Crônicas de Amor
O que é de paz me pertence,
e o romantismo perene, vigentes,
perseguem obsessivamente,
trazer o corpo do outro à memória sensorial é algo paulatinamente
que cultivo incessantemente.
Amiudar os detalhes em busca
do aperreamento perfeito.
do aprazimento da linguagem
que não pode ser dita,
e sim plenamente sentida;
em nome da benquerença,
do arrebatamento e da cobiça.
Para viver os deleites mais
sublimes dos butiás maduros,
dos desvarios que podemos juntos,
da suspensão dos sentidos
e dos enlevos sensuais cúmplices
eleitos para brindar caminhos.
O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.
Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.
Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.
O Bicudinho-do-brejo
é um passarinho romântico
de uma parte do meu Sul
magnífico e poético
em dias com ou sem Céu azul.
Com igual alegria de passarinho
no meu coração resolvi
construir para nós um ninho
feito com amor, carinho
e enfeitado por beijinhos.
O Bicudinho-do-brejo com
a sua persistência inspira
vivendo nos mangues, alagados,
pântanos e capins altos,
segue ensinando que os caminhos
não é e nem nunca serão
o do desânimo e da desistência.
Com o Bicudinho-do-brejo
e seu voo baixinho é possível
se movimentar, ir longe
viver o quê se pode hoje
e seguir amando sempre.
Observando a rota mística
do Bicudinho-do-brejo
aprendi que nem mesmo
o mau tempo pode fazer
com que queiramos menos
e que percamos a fé na vida.
É lindo, aconchegante e agradável a companhia das pessoas que sabe romantizar as situações. Explicitar o sentimento de altruísmo comove facilmente os sentimentalistas. Essa premissa é uma verdade absoluta para você? A tese supracitada, contudo, não é somente uma viajem expelida das vísceras do senso comum.
Na filosofia, o ato de ficar feliz com a vitória do próximo, representa a nobreza de espírito. Adotemos então, o freudenfreude(alegria pela alegria do outro), assim, seremos guiados em direção ao caminho sem cobiça e ressentimento, em direção a uma vida mais leve e virtuosa.
130526
Fomos tão seduzidos pelo Universo Digital ao ponto de romantizar um mundo onde políticos-influencers fingem preocupação.
Ficamos tão apaixonados que já nem percebemos quando a luz da tela substitui a luz da nossa consciência.
A promessa era conexão; entregaram-nos performance…
Era participação; acostumaram-nos ao aplauso virtual.
E, nesse palco infinito, aprendemos a confundir engajamento com compromisso.
Romantizamos um mundo onde políticos-influencers fingem preocupação como se stories fossem políticas públicas e como se uma live substituísse a presença concreta nas ruas, nos hospitais e nas escolas.
A estética do cuidado passou a valer mais do que o cuidado em si.
O roteiro é simples: indignação calculada, frases de efeito, trilha sonora emotiva e um corte estratégico para as próximas eleições.
O algoritmo aplaude. A plateia compartilha. E a realidade, silenciosa, continua exigindo mais do que curtidas.
Não é que a política tenha se tornado espetáculo; talvez sempre tenha flertado com ele.
A diferença é que agora o espetáculo cabe no bolso e até vibra.
A cada notificação, reforça-se a sensação de proximidade com quem, muitas vezes, está distante das consequências do que decide — ou não.
A encenação é convincente porque fala a língua da emoção rápida — e emoções rápidas não exigem memória longa.
O risco não está apenas nos que fingem; está também em nós, que passamos a preferir o conforto da narrativa à complexidade da verdade nua e crua.
É mais fácil seguir quem fala bonito do que cobrar quem trabalha em silêncio.
E é mais sedutor compartilhar um corte inflamado do que acompanhar um projeto até o fim. Assim, a política vira conteúdo, e o cidadão, audiência.
Talvez a maturidade digital comece quando entendermos que preocupação não se mede por visualizações, mas por coerência; não se prova com filtros, mas com atitudes; não se sustenta com hashtags, mas com responsabilidade.
