Chico Xavier - sobre Disciplina
Amor real Amor
Sobre esse novelo de fios dourados,
passo os dedos, na tentativa de pegar
fio por fio, na intenção de os enrolar
à minha volta, e neles me tornar um
prisioneiro.
O meu rosto deslizo nessa pele suave
e branca, com dois pontos verdes, e dois
lábios de um rosa suave, onde a boca
passo para melhor os sentir.
Minhas mãos passeiam pelo resto dessa pele,
passando por pontos altos, quentes e macios.
Escorrego por duas coxas, longas roliças e
fartas, e entre elas o céu feito de dois
lábios diferentes.
Passeio por ti meu sonho, encanto que quero
junto a mim.
Foges com medo que te engane, difícil será
de isto acontecer, não vejo ninguém tão doce
e linda, seda de mulher, deixa nesses fios me
me enrolar, e nessa teia linda me perder.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
A METAFÍSICA DA FÊNIX
Sobre o mito da fênix, mito que não é grego originalmente, antes fora, como tudo de que os gregos se dizem autores, tem Roma como coautora. Contudo, se cavarmos mais fundo, encontraremos as suas cinzas no oriente, como mito cristão do renascimento espiritual, mito reinventado e adaptado do Egito, como o mito do cordeiro, ambos trazidos ao ocidente por Platão, segundo nos conta Voltaire.
Um mito tosco, que tenta explicar um ato de superação humana. Não pode ser possível que alguma coisa saia voando das suas próprias cinzas. O fogo sempre foi e será o símbolo perfeito e real de destruição, nada pode surgir do fogo com vida.
Todavia, creio que este mito tem muito a ver com a crença numa metafisica universal, a da sobrevivência da alma após a morte. Não nos serve como uma filosofia de vida, resta contudo entender a sua real aplicação.
Para mim tem efeito contrário, das cinzas nada pode surgir, nem mesmo como simples simbologia, é decadente e arcaica esta preposição para se superar, falo sobre o espírito humano, não se faz necessário chegar ao clímax da decadência para se reerguer, podemos reagir para outro estado de espírito e de consciência, do ponto em que nos encontramos, sem ter que descer ao fundo do poço da existência...
A fênix, todavia nos serve como modelo de ato de coragem, pelo fato de ter força moral para mergulhar no abismo, no fogo simbólico, onde intenta buscar algo novo, ou nova vida, outra chance de existência, que no seu caso é a inexistência das cinzas...
Às vezes temos razão sobre quem são as pessoas. Uma perceção que se baseia na não manipulação das suas opiniões.
"Não sei sobre a minha existência pode ser confusa,talvez com desejo de solidão posso ate preencher essa solidão com musica mais a musica também me faz triste,talvez quem sabe um sonho,mais se isso for um sonho eu com certeza vou querer acordar,ou quem sabe minha vida se descreve com palavras, mas se for com palavra poderão apagar com uma borracha".
E sempre acabamos escrevendo sobre a dor ou sobre o amor. Não importa como um livro, texto ou uma vida comece ou termine, vai chegar um ponto em que o amor vai estar nas suas frases ou a dor nas suas entrelinhas, não percebemos mas tudo o que se escreve e já se escreveu esta ligado a uma dessas duas palavras, esse próprio texto aqui pode ser pelo amor a escrita ou pela dor de escrever. Afinal quem ama sente-se grande, acredita ser capaz de escrever um livro sobre suas insanidades platônicas e quem sofre, crê ser um legítimo Bukowski ou a própria Tati Bernardi. Não os vejo, não julgo nem os desmereço, pois os conheço apenas pelo que sentem, explicito em suas entrelinhas.
Era um caminho. Aberto. Vago. Alheio.
Pesava sobre meus ombros posses, abstrações.
Não há setas, bússolas, perdões.
Não há um destino, mas vários ou nenhum.
As pegadas dos últimos passos, eu vi adiante.
Que garantias isso me dá?
O que é o destino se não a morte?
Caminho em direção a ela?
E eu tentei ver nas réstias do horizonte onde dará.
Dará na última pegada, ao cair numa armadilha.
E o que será adiante se não um ponto de vista?
20 anos e os ombros pesados.
A dificuldade de se desvencilhar…
É preciso estar leve pra escalar montanhas.
Um dejá vu. Me pergunto se já estive nesse ponto
Ou se os pontos se repetem gradativamente.
Talvez a natureza não seja tão criativa.
Parece que o ar se torna cada vez mais rarefeito.
Ou eu me sufoco com meus próprios ombros.
Fui tirando pedaços da bolsa. Um apelido, uma mentira...
Alguns pedaços saíam com muita dificuldade,
um chiclete grudado aqui e ali.
No final… no final… estava leve?
