Cartas Tristes de Amor
Quero mergulhar Nos seus carinhos e seu amor, me fazer feliz e cada minuto da sua vida e te servir.
Sonho em te tocar e satisfazer meu ego com sua beleza, suspiro em te olhar e meus sentimentos procura por você com o critério de te amar e te fazer feliz, meu coração se aquece na esperança de você perceber minha presença ao teu lado.
Tu é maluca...Minha boba
Cabeção...meu grão de amor
Tu é dramatica...teimosa
Viaja em seu mundo fantastico
Ki delicia...anjo meu...
Sou cabeça dura
E vivo a ficar ciumando
Mas a cada dia que passa
Mais e mais eu vou te amando...
Mas cabeça dura você também é
E quando faz uma pergunta..parece aposta
Parece o Pequeno Principe
Não descansa enquanto não tem resposta
És doce como o mel
Ès o mais carinhoso do ser
És meu amor sonhado
És tudo que julguei nunca chegar a ter
Nossas musicas nossas alegrias
Nossas brincadeiras e madrugadas
Com você sou muito feliz
Sem você me sinto um nada
Você esta em minha alma
Tomou espaço e se alojou em meu coração
Equero te dizer que pra sempre
Vou te amar...meu anjo...meu cabeção...
Há sempre um sonho, um objeto que nos eleva, onde a alegria se reforça.
Há sempre um amor perdido, um amor conquistado.
Há sempre um erro que nunca devia ter sido cometido, um beijo que nunca devia ter sido dado, palavras que nunca deviam ter sido proferidas, lágrimas que evitamos.
Permanece em nós dúvidas que não deviam ser nossas, verdades que não queremos ver, hesitações que nos impedem de viver.
Basta um momento da nossa vida, para nos sentirmos únicos, assim como existe apenas uma ação para nos julgarmos eternamente.
Andamos perdidos numa procura constante de algo que nos traga uma realização pessoal, tentando achar um caminho entre descobertas sem fim, de Nós.
Onde nos encontramos e nos perdemos, cá dentro.
Só existe algo capaz de nos colocar de novo no caminho certo.
Não é a verdade, nem o realismo, nem o poder econômico.
Não é a força que devemos ter, nem a coragem de assumir atos e sentimentos.
Não é isto que nos traz a verdadeira essência da vida. Isto apenas ajuda a manter-nos fieis a nós mesmos, mas não traz de volta a vontade de viver.
Vontade de viver só com o Amor.
Aquele que acalma a mente e a exalta de alegria, aquele que nos faz doer o coração de saudade. O que nos dá o mais puro dos vícios. Que jamais se quer largar.
Aquele pelo qual dá gosto viver, e dá gosto morrer.
É ele que nos constrói ou reconstrói a vida.
É só com ele que devemos começar de novo.
Por ele vale a pena.
E com o passar do tempo, a gnt acaba aprendendo que o amor
não é mais que respeito mutuo com uma dose a mais de carinho.
Aprende tbm que amar é muito mais do que dizer apenas"eu te amo",
amar é indiscritivel,porém infelizmente nem todas as pessoas possuem essa capacidade, esse dom.
Aprende que a desilusão não é mais do que a ansiedade, a insegurança e a confiança demais nas palavras e promessas
de alguém que não merecia.
Aprende também que um amor não se cura com amor de outra pessoa, mas sim com o amor próprio!
Aprende que as decepções estão ai, porém é opcional sofrer por alguém que nem sabe o quanto vc o amou!
Aprende que deve pensar muito bem antes de fazer algo que possa prejudicar alguém que goste de vc, pois para as dores do amor, só existe um remédio, que cura: o tempo!
A gente não percebe o amor que se perde aos poucos sem virar carinho. Guardar lá dentro, o amor, não impede que ele empedre, mesmo crendo-se infinito.
Tornar o amor real é expulsá-lo de você, pra que ele possa ser de alguém...
Somos se pudermos ser ainda. Fomos donos do hoje que não há mais..
Ouve o que houve, e o que escondem em vão, os pensamentos...Que preferem calar, se não..Irá nos ferir um
não,mas quem não quer dizer tchau.
MEU ANJO
O amor que eu sinto por você é imenso e verdadeiro, mas não poderia ser diferente, porque é muito gostoso e fácil se encantar por uma pessoa tão pura e amorosa, tão sincera e tão bela.
Meu amor, quero estar ao seu lado sempre! Sei que muitas vezes errei contigo, mas meu desejo é sim, acertar!
Te amar é mais que um sonho... Nunca será tarde para recomeçarmos, meu amor!
