Curva de Rio
Quando o rio fizer a curva, levará consigo as tristezas do teu coração;
Quando a maré estiver agitada, são os anjos batalhando pela sua tranquilidade levando todas as energias ruim que te assolam;
Quando a chuva cair mansamente, são as lágrimas divinas que lavarão a tua alma, regando o solo e prosperando a vida na terra;
Quando o Sol se ausentar por muito tempo, não tenhas medo, ele voltará na manhã seguinte trazendo consigo de volta a felicidade irradiante;
Quando olhares para o céu estrelado e iluminado pela lua, perceba a grandiosidade da vida, note a presença daqueles que nos protegem todos os dias brilhando lá do alto;
Por fim, quando se sentires só nunca se esqueças que mesmo na companhia da solidão, haverá sempre um anjo ao seu lado te direcionado, e jamais se esqueça da fé que foi colocada cuidadosamente em teu coração, ela quem alimenta teus sonhos e desejos, tuas crenças e valores. Mas lembre-se, a fé precisa de alimento espiritual, fé com fome deixa alma doente.
" Vou, como sou sozinho. Um rio que não se encontra, que faz a curva no estio e se deságua na sombra"
NOSSO AMOR
Nosso amor é "curva que o rio não deu"
Esbarra nas rochas e se espraia pra trás
Volta seu curso tentando mansidão
Logo mais encontra degrau de cachoeira
Salta desembestado e cai assustado
Procura a paz por alguns metros de tempo
Novamente depara-se com um redemoinho
Se afoga em suas próprias águas
Evoca gritos que enfurecem o vento
Tenta se acalmar e volta em seu próprio abismo
Amor de correntes tortuosas e ensandecidas
De águas frias e quentes que se chocam
Se atraindo e logo se distanciando
Num abismo de espumas inatingíveis
Amor de nascente que não deságua...
mel - ((*_*))
14/07/2016
"A vida só segue em um caminho, como um rio, não faz curvas para retorno, é o caminho inexorável do feito, melhor que bem feito ou perfeito."
Curva de rio
Os suicidas conhecem bem o caminho da enseada, onde os caracóis desenrolam-se
inócuos e emprestam seus tentáculos para uma morte esplêndida e premeditada.
aBel gOnçalves
Nas Curvas do Destino -
Quando penso em ti sinto saudade
vontade de me atirar da ponte ao rio,
o que sinto, meu amor, na verdade
quando falo em ti, é dor e frio ...
Quando fixo os rostos que encontro pela vida,
que cruzam seus olhares com os meus,
só lembro a promessa em vão perdida
dos meus olhos só olharem para os teus.
Não esqueço, meu amor, aquelas tardes delirantes
em que vinhas de mansinho com ternura
e trazias a esperança de, um dia, sermos mais que amantes!
Descalço vou, sozinho, agora, traçando outro caminho,
talvez te encontre, um dia, pela vida, que loucura,
nas estradas ou nas Curvas do Destino ...
Resiliência nasce do caos.
Não é pedra parada: é rio que se curva sem perder a força e a correnteza.
E rio não avisa como o mar que mostra a onda.
Rio engole em silêncio sem ninguém notar.
Èsú ensina: caranguejo não morre na lama.
Quem se adapta não quebra.
Quem acolhe a mudança encontra a chave.
Na marginal do rio,
De curvas salazes,
Margeio o cheiro de casa,
A vontade de descalçar o pé do chão,
E silenciar num vazio de asa,
"Como um rio que flui, a vida é um processo de descoberta constante; cada curva traz novas paisagens e profundidades que aguardam para serem exploradas."
"A vida é um jogo, um rio que corre,
Um rio que segue e nunca para,
E na curva do rio, o segredo da vida,
Na curva da vida, o jogo nos chama."
A jornada da vida é como um rio que não corre em linha reta; entre curvas e quedas, ela ensina que o verdadeiro destino não é o fim, mas tudo o que você aprende enquanto deixa as águas fluírem.
O rio serpenteia, tranquilo
Em curvas suaves e serenas
Cada volta é um segredo
Em águas cristalinas e plenas.
Os peixes nadam, felizes
E as árvores se curvam
O rio canta uma canção
Que a natureza eterniza.
Em seu leito profundo
O tempo parece parar
E as águas do rio
Nos convidam a sonhar.
Filha linda
Ó minha filha, o caminho sempre tem curvas e espinhos. Mas também tem banho de rio, café quentinho e colo de mãe.
Aproveite, sorria mais, pule, grite alto, dance, mas chore baixinho, não deixe a felicidade perceber sua lágrima.
Desenhe branco e preto, mas enxergue colorido.
