Curvas
Sabe, a vida é muito cheia de linhas e curvas, às vezes, nos encontramos e desencontramos dentro dessa caminhada. Quando leio eclesiastes fico pensando como Salomão era sábio.
Às vezes perdemos e ganhamos dentro da mesma situação. Às vezes, temos que despedir sem querer despedir, calar sem querer calar. Às vezes, é preciso fazer um raio X de nós mesmos e nos confrontar para haver mudança. Às vezes é preciso falar. Mas, sobretudo é preciso ser e discenir tempos.
Às vezes nos sentimos incapazes, fracassados, impotentes ou cheios de razão e certezas como Jonas. Mas, às vezes vemos a vida escorrer pelos nossos dedos como uma água que escorre de encontro a suas origens.
Às vezes temos tudo, mas na realidade não temos nada. Às vezes somos extremamente transparentes, mas não conseguimos encontrar um palmo em nossa frente.
Às vezes, achamos que somos sinceros conosco, mas na realidade nos auto sabotamos.
Às vezes, o que se quer é só uma palavra, um abraço, uma música, uma mensagem, uma demostração de um pequeno ato de cuidado, afeto.
Mas, não podemos cobrar do outro aquilo que ele não tem, pois damos aquilo que temos, somos feitos de memórias, marcados pelas vivências, caminhando na perspectiva do novo a cada manhã, tendo como combustível a esperança, olhando além do telhado pela fé, trazendo à existência aquilo que não existe e decidindo amar uma vez, pois amar não é um sentimento e sim, uma decisão.
A quem carrega o coração com bondade, que carregue também a certeza de que as curvas, ainda que sinuosas, levam sempre ao caminho do bem...
Minhas curvas
São tão perigosas
E só me resta saber
Se você é bom piloto
Para chegar ao paraíso
E me fazer sentir prazer!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Esboços
Vive-se em rabiscos
Mas é na escrita que se descobre.
Nos riscos, os risos
Nas curvas, as lutas
Nos pontos que se encerram as relações humanas.
Nas exclamações, contendo infinitas admirações,
Nas interrogativas cheias de incertezas,
Nas vírgulas que acrescentamos os sabores, os cheiros e amores.
Rabiscamos os dias da nossa vida
Algumas vezes escrevemos
E nos tornamos eternos para algumas pessoas.
“Não , você não pode se desculpar por possuir curvas do pecado , nem se desculpar por causar inquietação aos pobres infelizes que convivem do seu lado e em segredo te amam e te carregam na mente e a goles de vinho se deliciam com lembranças suas , e se desesperam toda vez que lembram que tocaram você , NÃO você não pode se desculpar ao mundo por atos profanos e gestos retrógrados e falas imbecis de algum doente travestido de homem honrado da Sociedade , Não você não pode se desculpar com o mundo , mas saiba que és sim linda e também fico sedento toda vez que ouça sua voz , mas me limito pois você é muito mas que um perfil lindo , és mãe e guerreira e tem o meu apreço e admiração””
Nas curvas que o tempo faz,
Na música do momento,
A partitura se desfaz,
Restaurando com o vento.
Marilina Baccarat
Lanço minha partitura na curva da vida e, às vezes, quando a apanho, para executá-la, descubro que ela está completamente em branco...
Não há como não me entristecer, tenho vontade de desistir...
Com o coração marejado, eu fico a marejar o tempo, arrumo o que for possível, na partitura da vida, ajeito, da melhor forma que move os meus sentimentos e deixo, para o amanhã, a harmonia dela...
Tudo está interligado, conectado e a gente segue um caminho meio que traçado. Curvas na estrada, paradas obrigatórias, possibilidades de permanências, de pendências, de vidas reais, ou de aparências.
A sós.
Perco-me em suas curvas, e
Deleito-me em seus pedaços.
Minhas brasas acendem em seu fogo;
Tua boca instiga a minha.
Quero te devorar a todo instante.
Te levar a outro mundo, e
Puxar-te de volta
Com minhas mãos firmes em tua cintura.
Teu corpo conecta ao meu,
Tua alma é uma extensão da minha;
Nossas vidas são uma só.
Ponho meus olhos
meus olhares vidram
fixam no teu ser
Me deleito com as curvas
as linhas sinuosas
De você... sou seu fã
quero amar loucamente
com volúpia teu ser
Minha boca sedenta
deseja beijar
anseia lamber
cada gota de essência
aquelas que afloram
dos poros do você
És a luz dos olhos
desejo sentir o calor
deste teu ser
Me seduz
faz meu todo ferver
em prazer
Ama-me com volúpia
só desejo você
(DiCello, 06/06/2019)
"Demos tantas voltas, seguimos caminhos distintos, pegamos em algumas vezes um atalho, curvas sinuosas, retas sem saída e de repente... Entramos um na estrada do outro. Sim! Olha que coisa! Deixamos uma marca de pneu, uma molinha no asfalto para contar outra história."
Looping finito
Parecia maldição, o que mais tinha nas curvas dessa estrada e nas entrelinhas? Tudo eu já previa, já sabia. Que saco! Não consigo parar de sentir. É redundante e faz todo sentido. Escolhas me trouxeram aqui. A brisa fresca do mesmo parque no mesmo horário, o café com o mesmo gosto amargo, o peso no emocional por ter feito tanto estrago. Não sinto mais como sentia, e tudo que cai sobre o peito é profundo, mas se mergulho, logo percebo, é bem raso; (quebrou a cara) subo engasgada, foi tudo muito limitado. Dentro desses dias, parece que tudo é alegria ao mesmo tempo que, não existe definição. A chama que arde no corpo inteiro diz quão contraditório seria definir o que não se sente. E não sentir é tão triste. Pareço estar perdida, devaneios da minha vida! Há sempre a mesma menina, as curvas, do riso. Há algo de muito verdadeiro nessa imensa mentira. Desci no beco, colho uma rosa! Subi contente para te entregar, sorriso aberto, você cheira profundamente a dama da noite. Por derradeiro nada de fato aconteceu, estou somente numa lembrança, a página que acabei de abrir no livro, e ali, com a rosa morta por entre as páginas urgiu uma fragrância: o cheiro do dia ecoou, nada mais fazia sentido. Meu corpo, agora trêmulo, não sente mais nada, parece desesperador, mas ao mesmo tempo, é calmo. Não sei o que sinto, porque não sinto nada! E se a morte fosse isso? O looping num pensamento finito. O último do último respirar, do último espasmo psíquico de consciência. O último dos últimos sendo sempre infinito dentro da sua finitude de pensar. Quantas vezes você morreria?
Esses seus lábios
Como eu quis beijar
Queria tocar as linhas
As curvas
Ouvindo seus gemidos
Unicamente para mim ecoar
Tão louca e intensamente
Delírios inimagináveis
Sensações ímpares
A flor da sua pele
Eu quero a minha misturar
Loucos devaneios
Desejos na forma de amar
Viajo nas curvas do teu corpo onde vo bem devagarinho para sentir o teu corpo bem perfeitinho. entro na rua da felicidade onde mato minha saudade daquele lugar bem escurinho. onde te dava muito beijos e recebia muito carinho.
