Drigo Tavares
Não me acovardo
Nem me rendo a escalabro
Assim que fui criado
Nem pra deus nem pra diabo
Quem dira pra protofascista
Marionete/vedete de meia pataca
Nada impera em mim senão espera
Esperançosa e Alarmantemente calma
Eu e meu cajado
Escrito "AME" na ponta
Sempre pronta..
Pra nela ter encrustado
Um pouco mais de compaixão
Um cristal ou quem sabe a fuga
Dessa angustia que toma e endoma
Algo ja esperado todo verso
Aquele que versa
Toda rima
Empunhada
Sempre guia
Não me atacanho
'Pous' visto em muitos pranto
A cada morte ou espancamento
De uma mona, mina ou mano
Que tinha tudo pra dar certo
Infinitos no levante
Chega de macho unilateral e arrogante
Racista velado na piada de instante
Pros assassinos da patria adiante
Pros que tangem lucrar com a desventura dos demais
Meu cajado, minha retorica e minha Alma
Que envergam mas não quebram
Nesse furacão de maldade
Nada tema...LUTE!
Lutar se aprende LUTANDO!
AMOR só se aprende SE AMANDO!
"Impele na razão
Toda forma de compreensão
Compartilha nas ideias
Sem se sujar na inércia
Nem de sangue
Nem de lágrima
Faz o que te cabe acreditar
Compila tudo isso
E explana explodindo
Arte e Amor no ar"
Era só a casca
Acompanhada
De outras carcaças
Que o vento derrubara
E a curiosidade indaga saber
Cricrilava este ser?
O sistema em colapso
Corpos debatem-se nas estações...
como peixes sem água
Transpiram suas frustrações e magoas...
Derretem como fios de ouro
de uma placa mãe ao sol...
Os soberanos?
Condicionam seus ares e prazeres,
em suas atuais maquinas velozes...
Em suas fortalezas
Não falta agua nem luz...
E os bolsos sempre cheios,
de ganancia, luxo e...
...cidadãos!
Estamos longe da transição...
A/C(Antes do Corona)
D/C(Depois do Corona)
Capitalismo morto ao final?
Ou todos nós?
TÃO
Tão pouco tempo nessa consciência
Até entender que quem temperou o choro
Acabou salgando nosso pranto deveras
Tão pouco tempo nessa
Maldita prosa desse hediondo palco
Quais versos desse coro bradam no
Tão pouco tempo
Que não tenho um corpo
Tão pouco
Eu sou um corpo
Tão
Sob ciência consciência do eu no Somos
Tão pouco tempo de mim
Projetando nos outros
Expectativas...
Sempre tão pouco de ti
Desejo na margem do acaso
Acosso a raiva em mim
Um exemplar raro de nós...
