Críticas
Existem pessoas que são especialistas em testar nossos limites só para nos verem explodir e dar a elas um motivo pra nos chamar de impulsivos e desequilibrados.
De um país para outro, de uma província para outra e até mesmo de um lugar para outro, sempre existirá certa desigualdade de condições de vida, que poderá ser reduzida a um mínimo, mas nunca completamente eliminada. Os habitantes dos Alpes terão sempre condições de vida diferentes das dos povos das planícies. A representação da sociedade socialista como o reino da igualdade é uma representação unilateral francesa, baseada na velha "liberdade, igualdade, fraternidade", uma representação que teve sua razão de ser como fase de desenvolvimento, em seu tempo e em seu lugar, mas que agora, como todas as unilateralidades das primeiras escolas socialistas, deveria ser superada, uma vez que serve apenas para provocar confusão nos cérebros e porque, além disso, descobriram-se formas mais precisas de tratar a questão.
Algumas pessoas preferem a ilusão da mentira em vez da verdade, a falsidade em vez da sinceridade, a bajulação em vez da opinião, o falso elogio em vez da crítica sincera. Não me admira que a vida dessas pessoas seja totalmente marcada pela hipocrisia.
A erudição, sozinha, distante da vivência, não permite ao ser desenvolver a consciência de si, mas a cristalizar e internalizar em si a cultura erudita como a única forma de interagir com o mundo, distanciando-o da humanização, distanciando-o da necessidade de dar um sentido para a própria existência.
Acredito que alcançamos a maturidade quando deixamos de nos importar com a opinião alheia, afinal a opinião é sua, não minha.
Quando conseguimos seguir em frente e vivermos uma vida mais leve, sem cobranças, peso, críticas e julgamentos desnecessários.
Numa boa, faça a sua parte dentro de campo e tente esquecer o resto, todo esse barulho que vem de fora. É o que sempre falo: quem precisa ter boa imagem é aparelho de TV. Continue não dando importância para o que os outros vão comentar sobre você.
"Se você conseguir ajudar pelo menos uma pessoa com seu novo projeto, já vai ter valido não só a pena mas, a 'galinha inteira'. 'Críticas' em forma de deboche sempre virão, o importante é não dar ouvidos e ser você mesmo."
O que vejo em grande maioria são jovens que não tem a capacidade de pensar por si só... apenas abraçam ideologias preexistentes, sendo influenciados e destruídos como seres humanos. A degeneração da humanidade existe e está dia após dia progredindo. Simplesmente não existe pensamento analítico crítico... Apenas seguem replicando argumentos ou fatos sem nem pensar sobre eles.
A natureza humana está constantemente evitando o diferente. A estranheza que o adverso nos causa, nos faz buscar o caminho mais curto: o de julgar e condenar.
Se eu coloco algo que eu não conheço na categoria do erro, evito me dar o trabalho de pensar, analisar e correr o risco de mudar de ideia. Muitas vezes a intolerância no campo das ideias nada mais é do que simples preguiça mental.
"Quando for olhar para alguém muito cuidado, olhe com amor, como Jesus olha para todos, olhe como se fosse seu pai, sua mãe, seu filho, como você gostaria de ser visto."
Cresci ouvindo que o que importa é a intenção e agora ninguém se contenta apenas com as minhas intenções.
Há um sofrimento mental considerável ao ter senso crítico, em uma sociedade que aceita tudo, em troca do mínimo de prazer e satisfação;
A dignidade de uma Instituição Democrática está em ela se manter fiel às atribuições constitucionais. Ao desviar-se, perde-a e torna-se passiva de críticas!
Conscientize-se de que não se pode controlar as fantasias ou interpretações que fazem a nosso respeito. Não deixemos que nos tirem a nossa espontaneidade por conta de críticas infundadas.
Exilado, não exílio
Minha terra não tem palmeiras
Muito menos sabiá,
Aves não cantam por aqui
E nem por lá.
Não céu não tem estrelas,
No quintal só tem queimadas,
Os bosques hoje são prédios,
E a vida um desastre.
Durante o dia,
Que se faz quarenta graus,
Não há prazer há desfrutar,
Já que sombra de palmeiras não há.
Minha terra não tem nem mato,
Foi tudo desmatado,
O ar não é fresco,
O local é árido.
Não me vou em terra bonita,
Pois na minha terra não tem palmeiras,
Muito menos sabiá.
Preferia conhecer o Brasil,
Com fauna e flora viva,
Que um dia foi colonial.
Caros escritores e poetas brasileiros,
Se há um conselho que vos posso dar é este: escrevam como quem planta árvores cujas sombras talvez nunca venham a usufruir. A literatura é um campo vasto e fértil, mas, muitas vezes, o retorno que desejamos vem muito além de nossos dias ou das expectativas imediatas. Não façam das vendas a medida de seu valor, nem do marketing o motor de sua criação.
Vender livros no Brasil é, de fato, um desafio. Muitos caem na armadilha de transformar a arte em produto, sufocando a espontaneidade e a beleza das palavras com a pressão de cifras e números. No entanto, a posteridade não se apressa, ela se alimenta do que é genuíno, do que transcende o tempo. Focar nas vendas pode desviar o olhar da verdadeira essência do que vocês são chamados a fazer: criar algo que ressoe na eternidade, um legado que possa ser descoberto por aqueles que ainda virão.
Escrevam para o coração do amanhã, sem pressa e sem pretensões desmedidas. Deixem que o reconhecimento venha, se e quando ele tiver de vir. Mas, acima de tudo, escrevam para a alegria da criação, para a satisfação de expressar o que é verdadeiro, belo, e, muitas vezes, invisível aos olhos imediatos.
Não permitam que o desgaste das expectativas mercadológicas roube a nobreza de vossa missão. Quem escreve para marcar seu nome no tempo raramente se deixa abater pelas dificuldades do presente. Afinal, o que é a posteridade senão um presente estendido às gerações futuras?
Persistam.
