Coleção pessoal de testeteste123

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zelo verde.

Existem pessoas que a gente aprende a guardar sem nunca ter assinado esse compromisso. Não existe promessa, não existe cerimônia, ninguém entrega nada nas nossas mãos dizendo “agora é sua responsabilidade”. Acontece antes. Num olhar pequeno demais para entender o mundo, num par de olhos verdes que ainda não conheciam a crueldade das coisas, e de repente alguma parte da gente decide que aquilo precisa chegar inteiro até a vida adulta.

Foi assim.

Antes de saber o que era proteger alguém, eu já queria protegê-la.

Talvez porque eu tenha visto cedo demais que nem todo lugar chamado de casa sabe ser abrigo. Enquanto algumas crianças aprendiam que os adultos eram aqueles que resolviam as coisas, ali se aprendia o contrário. Aprendia-se a reconhecer o peso de uma discussão pelo jeito que o silêncio vinha depois. A perceber quando alguma coisa estava errada antes mesmo de alguém dizer. A amadurecer não porque queria, mas porque certas coisas não deixam escolha.

E ela amadureceu cedo.

Talvez cedo demais.

Carregou coisas que não deveriam caber em alguém tão nova e, ainda assim, conseguiu conservar uma das coisas mais bonitas que alguém pode conservar depois de conhecer o lado difícil da vida: a doçura.

Isso sempre me impressionou.

Porque seria fácil endurecer. Seria compreensível fechar as portas, perder a delicadeza, deixar o mundo ensinar que sentir demais é uma fraqueza. Mas não foi isso que aconteceu. Ainda existe nela esse jeito doce, essa capacidade de se importar, de amar os animais quase como se eles fossem pequenos pedaços de um mundo que ainda vale a pena, de olhar para quem ama e se entregar de verdade.

E existe esse amor pelos irmãos também.

Talvez ela nem perceba o tamanho que isso tem.

Mas eu percebo.

Eu sempre percebi.

Talvez seja por isso que exista dentro de mim esse instinto quase absurdo de proteção. Tive que aprender a ter olhos de pai sem ser pai, cuidado de mãe sem ser mãe, e aquela vigilância silenciosa de quem sabe que alguma coisa preciosa está atravessando um lugar que nem sempre é gentil.

Eu não podia impedir tudo.

Mas queria.

Queria colocar meu corpo na frente de qualquer coisa que pudesse feri-la. Queria que certas palavras nunca chegassem até ela. Queria que certas noites não existissem. Queria que ela pudesse crescer sem precisar entender tão cedo coisas que ninguém deveria precisar entender cedo.

Só que o mundo não pede licença.

E talvez uma das coisas mais difíceis de assistir seja justamente perceber que alguém que você ama possui suas próprias tempestades.

Existem altas e baixas.

Dias em que tudo parece respirar melhor e dias em que a própria cabeça parece um lugar difícil de morar. Momentos em que aquela doçura aparece com força, em que ela se ilumina pelas pequenas coisas, pelos animais, pelas pessoas que ama, pela própria vontade de continuar sendo quem é. E existem momentos em que tudo parece perder o tamanho certo, em que sentimentos chegam como ondas grandes demais e levam consigo aquilo que parecia estável.

Eu gostaria de poder estar presente em todos.

Mas não posso.

Hoje existe distância.

Goiânia está longe. A vida mudou. Cada um está vivendo seus próprios dias, carregando seus próprios problemas, e eu não consigo mais estar perto de cada silêncio estranho, cada noite difícil, cada momento em que alguma coisa parece sair do lugar.

Mas a preocupação não diminuiu.

Ela só aprendeu a viajar.

Agora ela aparece numa mensagem.

Num “saudade ga”.

Num pensamento que surge do nada no meio do dia.

Na vontade de saber como está, mesmo quando ninguém disse que havia alguma coisa errada.

Porque certas responsabilidades não obedecem a quilômetros.

E talvez seja isso que a distância tenha me ensinado: eu não preciso conseguir salvá-la de tudo para continuar cuidando.

