Divida
O Brasil tem uma grande divida social com a cultura negra da mesma forma que tem uma grande divida cultural com a cultura indígena. A nação cultural e educacional brasileira devem promover estes ajustes mas com historias verdadeiras e não esbranquiçadas e politicas.
Uma divida politica, social, cultural e histórica inacabada, até a fundação do MUSEU DO NEGRO, no Estado do Rio de Janeiro. Só se combate as agressões a cultura afro brasileira com a educação.
A divida de ocupação de propriedade, destruição ambiental, social e cultural aos povos originários do Brasil, nunca é paga. Só migalhas politiqueiras e politicas.
Reparação Já!
Não é favor, é justiça.
Não é presente, é dívida antiga.
Não é concessão, é reparação.
É o grito do povo preto,
ecoando pelas ruas,
pelas periferias,
pelos corredores do poder
que por séculos nos ignoraram.
É a urgência das mães,
dos jovens,
dos anciãos,
que carregam na pele a marca da exclusão
e no peito o sonho interrompido.
É o Movimento Negro,
que não se curva, não se cala,
que planta consciência em solo fértil
e colhe a força de quem não se abala.
São organizações que se erguem
na borda do abismo social,
erguendo pontes,
construindo saídas,
escrevendo narrativas
para um futuro menos desigual.
Porque não basta sobreviver,
é preciso existir por inteiro.
Reconstruir o chão que nos negaram,
tomar de volta o que sempre foi nosso,
romper as cercas invisíveis,
criar espaços onde antes só havia negação.
Cotas, ações afirmativas,
educação com permanência e acesso,
crédito, emprego, oportunidades—
políticas que devolvem
o que nos foi roubado sem arrependimento.
Porque fomos empurrados ao porão da história,
mas seguimos de cabeça erguida,
com os pés fincados na luta,
com a alma acesa pela vida.
Reparar é corrigir o ontem,
é garantir o agora,
é fazer do amanhã um território
onde o racismo não mora.
Queremos igualdade de fato,
não apenas no papel.
Queremos justiça concreta,
e não um discurso superficial.
Reparar é romper as correntes invisíveis,
é libertar os corpos e os sonhos,
é construir um mundo
onde toda vida tenha o mesmo valor,
os mesmos caminhos,
as mesmas possibilidades.
Reparação é reconhecimento.
Reparação é reconstrução.
Reparação é justiça ancestral,
é equilíbrio histórico,
é dívida que precisa ser paga.
Reparação já, porque a nossa história não se apaga.
Reparação já, porque o tempo da espera não embala.
Reparação já, porque viver com dignidade
é direito, é raiz, é palavra sagrada.
De tantos juros que este nosso Brasil já pagou da dívida externa, ao invés de uns e outros insistirem em picuinhas, todos juntos deveríamos nos unir para pedir o cancelamento da nossa dívida externa e de toda a nossa América Latina, precisamos sermos protegidos e cuidados, a nossa gente precisa viver e ter direito a realizar os sonhos!
Não dá para ser
plena e feliz só
de saber que o poder
na Colômbia não
se sente em dívida
com as vidas das crianças
que foram bombardeadas.
É deste continente
inundado por golpes,
desgraças existenciais,
prisões políticas, traições,
e onde se beijam
as autoproclamações:
Os meus versos
latino-americanos
têm sido escritos.
A mais frágil filha
de Bolívar levou
a autoproclamada presa,
não me dou satisfeita
porque faltam muitos
responder por crimes
e profundas ofensas:
Os meus versos
latino-americanos
ainda estão amargos.
É do continente dominado
por tramas profundas,
ondas de fanatismo
que a minha poesia
feita de insistência
e de liberdade
com toda potência:
Com audácia reclama
por uma leal tropa
injustamente presa,
e um General que
há mais de três anos
é preso de consciência.
Em nosso confuso
continente cada
um tem a sua
parcela de culpa,
A nossa dívida
histórica é interna
com o nosso
povo originário,
Em um mês e meio
quatro guajajarás
foram assassinados,
Mas é o menos
urgente que ocupa
todos os espaços
no tumultuoso cenário
que tem origem
numa única corrente
que seduz o mercado,
Invade países com
a sua intriga foi
capaz de prender
um General
e uma tropa fazendo
outro massacre
só que silencioso,
Estão todos vivos
mas é como mortos
estivessem perto
de chegar este Natal.
Não me permito
voltar os olhos
para fora,
os massacres
em Sacaba e Senkata
não tiveram
a redentora justiça
como pronta resposta:
O atraso do tempo
pode conspirar
contra a verdade
e a cruel História,
Tal como
a irrazoabilidade
fazendo batida
fora de hora,
contra a lógica
e um constante
rasgo a Constituição.
E da mesma forma
pode ocorrer com
os desaparecidos
de Laguna Alalay
em Cochabamba
e tudo aquilo que
ocorreu por tantos
lugares e em El Alto,
Tomei gás
lacrimogêneo até
o meu último
poro não alcança,
e por nada arrastaram
a minha cara no asfalto.
"Se sua dívida foi paga na cruz por Cristo! Porque insiste em hipotecar sua alma com teus desejos carnais?"
—By Coelhinha
"Gratidão não é dívida, gratidão é amor.
Se você não tem a capacidade de amar a quem um dia te ajudou, você é um ingrato!
E, será punido pela sua própria ingratidão."
☆Haredita Angel
Divida essa sua juventude estúpida com a gatinha ali do lado, meu bem. Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da roda, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.
