Choro sem Motivos

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Cebola
Rosa que faz chorar
choro não doído
choro não irado
choro ardido
choro disfarçado
entregando o sabor
temperando o cozido.
Choro que é prova de amor.

Sigo o rasto das minhas lágrimas até ao meu choro interno, reparo que quem chora não são os meus olhos mas, sim a felicidade.

Inserida por JoniBaltar

A vida gestante é uma longa viagem que, termina entre os ovários gritos matriarcais e o puro choro estridente de amor.

Inserida por JoniBaltar

" Primeiro a gente aprende a chorar, depois de muito choro, aprende a sorrir..

Inserida por OscarKlemz

⁠Se choro e não oro
o choro pode até ser triste
entretanto se oro e o choro persiste
certeza que não é triste
é comunhão com Deus
e esse choro é de lavar a alma...

Inserida por OscarKlemz

"⁠Eu aqui do outro lado choro muito de emoção, fico contando as horas para poder te ver, espero cada segundo imaginando você aqui comigo, fazendo tantos planos para o nosso futuro imaginando que seremos felizes para sempre.

Inserida por KAIQUE-MARTINS

⁠#CHORO

Por que quando faço o bem eu tenho vontade de chorar?
Dizem que alivia a alma...
Não sei se é verdade...
Então resolvi chorar...

Chorei por tudo o que eu já fui....
Por tudo que eu sinto...
Por tudo que eu sou...
Chorei pelo que serei...
E que nem sei...

Chorei pelo tempo perdido...
Pelas coisas que não ficaram...

Chorei pelas sementes que eu plantei, mas que não germinaram...

Chorei pelos erros cometidos..
Pela vida que eu sonhei...
Que não consegui realizar...
Chorei...

Chorei pelos amores que morreram...
Por aqueles que passaram...
Pelos não correspondidos...
E por aqueles que nem nasceram...

Chorei para tentar afastar o medo...
Com as lágrimas que eu derramei...
Meu coração pôde se lavar...

Chorei...

Pedi aos céus, baixinho...
Para que me desse conforto...
E como resposta...
Ele chorou comigo...
Mostrando para mim que mesmo no fim...
Eu não estaria sozinho...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#O #VOO DA #MARIPOSA

Ardendo por arder em viva chama...
Sinto, suspiro, choro, colho o pranto...

De inocente olhar, puro e perverso...
Envolto em mistério nevoento…

A mariposa
Soberba...
Confiada...
Bela...
Subiu ao sol...
Cobriu o dia...
Em revoada...

Invadiu a vila...
Sendo desfeita e castigada...
Pela inveja fera de gente má e malograda...

E a multidão dissimulada...
Vivendo tal qual serpente enrolada...
Não lhe deu trégua...
Vomitou ódio pela bocarra...

Tentou compreender a angustiante desgraça...
De ser bela e tão odiada...
Não conseguiu...
E sem entender partiu...

Por mais que eu mesmo conhecesse o dano...
Também ocultei-me em meu abandono...

Foi tudo uma surpresa... Tudo de repente...
Toda a minha alma naquele momento indiferente…

Hoje...
Diante alucinações de um vinho triste…
Pesadelo hediondo me assombra...
Em tê-la visto perder-se na estrada...

A manhã nasce em muitas janelas...
Quem sabe...
Um dia...
Eu tenha o perdão dela...

Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

#VAZIO

Na beleza de minha vida...
Encontro consolo na porta de minha alma...
Meu choro deságua em minha presença...
Meu sorriso me diz meu sentir...

Te ver mais ou menos me incomoda...
Mais ou menos não rende papo...
Nas escolhas que fiz não por mim...
Olho para as paredes e nada vejo...
Não gosto de ser assim...

Tudo passa...
Sempre espero a luz de um novo amanhecer...
Amores aparecem e logo se vão...
Assim aprendi...

Um vazio esquisito..
Quando sinto...
Não sei explicar...

Não deixo ninguém me fazer esquecer...
Muitas vezes é melhor nem falar...



Sandro Paschoal Nogueira

Ser mulher é desabar em choro quando é preciso, e quando
é surpreendida disfarça todas as suas lágrimas num sorriso.

