Discursos
Pessoas pessimistas contaminam quem está ao seu redor com um discurso marcado por fracasso, derrota e medo.
A Boca
Da boca saem múltiplas palavras
discursos vãos: vão-se e já não voltam.
Na boca refreiam-se palavrões
contidos no palato
e livres, aos pulos, no pensamento.
De boca em boca tentam os beijos
empoleirarem-se,
apertados ou indecisos,
a querer nidificar o silêncio
ou o gemido que desfolha a pele.
Antes que a noite comece a salivar
vamos amarrar as nossas bocas
até que os nossos corpos se calem.
A beleza de um lindo sentimento e a grandeza de um belo discurso é anulada quando a atitude não condiz com o que foi declarado!
De discursos, falatório e esbravejamentos nossos ouvidos & corações já estão cheios! Queremos ver é AÇÃO além de reação! e de preferência em silêncio!
Brilhastes com discursos alheios, foram seus, dados segundos, não havia maldade, é o caminho que chamas as equidades.
Hoje são 02\06\2021
Evidência , Regra do Discurso do Método Cartesiano
Para que eu possa começar a falar sobre Evidência, que foi uma regra do Método Cartesiano, referida no Discurso do Método, devo primeiramente falar como se dá o pensamento relacionado a essa regra. A regra do Método Cartesiano de nome Evidência, exige que o ser humano não aceite como verdade aquilo que não nos seja nítido e distinto. Nesta regra, Descartes chama a atenção sobre juízos precipitados e a prevenção, ou seja, o preconceito. Para ele, a ideia deve ser clara a ponto de assimilá-la em nosso espírito e distinta conforme conseguimos separá-la de todas as outras ideias que passam por nós de maneira confusa e distinta em nossos pensamentos.
Quando pensamos em Evidência, ela já faz parte das faculdades intelectuais e não sendo incontestável. Como sabemos, razão diferencia o verdadeiro do falso e temos que tomar como objeto de estudo aquilo que não seja contraditório, devemos tomar como verdade aquilo que nossa razão perceba de modo às vezes um tanto quão intuitivo, que é correto e foge de contrapontos de especulações errôneas de senso comum. Resumindo, deve aparecer de forma clara, verdadeira e que conheça evidentemente como tal, isto é, de evitar cuidadosamente a precipitação e prevenção, e de nada inclui em meus juízos que não apresentem e forma clara e tão distintamente a meu espírito que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida. Para Descartes, é a regra que nos permite ter clareza e distinção dos princípios inteligíveis e sendo a fonte de toda construção teórica a saber. Com que finalidade se duvida? Qual o propósito da dúvida fundamentada? É importante saber qual é o fundamento e a finalidade das dúvidas, duvida-se para alcançar e se possível, as verdades nas ciências e encontrar a verdade caso possível.
Então, a evidência é uma atitude fundamental da ciência e filosofia, no sentido de que tanto a ciência quanto a filosofia tem na evidência uma espécie de motor, pois ciência e filosofia são questionamentos permanentes e questionar algo é colocar este em questão, em dúvida, avaliação e exame. O pensamento espontâneo é uma ideia unicamente intelectual, tendo como particularidade a certeza, a evidência, a imediaticidade, e não sendo passível de erro. Descartes quando relata em seu discurso e cita: “imediato, espontâneo e modo simples”, ele cria um exemplo onde cada um pode mentalmente imaginar que a intelectualidade compreendida na intuição, é somente uma só vez e não parte por parte, e isso nos esclarece que a intuição não acontece de pouco em pouco, mas sim de uma só vez e que obtemos esse conhecimento por nosso pensamento e consequentemente também de nossa existência por intuição.
Outra forma de imaginar a intuição, é quando definimos o que é a assimilação intelectual direta e simples, de algo que não temos dúvida ou sequer podemos duvidar devido a natureza de sua clareza e absorção por nossa mente, e sendo assim, quer dizer que já possuímos esse comportamento mental que é inato, ou seja, temos capacidade de diferenciar o que é verdadeiro e o que é falso e a criação para uma ciência jamais poderá ser possível sem o auxílio da intuição. Devido a esse pensamento, temos a certeza de que se deve acreditar veementemente em tudo já conhecido e que não se pode duvidar, enquanto a intuição for a apreensão intelectual direta, simples ou uma ideia que jamais teremos dúvidas em consequência de sua clareza.
