Contos sobre Leitura

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Um brinde às pessoas que leem e lendo compreendem o que leram. Àquelas que sabem expressar o que sentem, e ainda não se sucumbiram em locar espaços do seu discernimento para se integrar num grupo ou comunidade. Um brinde às pessoas que pensam diferente, que pensam grande e não tem medo de sonhar.

Os livros que eu li e amei estão sempre por perto. Não só pra, volta e meia, dar uma namorada de olho com eles, alisar um bocadinho a lombada, fazer uma festa na capa, mas também pra, de vez em quando, convidar, vamos de novo? e lá ficarmos os dois, outra vez esquecidos do mundo, nessa tal de amarração de quem escreve e de quem lê.

Quando lemos um bom livro, conversamos com os espíritos de grandes pensadores do passado e enriquecemos nossa vida com a sabedoria revelada de seus melhores pensamentos. Habitamos palácios magníficos, viajamos por lugares esplendorosos, passeamos por jardins de sonhos e quando voltamos para o nosso tempo, somos pessoas melhores, seres mais evoluídos. Portanto, se deseja ser a pessoa mais apaixonante deste mundo, leia muito, leia bons livros.

Abra a Bíblia e leia com fé, não com pressa, nem por obrigação, nem seguindo regras pré-estabelecidas. Busque a Deus de todo o teu coração. Para isso não existem regras. Portanto, sinta-se à vontade para ler a Bíblia da maneira como você sentiu no coração, desde que você esteja alinhado com fé e com um coração puro diante de Deus, e ele vai aceitar a sua leitura, e vai falar com você.

Ler é ir a algum lugar sem nunca pegar um trem ou navio, é desvendar mundos novos e incríveis. É viver uma vida na qual você não nasceu e a chance de ver tudo colorido pela perspectiva de outra pessoa. É aprender sem ter que enfrentar as consequências de fracassos e a melhor forma de ter sucesso.

Madeline Martin
A última livraria de Londres (2022).

⁠Às vezes fico procurando profundidade onde, na verdade, só tem superfície. Às vezes faço uma leitura profunda à respeito de algo que, na verdade, é raso. Quando ouço uma obviedade sobre alguma situação, primeiramente parece não ser verdadeiro mas, algum tempo depois, não em todos casos mas em alguns, a verdade escancarada e óbvia se revela como mais verdadeira.

Não se deve ler por obrigação, tão pouco por capricho ou aparência. Devemos ler somente algo que nos certifique de que o tempo se tornará mais rico com aquela leitura. Algo que supere, em beleza, harmonia, contraste, pavor, loucura, em suma, o lugar que o momento nos presenteia. E que, acima de tudo, possamos ter os nossos próprios pensamentos depois de entregar nossas cabeças às palavras alheias. O que o beija-flor faz com as flores, devemos fazer com o livro: sugar o seu líquido doce e necessário e com sutileza e elegância não deixar jamais de mover as asas.

Inserida por AndreAnacoreta

Alguns pensam que uma vida pacata e um pouco diferente da sociedade dos iguais, é uma vida em estado de "vegetação", porém, antes uma vida em harmonia com o verdadeiro amor do que uma de prazeres, farras, e outras diversões que, quando passam, nada edificam a sua vida. Antes a "vegetação" do que as cinzas da culpa e de outros sentimentos que surgem, mais cedo ou mais tarde. Pense bem antes de viver de maneira demasiadamente mundana. Muitas vezes, o silêncio e a leitura de um livro são bem mais gratificantes que farras.

Inserida por brunodelimaoficial

E os livros, livros por todos os lados. Cada superfície plana era ocupada por um livro. Tampo da mesa, armário, criado-mudo, mesinha de cabeceira. Nenhum bibelô, Nenhum suvenir. Nenhum porta-retratos. Só restaram os livros. Para que ele soubesse quem fora realmente a mãe, teria de abri-los e ler. Teria de ler cada página de milhares, milhões.

Inserida por pensador

Dia desses, eu estava sentada no sofá de casa, lendo, quieta, desprevenida, quando percebi que ela foi chegando, se aproximando devagarzinho, até que se acomodou, me abraçou e ficou. Não sei se você tem isso, talvez todos nós tenhamos, uns mais, uns menos – essa companhia inesperada de uma tristeza que vem sem avisar, sem querer saber dos planos para aquele dia.

