Do nada
A vida abre janelas todos os dias e mostra que nada será igual. Mostra que tudo será uma nova escolha, uma nova estrada e uma nova possibilidade de ser feliz.
Embora a vida não tenha nenhuma receita e os sonhos não tenham nenhum habitante, nada nos impede de vivermos corretamente como manda as leis divinas.
Esperei a vida inteira. Hoje nada mais importa. Apenas a leveza do ar, o amor verdadeiro, a intensidade da vida, a profundidade do tempo, a magia do momento, o mistério do universo e a paz de espírito.
Nascemos, vivemos e morremos sem saber nada dos mistérios da vida. Talvez, voltemos para aprender ou para ensinar que os sinais simbolizam a nossa libertação.
Que a vida me dê o suficiente para continuar minha caminhada. Que nada atrapalhe o que foi determinado por ela. Se assim tiver que ser, que eu tenha discernimento para perceber, entender e aceitar.
Da vida, não cobre nada. Apenas sorrisos, abraços e amores. Do tempo, lembranças, saudades e felicidade intensa. Dos momentos, a intensidade que faz de cada segundo a capacidade de vivermos levemente.
Nada mais gratificante do que crescer e evoluir pelos nossos próprios méritos e não pelas mãos ilícitas de um capitalismo corrompido.
Nada restará para lembrar. Se restar será passado e ficará em uma gaveta. Espero nunca mais abri-la.
Por que o universo não se refere ao ato de que nada é nosso e tudo nos alimenta? A alma busca o que a carne desconhece. Apenas nos alimentamos sem saber que precisamos de algo além deste que nos mantém de pé.
Vivo de forma a entender que nada foi em vão. Tudo teve um propósito e uma forma inusitada de mostrar que há muito a se aprender ainda.
Voltemos nosso olhar para a humanidade. Sejamos compassíveis e amorosos. Nada vale a pena se não tivermos compaixão e amor com os nossos semelhantes.
Não quero me apegar a nada, porque as coisas um dia acabam e eu não quero sofrer por aquilo que ficará para trás.