Enquanto confundirmos presença online com compromisso real, continuaremos aplaudindo performances e chamando de liderança o que, no fundo, é apenas expertise digital.
No fim, o universo digital não é vilão nem salvador — é espelho.
E todo espelho revela muito menos sobre quem está do outro lado da tela do que sobre quem escolhe acreditar nele — o reflexo.
Onde parece mais fácil culpar a vítima, quase sempre se romantiza a separação, mas nunca se normaliza o direito da mulher viver depois dela.
Há uma curiosa habilidade social em transformar rupturas em narrativas poéticas quando elas não nos ameaçam.
Fala-se da separação como um recomeço bonito, como um gesto de coragem, como um capítulo necessário da vida.
Mas essa romantização costuma durar apenas até o momento em que a mulher decide, de fato, viver depois dela.
Viver com autonomia, viver sem pedir licença, sem aceitar voltar para o lugar onde a violência, o controle ou o desprezo estavam naturalizados.
Nesse ponto, a poesia desaparece e começa o tribunal informal das culpabilidades.
Perguntam o que ela fez, o que deixou de fazer, o que provocou…
O que poderia ter suportado mais um pouco.
A mesma sociedade que aplaude discursos sobre liberdade, passa a exigir dela uma espécie de penitência silenciosa por ter rompido.
Porque, no fundo, há uma conveniência histórica em romantizar a separação — desde que ela não desorganize as estruturas em que sempre esperaram que as mulheres permanecessem.
Romantizar a separação é confortável.
Normalizar que uma mulher tenha o direito de continuar viva, inteira e livre depois dela é profundamente desconfortável para quem sempre precisou que ela permanecesse dependente, culpada ou quebrada.
Por isso, em muitos casos, não se discute a violência que antecedeu a ruptura, mas o comportamento da mulher que decidiu não morrer — nem física, espiritual ou emocionalmente.
E talvez seja justamente aí que esteja o verdadeiro problema: ainda há quem tolere a ideia da separação, mas não suporte a ideia da sobrevivência feminina que vem depois dela.
Porque uma mulher que continua viva, consciente e livre depois de sair de uma relação, deixa de ser personagem de tragédia… e passa a ser autora da própria história.
Talvez eu até consiga ajudá-los a Romantizar a Separação, quando eu não tiver mais que lutar para normalizar o Direito das Mulheres continuarem Vivas depois dela.
É curioso como a sociedade adora transformar dor em poesia quando ela não lhe pertence.
Falam sobre términos como quem fala sobre crescimento pessoal, liberdade, reencontros consigo mesmo.
Publicam frases bonitas e bem embaladas sobre recomeços, maturidade emocional e finais necessários.
Tudo muito elegante — desde que a separação não tenha o rosto de uma mulher ameaçada, perseguida, humilhada ou morta por não aceitar permanecer onde já não existia amor, respeito ou segurança.
Romantizar a separação é um privilégio que muitas mulheres ainda não possuem…
Porque, para elas, terminar não significa apenas reorganizar a vida emocional.
Significa calcular riscos.
Medir palavras.
Avisar amigas.
Compartilhar localização em tempo real.
Trocar fechaduras.
Pedir medida protetiva — ou que finge ser.
Significa descobrir que o momento de maior perigo em uma relação abusiva não é durante o relacionamento, mas justamente quando ela decide partir.
E há algo profundamente cruel em uma cultura que ainda pergunta “mas o que ela fez?” antes de perguntar “por que ele acreditou ter o direito de destruir?”.
Como se a decisão de ir embora ainda precisasse ser justificada.
Como se a Liberdade Feminina fosse uma concessão masculina e não um direito inegociável.
A sociedade ensina homens a lidar com a conquista, mas raramente os ensina a lidar com a rejeição.
Ensina posse disfarçada de amor.
Controle disfarçado de cuidado.
Ciúme tratado como intensidade emocional.
E depois se surpreende quando alguns transformam frustração em violência.