Inserida por pensador

Não havia nada melhor do que o delicioso aroma de um livro novo, tocar as capas e folhear um livro cujas páginas nunca tinham, possivelmente, sido tocadas antes. E, se era estranho sentir-se daquela maneira, bem, ela não se importava. Algumas pessoas eram obcecadas por sapatos e os amavam com paixão. Sapatos eram legais, mas você não pode ficar acordado a noite toda lendo um, pode?

Inserida por pensador

Olhei para uma página e vi aqueles símbolos impressos, e de alguma maneira descobri – magicamente – que eles tinham significado embutido e um som que correspondia ao que as pessoas falavam quando liam aqueles símbolos impressos. Ou seja, eu aprendi a ler. Imediatamente, ali, me senti em casa. Fiz uma descoberta, na qual me atirei pro resto da vida. E não errei.

Inserida por pensador

Prefiro os pés descalços, os que aprendem observando as ondas, os intensos, os imprevisíveis, os improváveis e os impossíveis; e que assim como eu, não se importam se o mundo acabar hoje. Talvez por isso tenho poucos heróis, poucos amigos, poucos olhares compreensíveis. Na verdade não faço questão de ser leitura fácil, sou um livro velho, gasto, rabiscado, coisa para intelectual. Pinto o mundo da minha maneira e ele é sempre cinza com tons de amarelo. Do jeito que eu quero, de maneira alguma politicamente correto.

Inserida por fabiok

Uma história era uma forma de telepatia. Por meio de símbolos traçados com tinta numa página, ela conseguia transmitir pensamentos e sentimentos da sua mente para a mente de seu leitor. Era um processo mágico, tão corriqueiro que ninguém parava para pensar e se admirar. Ler uma frase e entendê-la era a mesma coisa; era como dobrar o dedo, não havia intermediação. Não havia um hiato durante o qual os símbolos eram decifrados. A gente via a palavra castelo e pronto, lá estava ele.

Inserida por pensador

E tem gente como eu: em qualquer fase da vida não abre mão, mas não abre mesmo, de ter sempre por perto o tal do amigo pra valer: livro. Mesmo porque ele é o único amigo que nunca cria caso pra ficar com a gente seja onde for: sala, quarto, banheiro, cozinha, sombra de árvore, areia de praia, fundo de sofá, fundo de mágoa; e fica junto da gente mesmo no pior lugar do ônibus, do trem, do avião; enfrenta até mesmo uma boa cadeira de dentista e leito de hospital. E, se quem escreveu o livro consegue mexer com nosso pensamento e balançar nossa imaginação – pronto! Aí se forma uma relação, um laço… uma amarração gostosa

Inserida por pensador

Ler ficção não só desenvolve nossa imaginação e criatividade como também nos confere a habilidade de ficar sozinhos. Essa leitura nos dá a capacidade de sentir empatia por pessoas que nunca conhecemos, de viver vidas que não poderíamos experimentar por conta própria, porque o livro nos coloca dentro da pele do personagem.

Inserida por pensador

O hábito de ler proporciona liberdade de expressão e de escolha, e ainda fomenta o nascimento de novas células cerebrais (neurogênese), deixando o cérebro mais eficiente; possibilita clareza na visão de mundo; aumenta o vocabulário e a capacidade de comunicação; fortalece o raciocínio, a memória, a criatividade e o poder de concentração; é prazeroso, mas, sobretudo, emancipa o ser humano cultural e socialmente.

Inserida por Memento

Leia como quem apanha uma pena à voar, apenas uma parte, um pedaço de arte. Sem ansieadade, mas com vagar, saboreie cada letra, sinta o perfume sem o tocar. Leia com vontade sem se importar com o tempo la fora. É assim para quem lê, voa com os pássaros, nada com os peixes, e no final, vence até a morte!

Inserida por zanluti

Dos clássicos aos contemporâneos, os livros são fonte de conforto, mesmo quando nos incomodam ao apertar os cortes que ainda não cicatrizaram. Assim como alguns personagens seguem sua própria jornada de desenvolvimento, nós, leitores, passamos por várias etapas ao virar das páginas. Esse movimento duplo de mistura das vivências dos personagens e dos momentos reflexivos de nossas existências ajuda a somar à nossa bagagem e nos dão suporte para entender que existe esperança.

Inserida por benoliveira

Escrever, para um escritor, é como respirar. Ele não se imagina fazendo nada além de escrever. Se você é assim, então vale a pena. Mas por que escrever? Nós escrevemos porque precisamos contar histórias. É mais do que uma maneira de comunicar ideias, para algumas pessoas é uma oportunidade para se conectar com seus interiores, criar histórias e levantar questões sobre a vida

Inserida por benoliveira