Corvo
Uma antecipada nas despedidas ao 2022 que está
quase no bico do corvo, e que não vai deixar saudade,
por causa de um "covidado" que está voltando mesmo
sem ter sido convidado...
ANO VELHO CIAO BELLO
Marcial Salaverry
Feliz Ano Novo,
para tudo de novo...
É o que sempre desejamos,
e aos amigos auguramos...
Felicidade no ano que inicia...
Para o Ano Novo,
desejos formulamos,
resoluções tomamos,
mas nem sempre observamos...
Quando este ano findar,
novamente tudo faremos,
as coisas boas repetiremos,
e as burradas esqueceremos...
Promessas para o ano faremos,
um regime iniciaremos,
aquele amor bandido esqueceremos...
Será que conseguiremos?
Vamos mudar tudo neste ano...
Novo amor encontraremos...
Nossa vida mudaremos..
Bem, ao menos tentaremos...
Neste ano que vem chegando,
vamos ver que a vida continua,
e essa é a verdade nua e crua...
Mas seguiremos tentando...
Um ano novo vai começar...
De todas decisões,
pouca coisa mudaremos,
e muitas, sequer tentaremos...
O melhor para o ano que vai nascer,
é simplesmente a vida viver,
deixando tudo acontecer,
sem muito nos aborrecer
com o que suceder...
O único pássaro que se atreve a atacar uma águia é o corvo. Ele senta sobre suas costas e bica seu pescoço. No entanto, a águia não responde e nem luta, não perde tempo e nem gasta sua energia com ele. Simplesmente abre suas asas e começa a subir o mais alto que pode. Ou seja, quanto mais alto é seu voo, mais difícil é para o corvo respirar e logo cai por falta de oxigênio.
Diante disto, quer um conselho?
Deixa de perder tempo com os corvos…
Continue seu voo nas alturas e eles, por si só, despencarão.
Passeando pelo cemitério, me surpreendo ao me deparar com um pequeno e negro corvo que me fita sem parar,
Ao perceber que há algo em seu bico, minha curiosidade só aumenta
O que será aquilo? O que essa ave carrega?
Eu me mantive inerte e de fato admirada com aquele acontecimento, pois eu não imaginava;
E ao me aproximar ela não se mexeu, aquela ave de morte ali permeneceu.
Destino, loucura, pensem como for,
ela carregava consigo em seu bico uma flor.
Flor esse que para mim simboliza amor e morte, ela carregava uma rosa em seu pequeno porte.
AMIZADES TIPO CORVO OU COLIBRÍ?
O ser humano é especialista em julgar pelas aparências. Fazemos isso com as coisas e também com as pessoas. Às vezes olhamos para nosso semelhante e concluímos que aquela amizade é improvável ou, que seria uma amizade extraordinária. Seja porque aquela pessoa inicialmente não nos causou fascínio ou porque nos fascinou demais com a sua “plumagem sedutora”. A verdade é que podemos ser facilmente levados a cometer erros se nos firmarmos apenas na primeira impressão ou no que ouvimos falar a respeito destas pessoas.
No mundo do Marketing imagem é tudo, mas nas relações não precisamos disso. As relações não sobrevivem de belas imagens. Para nos certificarmos se uma parceria dará certo ou não, é preciso vivenciá-la, a menos, é óbvio, que tenhamos motivos comprovadamente legítimos para agirmos de modo contrário.
Vejamos por exemplo, estas duas criaturas do reino animal: (1) O corvo, ele está entre as aves que menos causa fascínio em nós, a começar por sua aparência. Sua fama, então, nem se fala, desde a antiguidade essa ave é associada á morte. Porém, a maior parte de tudo o que sabemos a respeito do corvo trata-se de mito, apesar de seus hábitos necrófagos e sua plumagem negra. Uma das verdades mais legais sobre os corvos é a sua capacidade de sentir empatia. Os corvos são ainda, monogâmicos, ótimos pais e bem inteligentes, além de brincalhões; (2) O colibri, ou beija-flor, não há como não se encantar logo de cara por eles, não somente pela beleza, mas também por seu desempenho no ar, capaz de prender a atenção de qualquer expectador. Os machos possuem uma plumagem mais vistosa e chamativa, para atrair parceiras para a reprodução. Eles são solitários, só ficam juntos para o acasalamento, pois acabam brigando muito. O cuidado parental é exclusivo das fêmeas. São elas que constroem o ninho, encubam os ovos e alimentam os filhotes sem ajuda dos machos, o que mostra o quanto são egoístas. Tão belos, tão atraentes, mas tão voltados para si mesmos.
