Delírios
NAS ERAS D’ ELA
Estrela dos meus céus e dos meus delírios,
Fonte de meus desejos e da minha paixão,
Flor que entre os espinhos me reluz os lírios,
Vida de minha vida e do meu coração...
Lua de cor plena, luz dos meus martírios...
Água de minha sede a me banhar as mãos,
Anciã dos meus pecados e dos meus satírios,
Eis a minh’alma em sua imensidão...
Fazeis d’ela unção, que de mim és santificada.
Oh rosa de acalanto e amortalhada,
Amor de meus amores aos céus perdidos...
Vida que me és estrela aos sonhos loucos
Nada te és em vão, nem tempos são cavoucos,
Eis que n’outro ressurge o teu amor antigo...
Sinto sensações inescritas, sorrisos predisponentes a delírios.
Tenho pensando em você algumas vezes, sorrindo na maioria das vezes, maliciosamente. Você sabe!
Tenho pensando nas vidas em que habito e na estadia de alguns em mim.
Tenho tentando me adaptar ao uso dos sapatos, apesar dos pés sofrerem com os calos e inflamações.
Os pés descalços, apontando para a janela, vista de uma lua sedutora e de estrelas radiantes. Olhando os dedos saltitantes e livres reconheço o valor de ser livre, o valor da liberdade.
Tenho tentando me adaptar as amarras impostas e opostas.
Tenho tentando...
E tentar, às vezes cansa.
Requer ar, tentar, sem ar, sufocar.
Nossa amizade não é de agora.
No cumprimento dos seus lábios, já te abraço em delírios.
Pra te amar num lugar somente nosso, te fazer sentir o que quero sentir.
Numa noite infinita de prazeres, ainda somos amigos apaixonados.
Magnetizados pelo mesmo desejo, de ao nos ver em qualquer parte do mundo.
Alma e sangue por chocolate
delírios de uma noite mal dormida
"Mas um café resolve amanhã."
-Ele me disse,
Café deveria resolver tudo,.
Dança comigo me envolve em teus braços e em delírios eu decido que quero ser sua amada nessa valsa de amor nesse embalo de amar entre no seu coração e me permita entrar me entrego pra você te dou meu coração seremos somente nós eternizando essa canção
Jardim vivo
Jardim colorido
Por entre tulipas e lírios
Vivo todos os meus delírios
Com o coração cansado amargo na alma
Lembranças de uma vida feliz
Com o terço na mão
De um tempo em que amei
E fui muito amada
Solidão que fere e dilacera a alma
Ferida não cicatrizada que não se esquece
Quando as duas almas têm os seus destinos traçados
Conhecem todos os medos
Fraquezas e desejos
Acorrentei-me a ti e agora?
Mesmo que me soltes eu não quero ser livre
Quero acabar meus dias acorrentada a ti
No jardim colorido
Onde vive todos os meus delírios!
Delírios.
As palavras, por vezes, me emprestam verdades
Por outras... Sonhos.
Sei diferenciar pela reação da frase.
Realizo-me quando vejo uma frase sorrir.
Imagino os sonhos que passam na cabeça de cada letra que,
Certamente, decolam em viagens delirantes e inesquecíveis.
Me encontro agora entre delírios que se ocupam na idéia, que renascer só faria sentido, se fosse para amá-la novamente.
Prefiro minhas ilusões, minhas fantasias, meu delírios, minhas ''viagens''... As coisas vistas de um jeito óbvio e realista perdem toda a graça pra mim.
Delírios...
Recreado, posto sob a luz do dia
Que para mim, noite se torna
Rugindo a escuridão
Tentando me tragar
Delira-me dentro de uma caverna
Criando cartas e cartas
Frases não vertentes
Que um dia inspirei-me
A luz de velas
Que meramente apenas me aquentam
O frio do meu corpo e alma
Um espírito pálido e doente
Manchas tristes escorrem no pulso
Que jamais imaginara amar
Amar e ser tragado
Vencer e ser dominado
Esperanças que um dia se foram
Amores que um dia viajaram
Dores que me corroem
Mesmo não aceitando-as em mim
Incerto sozinho estou
Com prantos e âmagos
Flores e perturbadores
Lágrimas apáticas
Uma anestesia se infiltrou
Até me reconheço mais assim
Perdido em pensamentos
Latentes e indizíveis
Bom é poder cuidar
E ser cuidado
Há quem cuide de um filho
Assim como que o abandone
Iras vindouras e passageiras
Dão espaço ainda mais marcante
Que os bons momentos
Pois estes ultrapassam
Simples ações
Até debalde à vista
Mas que transformam
Alegria em melancolia...
Sussurros, delírios
Noite quente, ardente
Meia luz,vinho tinto
Aventura despertar
Ser e fazer, amar
Levantando o coração
Onde está a razão.!!
o
que deu nos meus
desejos?
estão fora de
si!
as vezes devaneios,
as vezes
delírios...
solidão, lacunas,
lacunas,
apenas lugar vazio,
lacunas,
penso
eu,
espaço teu,
nunca ocupastes,
o encaixe...
o portal da alma,
os olhos,
decaí
e choram,
falta
brio,
falta cor,
falta
um amor....
Delírios
No amargor de sua existência
Sentira a dor, com tamanha precisão
Que nela havia
E então, céus se fecharam
Cinzas, cinzas só, fora o que restaram
O vazio cada vez mais presente, abundante
De longe, um clamor
Traga-me descanso
Com pudor, seus olhos se fecharam
Desejara um só dia
Sem ter de vivenciar tudo isso
Uma harmonia, apenas
Entre a paz e a alegria
De não ter que se ligar a toda estas linhas
Perdições, euforias
Delírios, sempre muito bem vividos
Jamais esquecidos
Por alguns instantes quisera desligar sua doce mente
Do mundo que a prende
Sufoca, engole
Quisera respirar e buscar
Apenas um só caminho
Beijos sem gosto, mãos rápidas e delírios que duram horas contadas
Pessoas ilimitadas limitando o gozo
O gozo de ser e não estar
Viver e não figurar
Talvez não devemos nos entregar
Afinal hoje o orgasmo da alma não é um prazer a se conquistar.
Desde pequeno, conquistas se chegaram
delírios, desvios e acertos
fazem parte do calendário
que seja eternamente uma história sem horário
Pode ser apenas passageiro
Os anos correm ligeiro
marcado pela saudade.
O medo da escuridão é imerso emimaginações e delírios que afogam a pessoa em preocupações e loucuras, mas uma penumbra de esperança, retira-lhe a realidade.