Existem batalhas que ninguém consegue lutar pelo outro. Existem dores que não desaparecem porque alguém ama muito. Existem momentos em que tudo o que eu posso fazer é permanecer disponível, lembrar que existe um lugar para voltar, uma voz que não vai julgar, alguém que não vai transformar uma fase ruim na definição de uma pessoa inteira.

Eu não quero que ela seja reduzida às partes difíceis.

Não quero que as baixas apaguem as altas.

Porque eu conheço a pessoa que existe entre uma tempestade e outra.

Conheço a menina que gosta de animais, que ama os irmãos, que ainda consegue ser doce depois de tudo. Conheço aquela parte que sente muito, talvez até mais do que deveria, mas que justamente por isso consegue oferecer um tipo de carinho que pouca gente sabe oferecer.

E talvez seja isso que eu queira proteger de verdade.

Não uma versão perfeita.

Não uma versão sem remédios, sem crises, sem dias ruins.

Quero proteger a essência.

Aquela capacidade de amar.

Aquela delicadeza que sobreviveu ao caos.

Porque algumas pessoas passam pelo inferno e voltam diferentes.

Ela passou por coisas que poderiam ter feito dela alguém frio, mas ainda existe ternura ali.

E isso, para mim, sempre foi uma vitória.

Às vezes eu volto naquela lembrança antiga. Uma criança pequena, aqueles olhos verdes, sem saber que alguém já tinha decidido silenciosamente que ela seria cuidada.

E talvez ela nunca tenha percebido o tamanho disso.

Tudo bem.

Algumas formas de amor funcionam melhor quando não fazem barulho.

Eu não preciso estar ao lado o tempo inteiro para continuar sendo abrigo. Não preciso aparecer em todas as fases para continuar fazendo parte daquilo que permanece. Existe uma parte de mim que continua em vigília, mesmo de longe, mesmo quando estou ocupado, mesmo quando tenho meus próprios demônios batendo na porta.

Porque existe coisa que a gente não abandona só porque cresceu.

Existe coisa que a gente não deixa de guardar só porque aprendeu que não pode controlar o mundo.

E talvez esse seja o verdadeiro espírito de quem nasceu primeiro: carregar uma espécie de radar permanente para aquilo que ama. Querer enfrentar monstros que nem existem ainda. Imaginar perigos antes deles aparecerem. E, mesmo sabendo que não pode impedir todas as quedas, continuar disposto a correr quando ouvir o barulho de alguma coisa quebrando.

Eu não posso blindá-la do mundo.

Ninguém pode.

Mas posso ser uma das poucas coisas que o mundo nunca precisará ensinar a ela:

que existe amor que não depende de distância, de fase, de humor ou de circunstância.

Amor que observa de longe.

Amor que espera.

Amor que não exige nada.

Amor que sabe que existem altas e baixas, dias claros e dias em que tudo pesa, e ainda assim permanece.

Porque, no fim, proteger alguém talvez nunca tenha sido impedir que a vida a machuque.

Talvez tenha sido apenas garantir que, depois de tudo, ela ainda tenha alguém olhando para aqueles olhos verdes e enxergando muito mais do que as cicatrizes.

Enxergando a doçura.

A força.

A menina que amadureceu cedo demais.

A pessoa que ama os animais, que ama os irmãos, que sente o mundo de um jeito próprio e que, apesar de tudo, continua aqui.

E talvez seja por isso que, mesmo de tão longe, uma parte de mim ainda permaneça exatamente onde sempre esteve:

de guarda

esquiva e subterfúgio.

Eu me escondo pra fugir. Talvez essa seja a coisa mais honesta que alguém possa admitir quando já passou tempo demais fingindo que está tudo bem.

Não é covardia. Pelo menos não do jeito que as pessoas entendem. É só que chega uma hora em que ficar sozinho parece menos doloroso do que ser visto de verdade. Então você fecha a porta, apaga a luz, deixa o telefone virado para baixo e começa a desaparecer aos poucos, como quem acredita que se ninguém conseguir encontrar você, ninguém também vai conseguir tocar naquilo que ainda dói.

Eu me escondo porque fugir é mais fácil quando ninguém sabe onde você está.

E por um tempo funciona.

