Do nada
Não gosto de nada meio-termo, nada mais ou menos.
Não quero beijo meia-boca, quero perder o fôlego.
Ou mergulha fundo comigo, ou fique só com seu banho-maria.
Eu não apaguei nada do passado.
E quero deixar claro,
Se visitarem a idade média,
Me encontrarão dançado entre as bruxas.
De nada adianta,
O desejo de mudança,
que o novo aconteça.
Se faz barricadas com tralhas do passado.
Nada de vingancinha boba,
Reaja em silêncio.
Sabendo que tem gente que sabe apenas brilhar,
Enquanto outras iluminam.
Quando me olhou não falou nada,mas puxou assunto com o olhar, falou coisas proibidas para certos lugares.
Se aprisionar ao passando,e ver o presente passar sem nada fazer, é rejeitar qualquer chance de mudança para o novo.
Mesmo que os anjos me emprestem suas asas,e eu descubra uma galáxia,nada fará sentido se não sentir o amor.
Ele diz que não é dono de nada,mas é sim dono de si,em seu coração a moradia é gratuita,sem contrato,mas se vacilar,a ordem de despejo é entregue por baixo da porta.
