Coleção pessoal de Raileza

21 - 40 do total de 260 pensamentos na coleção de Raileza

Não, joão. Pedir desculpas não cura dor alguma, tampouco ameniza a vermelhidão dos olhos que tanto choraram. Pedir desculpas é uma forma que o ser-humano encontrou, de tentar justificar o injustificável. Quebra uma taça João, e tenta refaze-la. Ela não volta ao normal. Uma frase mal colocada implica em uma conversa de dores. Algumas interpretações abrem feridas e desenterram defuntos. Eu disse que nunca mais ia te magoar João, e eu to tentando fazer isso duramente, mas me ajuda nisso também. Eu sou humana e eu erro muito, sou impulsiva e absurdamente ignorante. Eu tenho dominado meus demônios e matado meus leões, mas não acha que meu sangue virou de barata. Meu ego ruim ainda habita em mim joão, tente não acorda-lo. E não me peças desculpas, nunca mais. Eu tenho amor João ainda, mas talvez o que eu sinta por mim seja mais forte que ele. Eu também tenho uma vida lá fora e alguma música que eu ainda não cantei então João, não fica tentando me enlouquecer. Eu já não quero filhos por isso. Eu continuarei aqui, mas para de tentar mesmo que involuntariamente me tirar de um lugar que eu sei que é meu, porque um dia João, um dia eu acabo indo mesmo.

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Ah, mas eu não te falei logo porque eu te conheço.
- Não. Não conhece, porque se conhecesse saberia que prefiro à dor passageira da verdade do quê a mágoa eterna da mentira.

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Ser humilde não é vergonhoso, tampouco admitir erros. Vergonho é tratar mal aos que nos querem bem, é diminuir almas. O regresso começa pelo falso progresso!

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Às vezes a gente sente tanta dor ao olhar pra uma pessoa e tanta mágoa ao vê-la agindo mostrando que - com ela - está tudo bem!

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Ela preferia não chamar de jogos de sedução, mas sabia que era exatamente isso o que ela fazia. Um ciclo vicioso de pessoas (com) prometidas. Colchões lotados, coração vazio. O sinal vermelho apitava e ela caia fora! Tinha apreço pelas conquistas, tornava as noites interessantes com um olhar proibido. Egocêntrica e (in) sensata. Plantava os porquês neles para que eles buscassem nela as respostas. Respostas que ela sabia exatamente como e quando dá. Ela é baiana? O que ela tem? Talvez nada, ou atrevimento que é tudo.

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Ontem foi um daqueles dias terríveis João, desses em que eu deixo de ser durona e viro uma gelatina doce e despedaçada. Eu tive insônia de novo, daquelas na qual você se mantinha acordado, só pra não me deixar ficar só. Eu fiquei doente, daquele jeito que você me via chorar e se desesperava porque não sabia o que fazer, mas eu aguentei mesmo sem você. Lembrei que queria que você me contasse algo sobre seu dia, pra entretenimento. Sempre funcionava João, e no fim das contas as dores já haviam ido. Senti fome durante a noite, mas não queria cozinhar. Que graça tem sem você pra reclamar da bagunça na cozinha? Então eu me propus a acreditar que estava gorda para não cozinhar nada que lembrasse você, então lembrei você me dizendo que eu estou ótima e não existia gordura alguma. Não sei João, fizeste muita falta na dor, mas cá estou feliz, cheia de energia e querendo dividir com você, então entendi que te recordo muito mais na alegria. Então João, me dita a regra do tão temido meio-termo, pra eu ficar entre a linha tênue entre a tristeza e a alegria. Tá tudo bem, eu até tomei café hoje e só fiz uma reclamação durante a manhã inteira. Que incrível não é? Era isso João, só mais uma carta, pra te dizer que de alguma forma eu lembrei de você, mas está ficando estranho, olha pra mim ó, eu engasgo o choro e algumas vezes fico sem ar, mas outras eu não sei sentir nada, nem raiva, nem amor, nem calor, a única coisa que eu sinto é frio. E não João, isso nunca foi bom!

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Não era somente a sua cor preferida, ou a comida, ou roupas. Ela sabia muito mais que isso. Sabia de todos os seus medos, da forma que você gostava de roçar os pés nos dela por baixo do lençol. Sabia que você tinha o desejo de derrubar aquele boi que te derrubou aos 15 anos. Sabe de cada dor que você sente com tudo que já viveu nessa vida. Conhece cada música que você gosta e os porquês, de tanto gosto. Ela sempre soube quando você contava uma mentira, e ficava destruída ao te ver mentir, deixando uma parte ruim e desnecessária de tua personalidade aflorar. Ela não sabia somente, das tuas manias ao dormir, ao falar. Sabia ler teus gestos. Não era porque você gostava de cafuné, era porque ela sabia que você gostava que Ela o fizesse. O tempo passou e ela continua a saber cada detalhe do que você foi, porque não cabe mais saber a ela o que você é, e talvez ela nem queira. A dor de descobrir que você não é mais o encanto que a tornou melhor, ela prefere prolongar até o último suspiro.

