Contexto da Poesia Tecendo a Manha
COMIDA E POESIA
Proteínas, minerais, sais, açucares, fibras, etc., etc. Imagine que todos esses elementos fundamentais para a alimentação, cada um deles em suas respectivas quantidades necessárias à manutenção diária do corpo, estivessem dispostos em um grande prato, bem na sua frente, sintetizados e misturados aleatoriamente e prontos para serem ingeridos. Quem sabe o resultado não fosse apenas uma grande massa disforme e estranha, de múltiplas cores e sabores, aromares, texturas, uma riqueza suficiente para confundirem-se os sentidos e acabar por não identificar a peculiaridade de cada um. Não parece algo muito apetitoso, não é? É porque não é assim que “funcionamos” mesmo. Comer é, antes de mais nada, uma necessidade, um impulso de auto conservação a partir do qual, por uma relação de apoio, outros contatos e aprendizados, através da incorporação oral, podem experienciados e adquiridos, alcançando um caráter pulsional autônomo e qualitativamente diferenciado do que o caracterizava em sua origem. Então, se a qualidade daquilo que nos impulsiona a comer já não é mais a mera necessidade instintiva, o que agora seria? Algo tão presente em nossas relações e atividades, desde as mais corriqueiras e ordinárias às mais complexas. Chama-se prazer. Sim, porque o prazer se associa, por exemplo, aquele franguinho guisado que nossas mães e avós (até mesmo os pais, eles são certamente de mão cheia!) preparam em casa, com todo o cuidado e carinho, com toda a riqueza tradicional de seus temperos e segredos, construindo factualmente a receita que persiste em ideia, esperando apenas o momento em que uma oportunidade lhe permita nascer pelas mãos que as preparam, a este muito que tanto carece de belezas injustificadas. Normalmente começam por um convidativo cheirinho de temperos que preenche suavemente cada vão da casa, recebem o principal de seu corpo culinário para ganhar cozimento e são acompanhados por uma multiplicidade de cores. São tomates, e pimentões, cheiros-verdes e cebolinhas, tudo o mais que essa tão maravilhosa arte permita em sua elaboração poética. Cozinhar é exatamente isso, fazer poesias que não são escritas em palavras para nossa linguagem, ou mesmo expressas em sons que nos proporcionem deleite em suas cadeias harmônicas. Fazer poesias que nos encantam através de seus aromares, dos seus sabores, das suas cores. Tudo à sua maneira. Tudo com sua peculiaridade. Tudo formando um corpo que é inteligível além da linguagem, soando como uma melodia além do que qualquer harmonia é capaz de suportar. Poesia que não sai pela boca, mas que a penetra deliciosamente, proporcionando prazer ao corpo e satisfação para a alma. E cozinhar algo delicioso a alguém especial é, também, manifestar toda a beleza de sua própria alma e oferecê-la gentilmente a um paladar que se apeteça dela, incorporando-a, um verso a cada colherada, uma estrofe a cada olhar entrecortado por um doce sorriso ao acaso, como um soneto que, mesmo sem uma única palavra, diz tudo a respeito da alegria de viver e amar.
MÚSICA, VIDA, POESIA E AMOR
Somos movidos pela MÚSICA
Pela emoção que ela faz
Pelas lembranças que ela traz
Pelo poder de envolver
Por um bem querer
Do que ela é capaz
A VIDA é uma piada
Ou um circo talvez
Só esperar sua vez
De pregar uma peça
Envolve-te sem pressa
E te abandona de vez
A POESIA que lemos
Faz viajar e acalanta
De boque aberta espanta
Quando mexe com coração
Sentimento de paixão
Das palavras que encanta
AMOR é melhor doação
Não é coisa de momento
O maior dos sentimentos
Que um ser poderia ter
Imagine simplesmente você
Amar sem contratempo
VIDA DE POETA
O poeta transforma a dor em poesia
O compositor empresta o coração
Pra retratar, verdades do dia a dia
Que mexem com nossa emoção
De um amor, que foi perdido
Ou de outro que enfim chegou
Mas não deixa de falar
Porque é assunto popular
O bem que faz o amor...