Na vida lidamos com isso, com pessoas que tem fama de “corvos”. Não nos atrai nem pela sua aparência nem pela sua fama, mas quando nos aproximamos para conhecer melhor, nos surpreendemos com suas reais características e como a relação com elas nos acrescenta coisas boas.
É bem verdade que as pessoas “colibris” também existem e muito nos confunde, a princípio nos seduz com sua beleza e habilidades. Mas com o tempo podem se revelar egoístas e voltados para seu próprio mundo Seu desempenho para conosco vai depender mais de nossa admiração para com elas; Do quanto a aplaudimos do que da lealdade e amizade.
Saber lidar com esse último grupo de relações é um desafio contínuo para muitas pessoas , especialmente as mais empáticas e sensíveis.
Há outros que preferem desistir, por acharem que é a maneira mais fácil , afinal ter um convívio com tais pessoas é muito desgastante.
Mas, uma pessoa empática, sua sensibilidade não lhe permite abrir mão de seu semelhante, mesmo que estas sejam relações improváveis para a maioria das pessoas. E se a admiração falhar e for preciso recomeçar, ela o fará, quantas vezes forem necessárias. Obviamente que nem tudo depende apenas dela. Muitas vezes a empática até consegue abrir mão de seu bem estar, mas a outra pessoa não, neste caso, são elas que desistem, evidenciando a fragilidade da relação, o tipo que desaparece em fração de segundos. Como bem escreveu Zigmunt Bauman: “As relações escorrem entre os dedos”, mencionando o fato de que estas, estão cada vez mais superficiais.
Mas uma lição podemos tirar para nossa vida a respeito desse tipo de amizade: “se não nos respeita, se não nos ama pelo que somos se não é recíproco, então, não devemos insistir, "sermos respeitadas como pessoas é melhor que receber flores”.
Nenhum ser humano dá conta de viver de imagens, nenhuma relação sobrevive de aparências, nem mesmo no mundo virtual. Que sejam poucas, que sejam até mesmo improváveis, mas que sejam verdadeiras.
Eu aprendi com águias a voar, pois além da sensação agradável, também aprendi que corvo nenhum chega perto aqui nas alturas.
Daqui de cima vejo o desespero deles em
Tentar me alcançar sem sucesso.
Eu daqui só consigo sorrir deles.
“Para matar a sua sede o corvo usa as pedras encontradas pelos caminho para elevar o nível da água até que ela esteja ao seu alcance.
Assim você deve fazer com os seus sonhos, quem deve colocá-los ao seu alcance é você.”
O corvo
Eu farei isso, mas não é por mim
É por tua causa que não falho no meu compromisso
O meu desejo era fingir
A vontade de fingir que não sinto, de fingir que não vivo
Mas vivo, mas sinto, está tudo aqui
Todo o meu desespero faz sentido
Se estás aqui diz-me que não é o fim
Nada está perdido
Eu torno-me um animal, vingo-me
quando me tiram o que me faz sorrir
Dizem, sai daqui, eu não me retiro
Enquanto a vingança não surgir
Eu sou uma espécie de pássaro ferido
Que ainda não descobri
Já sei, sou um corvo faminto
Neste mar de sangue infeliz
"" Não tenho habilidade para ser corvo de noticias. As tragédias, mais que desumanas, em mim não causam poesia, apenas lamentáveis dores...""
Na sua opinião, o que é mais provável: um jumento sustentar um homem ou um corvo? É óbvio que você diria um jumento, e eu concordo com você. Mas, para confusão dos soberbos, Deus usou corvos para alimentar Elias. E por que Deus usou animais e não homens para sustentar o profeta? Primeiro: o Senhor não dá a Sua glória a ninguém. Segundo: para mostrar aos homens que eles não passam de cacos, cinzas e pó desta terra.
SOB O OLHAR DO GATO PRETO
A tarde se despeja, fastiosa sob um céu turvo...
Sinto a presença do gato preto. Não o vi ainda, mas
trás presságios de má sorte. Sei. Me encurvo...
... Ante os olhos da morte. fria , risonha e aldaz!
E quando a lua imensa toma o céu de loucuras
Ele passeia pelo assoalho de mármore branco
É o antever de todo o despejar do mar de agruras
Fecho os olhos. Luar de sangue, dor e pranto.
E o que me trás, gato preto? À que então, veio?
Vieste de ceifar as almas do mar do norte. Sim!
Vais embora logo. Não o quero ver. Bicho feio!
Mas até quando fugirei da presença do maldito!?
Abro meus olhos. Ei-lo: Quieto, negro e tenebroso.
