Crepúsculo
No crepúsculo do nosso relacionamento, encaro a necessidade de resetar meu destino emocional, criando uma paleta de sentimentos renovados que pinta o quadro vibrante de um novo amor a ser descoberto.
O sol se vai.
No embalo dos meus pensamentos, a luz cai em seu crepúsculo. Onde o sol se esconde lento, vai seguindo o seu curso. E ao lado da minha amada, minha alma se alegra, com o perfume da maresia envolve, colho os frutos que semei ao dia.
Pesadelo:
Cai o crepúsculo anunciado no horizonte.
O avanço da noite envolve a floresta fria.
O vento serpenteia entre as montanhas.
No centro da vasta escuridão se revelam os segredos dos espíritos que habitam a mata...
Segue o ritmo de um tempo que não é mensurado...
No breu da noite a magia da luz reflete nos seres os tons de prata.
O murmúrio do silêncio evoca o rolar das águas sobre as pedras...
Tocas e cavernas serão abandonadas...
Todos saem sob o camuflado do verde musgo, e os que foram vistos serão devorados...
Corre tempo, corre vida, corre perigo.
Correm as águas, corre o vento, Corre ao abrigo...
Logo vem o clarão da aurora rompendo a escuridão...
Os mistérios se escondem sob as raízes da mata, E na imaginação dos homens que nela habitam...
As cores da montanha agora se avistam...
No coração da floresta, pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Pulsa a vida...
Quando o crepúsculo chega
O céu se tinge de cor
A noite se prepara
E a estrela é o resplendor.
O sol se despede lento
Deixa um brilho a sonhar
E as sombras vão crescendo
Com um mistério no ar.
O horizonte se apaga
Em tons de vermelho e azul
A noite abraça o dia
E a lua é o seu cúmplice.
No crepúsculo da razão,
Onde as sombras dançam,
E as certezas se desfazem,
Eu busco a verdade,
Mas ela se esconde,
Por trás de véus de incerteza.
A modernidade me cerca,
Com suas promessas de progresso,
Mas eu sinto a nostalgia,
Do passado que se foi.
No silêncio da noite,
Eu ouço a voz da alma,
Que me fala de sonhos,
E de desejos não realizados.
Eu sou um homem perdido,
Entre o ontem e o amanhã,
Buscando meu caminho,
Nessa jornada sem fim.
"Na dança do tempo, somos opostos,
Eu, o crepúsculo, você, o amanhecer.
Mas é na linha tênue do encontro,
Que nossas almas vêm a florescer."
O ruído do mundo corta o crepúsculo,
com crueldade e corrupção.
E o silêncio do campo desabrocha,
com pássaros cantando,
onde a terra responde sem palavras —
mas com honestidade, cercada de vida.
Viver sob expectativas sociais cria um segundo eu, um reflexo:
uma voz de perturbação e comparação.
Já a solitude permite-nos ver
um vislumbre da paz,
sem precisar de alguém —
bastando um único eu.
Uma paz que não é compartilhada,
mas vivida com amor.
Orgulho ou não,
não existe solidão:
apenas o sol, a chuva
e a felicidade nascida da simplicidade.
tudo tem sua alvorada, seu prelúdio,
Bem como seu crepúsculo.
Até o universo acabará.
Então viva sua vida, sem arrependimentos.
Lago II
Esse doce crepúsculo onde a noite inspira o dia...
E o dia respira a noite e sua natureza se espelha...
Sempre é bom vê-la passeando adorada na imaginação.
Tu és a canção perfeita a gentileza da rosa e o cordel...
É lindo e rápido como um cometa,
Deixando rastro de mel no céu,
Arranjado de estrelas...
Agora o que tenho são tintas e papéis cheio de rimas.
E não posso apagar da arte essa verdade que arde no meus poros.
O suor o nó na saliva de querer beija-lá eterniza-la de dentro da alma...
Esse desejo de possuir a beleza a riqueza caliente.
Seus dentes mastigando entre os lençóis nosso cansaço...
O abraço eternizado no ato de te querer...
Morre saboreando toda adrenalina em cada curva do seu corpo de menina.
Difícil manter-se vivo
quando você impõe toda sua força...
Eu gosto desse seu corpo quente,
do seu olhar meigo de moça...
Quem sabe os anjos me ousa se acaso tiver tristeza...
Melhor remédio é quando sua beleza chegar de mansinho...
Meu tudo ressuscita feito passarinho e voa alto.
Eu te beijo no porta retrato do seu quarto.
E para a saudade não me machucar,
Como a semente que deseja o céu tocar,
Com suas folhas e o amor é tudo isso!
Ser semente e sonhar em crescer vivendo os riscos,
cada momento é simplesmente único
disso se faz o paraiso.
A paixão pela vida é só uma faísca
no céu de quem se arisca...
E você me abraça e nossa raça se multiplica.
Enfim abraçados voltamos a dormir...
13.10.2022 as 18hs a correção
Recordando -
À noite no jardim, avanço pelo crepúsculo,
esplendido, nocturno nas vagas rumorosas.
