Conscientização Fumo
Vendo o sol se pôr destorcido com a fumaça do meu cigarro, lembrando dos nossos melhores momentos juntos e chorando por saber que é o fim da nossa história de amor.
Homem é que nem cigarro:
enquanto esta inteiro é uma delicia, depois que chega no filtro pode jogar fora.
— Saudade. Ah, saudade tirana. — Exclamou em sua varanda dando mais um trago em seu cigarro de menta, fazendo a fumaça que soltara pelo nariz sumir por entre os ventos arrepiantes, que faziam questão de bagunçar seus cabelos negros semelhante a noite triste que contemplava, até seus sentimentos. Seu amor rejeitado. Suas duvidas. Suas saudades.
Seus pensamentos estavam fixados numa moça, cujo cabelo cor de fogo, olhos verdes impermeáveis. A moça que pegou seu pobre coração e esqueceu-se de devolver, simplesmente. Talvez ela o pegou e jogou fora, talvez ela nem o percebeu. Talvez, talvez, palavra torturante para aqueles que preferem a certeza, e não a duvida.
Suspirou pesadamente, fazendo seus músculos relaxarem por um instante. A lua brilhava, para ele. Com aquela luz falsa, que nem ao menos era dela.
De fato, ele era egoísta. Queria poder usufruir da sensação, — ao menos uma única vez, até não sobrar nenhuma gota —, de ela tentar escapar por entre seus dedos, e ele simplesmente enlaçar seu braço na cintura dela. Ou até melhor; terminar uma briga com um beijo ávido. Qualquer coisa seria boa, aceitável. Tê-la ali, junto dele.
Gosto de barba por fazer, camiseta preta, muitas tatuagens e, é claro, um belo cigarro na boca.
Sei lá… Certos homens, enquanto fumam, fazem uma cara de quem está pensando muito em algo. Assim: olha pra um lugar qualquer e joga a fumaça. Fica com cara de inteligente. Diga-se de passagem: não há melhor afrodizíaco que inteligência
Dê-me um cigarro, uma dose de conhaque e todo o prazer que puder ter. Dê-me também seu coração, só não o peça de volta.
A vida que ficou, que fique...
Era noite de lua nova, da minha varanda, acendi um cigarro...
queria relaxar meu corpo e alma.
O dia tinha sido duro, os caminhos querendo se fechar, e eu queria só me isolar.
Foi quando de verdade, me deparei com aquele luar, que estava lindo de louvar...
E pude despertar pro meu caminhar, e não mais naufragar...
Resolvi naquela noite, não mais perpetuar, aquilo que não era pra me edificar.
Quero me elevar, me resguardar e não mais me sujeitar...
A vida que ficou, que fique...
É como se eu quisesse pegar um objeto inalcançável...
tem vidas e situações, que nada podemos fazer, a não ser crer.
Tudo começa a partir de nós, como posso querer para o outro, aquilo que nem ele quer para si?
Não posso mudar o passado recente e de outrora...
Quero ousar em meu cantar, em meu habitar, a vida que quero proclamar.
Vivendo os dias devagar sem ter pressa de acabar...
E os meus ascendentes, que me desculpem...
mas não quero estacionar, quero florescer e em largos caminhos passar...
Olhar para trás e de verdade apagar aquilo que pessoas tentaram findar.
E seguir a sonhar, com os meus anjos a me acompanhar...
Porque se estou nesta vida, a mesma, é para ser seguida, de cabeça erguida.
E ir além, amando e me dedicando, pois me quero bem!
Camila Senna*)
O cigarro destrói também o meio ambiente, mas não adianta tentar salvar o Planeta se não se preocupa se o fumando você vai ficar doente.