Inserida por Lulena

Eu arrisco. Sou ousada. Dou minha cara à tapa. Sou menina. Sou mulher. Faço o que bem quiser. Choro, mas também dou gargalhada. Sou taxada de metida. Mas também sou querida. Mas nunca me dou por vencida. Posso ser tudo. E posso ser nada. Depende o caminho na estrada. Sou loucura e razão num destino sem noção.
O que faço aqui então? Pois é, é tudo que eu queria saber, mas nem você tem a resposta pra me dizer. Sigo em frente sem nada a perder. Tento me desprender em fragmentos de palavras num rebuliço.O que é isso? Parece uma convulsão uma rebeldia de letras desconexas dentro do meu ser mas que eu precisava escrever pra você que me lê, que o tempo está passando nessa insanidade caótica onde nada nesse mundo tem lógica nessa vida que é morta, mas é reavivada na tua fé e isso que importa.

Inserida por Lulena

CHORO DE OUTRORA
(O esforço que nos faz, flutuar até a luz)


​A gente não volta ao fundo do poço, onde conseguimos subir a nado através de nossas lágrimas...


​Lu Lena / 2026

Inserida por Lulena

⁠O Lamento Incrédulo

Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.
Análise do Poema "O Lamento Incrédulo"
O poema "O Lamento Incrédulo" carrega um forte teor existencialista e metafísico, abordando temas como dor, perda, vazio e a incerteza da presença divina. A construção poética evoca um estado de desencanto e angústia profunda diante da vida e do mundo, reforçando uma visão quase niilista da existência.
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1. Estrutura e Musicalidade
O poema é composto por quatro estrofes de quatro versos cada (quartetos), mantendo um ritmo melancólico e uma sonoridade densa, impulsionada pelo uso de aliterações e imagens marcantes. O tom lírico é marcado por versos cadenciados que transmitem a sensação de peso e desamparo.
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2. Imagens e Simbolismo
O poeta constrói uma atmosfera sombria e desoladora por meio de metáforas e símbolos poderosos:
• "Choro de pedra, de pó e de abismo" → A pedra remete à rigidez e à impossibilidade de suavidade ou redenção. O pó sugere efemeridade e esquecimento, enquanto o abismo denota a ausência de sentido, um vazio infinito.
• "Um grito que rasga o véu do infinito" → Expressa um desejo de transcendência ou uma tentativa de romper as barreiras do desconhecido, mas sem resposta ou alívio.
• "Mas Deus se esconde no entendimento" → Aqui há uma crítica implícita à inatingibilidade de Deus. Se Ele existe, está oculto na complexidade intelectual, inacessível ao sofrimento humano.
Na segunda estrofe, há um aprofundamento do tema da dor coletiva e da ruína:
• "As dores dos mortos pesam na carne" → Uma imagem que reforça a conexão entre passado e presente, como se os sofrimentos das gerações anteriores ainda deixassem marcas vivas.
• "Vozes antigas sufocam o sono" → Evoca memórias ou culpas ancestrais que impedem o descanso e a paz.
• "Nas ruas, exércitos marcham sem glória" → Um retrato de guerras ou lutas sem sentido, esvaziadas de heroísmo ou propósito.
• "Resta-me o nada, o pó do abandono" → A solidão e o desamparo culminam na ideia de que, no fim, sobra apenas o vazio.
A terceira estrofe intensifica o desencanto e a perda da fé:
• "Esperança em cinzas, fé em ruína" → A imagem de destruição reforça a ideia de que não há mais crença na redenção, tudo foi consumido pelo tempo ou pela decepção.
• "O beijo da culpa que arde na pele" → A culpa é tangível, quase física, como uma queimadura.
• "O pecado sem nome que nunca termina" → Há um pecado indefinido, eterno, que não permite absolvição ou alívio, remetendo a um sofrimento sem causa clara.
A última estrofe questiona o sentido da existência e toca no cerne da dúvida filosófica:
• "E se Deus não houver? Se tudo for sonho?" → O questionamento central da poesia. A possibilidade de que Deus seja uma ilusão ou que a própria realidade não passe de um delírio.
• "Se a dor for em vão, se o mundo for frio?" → A dúvida sobre a existência de um propósito. Se não houver sentido para o sofrimento, o que resta?
• "Sou sombra sem dono, sou noite sem astro, cometa perdido no próprio vazio." → O eu lírico se define como uma entidade errante, sem destino, sem luz, condenado a vagar sem propósito no vácuo da existência.
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3. Influências e Temáticas Filosóficas
O poema dialoga com o existencialismo e o niilismo de pensadores como Nietzsche, Sartre e Camus. A ausência de Deus, a sensação de abandono e o questionamento sobre o sentido da vida são temas recorrentes na poesia moderna e na filosofia do absurdo.
A angústia do eu lírico diante do possível vazio existencial lembra a ideia de Sartre de que "estamos condenados à liberdade" e de Camus em O Mito de Sísifo, onde a vida é um ciclo de esforço sem recompensa. O último verso reforça essa ideia ao comparar-se a um cometa perdido, que segue sua trajetória sem um destino ou objetivo definido.
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4. Conclusão
"O Lamento Incrédulo" é uma poesia forte e impactante, que mergulha nas profundezas da dor existencial e da incerteza metafísica. Seu tom melancólico, aliado às imagens densas e simbólicas, reforça um sentimento de desamparo e inquietação filosófica.
O poema se destaca por sua construção imagética e pela maneira como conduz o leitor a refletir sobre a fragilidade da fé e a possibilidade do vazio absoluto. A dúvida sobre Deus, o sofrimento e a falta de sentido permeiam toda a estrutura poética, transformando-a em uma reflexão poderosa sobre a condição humana.