Com isso, observo que a Evidência é uma assimilação nítida e diferente de uma consciência atenta e aguçada, descendente de uma clareza do entendimento de um ato, é tão simples que o ser não pode confundir e nos faz entender de maneira simples na direção em que o entendimento assimila a ideia de maneira clara e diferente de todas as demais. Em minhas leituras, observei uma certa desvalorização em certas áreas de humanas quando citado o nome de Descartes, geralmente as pessoas tende a lhe chamar de muito quadrado ou muito cartesiano, em minha opinião, tenho certeza de que pessoas que o consideram um desvalorizado, são profundamente ignorantes, pois Descartes nos ensinou uma coisa fundamental chamada: a humildade de ter método, quando ele fala que somente Deus tem o intelecto de compreender tudo e nós temos o intelecto ou uma razão limitada, a gente precisa ter métodos e estes devem começar por analisar as pequenas artes que compõem o problema que é necessário entender, e ao invés de você abraçar o mundo com as pernas, você deve passar de um problema quando este estiver entendido e assim sucessivamente, até conseguir entender um pequeno número de problemas. Descartes, nos ensinou que além do método de Evidência, como confissão de humildade diante do conhecimento e quando estamos lidando com o conhecimento tradicional e estabelecido, a gente deve ser cuidadoso e não aceitar algo simplesmente porque dizem que é verdade e, sendo assim, cabe a nós associarmos nosso conhecimento do método cartesiano em análise e questionamento, colocar em dúvida tudo aquilo que venha da tradição, afim de ter uma vida mais consciente , mais raciocinada e não exclusivamente religiosa, mítica ou lendária. Descartes como sendo muito racionalista, é considerado pela academia como um pensador abstrato, mas levantou pensamentos que tornavam qualquer que seja contra seu pensamento um profundo ignorante e levantou uma grande questão: qual o fundamento para a verdade e o que me permite dizer o que é verdade ou não ? Isto é, onde eu apoio o edifício sobre o qual, vou construindo os conhecimentos que entendemos como verdadeiros sobre qualquer coisa de minha vida, e o mesmo chega uma conclusão que até hoje é colocada como óbvia, mas que não é ela, quando ele discute que o único fundamento para eu chegar a própria ideia de verdade, é começar duvidando, afinal de contas se eu coloco tudo como dúvida, aquilo que for indubitável ou que não puder ser duvidado e ter uma evidência, se torna o ponto principal para construção da verdade. Descartes, então chega a uma conclusão racional de que a única coisa indubitável é a própria dúvida e nessa hora o pensamento cartesiano se constrói, sobre a possibilidade de duvidando perceber que se pensa. Descartes como pai do cartesianismo, tem uma preocupação muito prática e começa a perceber no discurso do método, que é uma obra especial, qual os caminhos que devemos seguir para resolver um problema, e ele até oferece uma grande dica, pegue um grande problema e vá do mais simples para o mais complexo, divida em tantas partes forem precisas e vá resolvendo do mais simples até chegar a grande complexidade.
E sendo assim, o Método Cartesiano e a regra Evidência, se torna um modo de ser e acredito que seria insuficiente e muito limitado caso esse método se ausentasse em minha vida, pois ela permite que sejamos menos robótico, menos automático, menos inconsciente naquilo que desejo investigar, não é um processo mágico, mas ajuda bastante a existir melhor.
