Delírios
As estrelas guardam meus segredos, meus delírios, já sabem teu nome, teu cheiro e a cor dos teus olhos de cor.
FROUXO SENTIMENTO
Frouxo oh talvez pálida esta rima
Destes meus delírios inconstantes
Porém odeio o pó em que me deixa
Tedioso, gela-me o sangue nas veias
Não existe nada além do meu vazio
Onde a vida não nos permite ensaios
Somos eternos amadores na vivência
Numa dura aprendizagem das dores
Nesse mundo tu és o meu maior vício
Sou uma viciada, portanto, sem ter cura
Na procura interminável da tua ternura
Matei a criança que havia dentro de mim
Pelos teus lábios, pelo meu desejo de ti
A tua ausência tortura os meus sonhos
Frouxo delírio inconstante, rimas soltas
Veias de sangue que correm à tua procura
Amo-te no silêncio das palavras, frouxo
Sentimento de escritas no teu corpo (...)
FRAGAS NA SERRA
A ecos de frias fragas em mim em delírios
Mar martírio do que sou, serei ou talvez não
A escuridão cerca-me a alma constantemente
No caminho que traço, preciso tanto de luz
De fé, mas a minha mente nega-me tal desejo
Castiga-me, como um fantasma assombrado
Que já foi, morri num espectro sem orgulho
Cadáver frio moribundo do próprio destino
No amargo deste sabor que tenho, gosto a fel
Que flutua no meu palato, perturbando o sabor
De ti no esquecimento que me cerca a morte
Não almejo tal destino mas aceito por me ser
Imposto na lama de argila em foi feito o meu
Corpo, ergástulo sem esperança vida mortal
Delírios nos ecos das fragas na serra de neve
Tento caminhar com a fé que já tanto almejo.
Há que se ler os "olhos" da natureza para entender o naufrágio em teus delírios.
Tenho-te toda e não sei como te adormecer.
Não te rias de mim, que as minhas lágrimas.
São águas que irrigam as flores que tu plantastes.
FUGINDO DE MIM MESMA...
DOS MEUS DELÍRIOS,
DOS MEUS DESEJOS,
DAS MINHAS LOUCURAS,
DOS MEUS SONHOS INQUIETOS,
DO MEU DESASSOSSEGO,
E POR FIM,
FUGINDO DA ANGÚSTIA QUE ASSOLA O MEU CORAÇÃO
QUANDO PENSO EM VOCÊ!
Uma noite a mais em claro
Delírios debaixo do lençol
Amar sozinho é um caos
Para quem se acha um sol
De: Almany Sol
Faça dos meus braços seu abrigo, dos meus beijos seus delírios, não deixe para depois, vem fazer do meu carinho por você amor por nós dois
"OUTONO"
Outono, outono meu...
Quero entregar-te os meus delírios.
Nas ruas do nosso outono
Onde os nossos passos vão ficar
Folhas do abandono pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Os nossos olhos verão tudo a mudar
E eu escreveria um livro só para te ver chegar
Se eu te fosse contar, antes de te encontrar
Subiria os montes, desceria as ladeiras
Enfrentaria perigos, sentiria a força vento
A romper a fúria de uma tormenta
Molharia o corpo neste mar profundo
Dormiria com o teu olhar, perderia a noção das horas
Se as ruas do nosso outono pudessem
Despiriam as vestes da hipocrisia em folhas
Somos Iguais, somos um
Um suspiro, um sorriso
Tenho você e você a mim
Te busco em meus delírios
Te sinto e te escuto assim
Somos iguais, somos um
Eu te amo e você a mim
Somos iguais, somos um
Vivemos intensamente assim
Eu sou teu, você é minha
Temos um ao outro
Eu te amo e jamais te esquecerei
Você me faz feliz e me faz sorrir
Somos iguais, somos um
Eu te amo e você a mim
Somos iguais, somos um
Vivemos intensamente assim
Eu te amo e jamais te esquecerei
Você me faz feliz e me faz sorrir
Somos iguais, somos um
Eu te amo e você a mim
Somos iguais, somos um
Vivemos intensamente assim...
Delírios que clamam por momentos passados, que sejam relembrados, que sejam revividos, num amor indivisível e incondicional. Forte onde precisou ser, manso em seu descanso, quando de um inesquecível cansaço...
Delírios... Prazer, sofrimento, inervações e alterações funcionais. Acredite: a paixão é patológica e sintomática, é uma alucinação causada por hormônios em estado anormal.
Se nos versos tento me encontrar, na poesia me perco em delírios
São sonhos e viagens pela madrugada, são momentos presentes
No passado, nas lembranças que o tempo deixou para trás.
Profanos são esses delírios
Que alegram o meu ser
Corrompem minha alma
E me enchem de prazer
Numerados como os dias da semana
Encher-me de agonia eles vêm
a agonia de saber que são errados
os quais, são chamados capitais
delírios de codinome pecados.
Cálido olhar é o que invento
Para acalentar os meus delírios
O tempo pára em minha volta
E um vulto corre ao meu encontro
E abraça o meu corpo.
Não sei aonde vou
Sei que o sigo
A distancia é tão inocente
Quanto o meu desejo de seguir.
Há uma música aos fundos
Um perfume de flores
Que se espalha no sonho
Já não importa o quanto estou louca
É ávido sentir o amor queimar na alma
Fazendo-me feliz.
O infinito é uma parada qualquer
A estrada é só uma ilusão
O vento sopra forte
Carregando algumas folhas secas
Deixando pra trás
O resto da realidade.
Não quero entender mais nada
Vivo destes momentos
Depois, há sempre uma saudade
Obrigando-me a fechar os olhos
Como quem apaga a luz...
Pois não és mais tú, o homem de meus delírios apaixonados. Sua lembrança é agora, pálida memória sufocada. De tempos em que as palavras amor e ódio descreviam nossas vidas.
NO TEU SILÊNCIO
No teu silêncio
Sonho e divago
Entre delírios
E versos.
No teu vácuo
Me aquieto
Sentindo o gosto amargo
Da indiferença.
No teu nada
Me lanço, perdida
No ar pesado
Entre galáxias e estrelas.
No teu vazio
Permaneço com o que me resta
A solidão
Carente como sempre fui
Do amor essencial.