Pra dissecar o sofrimento
É preciso estar atento a voz do coração
Dialogar com a razão
E se preciso abrir mão
Da verdade absoluta
Avaliar nossa conduta
E aprender com o perdão
E ser poeta
É conviver com a descoberta
De acessar os corações
Fazer sorrir, fazer lembrar
Fazer chorar, fazer cantar o amor
“Eu vejo poesia
Vejo um rio de agonia
Vejo um desespero e uma dor
Dor no olhar
Dor no cantar
Dor no andar
Me falta o ar
Eu vejo flores
Flores para te dar
Vejo um canto,
Mas um canto escuro
Em um lugar qualquer
Para chorar
Eu vejo poesia
Quando te vejo nos meus sonhos
Nos meus sonhos eu te tenho,
Você pegava em meu rosto e me chamava de amor”.
É a poesia que[...]
É a poesia que não se encontra em livros, ou em guardanapos de bares. Nem em cartas anônimas. Não vai ser o tipo de poesia que você pesquisa na internet, para colocar nos status. Também não é o tipo de poesia que se escreve a pressas em uma folha de papel amassada, que é dobrada de qualquer jeito, e colocada em uma garrafa vazia de whisky, para ser arremessada no mar, não não.
Ela é a poesia que pode ser encontrada em um ponto de ônibus, mexendo distraída em teu celular. Do tipo que acorda com cabelo bagunçado, e mesmo assim continua encantadora. É a poesia viva, que sente cólica todo mês, mas é tão forte, que não deixa de negar teu sorriso gentil. Ela é poesia que pode ser encontrada sentada no cantinho do ônibus, perto da janela, com seus fones de ouvidos. Ela é a poesia que a cada fio de teu cabelo, é como se fosse os versos mais bem escritos. Ela é tão poesia, que ficaria grande demais para ser poema. Ela é a poesia que […]
— Shandy Crispim
No finzinho da tarde escrevi
Um poema com muita alegria
Pois faz parte de mim, a poesia
Que carrego comigo em meu peito
Acho até que isso é um defeito
Me perturba e até me tira o sono
Entorpecido sigo sem pensar direito
Me sinto como um poeta sem dono
Sou um lobo solitário não tem jeito
Em completo e total abandono.
POESIA MARGINAL
"MAIS UMA VIATURA MAIS UMA MAE
COM SEU FILHO MORTO EM SEUS BRAÇOS,DENTRO DE UM CARRO,SEM
NINGUEM PRA AJUDAR,E SEMPRE ALGUEM PRA ATRAPALHAR,CELULARES
FILMANDO,VIDEO NAS REDES SOCIAIS
E A MAE CHORANDO,SEM SABER OQ FAZER,PAIS CORRUPTO,PAIS DE 3º MUNDO,,E SEM ESCOLAS PRA APRENDER O QUAO A VIDA E DIFICIL,E A DIFICULDADE AFLINGINDO,pais onde poetas sao discriminados,onde a verdade nao pode ser contada,porque se for vai ser manipulada,so pra gerar ibope,Pais ladrao,onde o povo consegue dinheiro e os politico passa a mao,poesia veio pra contar algumas verdades que o povo nao conseguiu falar e algumas verdades veridicas q consegui recitar"
Poesia.
Quem dizes que sou?
Um pensamento?
Uma fala ou citação?
Pode ser a expressão profunda
Do mais puro amar.
Um poeta diz: Tudo pode ser
Poesia. Sim outra vez pode dizer, tudo é poesia!
Mas, a poesia é cantar, o sentimento
Do amar, na simplicidade do silêncio do balbuciar, que o verbo não consegue falar,
Que só a alma pode gritar, que só quem
sente pode identificar.
No silêncio de um olhar.
O grito da alma quem pode intentar?
Aquele que sabe que é vital. Amar.
Consegue identificar o grito que não tem nenhum falar,
Barulho que não seja singular.
Só intende quem consegue olhar na janela
De entrada da vida,
Sopra toda nuvem que quebra cegueira Penumbra de que pode amar. Ver a alma mesmo no influenciar do raiar da vida
Que é a alma,
Não morta.
Se não morta
Vai sempre amar.
É vital
Amar é poesia
Porque é vida é alma
Se tem alma é capaz de amar
Se não amar é porque
Não deu a oportunidade ainda.