Mas afinal alguma coisa permaneceu, aguada e inconsciente
e essa coisa afinal sou eu?
Havia um vazio pesado. Como o ar rarefeito.
Como a melancolia que inunda os domingos.
Um cemitério vazio encharcado de medo.
Afinal, quando acabara já estaria acabado?
O mais se temia já teria se adiantado?
Não sei o que eu era e o era um estado de mim.
Nem ao menos sei a diferença.
Sei que quando chegar a hora
a hora já terá passado.
Tão lógico e paradoxalmente.
Era um mar de rosas, violetas, jasmins.
Mergulhávamos sobre pétalas, o perfume do primeiro amor.
Mas a correnteza corre e todo o cheio se dissolve.
Deságuam as rosas sobre as cachoeiras.
Então sob as pétalas, no caule, os espinhos.
Os meus espinhos, os seus espinhos.
Qualquer aproximação brusca, machucávamos um o outro.
O espinho é a defesa da rosa, como o orgulho e vaidade na gente.
Espinhos sobre espinhos e todos já estavam feridos.
Feridos, sem lembrar bem do que houve, só o peso do ódio, do mal humor.
Tentamos nos aproximar pouco a pouco
Era quase um estudo anatômico.
Cutucávamos as cicatrizes. Doía.
Eu cutucava suas feridas ferozmente,
queria chegar à raiz, à verdadeira natureza de si.
Não podíamos remover o passado,
mas remoíamos paulatinamente.
Se o alicerce sobre qual o amor foi construído foi construído é a admiração, o lobo mau fica sem fôlego, mas não consegue destruí-lo.
quem pesa que sabe nunca sabe tanto por que quem dis que sabe da minha vida eu nen sei tanto sobre mim entao como eles vao sabe que sabe de mim
Considerando a superioridade dos valores morais sobre os ambientais, vejo muita hipocrisia, frouxidão e coloio na sociedade atual quando declara “lutar” tanto pelas questões ambientais e pouco ou nada faz em favor das questões morais. Alías, temos testemunhado algo pior: os diversos poderes constituídos envidando esforços contra a boa moral. Que futuro teremos?
Se as pessoas parassem com o preconceito sobre o autoconhecimento e se dedicassem a saber quem elas próprias são, o mundo seria um lugar melhor para viver e trabalhar.
Se as pessoas parassem com o preconceito sobre o autoconhecimento e se dedicassem a saber quem elas próprias são, o mundo seria um lugar melhor para viver e trabalhar.
E quanto mais eu me conheço, mais deslumbrada eu fico, ao descobrir que eu sabia mais sobre os outros do que sobre mim mesma.
Então mulher, porque escrever sobre você ?
De alguma forma eu tenho que ser sincero, mesmo com meus vacilos sempre fantasiei te entregar todos os meus beijos, te escrever todos os meus versos, te arrancar todos os seus sorrisos e te esquentar com meu calor, me dá sua mão bora rodar o mundo, te ajudo a vender esses doces (seria maravilhoso), nada muito chique pra não perder a essência, me ajude a escrever sobre o amor e a viver ele, garanto que serei o cara mais feliz do mundo. Fiz tudo errado e assumo isso, porém assumo também que sempre que te ofereci carona na minha bike só pra ir perto de mim, pra te convencer que uma segunda chance seria maravilhoso como uma noite de lua cheia, agora vem a parte mais cliché e importante, será que da pra gente voltar no tempo e ter a oportunidade de escrever o poema mais lindo de todos, referente a uma carta de amor e não de arrependimento..
Vocês não sabem nada sobre o amor
Vocês pensam que sabem, que o sentiram, que o tocaram
Vocês não entendem nada sobre o amor
Vocês amaram por um momento
Amaram por momentos, mas não sabem nada a respeito do amor
O amor não é ciumento, invejoso, não sente raiva
Vocês tão perdendo o amor com raciocínios ilógicos
Vocês definitivamente não sabem o que é o amor
Vocês amam seus filhos incondicionalmente no momento em que eles nascem onde vcs tem total domínio sobre eles, mas depois que eles crescem e cometem algum erro vocês sentem raiva, vocês gostam de exercer o domínio e domínio não é amor.
Vocês amam os seus pais quando eles são bons, mas se eles não são vocês sentem raiva.
Vocês não sabem o que é amor
Vocês se olham no espelho e sentem raiva de si mesmos, vocês não gostam nem de vocês mesmos, vocês se reprovam, se mutilam, se auto depreciam e não sabem o que é o amor.
Vocês são capazes de amar por míseros segundos na escala do tempo se receberem algum beneficio, mas vocês não são capazes de amar na dor, de amar o inimigo.
vocês são capazes de amar a si mesmos?
São capazes de amar quem não pode te trazer benefícios? ou você odeia todos aqueles que não concordam com você, ou você odeia quem não foi capaz de te amar?
