Dor Física
Nos momentos de dor, física ou espiritual, não tenha vergonha de chorar, elevando o pensamento a DEUS.
ELE certamente entenderá como uma prece, atenderá e fará tudo para que suas lágrimas sejam enxutas.
Deus se comove com nosso choro e nos atende.
Qual pai não se comove com o choro do filho e faz tudo para consolar?
A dor física nos faz lembrar de que estamos vivos e a vida é o maior dom que o Senhor de Luz e Doador da Vida nos concedeu.
A dor psicológica, muitas vezes, causa mais sofrimentos que a dor física, mas, tanto uma quanto a outra consegue-se suportar, mesmo quando não passar com medicamentos, orando, com fé absoluta em Deus.
A saudade é uma dor psicológica, por vezes mais forte que a dor física. Ambas não devem interferir no caminho.
A dor é relativa e mutável, porque por mais doloroso que seja uma dor física quanto a uma queimadura, jamais essa dor superará a dor emocional.
Superamos apenas quando escolhemos nos enfrentar e tentar de novo para superar nossas próprias fraquezas.
ALMA POÉTICA
O poeta pôs-se a dizer que a dor da alma,
Antagônica à física, remedia-se com a suavidade do silêncio e, a amorosa companhia noturna.
Ou, quiçá, uma moda do Jonh Cale para aplacar seus males.
E, que o poema não!
O poema, apenas lhe oferecerá carinho.
Ah, o poema!
Esse sim, é lenitivo à alma e os males que aflige o poeta.
A presença física, sabemos que está ausente, mas a lembrança do sorriso franco e sincero, ameniza um pouco a dor da gente.
As vezes seria melhor ter uma ferida física, que sabemos que cicatriza muito mais rápido do que qualquer ferida emocional.
Quem tem deficiência física, sensorial ou intelectual; ou, convive com quem tem, aprende a viver com uma dor crônica que nunca passará.
Se afastar de alguém é preciso mais do que orgulho.. é preciso ter coragem emocional, física e racional.
Bastou uma perda física ou moral e entramos aqui e experimentamos em nosso espírito o efeito dessa mutilação.
Muitos desperdiçam força física atirando pedras em cima de criaturas viventes, quando deveriam sentir a mesma dor ao deixar o saco de pedras cair em cima de seus próprios pés.
Nesses últimos tempos em que meu vazio existencial se tornou quase o gene dominante de todo o meu ser, a recessividade tardia quase consegue me comandar. A madrugada se apresenta como um refúgio, ninguém tem medo dos monstros quando se vive no meio deles. Meus demônios a muito lutam para se libertar. Tenho aceitado as forças de atração que me puxam para a terra. Agora vejo que meu fim não está tão longe quanto pensei ser. O atrito de minhas moléculas é a única coisa que mantém meu coração aquecido nesses tempos de um inverno tão rigoroso.
Sinto como se os polos magnéticos estivessem agora situados em meu peito, e como opostos, se atraem, tomando-me por uma implosão sem limites, explodindo de fora pra dentro, sendo corroída massivamente a cada novo pôr e nascer do sol.
O movimento das marés, que tanto me encantava já não tem mais um efeito tão positivo. Sou mais sal do que açúcar, ainda assim, insolúvel. Indescritivelmente heterogênea acerca de qualquer outro componente que não seja você.
Thaylla Ferreira {Poesias sobre um amor inatingível}