Enquanto isso, mulheres seguem aprendendo estratégias de sobrevivência para exercer um direito básico: o de mudar de ideia, partir, recomeçar.
Talvez um dia seja possível falar sobre separação apenas como um rito humano — triste às vezes, libertador em outras, mas natural.
Talvez um dia os textos sobre términos possam ser apenas sobre cura, autoconhecimento e novos caminhos.
Mas, até lá, ainda existe uma urgência muito maior que a poesia: garantir que Mulheres sobrevivam ao simples ato de dizer “não quero mais”.
Fomos tão seduzidos pelo universo digital, ao ponto de romantizar um mundo onde políticos influencers — eleitos por nós — brincam de governá-lo.
Essa constatação medonha é um convite a pensar sobre a profunda transformação que a política sofreu na era digital.
Hoje, a figura do político tradicional se mistura com a do influencer, aquele que domina a arte da comunicação rápida, do espetáculo e da conexão emocional imediata.
Mas, ao transferirmos nossa confiança e votos para essas figuras, muitas vezes mais preocupadas com a imagem do que com o conteúdo, acabamos por trivializar o exercício do poder.
Quando políticos se tornam influencers, a política vira palco para likes e compartilhamentos, onde o debate se perde para a viralização.
A “brincadeira de governar” — expressão que revela a leveza e a superficialidade com que algumas lideranças assumem responsabilidades sérias — coloca em risco a qualidade da democracia e o futuro da sociedade.
Nós, eleitores e cidadãos, também somos parte desse processo: somos os que elegem, os que curtem, os que compartilham.
Cabe exercitarmos um olhar crítico, exigir transparência, responsabilidade e compromisso real.
Sem isso, continuaremos reféns de uma política de aparência, onde a profundidade das ideias e a seriedade das ações ficam em segundo plano, diante do espetáculo digital.
O desafio está lançado: usar o poder do universo digital para fortalecer a democracia, não para reduzi-la a um jogo de imagens e seguidores.
Há um risco, às vezes muito sutil, na romantização dos problemas: aprender a amá-los.
E se é notório que, para alcançar uma Graça, precisamos antes reconhecer a necessidade dela e pedi-la com sinceridade…
Como poderá o Filho do Homem libertar-nos de um fardo que cultivamos, romantizamos e até passamos a chamar de nosso?
Há dores que não nos abandonam, não porque Deus as conserve, mas porque nós as acariciamos como lembranças de estimação.
Há feridas que já não sangram como antes, mas que insistimos em reabri-las, como quem visita um túmulo com flores demais.
O Céu não invade o território onde o coração ainda se acomoda no cárcere das próprias paixões.
E, talvez por isso, certas Graças tardem: porque ainda chamamos de amor, o que, na verdade, é prisão com perfume de afeto.
O doce perfume da prisão não apenas exala o bom cheiro — ele também aprisiona.
Amore in Venezia.
Manhã romântica de primavera, eu estava sozinha na linda Praça São Marcos, esperando a minha irmã. Eu deveria ter ido com ela, mas, meus pés já estavam cansados demais. Naquele instante eu pensei que Veneza é mais atraente para passarmos uma lua de mel e não para fazermos pesquisa de trabalho. Sei que muitos gostariam de está no meu lugar e ver os pombos voando, os casais apaixonados fazendo juras eternas, o sol pairando no azul das águas que se confundem com o brilho do céu. Mas, tudo o que desejava naquele momento era estar na minha casa no Rio de Janeiro.
Depois de quase uma hora, eu fui surpreendida por um belo jovem veneziano, de olhos verdes, com sorriso e olhar um tanto conquistador. Ele se aproximou lentamente e lançou algumas palavras:
- Oi senhorita, como está? – Confesso que o achei um pouco atrevido e ao mesmo tempo atraente e educado. Por isso fui bastante educada.
- Estou bem, só um pouco cansada.
Nesse dia conversamos pouco. Apenas nos apresentamos, ele disse se chamar Luigi, e quando eu disse que me chamava Carolina, ele achou lindo.