Você se convence de que está em paz. Diz que gosta da própria companhia. Que não precisa de ninguém. Que está focado em outras coisas. Que certas pessoas ficaram para trás e que determinadas histórias já não significam nada. Só que existe uma diferença entre estar sozinho e estar escondido. Quem está sozinho escolheu o silêncio. Quem está escondido está esperando alguma coisa não encontrá-lo.

E eu sempre estive esperando.

Esperando a lembrança passar. Esperando a saudade cansar. Esperando aquela versão de mim que queria tanto alguma coisa simplesmente morrer de fome. Esperando que, depois de algum tempo, eu pudesse sair do esconderijo sem precisar explicar por que desapareci.

Mas algumas coisas não desaparecem quando você corre delas.

Elas aprendem o caminho.

Entram no quarto quando ninguém está olhando. Sentam do seu lado quando a madrugada fica grande demais. Aparecem naquela música que você jurou que nunca mais ouviria, naquela conversa que você evita lembrar, naquele nome que você finge que não procura. E aí você percebe a verdade mais incômoda de todas: talvez eu não estivesse me escondendo do mundo.

Talvez eu estivesse me escondendo de mim.

Porque o mundo eu consigo enganar. Posso vestir qualquer cara, responder qualquer "tá tudo bem" com um sorriso, sair de casa como se nada tivesse acontecido. Posso parecer indiferente, ocupado, distante, até feliz. Mas existe um lugar dentro de mim onde não existe personagem, não existe postura, não existe fuga. E é justamente esse lugar que eu passo a vida tentando evitar.

Eu me escondo pra fugir, mas sempre acabo encontrando o mesmo homem no escuro.

O homem que queria ter ido mais longe. Que queria ter dito mais. Que queria ter amado sem medo. Que queria ter sido visto sem precisar se explicar. Que olhou para tantas possibilidades da própria vida e, em algum momento, começou a acreditar que talvez elas fossem grandes demais para ele.

E talvez seja por isso que fugir nunca resolveu nada.

Porque fugir pode afastar pessoas, lugares, memórias e até destruir pontes. Mas não consegue apagar aquilo que você sabe sobre si mesmo.

Uma hora a porta precisa abrir.

Não porque o mundo ficou mais seguro.

Mas porque continuar escondido começa a custar mais caro do que aquilo de que você estava fugindo.

E quando eu sair, talvez ninguém reconheça quem está vindo.

Ainda bem.

💕🐶"...as vezes...na dor...nasce amor...entre perdas e partidas...você chegou...me conquistou...minha filha...peluda...do coração...te amamos muito...muito."🐶💕

Talvez amanhã,
ou depois de amanhã,
mais tarde,
qualquer dia,
daqui a dois ou três anos,
nós nos veremos de novo.
Nós amaremos novamente,
seremos dois loucos lutando contra o mundo, o tempo, a vida, a realidade seca e as palavras que fazem doer.


Talvez hoje eu chore, sinta saudades, sinta remorso e arrependimento por ter soltado sua mão, dito que não te amava, que não te esperava, por causa de míseras palavras bobas que saíram da sua boca.


Reconheço meu erro. Reconheço que éramos dois, éramos um, e agora só restou uma história linda que acabou no começo — no começo de um “oi”,
de um “tô do seu lado”, que pulou para um “eu te amo” e acabou em um “enfim”.


E acabou em uma madrugada de quarta-feira, sem muita cerimônia, sem muitas palavras. Só um toque soberbo, uma palavra e um adeus.


Adeus...

E, às vezes, a maior prova de amor que alguém pode oferecer é aquela dedicada a si mesmo: ir embora e nunca mais aceitar ser menos do que merece.

Cure-se de suas crenças
(Mauro 1Evaristo)

Deixe aos médicos o trato da doença
Que você cure-se de suas crenças
Pois, os medos aos quais se concentra
Mais mal estar você enfrenta.

Atenção com uns ditos influencers
Porque tem gente que muito mente
Até lhe convencer que está doente
Para que em medos se concentre.

Médicos para o trato da doença,
Que você cure-se das próprias crenças,
A vida é para ser abundante,

Mude, melhore tudo o que pensa,
Não alimente pensamentos limitantes,
Pratique positividade todos os instantes.

feradapoesia.blogspot.com

Coração cheio de amor,
mas tudo o que recebo é dor.
Tanto amor pra entregar,
mas ninguém disposto a regar.


