Coleção pessoal de ranish
São 5h.
Não havia pólen nas tulipas do bar.
O bico de língua molhada olha para teto
com seu olho cego.
Dormirei sem perfume.
Agora vejo o quadrangular vespertino
com meus olhos laterais.
Meu time ganha.
Sinto os vapores de um café fumegante
vindos da cozinha..
Tão vizinhos são os caminhos
do dia e os da noite.
Quisera não dormir.
Vogar,
vogar...
Vida: tão breve,
tão intensa.
Um incenso queima.
A gata de porcelana pisca o olho
lá na estante.
E a vida segue com meu estômago
me lembrando do almoço.
Fincar é bão!
Nesse friozinho.
Devagar, com carinho.
Olhares de carneiro,
profundos,
penetrantes.
O tempo não existe.
Outra noite no ninho.
Desse jeito acabarei me curando de todos os vícios.
E viver sem eles é que é a verdadeira droga.
Meus olhos faiscavam.
Duas brasas incandescentes dentro da noite.
Whiskey nas veias
e um coração gelado como o minuano.
Quem não tem mostra,
quem tem esconde.
Fácil de esconder gordurinhas,
pneuzinhos e pancinhas
nessas noites geladas.
Rosso, encarnado, sangre, rubro, tinto: Vinhos!
Italianos, franceses, chilenos.
E massas.
Deleites de inverno.
Roseta de doze pontas.
Rodeio que começa num vórtice de emoções,
de possibilidades.
Um escocês vai sair da caixa,
logo.
Matinée.
Amar na tarde tem gosto de meninice.
Tão bom se ater aos detalhes,
sussurros.
Barrigas coladas: suor e fluidos.
Um dedo de nostalgia com meu amigo Jucão relembrando tempos de serenatas, galinhadas e amores debutantes. Boney M. no VT.
Voltando pra casa com uma chuvinha acariciando meus ombros. A terra molhada exala vapores e nostalgia.
O plantel sorri.
O que eu faço é ocupar meu tempo.
Encarar meus obstáculos com a coragem
e o sarcasmo de quem sabe que tudo passa.
Gotas de suor me escorrem.
Névoas se dissipam em 4 parcelas de 155.
Abro meus olhos no 1/2 de 1 leilão em Água Boa-MT.