Passaram-se alguns dias sem que nos víssemos, até que houve um romântico baile para comemorar a primavera. Foi nesta noite mágica que o reencontrei. Ele estava lindo, com um sorriso inebriante, seus olhos pareciam um lago banhado de amor. Depois do baile saímos para passear sobre a nevoar daquela noite quase irreal. Tive sorte, pois, minha irmã voltou cedo para o hotel e eu fiquei na doce companhia do jovem veneziano.
Caminhamos silenciosamente pelas ruas enfeitadas de flores, com cheiro de jasmins cobrindo toda a cidade. Parecíamos sem destino algum, como se não houvesse o futuro e logo eu tivesse que retornar para a realidade do meu lar. Fomos guiados pelas batidas dos nossos corações.
Quando a madrugada deu lugar a uma luminosa e preguiçosa manhã, pois, a cidade inteira ainda dormia. Abraçamo-nos sobre a Ponte de Rialto, ele me presenteou com um beijo apaixonado, típico de um veneziano e me fez juras de amor. Namoramos ao balanço das gôndolas naqueles canais apaixonantes. Mas, eu sabia que na tarde daquele mesmo dia eu teria que partir.
Por alguns instantes senti vontade de largar tudo no Brasil e viver aquele sonho de amor. Comprar uma casinha com flores na janela, de frente para as águas solitárias, que já viram amores nascer e depois partir. Infelizmente, eu precisava voltar para o meu mundo real, menos colorido, mas, que me fazia sentir com os pés firmes no chão.
No fim da tarde, eu me despedi daquele que foi o meu amor por uma única noite e permanecerá dentro de mim a vida inteira. Talvez na próxima primavera, ou, quem sabe em um dia qualquer eu torne a encontra-lo. Afinal, a vida sempre pode nos surpreender.
A dois meses ela conheceu um rapaz de olhos coloridos, sonhador e romântico, daqueles raros, tachado de careta por não beber, tão pouco fumar. Um rapaz que valoriza os pequenos gestos, que está pronto para fazer uma mulher feliz. Mas ela não quer. Diz por aí que agora quer alguém mais velho, mais maduro, mais experiente, sem ao menos se dar conta que não importa quantas velas se colocam sobre o bolo ano após ano, sim, de que forma suas experiências o moldaram.
Mal sabe ela que aquele menino de olhos coloridos cresceu sem pai, sempre teve que batalhar pelo que quis, é justo e até excluído pelos demais por ser tão maduro e raro, pois, ainda sabe apreciar o luar e contemplar o brilho das estrelas. Mal sabe ela que ele tem um amor tão puro, guardado para ela.
É ela tem tudo para ser feliz outra vez, agora com quem a valorize, pena que ela ainda não tenha limpado seu coração de um amor que não lhe fez bem, que ela esteja deixando a felicidade passar, não esteja vendo ela parada na sua porta sem ao menos ser convidada a entrar.
Eu poderia tentar ser romântico e descrever tudo, do seu sorriso ao toque da sua pele fria, poderia detalhar cada um dos seus trejeitos, recitar seus bordões que nunca me fazem parar de rir, sério, eu conheço tanto esse seu quebra-cabeça que eu até posso sentir o que você sente. Algumas vezes, confesso, doeu, umas palavras ali, outras ausências mais a frente, mas toda a dor é sufocada pelo fato de que pude te conhecer, alguém incrível.
[…] e foi assim, você fugiu de perto de mim e preferiu buscar segurança nos braços de outro alguém. Só espero que daqui em diante, você não sinta a minha falta, pois quando vier a me procurar já não estarei mais aqui, estarei em outro lugar difícil de se encontrar. Mas também espero que você seja feliz, muito feliz, já que não conseguiu ser feliz ao meu lado.Mas te juro que tentei sempre te ter por perto, fiz o meu máximo, fiz sempre o que pude. Fiz ao máximo para sempre não te magoar; o máximo pra te ver sempre feliz; o máximo pra você ter se sentindo seguro ao meu lado. Mas vejo que hoje de nada adiantou tal esforço, de nada adiantou eu ter sempre o zelo de te ter comigo. Mas agora que você se foi, não sei se ainda me escuta, mas se ainda me escutas te digo: - Vá para um lugar bem distante, um lugar que lá você nunca mais vai ouvir ninguém citar sequer a primeira letra do meu nome. Assim como não quero mais tuas lembranças, sei que você também não quer as minhas - Mas como dizem: “Do que adianta tirar das lembranças, aquilo que não tiramos do coração?”.
