Críticas
Quantas histórias inventadas,
invertidas
pontuadas do nada...
Quantas outras verídicas,
censuradas,
adulteradas pela crítica...
E eu que para te recuperar,
Fiz tantas modificações,
Que ao perceber a minha melhora,
Deixei de te ver como meta.
Quem se foi da sua vida,
Merece estar do lado de fora.
Uma pessoa segura deixa partir,
Porque sabe que é única,
E quão raras são suas qualidades.
Pior do que aquele que não percebe os problemas do mundo é aquele que os percebe e fica indiferente diante disso. E ainda entre os que percebem as mazelas da vida tem os que se limitam a apontá-las e reclamá-las e aqueles que realmente fazem algo para melhorar o quadro que se apresenta.
"O que o PROFESSOR BUROCRATA, medíocre, displicente, sabe e ensina, não reforma, mas conserva a universidade" - A questão da universidade
No momento que você começa a ser crítico do seu próprio pensamento é prudente não falar isso para outras pessoas. Mesmo aqueles de sorrisos complacentes e palavras lhanas trarão do seu próprio inferno algo para fazer você se sentir pior que a sua pior autocrítica. Não tem para onde correr. Se é mau, problemas. Se é bom, problemas maiores ainda pois não lhe terão respeito. Lamentável.
Somos todos formigas
Operárias , focadas e submissas
Lutando pela sobrevivência
Sobreviver a cada dia.
Podre formiga , nasceu nesse mundo destruído
De caos , de guerras , de violência
Pobre formiga com opinião
Sua opinião será morta pela multidão
Pobre fomiga especial
Com seus poderes ofuscados, auto estima reduzida à po
Pobre formiga
Que nasceu
E morreu
Em vão
Papai Noel que nunca chega
(Carta de um menino zimbabuano)
Papai Noel,
Onde é que está você?
É verdade que sua barba é branca,
Feito algodão-doce, sem sabor colorido?
Que você existe mesmo eu sei...
No Natal, eu quero um pacote de bolacha
E um ainda maior de pipoca, bem grande,
Que é para dar pros meus oito irmãozinhos,
Barrigudinhos como eu. E a titia... minha tia precisa,
Somente ela, porque minha mãe morreu,
Pai já não tinha – e morreram mais crianças,
Muitos vizinhos, morreram meus irmãozinhos, afinal,
Por enquanto, só eu fiquei,
Eu, minha tia e meu primo do meio.
Papai Noel, será que é possível passar por aqui,
Quero dizer (se não for pedir muito)
Aqui primeiro, aí depois visitar o resto do mundo,
Mundo que nos esqueceu neste lugar
Onde as estrelas se escondem atrás de nuvens marrons,
Marrom-escuras, estacionadas sobre nossas almas.
Querido Papai, velho Noel, se tiver de vir, vem logo,
Não nos deixa para depois dos outros...
Se não quiser sujar o trenó de poeira ou cinza,
Faz uma coisa prática, vem de carroça,
Mas enche a carroça de bolacha, por favor.
(Nossos corações não estão vazios, até que existe esperança,
E existe agonia; e não falta união, falta alegria
Porque nossas barrigas estão ocas. Ocas,
Simplesmente assim, ocas. Nem os vermes sobrevivem.)
Aliás, por falar em união da família,
Pelo menos aqui, a fome é que tem desfeito essa união:
Deixando filhos sem pais, pais que perdem seus filhos;
Netos que não têm sequer a bênção dos avós,
Avós que nunca nanam seus netinhos;
Tios e tias, sobrinhos, madrinhas... todos,
Todos de mãos dadas, unidos,
Mas unidos num vasto e acolhedor leito de morte
– Morte que se apresenta aqui pausadamente,
Separando um do outro,
Deixando tempo demais para a despedida,
Tempo que a gente nem queria ter.
Por isso, Papai Noel, não demore tanto para chegar...
Já estamos cheios de bolachas de barro,
Bolinhos de barro, torrões...
Faz um esforço e vem com algo de verdade,
Qualquer sabor, bolachas e mais bolachas,
O melhor presente da vida.
Faz um pouco de esforço e vem,
Vem antes de o pôr do sol,
Não dá meia-volta de novo,
Não deixa a gente para trás,
Vem, mas vem antes de o sol se pôr,
Ninguém mais pode ficar de fora,
Vem, vem logo, vem,
Vem e traz bolacha pra todos,
Traz o sorriso.