Pois toda alma existe para amar
Na alma em algum lugar da alma está escrito amar
Amar
Porque o que vai restar é amar
Isso é poesia:
Amar
Sem pré,
Sem se,
Sem só,
Sem eu,
Poesia é
Eu vou
Eu posso
Eu vou disser
Gritar no silêncio da alma
Eu quero amar
Eu amo
Para todos ouvirem
Eu posso e quero amar
Cada vez mais posso amar
Sem parar
A minha poesia é:
Amar, Amar e amar
Eu amo
Amo a poesia
Amo a poesia
Posso declamar para toda alma ouvir
Que há uma poesia em m'alma
Alma que sempre lembrará de ti
Oh, poesia do meu coração
Dinante da janela de m'alma sempre estarás
Isso para dizer o que é vital.
Isso é poesia.
REMENDO 💘
O meu corpo ferido
Visto-me de poesia
Onde coso e remendo
Com as linhas da lua
Coso com amor
Coso com paciência
Coso todos os trapos
Que me cobrem o corpo
Coso, remendo, rasgo
Esta desalinhada mente
Enquanto coso
Vou-me encostando a ti
Para não coser sozinha
Neste meu remendado passo
Das insónias em ponto cruz
Coso rasgo e remendo
Enquanto me deito contigo.
Estrada Virtual...
Caminhei por estrada virtual
Encontrei um amigo na poesia
Meu coração se encantou
Minha alma se desesperou
Me causando tanta dor!
As vezes fico a chorar de saudades
Saudades de nos dois...
Não tenho para onde correr
Fico sem rumo sem direção
Busco teus beijos em teus desejos
Querendo viver esse grande amor
Sem você meu mundo não existe
Sem você vou me enlouquecer
Se não tenho você...
Como vou fazer nossa historia de amor
Sinto tanto tua falta!!!sem você...
Minha vida é triste! então choro!
Sentindo tua falta...
Minha alma gêmea!!!
Poesia e o poeta
Lento o tempo passa no cerrado
Passa numa aflição acelerada
Arremessando a alma numa cilada
Onde evoca o estro do passado
No alvo papel não tem nada
O lampejo enrugado maltrata
E o tempo na poesia, pirata
Ensaiando asas para revoada
E na lira inocente e árida rima
Vacila a desmedida emoção
Querendo virgem inspiração
Onde o verso treta e aproxima...
A poesia do poeta
Luciano Spagnol
Maio, 2016
Cerrado goiano
A POESIA ÉS TU
A poesia é um segredo
feito de êxtase e medo
que não confio a ninguém…
nem a mim mesmo.
A poesia és tu!
A poesia
não é tão rara como parece,
na mais ínfima das coisas,
a poesia acontece.
A poesia és tu!
Todo o tempo é de poesia,
desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.
Todo o tempo é de poesia,
desde a arrumação do caos,
à confusão da harmonia.
A poesia és tu!
Espero que este dia
te faça lembrar
que a tua família
te irá sempre adorar.
“Para ti, mamã…com AMOR”.
Autora: Bruna Marques, em 07-04-2008.
A poesia renasce
Em meio ao caos;
O mover dos dedos
Fazem as palavras ressuscitarem.
Letras invertidas,
Coerência na incoerência;
Sua compreensão medita
Nas irrealidades.
Sonhos e fantasias
Imersas nas elucidações abstratas;
Retas se cruzam no infinito,
Somos de um ponto divergente.
POESIA NÃO ESCRITA
Anunciação da primavera
Vivacidade.
A brisa despencou sobre meus cabelos
tocou meu vestido, ornando minha pele,
criando uma segunda derme composta
de sublimação,
euforia,
inocência e sensualidade.
Paradoxo,
não inverdade!
Leveza
e um êxtase calmo.
Brando, sem urgência...
Uma vontade imensa de voar
O cheiro de alfazema
Cor de margaridas
Ausência de dor
De medo
Sentimento de eternidade
Desejos de beijos
De braços envolventes
De pertencer à alguém
Quem?
Não sei
Só uma vontade...
Uma loucura deliciosa
Uma satisfação gloriosa
Plenitude de consciência de ser
Ser gente
que ama gente,
que cheira flor,
que exala amor.
E a tarde desce,
primaveril num céu de anil
Leva toda a saudade
Toda a incerteza.
Trazendo um quê maior de paz,
de satisfação,
de alegria,
de poesia...
... Botão de açafrão.