Eu roubaria o mundo todo pra você, cada pedacinho dele, mas essa hipótese romântica cabe apenas as minhas ficções, aos meus desejos utópicos...
Embora não possa te trazer o mundo todo, te ofereço o meu mundo e se você aceitar com carinho, cuidar e regar com amor ele será maior que qualquer mundo que eu tenha pensado em um dia te oferecer, será o NOSSO mundo... habitado por nossos sonhos, por mim e por você.
Eu assumo para o mundo que sou romântico e sensível. Assumo que sou dotado de algo que tende a desaparecer...
Assumo, que sou dos homens que chora ao ler uma bela mensagem em um postal. Ao assistir um belo filme, ao receber abraços sinceros, na pequena ou grande mesa de natal... Sou do género que se emociona facilmente, que não esconde a sua sensibilidade. NUNCA, não enfrento a fúria das minhas lágrimas, não desafio a fertilidade que o meu coração possui.
Entrego-me facilmente às emoções, que muitas vezes são inéditas. E ao desvendá-las, ficam tatudas em meu ser. Meu nobre ser, que vive cada momento como se fosse o último, sem omitir palavras ou gestos... expressando-me sem receios, apenas lutando para que a lógica e a humildade das minhas reflexões, se façam presente!
Eu assumo, sou daquele tipo de homens que muitas escolhem para ser um grande amigo, que alguns apunhalam quando se vira, por ser portador de uma certa "ingenuidade" que outrora foi transparência...
Pois eh, o mundo de hoje criou camuflagens em tesouros que o formaram...
O amor, a paz, a sinceridade e solidariedade ... Hoje são encarados de outro jeito, apenas mantêm-se os nomes, e somente um assumido como Eu os pode ver e sentir!
Então me orgulho do meu ser, ciente de que não sou dotado da perfeição.
Vou me aperfeicoando com tempo, na serenidade das minhas observações e acima de tudo, demasiada reflexão!
Levando comigo a esperança de um dia observar, no horizonte, um outro alguém tão assumido quanto EU.
Eu sem você
Você tenta me controlar de alguma maneira. Seu lado excessivamente romântico, sonhador e confiável parecem as três melhores maravilhas do mundo. Mas depois de certo tempo você me faz me sentir mais mal que bem. Suas críticas esmurram minha autoestima, eu começo a ter ciúmes, a imaginar coisas, a fuçar seu celular (eu sei que não devo). Então você diz que precisa de espaço e que seu sonho é poder trabalhar viajando bastante. Choro muito, minha natureza chorona me faz chorar em casamentos, funerais e noites de domingo a domingo. Você sempre me aparece com mais uma novidade que indica que você, apesar de todo o controle que tenta e muitas vezes exerce sobre mim, está indo embora, está de passagem, está logo ali dizendo adeus. Você me parece a melhor pessoa do mundo quando estamos bem e a mais cruel quando estamos mal. Tento rejeitar você em meu coração, tento me preparar para o fim, mas sinto atração pelo pra sempre. Eu não quero viver de problemas, não quero ter minha vida aprisionada, não quero me sentir sozinha estando acompanhada. Mais controle, por traz consegui perceber que ele só se importava com as próprias necessidades, o nosso relacionamento só funcionava quando eu fazia tudo que ele queria sem reclamar. Era muito mais fácil me derrubar, me magoar, me ferir, me colocar abaixo do chão do que se elevar ao meu patamar. Eu sei que você é um homem bom, não o bastante para mim, sei que seu defeito é a sua insegurança, para isso é movido à críticas, eu não sei me vestir, estou gorda, minha comida não presta, falo alto demais e reclamava que eu nunca prestava atenção ao que