Inserida por EvandoCarmo

⁠O Lamento Incrédulo

Choro de pedra, de pó e de abismo,
lágrima seca na face do tempo,
um grito que rasga o véu do infinito,
mas Deus se esconde no entendimento.
As dores dos mortos pesam na carne,
vozes antigas sufocam o sono,
nas ruas, exércitos marcham sem glória,
resta-me o nada, o pó do abandono.
Abraço que afaga e logo desfaz-se,
esperança em cinzas, fé em ruína,
o beijo da culpa que arde na pele,
o pecado sem nome que nunca termina.
E se Deus não houver? Se tudo for sonho?
Se a dor for em vão, se o mundo for frio?
Sou sombra sem dono, sou noite sem astro,
cometa perdido no próprio vazio.

Por Evan do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

⁠Em horas presentes de infortúnios e tédios...
Eu choro e espero...

Diante ao vendaval que ruge...
Luto...
Não me entrego...

Tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas...
Junto a toda a gente que eu conheço e que fala comigo...

Em vão tentei quebrar o círculo mágico...
Inútil escapar...
Procurei esconder-me...
Em esperanças...
Em audácias...
Pensei em não mais lutar...

Poetas, que somos nós?
E bater, é bater com alma na bigorna...
Mas vou pelos passeios...

Entre a sombra e a luz...
Meu sonho conduz...

Tirando da alma os bocados precisos...
Nem mais...
Nem menos...
Só o que sinto...

Sandro Paschoal Nogueira

Sou de extremos, gosto ou não, amo ou odeio, sorrio e choro, gozo e decepciono... Não tenho medo de demonstrar sentimento verdadeiro. Tenho medo é de me tornar uma alma fria e congelar meu coração com as durezas da vida, das pessoas, e do mundo.

Inserida por RobinS25

⁠Se você segurar o choro, ninguém vai saber que está chorando. Se você não falar, ninguém vai saber que você foi injustiçado. E se continuar se acovardando, eles nunca vão saber o que fizeram de errado. É assim que quer viver?

Inserida por pensador

⁠E então eu choro algumas vezes
Quando estou deitada na cama
Apenas para tirar tudo
Que está em minha cabeça
E eu, eu estou me sentindo
Um pouco peculiar

4 Non Blondes

Nota: Trecho da canção What's Up?

Inserida por droplets

⁠Às vezes não sei
Se é choro de tristeza
Ou de alegria
Às vezes não sei
Se é dor ou saudade
Às vezes acho que vai
Transbordar e mudar
O meu ser por completo
Enquanto espero
Na vida a tua chegada

Inserida por RosaV

⁠É um misto de emoção
Não sei se choro
Não sei se sorriu
Será a contradição
Que meu ser
Consiste
Em ter
Em minutos
Depois de ler
Sua mensagem
Não sei se choro
Não sei se sorriu
Ao poucos
Vou tentando
Entender
O que sinto
Que leva
Da total
Felicidade
A mais profunda tristeza
Não sei se choro
Não ser se sorriu
Meu ser é confuso
E só me resta sentir
Sem querer explicar
O que o sentimento
Não quer falar

Inserida por RosaV