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Não sei João. Éramos felizes. Ou eu era feliz, não sei. Tava tudo bem, até a ficha cair que tínhamos nos perdido. Doeu, muito! Sabe, eu tentei insistentemente com nossa história, e acreditei que eu ainda te amava. Não joão, eu não te amava mais, mas a minha preguiça em conhecer novas pessoas não me deixa ir, não te deixava ir. Eu não tenho mais tolerância para descobertas, é tudo tão chato. E vai ser tudo igual. Outro virá, me encantará, me dará algumas flores, me escreverá poemas, fará amor comigo e logo irá embora pelo tempo, ou por outra garota mais interessante, mas sempre irá. Sempre é assim! E não João, eu não quero mais ninguém que vá. Então eu vou ficar aqui, sozinha e de porta fechada. To cansada de visitas, de gente que bagunça minha casa, meu quarto, desarruma minha cama e sai sem devolver o copo pro lugar. Então, qualquer dia desse pode usar sua chave, você já conhece a casa. Fica a vontade, só não irrita os meus gatos e nem come do meu sorvete, mas chega aí. Ah, não demora, não quero me cansar de novo!

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E se perguntarem de você o que que digo?
- Diga a todos que morri e que nem em espírito voltarei.

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Não é que as coisas se tornam menos interessantes, é que você vai crescendo moral e mentalmente, vai adquirindo essa maturidade insuportável que te faz perder o sono, antes de tomar uma decisão consciente. Os super-heróis não são tão super assim, e você descobre que eles não sabem voar, e tudo não passa de lindos efeitos especiais. Descobre que mãe não é eterna. Que aquela pessoa que você admirava, que você se espelhava não passa de um personagem pra si mesmo. Que o seu melhor amigo, nem seu amigo era. E então tudo acaba. Você descobre que realmente você ta vivendo e sobrevivendo em um mundo incerto, onde a única certeza é a morte do corpo. E que você não vale nada pra ninguém, ou talvez valha, mas isso demora muito tempo pra se descobrir. Então quando alguém disser que lhe ama, não acredite. Mas quando te olharem nos olhos e você conseguir enxergar o amor, valorize!

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Sinto. Vivo. Sobrevivo. Minto. Omito.
Carrego sonhos. Planos. Ações.
Começo. Persisto. Desisto. Volto.
Arrependo. Recomeço. Me viro. Talvez viva. Talvez sobreviva.
De novo. Tudo novo. Ou não.

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"Daí a jovem resolveu criar um mundo só pra ela, no qual ela não precisasse desses mil e uns julgamentos e achismos de terceiros, mesmo que estes terceiros sejam pessoas no qual ela goste. E foi julgada por isso. Resolveu viver o mundo que todos vivem, saiu, festejou, conheceu outras pessoas e também foi julgada por isso. Então voltou ao seu mundo, ficou com seus pensamentos, deixou a passagem entreaberta e ás vezes saia, mas preferiu ficar ali, consigo e suportando os mesmo julgamentos, só que sem muito se importar, porque sabia que não serviria de nada, absorver informações de quem não conhecia seu interior

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Ele sabia que era ela. Que sempre foi ela. Ela e sua calma, sua doçura, sua bondade. Ele sabia que mesmo que ele não quisesse, sempre seria ela e todo aquele discurso sobre melhora, que o irritava, mas que o fazia entender os porquês de tudo. Sempre foi ela e o seu jeito torto de ligar sempre por tudo, ela e o sono eterno, ela e a forma dela ocultar algo para não magoa-lo, mesmo sabendo que ele sempre foi ciente de tudo. Ele sabia que não importava quem chegasse, sempre sairia quando ela entrasse pela porta da frente. Sempre foi ela, sempre será ela, porque ele é melhor com ela, e ela é mais completa com ele. Mas eles não se entendem, mesmo sabendo disso e então ele a deixou livre. Para viver e voar. Ele seguiu a amando e deixou de ser egoísta com ela, deixou ela se permitir algo melhor.