Será que esse amor guardado
sempre me deixará arruinado?
Sempre amo além da medida,
e sigo caindo em ruína.


Toda vez que achei
que enfim seria amado,
o futuro chegou
e provou que eu estava errado.


Sigo sem o amor
e o carinho tão desejado,
caminhando vazio,
de coração despedaçado.


ÁG

"Hoje em dia há filhos que não escutam nem o pai e nem a mãe; damos conselhos e eles não estão nem aí, só Deus para ter misericórdia."

Faz parte de ser livre saber pousar com consciência

Chamam-me de vilão porque minhas mãos estão manchadas de sangue. Curioso… nunca perguntaram de quem era o sangue que manchava as mãos dos heróis.

A justiça é uma bela palavra inventada pelos fracos para convencer os fortes a abaixarem suas espadas.

Ela veio de um sonho bom, que eu não sei explicar.

Crônica
Grande Sertão Veredas
Guimarães Rosa

Há amores que compreendemos. Outros simplesmente nos acontecem. Riobaldo amou Diadorim antes de conhecer toda a sua verdade
e talvez seja justamente aí que mora uma das perguntas mais profundas do amor: amamos a pessoa que existe ou a imagem que construímos dela? Esta crônica nasce desse mistério, desse lugar onde as certezas terminam e o coração continua caminhando.


“Onde o Mapa Termina, o Amor Começa”

Há uma pergunta escondida nas veredas de Guimarães Rosa que talvez seja maior do que o próprio sertão:
Quem Riobaldo amava quando amava Diadorim?
Talvez ele não amasse o homem que acreditava enxergar.
Talvez também não amasse a mulher que um dia descobriria.
Talvez amasse simplesmente Diadorim.
E nisso existe uma verdade assustadoramente bonita sobre o amor: quase nunca amamos aquilo que conseguimos explicar.
Passamos a vida desenhando mapas das pessoas.
Damos nomes.
Criamos definições.
Inventamos certezas.
“Ela é assim.”
“Ele jamais faria isso.”
“Eu conheço essa pessoa.”
E, pouco a pouco, confundimos o desenho com a paisagem.
Esquecemos que o mapa não é o território.
A ideia que fazemos de alguém não é esse alguém.
Existe sempre uma região desconhecida dentro de quem amamos.
Um lugar onde nunca entramos.
Uma vereda secreta que talvez nem a própria pessoa conheça inteiramente.
Riobaldo olhava Diadorim e acreditava saber o que via.
Mas seu coração sabia alguma coisa que seus olhos ainda não podiam compreender.
E talvez seja justamente aí que o amor se torne mistério.
Porque os olhos precisam de formas.
A sociedade precisa de nomes.
A razão precisa de explicações.
Mas o coração, às vezes, reconhece antes de compreender.
Riobaldo tentou lutar contra aquilo que sentia.
Interrogou a si mesmo.
Temeu o próprio desejo.
Procurou explicações para aquilo que não cabia nas explicações disponíveis em seu mundo.
Mas Diadorim permanecia.
Porque há pessoas que entram em nossa vida não como respostas, mas como perguntas.
E algumas perguntas nos acompanham para sempre.
No fim, quando a verdade sobre Diadorim é revelada, poderia parecer que tudo finalmente se explica.
Mas não.
A revelação resolve o segredo do corpo e aumenta o mistério do amor.
Porque Riobaldo já amava antes de saber.
E isso muda tudo.
Ele não começou a amar Diadorim depois que descobriu que Diadorim era mulher.
Ele amou no escuro.
Amou na dúvida.
Amou quando amar lhe parecia impossível.
Talvez por isso aquela história doa tanto.
Porque a verdade chegou quando já não havia tempo para vivê-la.
E quantas vezes fazemos exatamente isso?
Esperamos compreender completamente alguém para finalmente amá-lo sem medo.
Esperamos uma explicação.
Uma certeza.
Uma confissão.
Uma verdade definitiva.
Mas pessoas não são livros que terminamos de ler.
Há capítulos que nunca conheceremos.
Há silêncios que jamais serão traduzidos.
Há territórios inteiros escondidos atrás de um sorriso.
Talvez amar seja aceitar que nunca possuiremos o mapa completo de ninguém.
Nem mesmo daquele que dorme ao nosso lado.
Nem mesmo daquele que juramos conhecer há uma vida inteira.
Porque conhecer alguém não é chegar ao fim de seu território.
É continuar caminhando mesmo sabendo que haverá sempre alguma vereda desconhecida.
E talvez a maior tragédia de Riobaldo não tenha sido descobrir que Diadorim era mulher.
Talvez tenha sido descobrir, tarde demais, que passou tanto tempo tentando entender o amor, quando poderia simplesmente tê-lo vivido.
No grande sertão da existência, fazemos isso muitas vezes.
Perguntamos demais ao sentimento.
Exigimos documentos daquilo que o coração reconheceu em silêncio.
Queremos saber o nome da estrada antes de caminhá-la.
Mas o amor verdadeiro talvez não pergunte primeiro:
“Quem é você?”
Talvez pergunte:
“O que acontece dentro de mim quando você chega?”
E então compreendemos alguma coisa que Riobaldo levou uma vida inteira para contar:
não amamos apenas aquilo que sabemos sobre alguém.
Amamos também aquilo que não conseguimos explicar.
Amamos os mistérios.
As contradições.
Os silêncios.
As veredas que nunca percorremos.
Porque, no fim, o mapa não é o território.
E talvez o amor comece exatamente no ponto onde o mapa termina.

