bato
Quase apanho
Quase temo
Quase tema
Quase bala
Quase bela
Quase minha
Quase dela
quase infarto
Quase deserto
Quase digo
Quase chamo
Quase amo
Quase digo
Quase brigo
Quase calo
Quase falo
Quase abismo
Quase mina
Quase rima
Quase riso
Quase todo dia
Quase dia
Quase garantia
Quase rio
Quase todo dia
Quase dia
Quase poesia.
Eu me olho no espelho
Refletido pela luz da velha porta
Impregnado e morto
Nos olhos do poeta que não mais existe
Eu me molho na chuva
Refletida na luz da janela
Aquela, que se abria em agosto
Nos dias de agostos passados
Me despeço, me peço um abraço
Pergunto por que foi que me deixou partir
Por que foi que não passaste a velha porta
E guardaste a criança que eu era
Refletida na luz da janela
Que se fecha em agosto
Me pergunto por que não se vai
Nem me deixa partir
Que se queixa em meus sonhos
Por eu ter partido
É que o tempo corre noutra direção
Quando se sonha
Depressa como uma flecha
E passa pela porta que nunca envelhece
E voa pela janela que nunca se fecha
De um agosto que não se acaba
O poeta que me busca e não se acha
À luz que meus olhos ofusca
No espelho que não te reflete.
Edson Ricarrdo Paiva.
"Foste morto, e com Teu sangue compraste…”
gritam os salvos, com glória e contraste.
De todo povo, tribo e nação,
Deus fez um povo, fez sacerdotes em adoração.
..que sentido tem homenagear um morto?!
Em tempos atuais seria publicar nas redes sociais, que admirava muito, que era uma boa pessoa, blá-blá-blá e mi-mi-mi.
Quando digo que a única certeza da vida é a morte, pareço fatalista, mas deixo o vivente congelado por alguns segundos...rsrsrs
VOCÊ ESTÁ MORTO, MAS PENSA QUE ESTÁ VIVO!
Muitíssimas pessoas pensam que estão vivas mas não sentem que estão mortas! Pouquíssimas pessoas sentem que estão vivas mas não pensam que estão mortas! Pois, a vida para o Corpo é morte e a morte para o Espírito é vida!
... Por aquele pensador ao crer
Em um único Deus supremo de paz e amor
Será condenado e morto
Por um Rei cruel e ditador.
"Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar".
Um dia estarás morto,mesmo estando vivo, e teu coração sonhador e solitário então sangrará, mas com a tinta rubra do sangue da desventura, pintarás poemas da esperança de um amor eterno.
Esse supremo horror de existir...cada um de nós, mesmo morrendo, mesmo morto, estará condenado a nunca morrer? E, ao morrermos, esse horror chamado vida prosseguirá, infinito?
Quando o homem aprendeu a manter o Gato de Schrödinger vivo e morto, ele não dominou apenas a matéria — ele tocou o véu sagrado entre a realidade e o mistério. Pois aquele que controla a incerteza, molda o próprio destino do Universo.