Não sei se melo o cigarro, ou se inundo a minha sina. O desabrochar diário de uma mulher que circula numa estrada por um homem e suas caronas. Ele entende minha velocidade e reajo às emoçoes que nunca foram engradadas. A janela do carona nunca que foi totalmente limpa. Quem viaja nas estradas da vida de um sentimento, entende que o grosso de um amor de qualquer jeito é visto lindamente de qualquer maneira. Amor beira de estrada, acostumado a dormir ao relento, sem frescura. Durmo apenas com o seu corpo, cobrindo o meu, num banco de trás de qualquer medo e com o freio de mão de qualquer angústia engatado. Lavo o único vestido de sinceridade que tenho e penduro em cima do teto da nossa estabilidade. Quando acordo, saio da traseira e vou pra frente de todas as minhas alegrias abotoadas, de um vestido florido, com cheiro de amanhecer. Amar só se for em exagero, só se for sentindo na cara um tornado de amor inteiro, deixando qualquer tralha pelo caminho.
Embalagem de amor vazio, vai pro entulho!
[o nosso amor é cheio]
Sai do meio!
Rebeca
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Gosto do gosto. Do gosto de cerveja, do cheiro de cigarro. Gosto do gosto amargo, do cítrico perfume dele.
Em meio a taças de vinho, cigarro em cima de cigarro, tua ausência me machuca, me sufoca, me faz ver o quanto você é importante pra mim! Crio e recrio mentalmente cenas de nós dois, o quanto foi bom cada minuto do seu lado! No meio da fumaça consigo criar seu espectro e visualizo você sorrindo pra mim! Ah, como eram bons os momentos que juntos passamos! Não me prive de estar ao teu lado, tu me fazes tanta falta! Volta pra mim, assume teu lugar na minha vida, esse lugar que está reservado pra ti há muito tempo.
O barulho da chuva é uma espécie de calmante pra mim, meu café, meu cigarro queimando. Me lembro muito bem daquelas tardes na lagoa, nas renderas vendo o sol se pôr. E reparando o céu ficar cada vez mais tingido de vermelho. E no inverno, deixamos a porta trancada, e as janelas abertas, assistindo filmes antigos a noite inteira, eu até fiquei romântica de repente. Te fiz um chazinho, tomamos café naquela padaria onde a atendente sempre me oferecia biscoitos. Fomos à biblioteca mais antiga daqui de Floripa e ficamos lá por horas, você ria baixinho das piadas que eu te contava. Você rindo também do meu sotaque Paulista, me oferecendo rosas e todo mundo olhando achando estranho, uma garota oferecer rosas pra outra garota . Não via nada de estranho, eu não. Fomos também nas piores festas imagináveis. Fomos também nas melhores imagináveis, passamos por lugares dos quais nem imaginam, pensando as piores besteiras, e não vimos a hora passar. E quando chovia, eu ia pra tua casa ficar contigo, conversando sobre tudo, sem nenhuma necessidade, podíamos ter ficado caladas, quietas. Você lendo as coisas que eu escrevia no meu caderno, não entendendo muito minha letra estranha, e a sua tão perfeita. Mas, você entende que eu ainda me lembro, ainda lembro como se fosse ontem, e hoje, lembrando mesmo assim. E não entendo de jeito nenhum porque teve um fim, porque eu coloquei um fim nisso tudo? Eu só queria um pouco de tempo, voltar no tempo. Me mande cartas, me dê uma foto sua, me deixa lembrar em paz. Ai, sem você o tempo para. Minhas tardes de verão, inverno, se tornaram frias e sem razão nenhuma, eu leio tudo que você um dia me escreveu, eu leio e releio várias vezes, passando a mão sobre a folha e imaginando as sua mãos tão pequenas e delicadas, da suas unhas bem feitas… E então fico na minha janela, olhando a lua, são quase 5:00 da manhã e eu pensando em você… Lembrando, pego um livro qualquer pra ler, mas sempre tem frases e versos , me lembrando você. E só queria você de volta, porque temos medo de ser feliz, tudo faz bem pra gente, a gente tem medo. Ah, como eu queria poder te abraçar, só ficar contigo, sentindo seu silêncio, seu cheiro. Tudo isso resume-se em saudades.
