Flaviele Lins
E, às vezes, a maior prova de amor que alguém pode oferecer é aquela dedicada a si mesmo: ir embora e nunca mais aceitar ser menos do que merece.
Talvez amanhã,
ou depois de amanhã,
mais tarde,
qualquer dia,
daqui a dois ou três anos,
nós nos veremos de novo.
Nós amaremos novamente,
seremos dois loucos lutando contra o mundo, o tempo, a vida, a realidade seca e as palavras que fazem doer.
Talvez hoje eu chore, sinta saudades, sinta remorso e arrependimento por ter soltado sua mão, dito que não te amava, que não te esperava, por causa de míseras palavras bobas que saíram da sua boca.
Reconheço meu erro. Reconheço que éramos dois, éramos um, e agora só restou uma história linda que acabou no começo — no começo de um “oi”,
de um “tô do seu lado”, que pulou para um “eu te amo” e acabou em um “enfim”.
E acabou em uma madrugada de quarta-feira, sem muita cerimônia, sem muitas palavras. Só um toque soberbo, uma palavra e um adeus.
Adeus...
