Desgosto

Cerca de 428 frases e pensamentos: Desgosto

⁠Simulando contentamento,
Confundindo o desgosto,
Desprezando o desânimo,
Animando o desprezo exposto.

Inserida por michelfm

⁠Não há alegria sem desgosto.

Inserida por kamorra

A espera que acena desesperança.
O silêncio que avisa falta de gosto ou desgosto caminhando.
A hora que chega sem muito mudar.
É o sinal que doe em minha alma.

Inserida por BALSAMELO

⁠Pensamento alvinegro do Barão

O Botafogo já me "matou" de desgosto várias vezes, mas basta uma vitória qualquer e "ressuscito" mais alvinegro que nunca.

Inserida por zatonio

⁠Meu futuro

Meu futuro...
Um tiro no escuro?
Um eixo oposto?
Um gosto ou um desgosto?

Água potável?
Água intragável?
Luz do sol?
Mofo da escuridão... do abismo mais profundo o fundo?

Sombra?
Ou luz que calibra meu caminho?
Âncora segura?
Câmara escura?

Meu futuro...
O que será de ti?
O que farás de mim?
Alargará as fronteiras?
Do precipício a beira?

Meu futuro...
Há algum veredito?
Ou será sempre o dito pelo não dito?

Meu futuro...
Bendito?
Maldito?

Medo crescente do que vem pela frente...

Inserida por RosangelaCalza

⁠Des(gosto)

Gosto de chorar andando na chuva
Ninguém percebe minhas lágrimas
Misturadas com a água
E escondem minha mágoa.

Gosto de olhar o cotidiano
O ir e vir das pessoas
Os carros nas ruas
A troca do sol pela lua.

Gosto do cheiro de chuva
Que cai de tardezinha
Lavando a alma
E mantém a calma.

Gosto de sentir angústia
Daquela tristeza avulsa
Do gosto amargo da loucura
De desconhecer totalmente a doçura.

Gosto do despreparo
Dos sentimentos de desamparo
Gosto de sentir o gosto
De tudo que me dá desgosto.

Inserida por Otocco

SOMBRAS DO AMANHÃ

Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas
Em todo pensamento
Sobre o amanhã...

Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.

Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.

Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.

Inserida por EvandoCarmo

O desgosto por um pregador no púlpito é oriundo de um coração amargurado que ainda não teve a coragem e a sabedoria para falar com ele as melhores intenções de desempenho, apoio e treino aos líderes da igreja.

Inserida por HelgirGirodo

Agrade o próximo com poucas horas de felicidade, antes que os anos se acabem em desgosto, agradando a si mesmo.

Inserida por HelgirGirodo

⁠A sabedoria, no sentido de preencher o cérebro com informações mil, pode trazer desgosto, inquietações e tristezas; mas, a sabedoria divina, no sentido de cumprir a Sua vontade, ele remove as amarguras e as insatisfações da alma e traz paz de espírito e medicina para o corpo.

Inserida por HelgirGirodo

Qualquer trabalho feito sem motivação e com desgosto produz um efeito indesejável.

Inserida por HelgirGirodo

O desgosto só nasce no coração daquele que não tem gosto pelo próximo e será omisso pelo seu sentimento nefasto.

Inserida por HelgirGirodo

Momentos que são vividos com euforia do mundo não passam de traição, desgosto e decepções.

Inserida por HelgirGirodo

⁠Agosto não é "o mês do desgosto", para a Natureza não existem meses, existem fases e elas passam.

Inserida por paulocelente

Ainda bem não conheço meu futuro como lá viverei, talvez teria um desgosto de enfrentar ou teria mais vontade de depressar para que aconteça tão rápido. Assim poderia discernir o presente. O mais incrível é que continuo e continuarei cego dessa curiosidade. (DANIEL PERATO FURUCUTO).

Inserida por Furucuto

ENTRE O ENCANTO E O DESGOSTO


Por: Marco Arawak




No mar profundo, onde o mundo parece dançar sobre as águas, há mistérios que nenhuma palavra consegue alcançar. As ondas se desfazem e retornam, como pensamentos que insistem em voltar. Há dias em que tudo parece distante, fosco, sem cor; dias em que o desgosto chega sem pedir passagem e transforma até aquilo que era familiar em paisagem estranha.


As sombras machucam não porque tenham mãos, mas porque às vezes carregamos dentro de nós aquilo que ainda não conseguimos compreender. Há olhares que pesam, silêncios que dizem mais que palavras e lembranças que permanecem mesmo quando já não queremos recebê-las.


Então uma brisa atravessa a copa das árvores.


É quase nada.


Mas basta.


O vento movimenta as folhas, leva alguns segredos e devolve outros. Talvez a vida seja assim: uma sucessão de coisas que chegam, permanecem por algum tempo e depois seguem adiante, deixando em nós marcas que nem sempre sabemos nomear.


A alma também possui suas marés.