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Claro que é mais fácil fazer sofrer, vingar-se, maltratar como já temos feito há vários anos, desde que aprendemos sobre ganância, inveja, fúria e essas negatividades do mundo e das pessoas, mas a luta pela paz, pela calma, pela certeza de que o bem sempre está acima é gratificante. A batalha pelo que você é, contra o melhor que você gostaria de ser é árdua, porém ao fim das contas, quando você encosta sua cabeça no travesseiro e consegue dormir tranquilamente é uma recompensa que compensa esse alto preço diário que pagamos ao ter que conviver e suportar tantos demônios

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É que ele é muito visual e gosta de te perceber. O modo como se penteia, e como anda e a forma engraçada de se veste, em todo um processo lento. Ele gosta de observar enquanto você distraída, suas curvas e a sua mudança no seu novo modo de vestir, de falar e de agir. Ele gosta de se encantar com as mesmas coisas que ele se encantou anteriormente, mas em um formato diferente do que ele estava acostumado. Enfim, ele gosta de te olhar, e não sabe como parar.

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O difícil talvez não sejam teus obstáculos, tuas dificuldades extremas. O difícil é a incompreensão das pessoas perante tua dor e do teu trabalho pra conter tuas emoções e obter forças para seguir. Teus problemas, claro, não são maiores que os dos outros, mas tens tua fraquezas e muitos não fazem ideia do que é o teu interior. Enfim, Deus é o senhor do tempo e ele sabe exatamente quando vai chover

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O fato é que nós nunca estamos dispostos a perdoar, se estamos nunca é a perdoar, é a fingir que perdoamos para uma convivência suportável e por algum sentimento existente. Pensamos sempre que nunca alcançamos a plenitude da felicidade porque não temos a capacidade do perdão. E é, porém não somos - mais - felizes, não pela inaptidão do mesmo para com outros, mas para conosco. Não nos perdoamos pelo mal já feito, mesmo que inconscientemente aos que conosco viveram(em). É o peso do sofrer alheio que pesa em nossa mente durante a madrugada. É a tristeza da certeza da velocidade do tempo, e a crença de que não há retorno e mesmo que hipoteticamente pudéssemos voltar e ter a chance de refazer a vida, burras e inconsequentes como somos, talvez fizéssemos tudo igual, sofrêssemos tudo igual e lá na frente quem sabe, venceríamos diferentemente depois de tantos tombos. W,s.

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Seria cômico se não fosse trágico. A gente ri dos nossos próprios erros. Ri da nossa besteira, da nossa incompetência de aceitar a calmaria da vida e continuar insistentemente fazendo besteiras. A gente vê nas músicas menos obvias toda a nossa história e compartilha isso pra não sufocar dentro de cada tom suave delas. Compartilha as dores como se fossem histórias de quinta série, tão natural. Só que a gente ri tanto do nosso mesmo sofrimento, que quando percebe ele, dói. O silêncio da madrugada rasga toda a paz e o amor morno, esquenta, ferve tanto que falta explodir e lagrima pouca é besteira. E a gente continua a rir, e todo mundo crer em nossa felicidade plena, sem (des)amor e uma aparente felicidade unificada a goles a mais de cerveja. E a verdade está muito além dos olhos, porque da nossa alma, do nosso coração, nós sabemos e é um lugar onde não é qualquer um que pode alcançar.

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O que aprendi com você?
Que todo mundo tem problemas, e que assumir que tenho um não me torna menos forte. Aprendi a gostar de domingos com filmes e frio. Aprendi a gostar de velocidade. Compreendi que eu sou bonita, mesmo com os cabelos bagunçados e acordando. Que eu não preciso carregar o mundo dos outros na minhas costas e que desesperar-se só prejudica meu estado de espírito. Entendi que o amor vai além de boas situações, que o amor vence guerras e mora em casas vazias. Aprendi que a toalha não deve ficar em cima da cama, mas somente da teoria. Compreendi que eu tenho toda força do universo dentro de mim, mas ainda não sei usar isso ao meu favor. Aprendi a fazer cafune, a gostar de colo e tomar coca-cola ( sem rato, por favor ). Que vampiros maus são bem mais sexys e que eu não tenho paciência pra televisão e que o controle remoto tem que ser dividido. Entre uma coisa e outra, eu aprendi com você que eu me basto, mas que cultivar o amor em cada um dos que amo, me torna bem melhor e que amigo de verdade, entende até tua ausência e tua recusa. Aprendi que impaciência é meu fraco, mas que eu posso calmamente exercitar e ser mais tolerante. Com você aprendi a viver, e há anos deixei de apenas sobreviver.

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Quem te ama de verdade não desiste, supera junto contigo as crises, todas elas. Te apoia. Te respeita mesmo que talvez não compreenda. Te abraça forte mesmo triste com você. Quem te ama, fica. Abre mão de outras pessoas pra te dar atenção necessário quando você precisa. Te lembra o quando você é forte. Acredita em você. Então, seja forte e supere tudo também por quem te ama, largue o egoísmo e faça um pouco por quem tanto fez e faz por ti

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