Desgosto
Atrapalhado pela vida,
atormentado pelo desgosto,
vivo sem força ansiando algo reluzante!
Acordo ferido
adormeço constragido,
palmilho em bosque e me refresco no orvário perdido!
Deus socorro; Deus me socorre, clamo com um coração ferido, ansiado pela paz
Oh! Me liberta
vela pela minha vida porque só tu sabe e contempla o meu vivenciar!
Ventos de agosto
vento que passa e roça o rosto
para muitos mês do desgosto
Para outros apenas feioso
e bastante lastimoso
Vento que varre a calçada
mas também suja o quintal
vento de folhas secas
a estalar sob os pés
a desalinhar o cabelo
da moça arrumada
que caminha empertigada
Ventos que nos desafiam
Com dias de muito sol
em outros enevoado
Vento que traz a fuligem
das queimadas lá do campo
Vento que leva sonhos
também traz nostalgia
Vento que as vezes
torna enfadonho
o dia de muita gente
Vento que faz
o bambu envergar
cuidadoso pra não se quebrar
nos mostrando que é preciso
as dificuldades enfrentar
Vento frio , vento morno
Vento lento , vento feroz
É apenas o limiar
Da primavera
que está para chegar.
D'tanto me cobrarem,
cobri-me d'desgosto.
Não me aceito c'ndo
cobrador q'levanta,
nem ando me v'ndo
cobrado no encosto.
Minha alma está totalmente tomada pelo desgosto de não fazer um trabalho de pai e homem, tudo se encaminha para o mesmo caminho. A diferença e que nesse caminho eu vou sozinho e fico preso ao meu sentimento de não conseguir cumprir o que planejei. Não vejo ajuda vejo iniciantes que não sabem o que esperam eles pela frente. Essa obrigação é uma prisão para minha vida eu não encontro o sucesso por esta ligado por uma obrigação, parece que fui marcado para passar por coisas que não planejei, eu estudo e toda minha dedicação não serve pra nada, se talvez tivesse feito tudo da pior maneira estaria entendendo ou ao menos teria um sentido. construir uma vida de exemplos que não são seguidos e o mesmo que plantar uma bela fruta que ninguém pretende provar. minha vida esta trancada e não existe chave pra conseguir me soltar, e todo dia tentando abrir um cadeado, a cada cadeado que abre dois são trancados. estou cansado disso e por mais que eleve minha alma ao maior brilho do universo a escuridão apaga. preciso não só de informações dos meus próximos, preciso das minhas informações "o que espera de mim? ", tudo parece bem definido na minha cabeça, tudo chega bem detalhado e referente a mim não chega nada, estou apagando, o calor do meu corpo não consegue aquecer meu coração, preciso de orientação para continuar minha caminhada, os caminhos que estou imaginando ser as melhores escolhas aparentam ser errados, no final espero que esteja tudo certo e o único errado desse livro seja eu, que não escrevi a historia correta e sempre escolhia as palavras erradas. Imaginava que família era pra sorrir igual ter amigos, na minha vida eu não consigo ter esse brilho, o brilho de poder sorrir com quem quer compartilhar a vida com você, estou próximo de pessoa que não pretendem ficar ao meu lado por gosto e o prazer da presença. o convívio e obrigatório seja de toda família ou dos próprios seres de casa, o sentimento de mãe que quer sua presença não existe. me ajude da mesma maneira que tem ajudado com as informações enviadas.
Eu tenho medo e me preocupo com um certo desgosto de que a crueldade do preconceito possa se tornar humanamente um conceito banal.
Tal aberração humana não pode e não deve ser usada como argumentação em discursos vários para alimentar polêmicas políticas/partidárias, mas sim ... para desenvolver a consciência humanamente humana.
Evite o desgosto de não se amar,
aceitando um amor amargo
que amortiza o teu valor
pelo o dissabor de ser
falsamente amado.
Os dias de agosto não precisam fazer jus a expressão “Agosto, mês do desgosto” desde que sejam vividos em lugares maravilhosos por seus significados ao lado daqueles que amamos, que transformam um dia nublado em um momento luminoso, ofuscando algumas adversidades,
compensando qualquer aflição sentida,
uma forma de se perceber o amor e o zelo do Senhor durante todas as fases da vida, uma forte evidência de que vale a pena viver, que o tempo vivido não volta, mas permanece vivo e que as melhoras memórias são construídas em meio às tormentas.
Faz muita diferença pensar dessa maneira, permiti compreender que cada mês é valoroso, todos podem ser vistos e vivenciados como uma grande bênção, fruto do Deus Amoroso, a alegria que sobressai a tristeza, portanto, certamente, no fim das contas, fica a gosto.
SOMBRAS DO AMANHÃ
Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas
Em todo pensamento
Sobre o amanhã...
Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.
Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.
Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.
Tenho sérios problemas em gostar das coisas. Quando gosto é muito, é pra valer e quando desgosto é com a mesma intensidade.
Só a felicidade é saudável para o corpo; mas é o desgosto que desenvolve as forças da mente.
Simulando contentamento,
Confundindo o desgosto,
Desprezando o desânimo,
Animando o desprezo exposto.
A espera que acena desesperança.
O silêncio que avisa falta de gosto ou desgosto caminhando.
A hora que chega sem muito mudar.
É o sinal que doe em minha alma.
Pensamento alvinegro do Barão
O Botafogo já me "matou" de desgosto várias vezes, mas basta uma vitória qualquer e "ressuscito" mais alvinegro que nunca.
Eu penso
De lá do fundo
de um poço do meu passado
Me lembro com algum desgosto
De um dia ter sido o bom moço
Pra sempre um rosto sem nome
Velha amiga que vem pra ajudar
Plantar e colher o trigo
A mais antiga se chama fome
Lembranças sem cabimento
Das recordações vividas
Não a sabem nenhum momento
Não desta vida
Tento guardar no esquecimento
Mas elas não cabem nem lá
Noite amiga
Tenha cuidado com suas palavras
É por elas que você será lembrada
Tudo mais não vale nada
Nem será mudado ou emudecido
Não se furte do tempo que leva
O tempo é curto e chega de leve e leva o todo
Numa tarde de ventania
O desabrigo vem
E a gente aceita, precisa aceitar
A antiga cara do espelho
Não mora mais lá
E se isso era tudo
Agora, neste momento, nada mais se ajeita
Há duas coisas na vida que não se pode evitar
A primeira é o pensamento
E a outra é quem te diga o que pensar
Revendo essa quase vida
De alguma maneira eu percebo
Desde sempre, a historia inteira
Estava escrita
Quando a gente chega ao mundo
É pela vida
Mas não dá pra viver por ela
É preciso razão
Tenho estado neste triste mundo
Onde, tudo que de raro existe
Não chega a ser tão profundo
Quanto o poço raso do começo
Nada além de águas passadas
Eis o preço dessa sede insaciada
Que precede à própria vida.
Edson Ricardo Paiva.
Mas o publicano, sem levantar o rosto,
Batia no peito com sincero desgosto.
“Tem misericórdia de mim, Senhor,
Sou pecador… não sou digno do Teu amor.”
