Dor Corpo
NO SILÊNCIO DA DOR, NASCI DE NOVO
No silêncio da dor,
Meu corpo gritava.
Minha boca se calou.
Meu olhar cansado,
Minha alma cansada.
Mas é no silêncio de um útero que nós somos gerados,
E é no grito da dor que nasce uma vida.
Quando até a alma dói:
Um gemido que não sai.
Um grito que silencia.
Uma lágrima que não cai.
No silêncio da minha dor,
Eu me encontrei com Deus.
Ele me diz olhando pra mim:
"Eu vou refazer a tua alma, sua erupção.
Fica aqui comigo agora, eu te guiarei,
Pegado em tua mão."
Van Escher
Leoa 3:55
Estou pensando tanto em vc ... vou dormir sonhando contigo .. e meu corpo pedindo seu corpo ..eu querendo me perder .. no teu abraço, nas tuas curvas , querendo me aquecer no calor do teu corpo todo ... esse desejo por vc esta acabando comigo ..vc provoca e tira o corpo fora ... vc atiça e vai embora .. vc faz a imaginação trabalhar mas não é comigo que está todas as noites .. estou perdida ..quero alguém que não pode ..alguém proibido .. desejo vc escondido em segredo.. desejo ter vc no meu pensamento todo dia..mas não podemos .. pensa em mim daí..que penso em vc daqui.. se o coração não se entrega a alma padece ... psiu fecha teus olhos e pensa em mim ... dorme comigo no teu sonho que estou fazendo o mesmo daqui ...
Delicia é me perder toda no seu corpo ... me derreter de amor no teu abraço.. é dormir e acordar todo dia no calor do teu corpo ..é sorrir teu sorriso , olhar dentro dos teus olhos.. amar sem medida , sem hora pra acabar e recomeçar quando eu bem quiser.. gostoso é isso , não proibir , não ocultar , não precisar silenciar ... não viver escondido , em segredo , não viver em segundo plano... gostoso é ser tua por inteiro e você me corresponder da mesma maneira..livre, leve , solto !
Se tens de abrir uma ferida no corpo de alguém, fere a ti mesmo e verás que, pela dor, clamarás por socorro por causa dos teus pecados, que causam sofrimentos constantes à tua e às almas dos outros.
A autopiedade põe a alma na tristeza da depressão e chama dores no corpo por falta de fé, gratidão e confiança o poder da Palavra de Deus.
Que as suas dores e aflições do corpo sejam para glorificar a morte de Cristo e pela prática do bem a sua alma glorifique também o Criador.
A dor é menos fraca no corpo dos outros; ela se torna mais forte quando a dor atinge a nossa própria alma; porém, para ser curada com eficácia devemos aceitar a total verdade do nosso sofrimento e reparar as deficiências da nossa fé.
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
Às vezes, desejo sair do meu corpo e ser só sombra, livre da dor que insiste em ficar. Mas este corpo pulsa, me chama a resistir. E mesmo na escuridão, nasce uma luz pequena, promessa de que a aurora sempre pode voltar.
O corpo do homem, dorme, cansado depois da rotina de mais um dia exaustivo de mesmice enquanto a mente e o espirito de um homem menino, sonha com todas as coisas que o mundo, ainda não achou, deformou ou reinventou. Amadurecer não é o oposto de sonhar, sonha se sempre com novos amanhãs e momentos mais felizes, coloridos e melhores.
Nossa meta é, dormir quando a vontade quiser e acordar quando o corpo querer, aos sons da Natureza.
Dormir, essa morte temporária,
onde o corpo se entrega ao abismo do sono.
É uma morte breve, um mergulho no silêncio,
onde os pensamentos se dissipam e a alma flutua leve, sem rumo,
como se fosse também despojada de si mesma.
É o fim das correntes do dia,
o fim da jornada que nos pesa,
e, por algumas horas, morremos.
Mas na morte do sono,
não há despedida definitiva,
não há luto nem sepultura.
Ressuscitamos ao amanhecer,
com os olhos ainda tingidos de sonhos,
e o coração pulsando de nova vida.
Dormir é morrer por algumas horas, é a outra face da morte que ainda não chegou.
A morte do sono é suave,
como a brisa que afaga a face,
e ao despertar, somos mais inteiros,
como se a vida nos fosse devolvida
em doses pequenas de milagres diários.
“Minha boca chama pela tua, minhas mãos por teu corpo, meu peito por teu rosto reclinado a disposição de terno carinho.
Os momentos que passo contigo, quero te servir por abrigo; descansa menina meiga e cheirosa.”
Doi na alma, dói no corpo ...
Deixa estar, vai passar, com sorte, tudo será breve, e essa angústia no meu peito, e essa falta ardendo Em minha pele ...
"RELER-TE"
Quero escrever letras engarrafadas
Fazer um poema no teu corpo
Com a ponta dos meus dedos
Seres sempre o meu poema predileto
Onde eu gosto de ler-te e reler-te
Em cada verso que faço
Afinal moras na margem esquerda do meu peito
Onde permaneces inteiro
No final se recortares em pedaços
Cada palavra que escrevo
Irás encontrar o teu nome
Escondido em cada letra do meu poema
Porque é assim que o teu corpo escreve no meu
O significado das palavras
Páginas escritas para sempre
Onde posso folhear os teus livros de letras minhas
Escrever um poema no teu corpo
Sem ser uma tatuagem permanente!
"Homem não chora" - e foi assim que seu corpo fora adestrado pelo discurso do outro, tornando-se casco onde antes poderia ter brotado flores.