Vocês não sabem o que é amor e nem querem aprender sobre ele, eu vejo os seus medos, medo do amor? Que tolos! Vocês deveriam ter medo da falta dele, vocês vivem as misérias que ainda vivem pela falta dele.
O apego vocês conhecem bem e como vocês sofrem por pouco, se vocês olhassem sua dor daqui, da onde eu posso vê vocês dariam risadas de si mesmo. Não que suas dores não sejam importantes, elas são um degrau para vocês chegarem onde devem chegar, mas vocês mesmos dificultam o processo, vocês mesmos se sabotam, não enfrentam, vocês correm na direção contrária do que pode lhes trazer benefícios e benevolência. Correm para os poços de raiva, mágoas, ódio e perduram neles anos a fio. Vocês deveriam ver os seus corpos e a maldade que vocês estão cometendo a si mesmo pela falta de amor, seus corpos estão doentes, por que suas almas estão doentes.
O amor é um sentimento simples, mas vocês não o conhecem, e não dão ouvidos a ele.
Eu noto que vocês estão viciados na dor, vocês se alimentam de seus sofrimentos, vocês compartilham sofrimentos com os outros, fazem rodas de dor pra falar de sofrimentos, mas vocês não falam sobre o amor. Um sentimento tão simples, tão útil e tão curativo pra suas almas adoecidas. Vocês não precisam de nada além dele, por que é na dimensão do amor que as coisas acontecem, que todas as melhores coisas acontecem. No amor não existe falta, no amor a vida é plena e abundante. Vocês estão perdendo tempo com seus ódios, manipulações, joguetes, fofocas. Corram enquanto é tempo para os braços do amor, do amor por si mesmos que vocês não conhecem, corram para o amor que vocês não fazem ideia que existe, Mas ele existe e vocês ainda não o conhecem, queiram conhece-lo, e pra não deixar dúvidas o amor não se encontra na religião, nem em outras pessoas, o amor se encontra dentro de você, por favor não busquem nada fora, está tudo aí dentro.
A conversa era sobre a palavra saudade, mas eu não falei, eu só pensei em ti.
-A Diary Of Hurts, Michael Hayssus
►Minha Minas Gerais
Ando de dia em uma cidade agitada
Desfilo a noite sobre a cidade iluminada
Onde existem estrelas disfarçadas,
Onde a Lua se perde dentre tanto brilho
Onde os vaga-lumes encontram suas casas,
Onde os pássaros se escondem do frio.
Faço caminhadas por entre os passeios
Caminho sem rumo, sem senso
Sinto o vento me ultrapassar pelos becos
E, como uma fornalha, me aqueço, sem medo.
Vejo sombras a passar
Vejo criaturas metálicas a transitar
E no bosque, aquele aroma de final de semana,
Aquela sensação que meu corpo tanto ama
E mesmo sem ter o mar, eu viajo em ondas imaginárias
Escutando os sons vindos das minas
Memorizando as pedras nas idas e vindas.
Os tempos estão deveras mudado
Poucas são as vezes que vejo bois fora dos cercados
Os carros de madeira hoje estão nos museus
Mas se passo perto do arame farpado, escuto os mugidos do gado
E por dentro das rochas de minha igreja,
Ressoa as vidas dos escravos, imortalizados em lendas
Onde as pessoas dizem escutar o bater de suas algemas.
Meu querido estado, construído pelo barro
Das crianças dos pés descalços
Dos amantes do pão de queijo, e do caldo
Lindas mineiras, formosas por natureza
E sobre as montanhas, o nascer das cachoeiras
A selva verde, que torna a paisagem uma nova forma de beleza
O sabiá, que viaja por entre as árvores,
E descansa quando percebe que já está tarde.
Dos bosques e os parques ecológicos
Das chácaras aos incríveis zoológicos
E os diversos monumentos históricos
Mariana, Tiradentes, Outro Preto
São partes do descobrimento perfeito
Belo Horizonte, a capital do meu trânsito
Onde os semáforos entram em pânico.
Minha terra, que se estende através das serras
Meus córregos e rios, que percorrem por dentro das florestas
Aqui está meu recanto, vivo enxergando encantos
O Sol brilha, e reflete as pedras valiosa
Transformando as colinas em vistas maravilhosas
A terra de onde brota as flores mais belas
As andorinhas, que fazem acrobacias durante o dia
Eis que, acerca dos morros, estão os refúgios do louro
Ó terra divina, origem de minha vida
Ó terra de poetas, progenitora de palavras eternas.
Viajo em meus mais estranhos pensamentos
Esqueci o que é real
Me confundi.
Sobre a saudade, da vontade de gritar
E se por acaso eu me encontrar
Quero ver tudo no mesmo lugar
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