-O diário de Alice (Meus sonhos prediletos)
Já havia acendido o terceiro cigarro quando desistiu não queria ficar com àquele cheiro impregnado quando ele chegasse, ele sabia bem que só fumava quando estava depressiva e com crises de solidão irremediáveis, ele sabia tão bem... Tentou colocar uma roupa mais frouxa não queria que ele percebesse que havia emagrecido tanto depois de sua partida, não queria que ele a visse infeliz, queria prová-lo a todo custo que sua falta não a afetou...no dia do encontro pintou e cortou o cabelo como há meses não fazia, desenterrou todas as maquiagens do fundo da gaveta e saiu pra comprar roupas novas... Ainda não havia rasgado as cartas e a fotografia do primeiro encontro ainda estava no porta retrato ao lado da cama, mas disso ele não precisava saber, aliás ele nunca iria saber...
Sentada à espera daquele encontro, o último como já haviam prometido, lembrou-se do início de tudo, de como leu sua história nos seus olhos na primeira vez que o viu, de como voltou para o hotel extasiada, a partir dali tudo foi de uma intensidade nunca antes desvendada, ela era inteira paixão... Aonde foi parar tudo àquilo? E toda aquela sensação de ter completado seu ciclo na terra por ter encontrado tudo que sempre sonhou? Olhava fixamente as pessoas que passavam e se via um pouco em cada uma delas: no casal de adolescentes discutindo que filme iam ver, no outro casal desfrutando o sonho da maternidade e por fim na senhora sozinha a sua frente com jóias desfocadas e envelhecidas, com um olhar de quem se perdeu e nunca mais se encontrou...
Não podia tirar do foco cada palavra que precisava dizer, iria dizer que estava bem que tudo não havia passado de fantasias e que hoje conseguia enxergar tudo melhor, não era pra ser e por isso teve que se render a ordem do destino, hoje ele tinha uma vida... hoje ele tinha construído pra si tudo que sua dor não a deixou construir, hoje ele já estava longe, longe demais pra se sonhar com ele outra vez...
Quando o viu ele estava diferente, seu olhar carregava um cansaço... um cansaço particular de quem sonhou demais, ainda estava bonito como da última vez mas seu sorriso não era o mesmo...talvez porque o sorriso de antes era o sorriso de uma esperança que já não o habitava. E quando se aproximou àquele olhar de antes veio com ele, o mesmo que sem precisar mover o lábio sorria, o mesmo que trazia uma paz tão esquecida... e todas as coisas a se dizer se foram...se foram pra um dia quem sabe voltarem em uma outra estação onde todos esses sonhos a acordem numa noite qualquer.
A ausencia viveu noites e noites mal dormidas..
Tomou porre do meu vinho...fumou todo o meu cigarro...
compartilhou comigo suas angustias...e dores..!
Agora está declarando guerra,
não quer interceder pelo meu amor...próprio!
E me faz lembrar que foram suas maõs que trouxeram
o sussuro do vento e sua voz acariciando o silencio..que me envolvia.
Haverá ainda algum sentido...
Nesse amor sem palavras?
..
Descartas-me da tua vida, que nem cigarro meio fumado que aborreceste.
Mas sabes que mais?
Ainda bem!
Não mereces que eu seja o teu vício.
CIGARRO O ÚLTIMO
Estou vazia sem força
De linhas cosidas na alma
Num silêncio absoluto
Ensurdecedor de palavras
Soltas, perdidas, esquecidas
Escritas que não querem conjugar
Não consigo escrever, o meu corpo
Foi, passou para lá do limite, quem sabe
Fumo talvez o último cigarro de ti
Para nunca mais te voltar a tragar
Inspiração que traz à minha boca
O teu sabor, sabor esse que traz
Ao meu peito um tremor invasivo
De um intenso desejo do teu aroma
Aroma perfumado da tua pele em mim
Apetecia-me fugir por momentos
Esquecer o mundo sem lamentos
Como uma lágrima em cada poema
Num sentimento desejado, envolto
Num longo suspiro, de uma inspiração
Desenhado com uma infinita emoção
Onde os sonhos nos levam ao coração
Fumo um cigarro talvez o ultimo
Onde me sinto silenciosa, só…sem ti.
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<\--♥
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