Edder Alexandre é jornalista e escritor, autor do romance Silêncio na Marcha – O Drama do Homem na Ponte do Milagre; também escreveu o infantojuvenil As Gêmeas de Getsêmani.
Há um tempo atrás
Eu soltei um passarinho que passou a maior
Parte da vida preso em uma gaiola
Ela já estava acostumada
Aceitou
Parou de tentar voar
Parou de se agitar
Aceitou o que não pediu
Não perguntaram para ela
Tinha companhia, não ficou triste
Não morreu por tristeza
Mas com o tempo, um passarinho morreu
Sem eu poder ter proporcionado a liberdade para ele mais uma vez
Ela ficou sozinha, continua aceitando
Está velha, perto da morte...
Fui em um lugar especial, onde existia verde de verdade
Sem cidades, só mata, outros animais
Peguei a gaiola e deixei aberta
Tentando fazer com que ela saia por vontade própria
Mas nada, o mundo dela, se tornou aquela gaiola...
Esperei por 20 minutos, ela olho uma vez de perto com a gaiola aberta
Mas ela não saiu, permaneceu e queria continuar na gaiola...
Ela não sabia mais o que era voar
Não sabia sair da gaiola
Com um pouco de custo, peguei ela com o máximo cuidado para não machucar
Ela estava cansada, mas parecia triste enquanto estava naquela gaiola sozinha, esperando morrer...
Eu não sei o que ela queria de fato, não tem como eu saber
Esperei ela descansar
Algumas palavras finais
Soltei as mãos e disse
Quando a arrogância cega?
Quando você esquece que já teve uma casa de palha para morar, já tomou água de poço, usou carros caindo aos pedaços e comprou arroz fiado. Se hoje você tem sapatos, roupas e boa comida, não pense que perdeu sua essência de pobre. Aprenda a ver o mundo e as pessoas com os olhos do amor ao próximo, cada indivíduo tem alguma qualidade, aprenda a admira-la, deixando o julgamento para Deus. Se realmente é verdade que seremos julgados. Porque se for verdade, pode começar a orar e pedir perdão!Tornando-se uma pessoa realmente especial na fé e que cresce segundo os ensinamentos espirituais.
Amizades que exigem muito de mim não me interessam.Não porque eu tenha preguiça de ajudar o amigo ou porque não aguento o sofrimento que talvez ele esteja passando; mas sim porque não sou do tipo que acerta sempre, não sou do tipo "normal", que conhece tudo na vida e que sabe sempre o que dizer.
Quero ter a liberdade de poder errar toda hora sem que uma enxurrada de cíticas me atinja.
Costuma-se aceitar qualidades como verdades absolutas, e defeitos como erro de interpretação alheia.
Melhor então, continuar tentando receber o Feedback negativo como um presente, ou não iremos a lugar algum.
Quem gosta de falar dos outros procura uma comicidade nisso, para que não demonstre ser tão desagradável. Precisa que os outros o admirem, para que as críticas fajutas e hostis, sejam vistas como mera sutileza de um dito sábio. O verdadeiro sábio, sabe guardar seus pensamentos mesquinhos, e se pronunciar quando achar palavras uteis.
Dia de minha criatividade.
Por assim viver, sem ser, estilo do meu eu. Sou seu, perto demais? Ficarei aqui atrás. Por assim cansei, cantei uma canção. Cantigas do meu ser, serei desse jeito. Confimo meu direito. É verdade? Não, minto, não sinto, mas prazer te conhecer. O que mais pretende ver? Estudo tal meu ser. Não critico em meus poemas essas grandes mentes pequenas. Verdade, minha imagem cansou de respingar. Já é tarde, agora é hora de, enfim, poder voar. Não encontro em minha mente essa gente de amanhãs, tal idade minha linha, sozinha, enfim começa a ser a roupa que carrega o corpo da criança. Em minha lembrança há esperanças de um futuro igual a ontem, longe, mas melhor do que agora. Lá fora, há verdade e há razão. Em função de ser, quem não posso ver. Por fim, em mim, venho assim lembrar. Que por sorte pura, ou liberdade, fruto de capacidade, hoje tenho a felicidade do dia de minha criatividade.
