Coleção pessoal de Mel-Bie
A massa não respeita aquilo que consegue facilmente.
Sem o desgaste para alcançar o que almejam, desmerecem o valor daquilo que é gracioso.
A massa desrespeita aquilo que não é de mérito próprio.
Sem a imposição de força para alcançar seu intento, diminuem a beleza de uma ação de graças.
(...)
Quando o perdão é dado rápida e prontamente, ocorre permissão para uma nova falha.
A mente humana mediana não consegue compreender o valor do ágape;
antes o assimila como uma licença para errar continuamente.
(...)
Limites são divinos e devem ser estabelecidos.
Sem eles é concedido o desrespeito.
E, sem respeito, resta a vã repetição desvaliada.
E os peçonhentos falam muito do que não sabem.
Justamente, por não saberem.
Criam, na lacuna de seu alvo, aquilo que gostariam que ele fosse,
o pior que têm dentro si, para aliviar sua própria ignorância.
Contradições (im/ex)plícitas
Conheço pessoas que precisam de validação pública para se sentirem existentes.
Não sabem que: aqueles buscam aprovação de homens desagradam ao Criador?
(...)
Conheço pessoas que buscam alcançar validação máxima para se sentirem eficazes.
Não sabem que: aqueles que atingem aprovação da maioria acabam com o mesmo fim que elas?
(...)
Quanto mais sublime for sua experiência mais ela deve ser preservada.
Cada vez que contada a quem não merece seu brilho, mais ela o perde.
Guarde a melhor parte para o correto destinatário.
A verdade é autossustentável, não precisa se defender. Seu silêncio é a resposta; o tempo não a esmoece, antes, a estabelece.
Se alienar não é se proteger.
Não saber o mal, não faz com que ele não exista.
Saber o mal é a única forma de se proteger dele.
Fórmula da retição de erros
= Sujeitos + ambiente + circunstâncias = resultado
Quanto mais semelhantes os elementos, maior similaridade na consequência.
É possível entender o sentido da palavra "paciência", quando é percebido o procedimento divino com a humanidade.
Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
V.
E as diversas facetas brigam entre si buscando o melhor para seu personagem, nesta literatura real. Apesar de não terem escolhido nascer nele.
Mal sabem que nada são, e suas histórias um dia se apagarão.
Quem é o protagonista, então?
Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
III.
O mundo se compõe em uma série de literatura de diversos gêneros e gostos.
Cada um se identifica com um.
Mas, no mundo real é um pouco mais complexo.
É composto por uma série de histórias diferentes, e cada personagem vive sua própria história, visando o melhor para si, sem saber o fim.
IV.
O melhor para ele não é o que é melhor para ela, que também visa seu prório bem.
Exemplo:
O melhor para um cara, sem família, que só amaduresse aos 45 anos, é achar a mais pura e valorosa para lhe dar um lar, apesar de ele já ter tido um filho não assumido.
O melhor para esta não-candidata é achar alguém semelhante a ela e ter algo fixo e seguro
É a potência, e não a cinética, que define o valor que uma pessoa tem.
Espere o momento oportuno para explodir o melhor de si.
Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
II.
Mas, bem sei eu que não iria conseguir mesmo.
Não se tentasse com mesma pessoa, ambiente e circunstância: que dão o mesmo resultado. E semelhança entre eles cabe um resultado semelhante.
Enfim.
Voltando ao ponto onde queria chegar:
Cada pessoa é a protagonista de si mesmo.
Imagine que você se identifica nesta mais com Léia, porque talvez seja irmã mais velha e passou por algo parecido na infância.
Mas agora imagine, pelo menos tente, e se você tivesse nascido Jeoaquim?
Como se sentiria?
Seria aquilo que já estimado dele, ou faria diferente, e tentaria criar sua própria história?
Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
I.
E Jeoaquim chorava porque queria participar da história que sua irmã Léia estava brincando e inventando.
Não sabia quem era na história, pois não estava nela, e por isso chorava.
E quem observava refletiu uma solução:
Que Jeoaquim brinque sozinho e faça sua própria brincadeira, ao invés de tentar entrar na de Léia, que fazia suas próprias regras.
E ele, talvez me dissesse, não consigo.
E eu a ele: você já tentou?
–Sim, muitas vezes e não consigo.
E eu concordei. Sim, se você não tentar de novo, nunca vai conseguir mesmo.
Exageros para a indisponibilidade:
...e quando não conseguem ter aquilo que querem, desvalorizam, por não poderem possuir.
Atribuem-lhe apenas os defeitos, como uma caricatura mal feita; apenas por não poderem desfrutar das qualidades.
É uma mecanismo psicológico, usado para consolo, chamado de legítima defesa da autocomiseração ferida.
A máscara da inocência
Você acha que eu não sei.
Você acha que uma pessoa que prefere suportar afronta é tola.
Sim. Bem como aquelas que preferem dar a outra face.
Você acha que eu não sei.
Você acha que eu suporto e sou tola.
Sim. Te dou permissão para repetir e agredir de novo.
Você acha que eu não sei.
Você acha que eu não sei algo sobre este jogo.
Sim. Bem como aquelas que já participaram dele antes.
Entretanto,
parece que:
Você não sabe que eu sei.
Você não sabe que eu sei que: aquela que não joga não pode perder.
Sim. Bem como aquela que sabe e finge não saber.