Só restando Vida.
Momento de poesia não escrita.
Exaltação.
Elisa Salles
@Direitos autorais reservados
POESIA ATEMPORAL
Escrevo de um tempo
Sem mais tempo
Quando todo o nosso tempo
Era o tempo de nós dois
Busco um tempo
No tempo que tenho
O tempo ido
Por tanto tempo perdido
Já não tenho o tempo
Que tive em outro tempo
Quando o tempo de bonança
Fazia poesia do tempo
É tempo do adeus
Ao tempo do amor
E sem ele não vale o tempo
Dessa vida sem tempo
Nesse espaço de tempo
Meu tempo tem muito espaço
Para relembrar do tempo
Que o tempo apagou
E o seu tempo se espalhou
No vento que o tempo trouxe
Meu tempo se perdeu
E no tempo... parou
Em mim nasce a poesia como ramos, brota como flor...surge do nada.
Sou poeta, poesia..me deixo ser carregada pelas ondas, me deito em alto mar...viajo pelas estrelas, vou a qualquer lugar, chego onde chegar...
Quando quero me faço rosa, quando penso sou beija-flor... posso também ser borboleta, um cofrinho de amor...sou o que desejo, o que vivo e penso.
Posso ser peixe, posso ser mar...posso me fazer estrelas ou luar..
Também posso ser pássaro, voar, voar...se quiser me faço rio ou sereia a dançar...
Danço com o vento, com a chuva saio a bailar...rodopio, me invento !
Se quiser, vez em quando sou saudade, solidão...sou silêncio, sou palavras...claro ou escuridão, quando quero abraço cascatas, beijo água...tomo banho de vinho, me enxugo com a paixão. Sou festa, alegria...felicidade é minha casa, sorrisos minha mansão...sou castelo e magia, sou verso, sou canção.
A música é minha praia, você meu violão...te toco quando quero, te faço canção.
Um próximo patamar
Não fazer mais poesia
A própria poesia me tornar
Processo auto destrutivo
Psicose, mente em conflito
Me sinto um tanto esquisito
Um louco apontando o gatilho
Pra sí mesmo antes de atirar
Olho para o espelho
Primeira sensação a vir
é o mal estar
Não reconheço meu próprio olhar
Distante quase lunar
Perdido em outra galáxia
Não vale a pena nem procurar
Talvez seja mais fácil
Deixar tudo pra lá
Perdido em pensamentos
Versos e mais versos
Jogados ao vento
Em direção do mar
Navegando em aguas desconhecidas
Sem saber oque posso achar
Antes que o mundo acabe
quero que seu corpo cole no meu
em nome da poesia
fazer meu coração vibrar
fazer minha pupila dilatar
abraçar como um nó
ficaria nós e só.
Quero te fazer feliz
por que quando
você não está assim
eu me sinto como se não estivesse aqui
Tirar foto dos seus sorrisos
iluminar minha alma
fazer de mim sua morada
respirar fundo e dizer
você é minha namorada
Fazer da sua loucura
minha cura de todos os dias
que deuses escutam
essa minha prece
para que esta ilusão se transforme
em uma realização
e não em agonia.
GARIMPEIRO DA POESIA
(21.01.2019)
Tudo que vivemos,
Vivemos por amor.
Não custa nada amar,
Nem se entregar a arte.
A poesia é um legado,
Que se deve respeitar,
E em seus momentos,
Vivenciar os encontros com as palavras.
Sentir o cheiro das rosas,
Ter na mente a doce história,
Caminhando nos lugares,
No qual as flores desabrocham.
Sim, intenso é ser poeta!
Transformar-se num garimpeiro,
Buscando o tempo todo,
O brilho da esmeralda.
DEUS É O POETA
(21.01.2019)
O Deus da minha vida,
Toca-me intensamente,
Sendo uma poesia,
Construída através do amor.
E quando tudo termina,
Contempla a sua obra:
- Tudo está perfeito!
O Senhor sempre escreve delicadamente.
Banha-me com suas palavras,
Abre meu ser para o escutar.
Sim, este é o meu Deus!
Que não me desampara.
Um poeta segue o seu Mestre,
Assim, sou eu! Um seguidor de Cristo.
Com falhas, mas vive a encontrar a luz,
No qual desponta nos céus e, em mim.
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