O medo provocador é o labirinto de catarse cinzelado pelo abismo, que não busca a nossa queda, mas nos força a queimar as próprias sombras para decifrar o enigma da força.
Reno Fioraso

A verdade é o eco inevitável que o silêncio devolve com perspicácia, uma afronta à máscara das aparências e um furo no olho da água que desfaz o veredito inescapável de que o mundo que inventamos só existe em nós.
Reno Fioraso

Os processos que Deus nos submete, sempre objetiva nos levar para outro patamar, a fim que sejamos transformados e capacitados para o propósito que Ele tem para cada um de nós. Os processos de Deus são pedagógicos, agradeçamos por eles!

Quero um mapa para te achar,
mas, no fim, só quero achar


que estamos no presente,
em que você esteja presente.


No fim, sinto sua falta,
mas eu fiz falta.

"O silêncio aprendeu o seu nome,
e nas páginas da noite escreveu
aquilo que a voz jamais ousou dizer."

A PIEDADE.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
No silêncio da alma floresce a bondade,
Como suave luz de amor consolador,
Que derrama no mundo eterno fulgor,
E transforma a dor em serena claridade.
Nas mãos do perdão repousa a caridade,
Que vence o orgulho, o pranto e o dissabor;
Semeia esperança, perfume e calor,
Guardando no peito divina humildade.
Quando a lágrima cai, piedosa e sentida,
A compaixão ergue a alma ferida,
Com asas de paz em sublime ascensão;
E o coração que acolhe a dor alheia,
Encontra no amor a fonte que incendeia
A chama imortal da pura redenção.
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A Admiração que a Integridade Cativa

Emotiva e apaixonada quando a sua essência se sente à vontade na presença de certas pessoas e em certos lugares, diante de tudo aquilo que considera imprescindível, que nutre a sua felicidade, tal como o clima de romantismo; o brilho da simplicidade ou a leitura interessante de um bom livro — valores que estão nos detalhes.

Contudo, a sua racionalidade sabe falar mais alto em momentos de seriedade e decisivos, pois, Graças a Deus, já faz tempo que a ingenuidade não está tão presente no seu dicionário, e a sua maturidade que tem aparecido mais vezes — claramente, é uma mulher admirável de muita integridade, uma dádiva que resplandece.

A sua natureza é bela e frágil, mas a sua força vem do Senhor — um amor inigualável que traz vigor ao seu coração; a motivação para seguir em frente, apesar de cada decepção; a razão de ser uma resiliente que não está disposta a viver em vão; portanto, a admiração que recebe é inevitável, não deve ser diferente, o mínimo esperado.