Apaga-se então, a última estrela do infinito.
Sob finas mortalhas
Desçam sobre ela as cortinas do tempo
Desfaçam de uma vez este amaranhado
Tudo já não é senão uma ironia do vento
Um lapso. Só isso. Funesto e mal contado!
Rasguem ,pois as folhas deste velho livro!
Queimem o papel... Varram suas palavras.
Que não reste nada. Nem um pobre crivo.
Deixem a poesia e o resto às bestas larvas.
Pois do que foi feito da mulher amante?
Que cantava o amor com os lábios carmins?
Feneceu. Só. Como morrem os instantes...
Nunca lhe escrevam poemas. Versos,rimas.
Não plantem para ela, flores nos jardins...
Desçam pois, já, as mortalhas. Negras e finas!
HOUVE DIAS...
Houve um dia em que ela cedera ao amor
No rosto um olhar brilhante e riso de sol...
Mares azuis de calmaria, poentes de louvor
Mãos dadas, beijos doces sob o arrebol.
Mas para ela não houve sequer um ensejo
Mirrou-se a rosa no jardim de primavera
Aquele para quem era o riso, foi-se dela
Na alma o pesar. O gosto apenas do beijo.
Hoje as ondas já não marulham lá no cais
Apagaram deles as pegadas na areia branca
Carícias e ternuras são "ontens". Não há mais...
Agora tudo é marasmo. Nem lágrima. Nem dor
Apenas um cansaço que tecem seus dias..
Mas houve sim. Tempos em que Ana foi amor.
SOB O FEITIÇO DE ÁQUILA
Cruel a sorte destes amantes.Má e solene.
Quando acariciarão, pois, a face um do outro?
Ela, verseja sob os pentagramas de Selene
Ele, Sob o brado de Hélio: Caminha morto.
Não que o amor se ausentou de seus umbrais.
Ao ivés: Arde-lhes no peito a brasa. Bela poesia.
Mas foram jurados com o brado do "Jamais"...
Ambos são o inverso do cosmo. Noite e dia...
E a dor tomba dos olhos tristes, rasos de pranto.
Amar tanto e quanto. Para que meu Deus?!
Sem jamais um beijo. Um toque__ Desencontro!
Assim será ; suaves de Áquila. Aquiesçam.
Sob a maldição da inveja e do ódio proscritos
Até que a seiva seque e seus ossos envelheçam...
A VOZ DO AMIGO
Foges já!_ Afasta-te deste precipício Ana...
Não vês que seus pés não são confiáveis?!
E se tu'alma te conta a verdade ou te engana?
Verás então, as sombras vis e execráveis!
Do inferno maldito onde os demônios estão
Lugar de dor maior que as de agora. Confia...
...Na voz deste amigo que te estende a mão
Prantearás hoje. Nos tempos eternos? Não !
E verás que os ventos hoje, não são vendavais
Quando o luzeiro vir, no outro lado da ponte
Cantarás os cantos mais belos e angelicais...
Afasta-te do abismo Ana. Não é o que para ti há.
Dá ouvidos a voz que te embala a fronte...
Segue teus passos. Deixa o corvo por hora. Já!
A MORTE DOS SONHOS
Há nos escombros de sua pobre mente
Um bicho papão que devora todo o amor
Tudo o que um dia fora doce, desmente...!
Fermenta ali: A raiva. O medo. O rancor...
Fica preso às paredes úmidas de su'alma
Busca o momento propício para a loucura
Até a poesia perde o rumo. A luz. A calma
Rasteja na memória. Sem alento. Sem cura.
Há os que falam dela nos perfis das ruas
A chamam moléstia. Bruxa. Amaldiçoada
Mas só ela sabe. As lembranças são suas...!
De tempos que buscara a face da fantasia
E crera numa carícia de tez branca e alada
Seus sonhos? Jazem, já. Numa lápide fria.
O amor por ela...
Não sei por onde me levarão os ventos.
As horas de agora são sombras abismais
Até quando versejarei por estes momentos
Se o que tenho, é dor. Choro. Nada mais...!
Foge da face daquela a quem amo, a alegria
De tempos outrora meus. Repete-se a agrura...
Mudam-se os dias. As estações. Fica a apatia
Morreram a poesia, o dulçor... A ternura!
Porque não quebras de vez o laço da maldade?
Se em tuas mãos, fixas, estão todos os astros
Traga-nos brisas. Visto que o hoje é tão tarde...
E que ainda eu contemple nela, o riso leve...
Nos lábios daquela onde guardo todo o amor
Do contrário. Torna pois toda a vida, breve.
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