Parece a Vida morta, suspensa, num tumulo,
como pétalas caídas, desfolhadas de uma rosa ...
Que o Céu, angustiado e soberano,
estrelado manto de saudade,
encobre os versos que declamo,
nestes tempos dolorosos de vaidade ...
Ai pudera eu viver
no extinto e no porvir,
que o Amor sem Primavera,
traz espanto e quimera,
agonia e quebranto,
ao ser que nada espera!
O crepúsculo envolveu minha mente;
meu envolto, meus afazeres,
comprimiu-me derredor,
fez das rimas o definhar.
[...]; definiu-me,
como objeto sem objetivo.
E além, as poucas constelações,
abafadas com o frio,
com frases impensadas.
Jogadas na beira da estrada,
horário nobre das trovoadas,
galopes dá o coração,
larguei-me ao pó sem pressa de ser socorrido.
Fulano dedicou sua vida a disputas por bens materiais, mas no crepúsculo da existência, escolheu legar sua fortuna até mesmo a estranhos, como se soubesse que, no fim, a verdadeira riqueza estava na generosidade.
Num reino onde o crepúsculo sussurra suavemente,
Lá mora uma alma, um andarilho no alto da montanha. Ele aventurou-se em terras da boêmia, onde as melodias dançavam, em euforia rítmica.
Foi pra boemia, com o coração em chamas, trovador de paixões, perdido num labirinto, pelas ruas de paralelepípedos.
Vagou com graça, procurando consolo no abraço da música.
Sob o céu enluarado encontrou seu palco,
Os salões sagrados de uma taverna, sua página sagrada, o toque do violão, uma serenata suave… Enquanto ele cantava seus versos, sua alma se manifestava.
Sua voz, um coro de apelo melancólico ecoando pela noite, em harmonia
Com cada nota, seu espírito ascendia, para os reinos desconhecidos, onde os sonhos transcendem. Ele foi pra boemia.
Amigo de poeta, onde o amor e a saudade se entrelaçam e se misturam,
Ele pintou quadros com palavras tão profundas, seus versos sussurravam com um som sincero. Ah, como as paredes da taverna ganhariam vida.
Com histórias de desejo e superação, ele cantou sobre o amor perdido e o amor ainda encontrado. De corações partidos e almas libertas. Através da névoa de fumaça e do tilintar de vidros.
Seus versos perfuravam, como o aperto de um amante. Ele revelou sua alma, com cada letra cantada, no abraço da boêmia, seu coração se apertou.
Foi pra boemia, um bom trovador.
Sombra e Névoa , Cai o crepúsculo. Chove.
Sobe a névoa... A sombra desce...
Como a tarde me entristece!
Como a chuva me comove!
Cai a tarde, muda e calma...
Cai a chuva, fina e fria...
Anda no ar a nostalgia,
Que é névoa e sombra em minh’alma.
Há não sei que afinidade
Entre mim e a natureza:
Cai a tarde... Que tristeza!
Cai a chuva... Que saudade!
Ao final de cada dia, me indago, pra saber se fui Humano de fato com a chegada do crepúsculo.
Pondero prós, e contras!
E percebo!
Deixei algo incompleto, por fazer amanhã.
Saberei se sou louco se a decomposição de meu crânio começar a cheirar, antes que o crepúsculo se manifeste com suas afirmações que para muitos são fugas profundas de necessidades humanas, para mim é a afirmação da superabundância da tarefa de ser Justo.
O Anjo Negro
Anjo negro, estrela do crepúsculo
Fala agora onde estás
Tira minha alma desse reduto
Pois somente tu me alegrarás
Estende tua mão agora
Tira de mim esse peso
Não deixa que nasça a aurora
Mata esse medo
Por sobre o chão de pedra negra
Eu logo hei de caminhar
E a luz que passa a fina seda
Com minhas mãos hei de apagar
Me envolve em teu abraço
E me dá com a adaga forte
Faz do meu passo
A casa de tua sorte.
Crepúsculo do Mundo
Onde está a espada?
Onde está a coragem?
A princesa encantada
O salvador de passagem
O tempo já levou
Ou a verdade se encarregou?
Sendo a areia ou a visão
Findaram a bela criação
Onde está a doce arte?
As linhas fortes da alma
Ou o som do sol da tarde
Sofreram dor ou trauma?
A sinfonia alta e regente
Fugiu do encontro com a aurora
A flauta que erguia a serpente
Fez dela uma sombra de outrora
Onde está o sábio
Aquele da mente hábil?
Outra vítima do humano
Que fez da coruja um pelicano
O mestre dos quatro elementos
Já fraco, menor e antigo
Fez do vácuo profundo um amigo
E sumiu como um grão aos ventos
Onde está o rei guerreiro?
O senhor da honra e da glória
Sucumbiu no ouro da vitória
E o nada virou seu inteiro
A torre dos homens caiu
E a árvore da vida secou
O leão das sombras rugiu
Quando a cova do mundo fechou.