Há momentos em que transborda e outros em que recua para lugares silenciosos. Chora sem testemunhas, questiona antigas crenças, enfrenta censuras, medos e incêndios que ninguém vê. E, no fundo dessas inquietações, o coração continua procurando um caminho.


Porque há paixões que começam como promessa e terminam como ferida.


Há sonhos que se desfazem justamente quando acreditávamos tocá-los.


Há amores que deixam de ser abrigo e passam a doer.


Mas nem toda perda é o fim de alguma coisa.


Às vezes, é o espaço necessário para que outra forma de vida encontre lugar.


O amanhecer não pergunta o que aconteceu durante a noite. Simplesmente chega. A luz toca lentamente aquilo que estava escondido e devolve contorno às coisas. O que parecia perdido ganha outra perspectiva. O que parecia definitivo revela-se apenas uma passagem.


É nesse instante que a poesia começa a fazer aquilo que a memória nem sempre consegue.


Ela transforma.


Não apaga a dor, mas muda sua linguagem.


Não nega o desgosto, mas impede que ele seja a última palavra.


O amor pode ter sido ferido e ainda assim continuar sendo amor. A confiança pode ter sido abalada e ainda assim reconstruída. O coração pode carregar cicatrizes sem precisar transformá-las em morada.


A vida segue como um caminho que não revela toda a paisagem de uma vez. Caminhamos entre certezas e dúvidas, entre encontros e despedidas, entre aquilo que desejávamos e aquilo que aprendemos a aceitar.


Às vezes caminhamos sozinhos.


Mas estar sozinho não significa estar vazio.


Há dentro de nós um lugar onde alguma coisa permanece acesa, mesmo quando tudo parece silencioso. Não é certeza. Não é promessa. É apenas a possibilidade de continuar.


Um fio.


Um movimento.


Um passo depois do outro.


No céu vasto, o azul parece infinito. O sol atravessa as sombras e lembra que nenhuma noite possui o poder de apagar definitivamente a possibilidade de um novo dia.


Até a tristeza, quando atravessada com consciência, pode perder sua força.


Ela pode continuar existindo, mas já não governa.


O desgosto deixa de ser destino e transforma-se em passagem. O que antes parecia apenas ferida pode tornar-se consciência. O que doeu pode ensinar sem precisar permanecer doendo para sempre.


É assim que sigo.


Não porque tenha deixado de sentir medo, mas porque aprendi que coragem não é caminhar sem medo. É continuar mesmo quando o caminho ainda não está completamente iluminado.


Verso após verso, reúno aquilo que a vida espalhou.


Memórias.


Desejos.


Perdas.


Afetos.


Silêncios.


E, com tudo isso, construo não um universo perfeito, mas um universo possível: aquele em que a tristeza pode existir sem destruir a alegria, em que o pranto pode dividir espaço com o sorriso e em que a dor não precisa apagar o encanto.


Talvez seja esse o segredo da poesia.


Ela não promete que a vida será leve.


Promete apenas que podemos olhar novamente para aquilo que nos feriu e encontrar outro significado.


O que ontem parecia fim pode amanhã revelar uma passagem.


O que parecia vazio pode guardar sementes.


O que parecia desgosto pode, com o tempo, ensinar novamente o gosto da vida.


E a alma, depois de atravessar suas próprias tempestades, talvez não volte a ser a mesma.


Talvez volte mais consciente.


Mais silenciosa.


Mais inteira.


Porque a primavera não nasce negando o inverno.


Ela nasce depois dele.


E quando finalmente chega, não precisa explicar por que demorou.


Apenas floresce.

Inserida por marco_antonio_arawak

⁠Um Riso Frouxo
que contraria
um momento amargo,
afasta o desgosto
e traz um bem necessário.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Evite o desgosto de não se amar,
aceitando um amor amargo
que amortiza o teu valor
pelo o dissabor de ser
falsamente amado.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠⁠Os dias de agosto não precisam fazer jus a expressão “Agosto, mês do desgosto” desde que sejam vividos em lugares maravilhosos por seus significados ao lado daqueles que amamos, que transformam um dia nublado em um momento luminoso, ofuscando algumas adversidades,
compensando qualquer aflição sentida,
uma forma de se perceber o amor e o zelo do Senhor durante todas as fases da vida, uma forte evidência de que vale a pena viver, que o tempo vivido não volta, mas permanece vivo e que as melhoras memórias são construídas em meio às tormentas.
Faz muita diferença pensar dessa maneira, permiti compreender que cada mês é valoroso, todos podem ser vistos e vivenciados como uma grande bênção, fruto do Deus Amoroso, a alegria que sobressai a tristeza, portanto, certamente, no fim das contas, fica a gosto.

Inserida por jefferson_freitas_1

Eu tenho medo e me preocupo com um certo desgosto de que a crueldade do preconceito possa se tornar humanamente um conceito banal.
Tal aberração humana não pode e não deve ser usada como argumentação em discursos vários para alimentar polêmicas políticas/partidárias, mas sim ... para desenvolver a consciência humanamente humana.

Inserida por MiriamDaCosta