Delírios
"Quando me lembro de voce e tao maravilhoso porque em meus delirios nao existe idade vc e aguela mesma pessoa"
Outra vez me encontro com meus delírios
E outra vez eles me consomem.
Sou perito em remoer uma dor por longos anos
Idealizando um passado que poderia ter sido e não foi.
Acidentalmente me vem uma melodia,
Ela será o fôlego de que preciso.
Me transporto voluvelmente por minhas lembranças
Me recusando remediar a dor.
Coração teimoso e nada perspiscaz,
Insiste em despertar meu pranto
Trazendo de volta esse desamor
E me levando a exaustão
Vou vivendo o inverso da cura,
Chorando as mesmas lágrimas
Na esperança de que um dia elas me levem daqui
Ou tragam de volta o meu amor.
Os delírios do entusiasmo, que acolhe o momento, aos poucos vão apagando, ai resta simplesmente uma estrada a seguir
Quantos homens adormecidos
em um prenúncio de tempestade
E em todos os seus delírios
Onde está a liberdade?
Se outrora estavas preso atrás das senzalas
ou nas masmorras acorrentado
agora não estás mais livres do que antes
apenas te apegas a doce ilusão do mundo
de não sentires as grades
nem o cheiro dos cadáveres
É aí que te engana o teu pensamento
Pois este anda tão aprisionado que nem sente
o fardo que carrega
as algemas que lhe prendem
Falta-lhe viço e ânimo
de não ocultar a realidade
e esta não satisfaz teu sonho
uma utopia que não cabe na mente humana
um delírio, um desatino
Que o melhor dos oprimidos
não fostes tu
E nem o carrasco
o teu semelhante
Talvez, afinal, eu devesse começar a acreditar em milagres. Em rezas, em sonhos, em delírios. — Caio Fernando Abreu.
“Estou cansado De vazios de me sentir sozinho, solitário e carente preso aos Meus delírios em meu mundinho próprio...”
DELÍRIOS E MUITO MAIS.
Hoje quero uma explosão,
renovo toda a arrrumação
cenário vibrante no quarto
rubros lençois de cetim
banheira com todos os sais
quero todos os querubins
que toquem os violinos
corpos dançantes colados
fomentar toda a paixão
corações turbinados.
Abusemos de todos os fetiches
carregados de malícia,
o borbulhar do champanhe....
lave os corpos em ebulição
brincaremos de faz de conta
formaremos um bolo enfeitado
com direito a todos os melados
com beijos e bombons fondados
misturados ao néctar caramelado
jogamos o tempo pela janela
sussurros falantes
gemidos entoados
no antes, durante, e depois...
toda a explosão acontece
de nós dois em fusão
delírios e muito mais!!!!!!!!
Daisy Jael
Armando Nascimento, Viagei nos delírios alucinante e provocante de seu olhar provocante, foi extasiante gostoso o bastante pra se viciar, e te amar foi uma viagem gostosa e preciso ir mais alem do que só imaginar, tenho que mergulhar de corpo e alma, me aprofundar nesse brilho de seu olhar
DELÍRIOS LIBERTÁRIOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
... Minha ideia de liberdade alcança o cúmulo. Toma proporção de fanatismo... antirreligioso, é claro, pois o fanatismo religioso é inimigo da liberdade.
... Ser livre é poder dizer "nunca mais!", ainda que se diga para sempre, de forma que nunca seja "nunca mais!".
... Esticar minhas vistas e não ver a rua é ser prisioneiro. Perder o nascer e o pôr-do-sol porque um muro impede a visão do horizonte, frustra e fere minha natureza de águia.
... Somos livres... livres o bastante para sermos presos por uso impróprio da liberdade.
... Sou do tipo que derruba o muro para plantar a cerca viva, quando a ordem artificial dos tempos é arrancar a cerca viva para construir o muro.
... A liberdade me prende; me tranca fora de mim... não consigo me livrar de ser livre.
DRUMMONDIANDO:
Era livre, o passarinho;
mas havia o ser humano
desumano
no meio do caminho.
Noite intensa de delírios e loucuras realizam meus sonhos de sentir seu calor e ouvir teus sussurros no mais intenso dos prazeres.
Seus lábios sentem a imensidade do meu querer por você, porem sem presa acaricio teu corpo que de forma ardente lhe traz sensações gostosas e arrepios fabulosos.
Nossos corpos se juntam e provoca realidades intensas que a noite será pouco tempo para que nós conseguíssemos realizar todos os desejos.
Todos os dias! Caio em delírios silenciosos que em mim causa tentações me provocando com o seu olhar um tanto audacioso que tanto me faz bem;
Em silêncio te quero para em silêncio te beijar e acariciar a tua boca com minuciosos detalhes que minha libido tem para com os meus desejos;
Percorro-te em vista para te estudar e decifrar teus mais intensos segredos que me enlouquecem;
Imagino encostando meu corpo ao seu e sentindo a tua pele com um calor intenso que me faz loucamente entregar-me a ti;
Ouço seus suspiros em um gosto de querer-me mais para meus delírios complacentes;
Da neurose à psicose
Tens a neurose furtiva,
Vives alucinado e em delírios.
Na tua neura temos diálogos,
Na tua psicose, espasmos.
Nos diálogos rouba-me a distinção,
Sente-te sobranceiro
Denodado em seu valor.
Quando entras na alma das sombras
Veste-te de altivez,
Dos teus delírios à empáfia
Rebusca com apreensão
Com esmero excessivo
À sensação que precede o ataque,
Que já na crise aflitiva
Suga-me toda a energia,
Abrindo sulcos na terra.
Vejo pelos profundos rastros
Deslizando abaixo
O primor que fostes um dia.
Entro em profundo desassossego
De ver-te neste estágio iminente
Indo ao encontro do desenlace fatal.
Sinto-me rigorosamente impotente
De controlar os teus propósitos
Desde logo, subsistentes.
EMBARCAÇÃO
Nem tanto assim,
Os meus delírios são só meus,
É um refúgio,
Nada mais que enganar a ilusão,
Eu aprendi a ser assim fugidio,
Mais fugaz, que vagabundo e vadio
Pra escapar da paixão,
E se as vezes me sinto sozinho...
É solitude não é solidão,
Nem tanto assim...
Este deserto é plantação,
Nos descampados eu tenho o meu teto,
Nos absurdos percebo o que é sábio,
Bússola e astrolábio é este vazio,
Neste deserto sou embarcação...
CAPITAL DO MUNDO
Quando olhei as escadarias da penha,
Nos meus delírios
O mundo lá de cima seria meu
Os lírios do campo e todos os lírios da minha rima
A contemplar o mundo como um deus
Meu Deus que povo feliz,
Que vê o mundo sempre de cima
Da Penha, dos olhos do Cristo,
Da Tijuca, do Pão de Açúcar
E todos os manjares que a gente degusta...
Por isso bahias, paraíbas, e pernambucos
Sejam brancos ou mamelucos
Falam como eles, se vestem como eles...
O Rio é a capital do mundo,
O mundo quer ser carioca
Esse povo relaxado e feliz
Que manga das dificuldades
Gargalha com as necessidades
E brinca de guerra nas favelas
Morre de balas perdidas
Ou se suicida mas vai pro céu...
