Crepúsculo
No silêncio do nosso crepúsculo haverá um filme em cartaz,
com uma sala exclusiva, uma única cadeira e um único telespectador.
Amiúde
No crepúsculo, ela aparecia amiúde para ele cheia de felicidade com seus cabelos longos, descalça e com vestido branco quase transparente,
No entanto, a miragem ou talvez o encantamento se perdia no cair da noite e isso se repetia como penitência dolorosa por longos dias,
até que, numa certa noite simplesmente a escuridão foi bombardeada por uma chuva de meteoro Lírida e essa claridade desceu como confetes trazendo perfeição naquilo que estava acorrentado as ilusões,
e então, após uma porção de limão caviar e com a dopamina em alta o mundo real começou a ganhar vida novamente,
Nós dois contra o mundo, a torre de Babel foi derrubada.
Lindo crepúsculo,
um primor celestial,
parte do poder divino,
admirá-lo é algo essencial
assim como um amor recíproco.
Crepúsculo fascinador,
um primor celeste
que deixa os olhos maravilhados
com esta despedida triunfante do sol e logo em seguida, anoitece,
portanto, um momento efêmero
que precisa ser observado gentilmente.
CREPÚSCULO DOS OLHARES QUE SANGRAM LUZ
Olho nos teus olhos e algo antigo desperta, como se a noite respirasse dentro do nosso peito. A lua inclina seu rosto sobre ti, oferecendo um lume pálido que se mistura à palidez de nossas almas que se procuram desde a penúltima dor. Há um frio doce que percorre o ar, um silêncio que se esculpe em nossas carnes como um sacramento soturno.
A única lágrima que guardamos nos recônditos mais ocultos se desfaz lentamente, como se abrisse uma fresta entre dois mundos. Não é apenas lágrima. É o resto de uma saudade que jamais encontrou nome, é a memória de um pacto selado quando ainda éramos apenas um rumor de espírito à beira de outro universo.
O romantismo aqui não é júbilo. É ferida luminosa. É o toque místico do invisível que paira entre nós, sussurrando que o amor nunca é de superfície, mas sempre de abismo. E é no abismo que te encontro, envolto em uma aura de noite eterna e, ainda assim, como se guardasses o pressentimento de uma alvorada impossível.
Tu esperas por mim. Eu espero por ti. Somos dois vultos que caminham por corredores espirituais, cada qual trazendo no peito a impressão de que a vida inteira foi apenas prelúdio para este instante. A lua testemunha. Os recônditos aquiescem. E o amor é profundamente nosso, que se eleva como neblina sagrada que se recusa a morrer.
O cheiro do crepúsculo me irradia os olhos,
num encanto.
Enquanto busco a paz, a luz do luar...
PauloRockCesar
O Crepúsculo do Encanto”
“O último encanto de alguém não se extingue no instante da desilusão, mas nela se revela. É quando o véu cai que a alma, despojada de ilusões, reconhece o que restou de si mesma. A desilusão não é o fim do sentir, mas o ponto em que o afeto abandona a ingenuidade e se converte em lucidez. Somente ali o espírito compreende que amar não é permanecer encantado, mas sustentar a dignidade mesmo quando o encanto se desfaz.”
LEITURA DO CREPÚSCULO INTERIOR.
Nas horas em que o peito se torna caverna,
e a esperança aprende a falar baixo,
há um cântico antigo que retorna,
feito bruma sobre a memória.
Não chama pelo nome,
não exige resposta,
apenas envolve,
como quem conhece a fadiga de existir.
A dor, então, se refina,
abandona o grito e escolhe o sussurro,
e o sofrimento deixa de ser castigo
para tornar-se linguagem.
Quem suporta esse instante,
sem pressa de escapar,
descobre que o abismo
também é um lugar de revelação.
E compreende que resistir
é uma forma elevada de oração,
na qual o espírito se ergue silencioso
e permanece inteiro diante da noite.
..