você dizia, mas você não dizia, mandava, obrigava. Teve uma vez que fiquei com medo de ser agredida, sei que você não teria coragem, mas ter medo de ser agredida é a pior coisa que poderia ter me acontecido. Foram muitos abusos emocionais, você me queria dependente de você, mas não precisava tudo isso, eu já era emocionalmente dependente. O seu controle estava disfarçado como ser útil e prestativo. Você me controlava matando meu ego, tentado me isolar de amigos e família, ameaçando ir embora. Cuidado com o controle, você pode sim dizer não, você também pode dizer que está ocupada, alguém que te ama, não vai desaparecer por causa disso. Com o tempo eu comecei a me perguntar o que eu tinha visto nele, pelo menos minha consciência não ficou adormecida. Não via mais futuro no relacionamento, desacreditei totalmente, mas eu queria consertar o inconsertável, no fundo eu queria meu relacionamento de volta, aquele dos primeiros dias, do primeiro mês, sem atentar que aquele relacionamento nunca existiu de verdade. Eu sobrevivi a separação e me tornei uma pessoa mais forte, sábia e madura, quando ainda tinha dúvidas se o queria ou não de volta você estava orgulhoso demais para pedir desculpa ou ter um lapso de consciência, mas quando decidi que não o queria mais, você reaparece na minha vida, mas ficou tarde demais não consigo conviver com suas chatices, sua carência, seus resmungos, seu controle, sua insegurança, sua insensibilidade e principalmente seu mundo egocêntrico.
Meu mundo
Quando começa uma música eu inicio uma viagem a um espaço de arte, romantismo e inspiração, onde quero nunca mais voltar, quando a música acaba, volto para essa sociedade confusa que só pensa em guerra, sofrimento e destruição, então vejo que na música eu encontro o meu mundo no qual quero viver eternamente e intensamente.
E ai a gente conhece alguém incrível. Sensível, romântico, carinhoso, disponível e fiel... dai a gente percebe que ele não existe e que essas qualidades eram apenas fruto de nossa mania insuportável de idealizar as pessoas.
E então a gente descobre que pessoas reais e não tão "perfeitamente incríveis" são capazes de nos fazer muito mais feliz do que imaginávamos.
Ser romantico
É muito mais que querer impressionar alguém,
É ser livre de toda e qualquer timidez,
É ser espontâneo, verdadeiro, original
É estar sensível as batidas de um coração,
É sentir paz, amor, alegria e emoção,
É ser sublime e ao mesmo tempo real
É estar atento aos sinais que a vida lhe dá,
É andar na terra e mesmo assim flutuar,
É arrancar sorrisos tímidos, por onde quer que se vá
Sou romântica... correta semântica.
Sonho, sonho e sonho.
Mesmo que o mundo me passe rasteira
sonhadora serei a vida inteira.
Tenho os pés no chão e a cabeça feita,
refeita, perfeita... nas estrelas
sou feliz, dona do meu próprio nariz.
Sou dona de mim mesmo,
mesmo que o mundo diga que não
ando na mão certa
às vezes na contamão.
Pés no chão...sim....
Posso cair,
mas no chão não fico não...
Se você não é romântico reclamam, se não usa palavras bonitas (fala de qualquer jeito, sem demonstrar "carinho") reclamam. Agora dizem que não precisa ser assim?? kkk Que basta ser "verdadeiro" hehehehe... Mulheres...
O Amor só "funciona" com determinados "combustíveis", e todo mundo sabe disso. Um motor é verdadeiríssimo (não há como não ser), mas experimente deixa-lo sem "combustível" pra ver se ele funciona, pra ver se ele chegará a algum lugar... Então...
Assim tbm acontece com o amor, com um relacionamento... #FicaDica moçada!!