Estude, trabalhe, namore, mas viaje quando puder.
Seja a mulher madura, mas não esqueça da menina que anda descalça.
Compre o carro dos sonhos, ande com os amigos, mas nunca esqueça que enquanto eu puder, estarei a te esperar.
O amor de pai e mãe, é o único que nunca vai te abandonar!
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Especial para minha filha
Todos os direitos autorais reservados 19/102021 às 12:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Leve-me até a curva do rio
Leve-me até o fim de luta
Lave o veneno da minha pele
Mostre-me como ser inteiro novamente
Voe me em uma asa de prata
Passado o negro, onde as sirenes cantar
Me aquecer no brilho de uma nova
E soltar-me ao sonho abaixo
Porque eu sou apenas uma rachadura no castelo de vidro
Quase nada há para você ver
Para você ver .. ♥: D
CHALANA, MULHER E CANÇÃO.
Quero ser o rio vagaroso
Curvado, reto, nervoso.
Só para em mim navegar
Quero vê-la flutuando, em mim seu corpo banhando,
Tranquilo eu quero estar.
Por essas minhas águas mansas.
Te levar em segurança, apenas pra não se cansar.
Como mãos de rebojo d´água.
Embalo seu corpo por nada.
Só pra contigo ficar.
Menina chalana dourada.
Sou rio, sou sua estrada.
Segue seu rumo por mim.
Nos redemoinhos que faço.
No prazer, no abraço.
Fazer você revirar.
Envolvo seu corpo em meu líquido.
Da mais alta pureza, limpo.
Para nunca a tristeza chegar.
Depois de um dia frenético,
Dispor meu tempo acho ético.
A sua disposição.
Fazer-te carinhos em ondas.
No meio daquelas sombras.
Seu corpo transformo em mulher.
E da mulher que viraste,
Tem outra composição
Uma nota de anjo
Pra transformar em canção.
Dos fios de cabelos dourados,
Acordes ecoarão.
Por conta de um outro toque.
O toque do coração.
De um grito, gritado pra dentro
Sufoca a mata e o vento,
Como se fosse um meu.
Mas não usarei minha boca,
Nem mesmo qualquer instrumento.
Eu uso o que vem de dentro.
E uso os lábios seus.
Farei um arranjo de tudo.
Um canto calado, mudo.
Usando uma nota só.
Farei um arranjo de flores.
Com a melodia das cores.
Pro meu amor declarar.
Você já foi música outrora.
Estas de novo, aqui, agora.
Dentro de nova inscrição.
Chalana, mulher e canção.
Do fundo do coração.
Não é desejo ou paixão.
É um simples amor assim.
Venha, se jogue, acredite.
Sou rio de águas turvas.
De tantas retas e curvas.
Que só quer que navegues em mim.
29/08/2013 - 00:53
Edmilton Pedroso
Sentado sob uma pedra, ele olha o rio majestoso [Tapajós], com suas curvas e maravilhas, e fica pensando na vida. Carregando uma dúvida desde criança que aperta o peito desde sempre. E percebendo tudo que o envolta, todos os dias repetitivos, todo o tempo que passara [e passam] nos olhos tão rapidamente, parecendo o hoje que o abarca, ele ver várias reflexões...
- Qual a finalidade de tudo isso? Bilhões de pessoas que existiram, outras que ainda carregam seus caminhos para um aquém nada absoluto. E ele lá, observando o tempo passar a sua frente. O rio fazendo sua trajetória, sua rotatividade, como se fosse amaldiçoado para isso. No inverno, correntezas destrinchando vidas, no verão, águas quentes, sem sombras para aqueles que procuram relvas...
A pretensão dele desde crianças [adolescente] era a felicidade. Sem demagogia, mas já o conseguiu. Era conquistar um emprego dos sonhos, mas já o tem! Bens necessários, mas já alcançou! Ter um amontoados de diplomas, mas já os conquistou! Ele acha difícil acordar todos os dias sabendo que o que queria já fora conquistado. Procura-se uma razão, mas ela perdeu-se e com certeza, alguém irá encontrá-la em outros rios...
O sol começa a aparecer e ele pensa: - dei bastante amor, acredito que já amei também, não sei ao certo. Hoje, nesse momento, estou insípido, incrédulo e com o coração vazio. Não quero pessoas por perto. Quero ficar aqui, observando o voo das garças, ouvindo o cantar dos pássaros que hoje, não me sustentam mais os ouvidos. Que meus filhos reescrevam suas histórias, sem retóricas, apenas vivendo com esperança nos olhos, sem importar-se para os rios que, de quando em vez, aparecem sem bater a porta...
--- Risomar Sírley da Silva ---