Fica,
Abraça-te a mim, deixe-me te amar
E quando o crepúsculo da minha vida chegar
E as madrugadas sôfregas e frias
O teu corpo quente de mim reclamar
A gélida cama deporá o teu cheiro
Terei as plumas de tuas lembranças
No vazio do meu travesseiro
...
Fecha-se o suave crepúsculo
rende-se à noite que vai chegar
tudo se junta numa só canção
o ritmo do universo não pode pausar
Aos poucos todos se recolhem
para o descanso de sua lida
e mais feliz é quem pode
estar junto às pessoas queridas
Ao longe as estrelas se mostram
bordadas no manto anil do céu
as notas da canção se elevam
e ecoam abençoadas por Deus
Quisera roubar um pedaço do crepúsculo e assim tocar o infinito, pois ele sempre existiu e existirá. Sigo então à procura desse âmbar intocável em mais uma tarde que esmorece em direção à noite. Nesses momentos sou uma sombra, perco-me e preciso cantar para saber por onde anda meu coração, pois ao crepúsculo de cada dia - mais um pedaço se vai. Sou finita, jamais saberei as verdades todas. Quem toca-me é a mão de veludo desse entardecer. Junto a ele faço uma prece, agradecendo mais um dia, mesmo que não tenha sido tão bom, mesmo que a esperança tenha vacilado ou que a saudade tenha dado o ar da graça dentro do coração, mas este é forte e tem lugar para muito mais ainda.
O crepúsculo quente demais, trouxe uma leve chuvinha, essa sob a batuta do Maestro Maior, Criador de tudo, que em DÓ MAIOR das pessoas, ordenou uma orquestra de notas agudas, meio desafinadinhas mesmo e o acorde em "dó" foi sem o "sol", óbvio. Alguns graves trovões fizeram a segunda voz e a sinfonia ficou perfeita.
As plantas dormitavam exaustas, sedentas e quando deram por si, num segundo estavam sendo borrifadas lá nas suas folhagens. Parece que os jardins "re"ssuscitaram, brilharam com as gotículas "mi"núsculas que "fa"ziam-lhe cócegas certamente, pois pareciam sorrir. Agradecemos a Deus pela bondade, Ele nunca falha, as vezes demora, mas sempre vem trazendo algum alento a quem está necessitado.
Toda a natureza desde a aurora até o crepúsculo, nos mostra a beleza de ser, de viver e até de morrer para renascer novamente em perpétuo sim...
Poemas são como um denso revoar de gaivotas que empurramcom suas asas o crepúsculo.Alio poeta consegue tocar, se quiser, com suas palavras mágicas em varinha de condão.Podem tambémazular o sol que teima em ser luz amarela ao amanhecer. Num poema tudo se concebe em nome dos sentimentos, risos ou dor.
🍂
Dentro da tarde,
No crepúsculo do sol
à escuta e a pausa
Nos levando ao silêncio
-
A experiência interior
em tempos barulhentos
chegou, sentou
e ouviu.
Querias me tirar o ar o chão
Deitar-me em gélida solidão
Num crepúsculo sem volta,sem dor.
Num gesto duro, sem amor.
Querias tragar-me como fumaça
Que a noite desce, finda, escassa.
Numa onda de pura agonia,
Ainda não, vossa senhoria
Fugi de seus braços que em laços
Tentavam me levar
Ao fim do mundo, me afogar.
Para emergir mais forte
Resignado com essa sorte
Molhado, frio, mas longe de ti... Morte.
#CREPÚSCULO
Tarde vem...
Céu escurece...
Cai...
Sol escondendo...
Frio chegando...
Alguém passando...
Lua diz que virá...
Quer na noite brilhar...
Mas somente depois...
Que a primeira estrela se apresentar...
Não tem seresta...
Não tem serenata...
Tempo estranho...
De paixões mal contadas...
As pessoas se recolhem...
Trancam-se em suas casas...
Na rua quem caminha...
É o vazio...
O nada...
Será uma cólera divina ?
Fado...
Triste sina...
Me recuso a aceitar...
Quero ser como a lua...
Pelo menos por essa noite...
Brilhar...
Sandro Paschoal Nogueira