O texto se chama Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens. E, nesse discurso, Rousseau fala sobre a especificidade do humano em relação ao resto da natureza. (...) Um gato, o exemplo é de Rousseau e não é meu, um gato nasce com instinto de gato. E o instinto de gato é a natureza do gato, é a essência do gato. Esse instinto basta para o gato viver como gato (...), então, o gato é 100% determinado pela sua natureza. A vida do gato é a natureza do gato e corresponde a natureza instintiva do gato. E é por isso que gato vive como gato, desde que existe gato. Gato não se aperfeiçoa, gato não vai à lua, não desfila em escola de samba, gato vive do mesmo jeito há milênios, porque o gato obedece uma natureza que não tem mudado muito. Desta forma, disse Rousseau: "Um gato morrerá de fome ao lado de um prato de alpiste." Ele não vai arriscar, não está programado para arriscar. Um pombo, por sua vez, também nasce com instinto de pombo, natureza de pombo, jeito de pombo, e este instinto pombalino vale e basta para o pombo viver como pombo até o fim da vida. O mesmo não inventa, não cria, não improvisa, o pombo respeita a sua natureza de tal maneira que o pombo morrerá de fome do lado de um prato de filé. E o homem? O homem também tem instinto, também tem natureza, e tanto é assim que, quando nasce, vai procurar seio materno, não foi porque aprendeu com alguém, porém, o instinto do homem não dá nem para a primeira semana. Se fosse por instinto, não haveria palestras. O instinto do homem não esgota a vida do mesmo, muito pelo contrário, a vida do homem transcende e muito a sua base instintiva e poderíamos dizer que exista um delta entre a existência e a natureza. Disse Rousseau: "Quando a natureza se cala, ainda há muita vida por viver". Claro, o homem não é como o gato, o homem tem um instinto, mas o instinto não basta. E é por isso que homem inventa, improvisa, cria e esta construção intelectiva sobre a própria vida, quando o homem esculpe a estátua da própria existência, recebe o nome de moral. E é por isso que o homem come o alpiste.
Nota: Trechos da palestra Rousseau e o instinto da vida, do professor, jornalista e escritor Clóvis de Barros Filho.
...MaisO silêncio oportuno é mais eloqüente do que um discurso onde a pessoa não aceita opiniões e nem mudanças...
TOLERÂNCIA
O discurso sobre tolerância tem-se tornado num negócio ao serviço de minorias intolerantes. A tolerância é condescendente e sabe que faz parte da diferença e ao reconhecer-se como tal assume uma atitude de apreciação e respeito perante a vida. Não perde, porém, a capacidade de discernir entre o bem e o mal!
Parto do descontrole
Aqui intercala o nosso intercurso
Dispensando qualquer discurso
Apenas uma maneira de pensar
Rejeitando quem possa segurar
Falamos um pouco de futebol
Descansamos no nosso lençol
Uma tirania devassa e cruel
Tumba no eterno mausoléu
Estranhamente me aguarde
Mesmo que os dias parem
Estou cansado de esperar
Pela noite que me agrade
Um caso em diversos caos
Sujeito bom dentre maus
A menina que se diverte
Na lembrança das Chacretes
Estaremos na área de novo
Para tentar socorrer o povo
Esta sensatez está perversa
E a paranoia assim dispersa
Quero cantar em pleno torpor
Como em um coma induzido
Livre, leve, em um total vapor
O descontrole foi assim parido.
A relevância de um discurso não reside na identidade de quem o profere, mas na substância de sua mensagem. O fundamento de um argumento não deve repousar na retórica, mas na solidez de sua base racional e epistemológica.
Politicamente corretos!
Grandes massas nocivas a um bom discurso, um debate ou a grandes idéias mentirosas;
De quatro em quatro anos os heróis saem do anonimato, cheios de promessas e super poderes;
Os cantos e contos, as fábulas e histórias lúdicas nos levam a crer no impossível mundo de Nárnia;
Homens e mulheres começam a ficar cegos do nada, pegam suas lanças e passam a defender com ferro e fogo o seu futuro herói que virar rugindo como Leão para salvar o nosso mundo da pobreza, da violência, da fome, do desemprego, da escuridão e de todo o mal que nos assola!
Mais um copo de vinho é dado ao povo em comemoração a mais um belo momento de glória vivido no mundo da ilusão.
Um viva ao poder da indução! Um viva ao futuro salvador de uma nação de inocentes e crédulos!
E outro viva mais alto em homenagem aos que se dizem sábios e puros de espírito que irão conduzir por mais 4 anos com todo seu amor e respeito em nossos sonhos e apenas em nossos sonhos, essa grandiosa e bela nação!
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