Delírios
Eu não sei bem o quanto as pessoas dizem,
nem decifro os delírios que habitam suas consciências.
Será que a ciência, com seu farol incansável,
ainda vai revelar algum mistério?
Uma parte de mim é pura consciência;
a outra, ciência que tenta me compreender.
No sim, nasce a certeza que acende o pensamento;
no não, repousa o silêncio que insiste em nos questionar.
Assim como as estrelas, que não revelam sua beleza
a quem não levanta os olhos para o alto.
Amar, na verdade o que é amar, beleza peles molhadas de suor, ou corpos em delírios de desejos descontrolados, será o que é amar, ou ter um amor, na verdade nada disso é amor, isso só é desejos naturais e passageiros, o único amor verdadeiro é aquele que se alimenta de carinho e suporta a renúncia, é aquele que lhe faz sem lhe tocar, amor é a outra metade de suas vontades, escrito por Armando Nascimento
No silêncio da noite,
encontro a paz que preciso, para alimentar os meus sonhos e meus delírios. Viajei para minha infância, ela estava encantada em terras verdes matas vales e montanhas . A beirada de um grande rio, uma bela mulher, cabelos muito longo e pretos que reluzia com o brilho da lua. Ela penteava os cabelos me olhava e sorria. Me aproximei ela sumiu , me vi a beira de um penhasco imenso ja ia pular afinal eu tinha asas, eu so queria procurar onde ela estava , mais escutei sua voz que me disse ; não! Não venha, não e sua hora , siga enfrente, saiba que ainda zelo por você. As vezes tenha a impressão que eu pulei do penhasco. Boa noite.
Delírios e delícias
são irmãs siamesas.
Uma bagunça bonita que nasce quando a razão cochila
e o corpo assume o turno.
Delírio é imaginar sem pedir licença,
é criar mundos só para não caber no real.
Delícia é ficar, mesmo sabendo que passa,
mesmo sabendo que dói depois.
Entre um e outro, a gente vive.
Erra com gosto, sonha sem manual,
se perde um pouco só para sentir alguma coisa de verdade.
Porque no fim, o que salva
não é o equilíbrio.
É essa vertigem breve
que faz a vida ter sabor.
Entre Delírios e Suavidades
Estrada de Chão Batido
Pedra quente de Assuntá
Como eu posso estar atrasado na vida
Se a vida é só minha
Não há atraso onde não há relógio, nem mapa pra chegar antes do vento
A vida é um rio que inventa seu curso, e eu, barco sem pressa, desenho meu tempo
Alguns correm na pista, outros voam sem asas
Planto sementes no chão da demora
O sol da pressa não queima minha pele, minha colheita é feita de agora
Não me digam que perdi passos, quando cada ausência foi um encontro
A estrada não é linha reta, é o desvio que trouxe meu canto
Se comparo meu ritmo ao dos outros, perco o compasso do meu próprio passo
Não há dívida no voo das andorinhas, nem calendário pro brotar dos mangues
Sou tarde e sou madrugada, o fruto que cai quando pesa
Minha vida não cabe nos ponteiros, ela dança onde o tempo não pressa
Não me medem por horas, mas por raízes e horizontes
Pois quem chega "tarde" demais
É
Quem traz as flores mais belas
Do seu andarilho lento
Que
Escreve versos no caminho
Entre delírios e suavidades, a vida tece sua poesia: nas asas do caos, encontramos a leveza e vileza de ser, e na quietude da alma, descobrimos o ouro escondido no voo dos instantes.
Podes dizer que são delirios
Podes dizer que sou um louco
Podes dizer que não sei o que digo
Podes dizer que não mereces
Podes se odiar
Pois nada que dizes meu amor mudará
Do beijo se produz mel, e em delírios nos faz sonhar, é doce e tem veneno, que aos poucos pode matar, de amor e de desejos a quem a ele se entregar.... dizem os grandes poetas que sua força nos faz naufragar, quem me dera ter te tão perto pra de tua boca um beijo roubar, beijo roubado, sabor de pecado, tudo bem não quero pecar, mas se puderes venha logo, e sejas livre pra me beijar O beijo é a forma mais inesperada de dizer te amo e o toque mais delicado de dizer te quero.
As vezes eu tenho delírios
e começo a poetisar..
me prendo nas palavras como se fosse um alívio,
algo q eu quero dizer mas tenho vergonha de falar.
Meu pensamento é constante.
Sonhos e delírios...sonhei!
A ponto de num instante
Achar que me acompanhava...acordei!
Triste realidade desta vida.
Em desejar você assim eu pequei
Numa saudade intensa e sentida
Foi assim que acordei!
Se querer tanto é pecado
Pecador perene eu serei.
Ainda que não seja amado
Foi amando você que acordei
Te quero tanto minha querida.
Saudades eu sempre terei
Sentido completo da minha vida
Sonhei com você, e sem você acordei!
Queimei os ultimos delírios,
das lembranças suas que haviam em meu corpo.
[ A sua mão, não declama poesias: com meus dedos.
A sua voz, não sussurra serenatas: em minha boca. ]
Adeus.
Nostalgia de quinta
depressão de quarta
delírios de terça
desamores de segunda
tédio de domingo
vida sem graça de sábado
vida sem graça de todo dia
PONTO G
Vá buscar-me em suas fantasias,
nos delírios que lhe invadem a imaginação...
Me encontrará entregue, submissa,
ardente à espera da tua subversão!
Sem nenhuma moralidade,
escandalizará minha libido
que arrebatada pelos seus desejos
não terá pudor, nem juízo!
No frenesi de seu êxtase,
selará minha gula com seus beijos
e concluirá, muito safado,
que sou do tamanho exato dos seus desejos!
Quero seus sussurros em meus ouvidos,
quando em meio aos seus delírios me apossar da tua essência...!
Seguir a Deus não é fuga, mas coragem;é deixar de lado delírios otimistas, para enfrentar a realidade com realismo
