Corredor
O ÚLTIMO TERÇO
Ela morreu, morreu sufocada
Pelas palavras que ouvia
Entre o corredor, entre a porta
Punhais nas costas espetados
De alguém que ela mal conhecia
Olha para dentro de si e tenta perceber
Que mal terá ela feito para tanta maldade
Vindo de alguém que mal conhece
Será ilusão ou desilusão, fica a mágoa
Junta coragem para continuar, seca o rosto
Levanta a cabeça, sente a sua alma maltratada
O coração vazio, triste, sofrido
Reza talvez o último terço com fé nas horas
Horas enrugadas no fim de uma tarde
Ouve de longe o eco das duras palavras
Ela sente um gemido sofrido e repetido
Sente sobre si todas as sombras da guilhotina
Dos olhos que espiam a sua dor na escuridão
Dos enredos de todas as feras devoradoras
Predadoras de pessoas inocentes que só querem
Fazer o seu trabalho o melhor que sabem
Ela hoje reza o último terço e morreu triste de tanta
Maldade que há no seu local de trabalho.╰❁╮╰❁╮
Ela reparou e você nem viu.
Do outro lado da festa, no outro extremo da biblioteca, no corredor e na cantina ela te observou de longe. Visitou o teu perfil, olhou todas as fotos, leu as tuas postagens, cada comentário nas fotos, cada curtida, cada concorrente assanhada. Apresentou você "azamigas", ao destino, ao diário, aos pedidos antes de dormir. Ela pediu de você, pesquisou você, investigou o seu passado, sua rotina, seus gostos. Sim ela se interessou, gostou do sorriso, da forma de andar, do seu jeito e da forma de se expressar. Passou pertinho para sentir o perfume, esbarrou para sentir o seu corpo, desfilou várias vezes para ganhar o seu olhar. Ela deu os sinais, deu a "deixa" para que chegasse, ela fez a parte dela. Ela é diferente e vai esperar que você a chame, procure, note-a, ela não vai se atirar, arriscar parecer desesperada, ela espera. Tem bons livros, chocolates, filmes e uma cama aconchegante. Ela acredita no destino, por isso, espera sua atitude, pois se for para ficarem juntos, crê ela que ficarão e caso não for, ao menos, ela pode dormir.
O corredor que me leva do portão até a área dos fundos da casa, onde está minha avó, nunca me pareceu tão longo. A casa, com a pintura ainda intacta, parece falar por si mesma, vencendo minha ansiedade pela sua força, pela dimensão de suas paredes, pela altura de seus telhados novos. Mas eu sei que, um dia, estas paredes estarão velhas e descascadas, como também se escurecerão suas telhas cor de terra. Entrarei por seus cômodos e verei que eles próprios parecerão cansados, sem elegância nenhuma. Sentirei saudades de minha avó e dos dias que se foram. Estarei velha e me sentarei, desta vez sozinha, para me lembrar de Corina e das conversas que tivemos." (Corina, 2007)
Se sua vida é como um corredor e você não tem opções para seguir outro caminho, torne-a florida de otimismo e alegria, e faça como a Primavera que, persistente, nas mesmas plantas, renova o visual para os que a admiram e amam.
Negro Corredor
Thiago,
um grande-bom gago,
correndo
da fome,
correndo
como homem.
Em pedregulhos
de vidros,
em sonhos sonhados,
ou sonhos
vividos.
Na casa simples,
de caráter acolhedor,
nas pernas finas
- marcas de um corredor.
Corre menino.
Corre anjo-negro.
Corre destino.
Corre sem medo.
Thiago:
correndo
de rimar,
da rima
com diabo.
MUNDO OVO
Meu cavalo corredor
pelos trilhos, pelas tardes
vai marchando ao por do sol
para matar as saudades.
Todo dia voa aos ventos
galgando seu arrebol
entrega-se aos sentimentos
no tempo do por do sol.
Vai cavalo em sua chama...
Chamegando de paixão
pela poeira, pela lama
com fogo em seu coração.
Cal vague em seu por do sol
em cada noite um dia novo
disfarça do povo o anzol
nesse nosso mundo ovo.
Antonio Montes 2
Não é corretos viver apontando os defeitos alheios quando vivemos no mesmo corredor.Primeiramente devemos cuidar dos nossos. !
"Essa geração mostra sempre pra mim que estamos numa esquina. Logo ali, virando o corredor, teremos um mundo novo" Ricardo Nespoli
O extremismo é um corredor veloz, mas sem pernas: precisa sempre das pernas e do lombo de um asno para avançar.
No corredor da morte
quais palavras buscar para expressar o abortar voluntário dos sentimentos que dão vida as flores
nada que se diga esclarece o que parece ser, mas não é
é deste arremedo de poema de onde as letras sangram que meus sentimentos expressam um silêncio a dizer que Te Amo
se soubesses o quanto me dói, rasga a alma escrever tais palavras, expressar os gritos de minha alma
posto que o Amor foi tudo que expressei, e não foi suficiente, bem disseram que o Amor vai muito além do que pobres palavras podem expressar
ainda assim, tal qual o último pedido de um condenado no corredor da morte, suplico-lhe
atente seus olhos a onomatopeia dos meus versos rotos
não é a alma a busca do reencontro onde de dois se tornam um e um de dois?
como, quando e porque nunca importa
vê, ouve o silêncio no desabrochar das flores, sinta o aroma no abrir das pétalas
a suavidade do pólem que escapa ao toque da borboleta e sobe rasgando o firmamento chegando as estrelas e as fazendo sorrir
eis que tua divindade se faz presente, te venero
como um sacrílego, temo olhar-te, muito menos tocar-te
no entanto, tal qual uma divindade, em ti sinto o desprezar pela morte, sinto em ti o tempo como um eternizar este sentir
não serei mais um dos que morrem enquanto Amam e deixam versos na alma sem expo-los a sua Amada
cada sentir, tu o saberás, enquanto seus ouvidos estiverem abertos a ler-me
jamais enterrarei em minha alma e meu coração, o mínimo sentir que seja..
O caminho do sucesso, e como um corredor da morte com uma distinta luz no fim do tuneo. Quando voce desista de alcanca-la; Voce nem percebe que ja esta nela.
A um corredor escuro, não sei para onde ir, as estradas são frias e da medo, e algo me diz que aquelas estradas não é a estrada certa.
É difícil ter que viver em um "corredor" de expectativas e ainda ter paciência para tolerar as frustrações geradas quando se sai, ainda que minimamente, do mesmo.
