Doeu
Tenho saudades do que eu já fui. Falta-me, jussivamente, eu. Daí, doeu. Injustamente massivamente. Passei passivamente. Sem mim.
Não vou conseguir dizer que, ao ignorar, era só medo de ressuscitar o que doeu. Eu só sei escrever...
Tento fugir de algo e isso vem atrás de mim numa maneira indireta. E doeu falar cada passo teu aos outros que queriam ouvir.
É, ela caiu, e se levantou mais uma vez como se nada tivesse acontecido, só que desta vez doeu mais, e parecia que nunca iria passar… Mas passou; por mais que tenha demorado mais do que as outras vezes, ela está aí de novo, não é? Só que agora, ela está mais irônica e agindo como não se importasse, apenas na prevenção, com medo de se magoar outra vez.
As pessoas que já me fizeram sofrer sabe que em mim já doeu mas agora é em você quem vai sangrar, não á ferida que não se cicatriza deixando marcas para trás, não á vitoria sem derrota, se hoje chove é sinal que amanhã fará sol, hoje eu prefiro a verdade porque eu já magoei gente de mais que eu amei, a mentira mata e corrompe e as vezes faz feridas que não se fecham e não se curam...
Tenho que admitir que já doeu mais. Muito mais. Até que hoje dói menos, mas continua doendo. Já não sei que escolha fazer. Não sei se volto a provar do amor ou se continuo nessa dor que o desamor tem me causado. É muito vazio, muito nada, muito choro seco… Cansei. […] Esses dias olhei para minhas lágrimas secas no chão, olhei para os textos que nunca tive coragem de lhe enviar e senti falta. Senti falta de quando escrevia chorando, de quando te sentia em mim mesmo longe, mesmo não me amando, mesmo não me querendo… Eu te sentia. Era real. Era forte. Era… Sinto falta do que era. Do foi um dia. Do que passou… Do que não sinto mais. Sinto falta de sentir. Sentir qualquer coisa que possa me fazer sorrir ou chorar, que possa me fazer feliz ou até mesmo triste. Eu sei, é estranho, é desvario, mas é o que eu preciso. Amar. Sem esperar ser amada. Só amar. Sentir… Mas sentir no fundo. No âmago!
PLACAR (By JeffCruz)
Doeu?
Ah não diga! Pensei que tivesse sistema anti-ataque.
Que pena que sua armadura não foi tão eficiente
Não me vinguei de você, vê, fui mais esperto
Quando esperava minha derrota, minha depressão
Eu fiz foi uma pressão maior na minha evolução
Saltei tão alto que nem percebeu, fiz recorde
Ai! Desculpa, mas sou um atleta bem preparado.
Nossa! Bem sei o quanto tive que treinar.
Eu sei a hora certa de fazer meu gol e sair de campo
Você ficou então com seu jogo sujo, trapaceando
Perdendo, buscando os pênaltis.
Ei! Espie só!... Eu fazendo embaixadinha, e você na baixaria
Placar 10 x 0! Estou cada vez mais craque nesse negócio
Já levei meu troféu pra casa. E você... Sei lá... Nem sobrou medalha!
Depois que passou doeu menos
E a faca cortante partiu
Um ferimento profundo
Doído de se ficar senil
Não pude prevenir
Estourei minha idade
E a felicidade Divergiu
Fugiu correndo da felicidade
O que ficou
Pássaro levou
Para outros ares
Longos Lírios afastados do céu
Não sei o que senti
Só sei que parti
Na direção da melodia
Entre fermatas e curtas pausas
Me apaixonei pela vida
E me acompanhei de meu amor inócuo
Um deleite que não me priva
Meu constante amor próprio
Depois do....a preocupação apareceu
E meu coração doeu
Pensando no que aconteceu
E querendo ta lá pra cuidar e o amar
Pois a vida e curta
E o tempo não para de passar......
Eu sei amor. Sei que me trocou por alguém que só te queria aquela hora. E doeu em mim, sabia? Não sinta pena não. Agora eu tô legal. Eu chorei, me culpei, soquei as paredes do meu quarto e até desejei que você morresse. Eu quis que você pagasse centavo por centavo o que me fez passar. Mas no outro dia percebi o quanto você não me merecia. O tanto que eu seria pra você me trocar por um nada. Entendi que eu quero te ver bem, pra que você veja que eu estou muito melhor agora. Foi só um dia ruim como tantos outros que eu já tive que enfrentar. Fique sabendo que você foi só um descuido que o tempo já cuidou de apagar. - Clayton Foreliza
Quando a minha mãe morreu
Quando o meu pai não me reconheceu
Quando o meu estômago de fome doeu
Quando a rua me abraçou
Quando as grades me cercaram
Quando a droga me conquistou
Quando o meu amor me deixou.
Só me restou, lápis e papel
O rap e Deus!
Vi teus olhos distantes, olhava em outra direção...doeu feito faca que machuca, que sangra, corta coração. Vi teus olhos percorrendo novos caminhos, viajando por novas estradas...novo endereço vi nos olhos teus !
"Não posso desistir, cheguei até aqui,
foi difícil, doeu e dói mas sei que estou
perto de onde quero chegar"
O que doeu na sua partida nem foi o ato de fechar a porta, após me estraçalhar com as suas palavras. Doeu mesmo foi o processo, doeu foi antes. Meu coração sentiu tanta dor. Todo dia eu via, todo dia. Você era cada vez mais e mais e mais dela. Doeu ver você se apaixonando por outra mulher que não era eu.
Doeu eu ver que sim, você era capaz de sorrir e não era por ou para mim. Doeu encarar suas mentiras - e as minhas também. Doeu. Doeu saber que, durante todo esse tempo, nada que eu fizesse adiantaria. E mesmo assim você me manteve ali ao seu lado. Como um cachorrinho, que você pode controlar, doar, vender, usar. Na verdade não é bem assim, sabe? Com os cachorros você tem uma unidade. Comigo você teve urgência de me deixar o mais espedaçada possível, só pra ter certeza que eu nunca mais ia voltar. Só pra você ter certeza que jamais seria um lugar pra pisar novamente.
O que doeu mais foi estar com você. Machucou demais entender que ao meu lado você escolheu o seu pior. Feria muito ver que para você bastava a novidade. Frio na barriga. Carne fresca. Carne fresca. Alguém menos amargurada, moça com vida menos difícil. Será que você encontrou a leveza que tanto procurava? Tomara que sim.
Encontrei uma carta sua. Me perguntei: será que sou feliz? Em seguida eu ri. Porque caiu a ficha que condicionei minha felicidade a tão pouco. E esse pouco era o que você trazia. E mesmo se apaixonando cada vez mais por outra moça, cê continuava vindo aqui. Repetindo as mentiras mais descabidas para justificar os encontros, escapar dos conflitos. As escapulidas omitindo os encontros, os novos amigos, as novas colegas. Histórias criadas para justificar todo atropelo por anos e anos e anos.
As mulheres sempre terminam sozinhas. São as mulheres as loucas, sempre. Mulheres sempre são marginalizadas. Mulheres são quem perde e fica com a carga. Mulheres que se deixam atravessar por vazios e migalhas.
Tudo mudou quando entendi que não sou pombo pra aceitar migalha.
Cicatrizou mais rápido quando foquei apenas em mim. Recomendo.
Aprendi a viver sem você, finalmente. Você ocupava um espaço tremendo. Você também atravancava os meus caminhos. E cá estou eu, uma manhã sem você. Me questionando. Quem serão os passarinhos?