Hoje, eu quero poder construir um castelo de sonhos para nós, para que pudéssemos fugir com o nosso tesouro a sós
Creio que o amor... essas duas classes de amor que, como te deves lembrar, Platão define no seu Banquete, constituem a pedra de toque dos homens. Uns só compreendem um destes amores; os demais, o outro. E os que só compreendem o amor não platônico, esses não têm o direito de falar de dramas. Com um amor dessa classe não pode existir nenhum drama. «Agradeço-lhe muito o prazer que me proporcionou, e adeus.» Nisso consiste todo o drama. E no que diz respeito ao amor platônico, também esse não pode produzir dramas, porque nele tudo é puro e diáfano.
(Anna Karenina)
SAUDAÇÕES AO AMOR
O amor vem de repente,
Como uma estrela cadente,
Entra na vida da gente.
Coração bate forte imediatamente.
O que queima e logo se apaga,
O que chega e a vida não para,
Esse é o amor,
Vindo com todo esplendor.
Saudações ao amor,
Que faz querer viver,
Faz enlouquecer,
O que faz amar você.
Sentimento que envolve,
Acertou bem o meu peito,
Do lado esquerdo,
Como tiro de revolver.
Falando de amor,
Á você meu senhor,
Ofereço-lhe uma sugestão:
Ame com atenção,
Faça valer teu coração
Amor amo-te no meu silêncio....
nem as flores do meu jardim sabem....
Quem diria que o perfume das rosas seria....
o meu destino até ti.....
Nem as estrelas sabem...
de mais uma noite triste e silenciosa....
Nem a lua que se vê tão transparente...
sabe do meu amanhecer solitário......
Amo-te em silêncio,sem palavras,
sem gestos,sem que o vento...
e a chuva saibam,
Só o meu silêncio que corta as dores,
da minha alma....só eu sei...
que ninguém sabe...que existem.!!
CONFUSÕES
Confundimos "amor" com "ciúme". Quem ama liberta, confia, apóia. Ciúme requer o que não é seu, prende, reprime.(Há quem diga que esse sentimento seja bom em dosagem certa, mas a dosagem certa está sempre relacionada com sua necessidade de atenção. Neste caso, carência justificaria ciúme?)
Confundimos "dar" com "trocar". O "dar" simplesmente expõe, propicia, entrega. Retorno é consequência, não preço, não condição.(Há quem chame de ingrato aquele que recebeu e não retornou, mas quem recebe cumpre seu papel ao receber e quem dá, da mesma forma, ao dar. A cobrança é bastante cultural, embora nunca seja demais dizer "obrigado".)
Confundimos "ser" com "estar". Nada nem ninguém “é”, e sim “está”, pois tudo e todos podem mudar. (Se você é "pé-atrás", chute-se e não "esteja" mais assim pois "pé-atrás" não vai pra frente. Se sua natureza é assim ou "assado", mude, pois a natureza é mutante 24hrs por dia.)
Confundimos "humildade" com "atenção". Dar atenção a alguém não é intrinsecamente um ato humilde e sim, educado.(As pessoas, amavelmente, chamam um artista de humilde quando recebem dele uma atenção, mas isso está relacionado com uma atitude educada por cumprimentar quem se deslocou pra o assistir e provar de sua arte. É humilde aquele que se aceita e se entende e que, por isso, não teme ser criticado, observado ou fotografado.)
Confundimos "timidez" com "indiferença". Às vezes, por timidez, frustramos aqueles que querem, mas não tem iniciativa de nos cumprimentar. (Lembro-me do tempo de colégio em que aqueles que não se abriam facilmente ou não cumprimentavam os que os olhavam, eram tidos como indiferentes, sendo que a atitude destes era fruto de pura timidez, não de arrogância. Mas ainda que não fosse timidez, que obrigação tem os outros de nos cumprimentar, se nós podemos tomar a iniciativa?)
Confundimos fé com religião, religião com espiritualidade, espiritualidade com espiritismo, espiritismo com umbanda, umbanda com candomblé, e coisa e outra com macumba. Confundimos nosso corpo com nosso espírito e só não confundimos nosso espírito com outra coisa porque não nos conhecemos como espíritos, mas isso aí já é outra confusão.
Por fim, a pior confusão que fazemos está entre a “vida” e a “morte”. Algo que está morto não toma iniciativa, não enfrenta, não sai do lugar, não faz acontecer, não sente e, principalmente, não arrisca. Será que estamos vivos?
" Permita-me te amar,
E te amarei com tanta intensidade,
Que não poderei mensurar esse amor...
Senão como infinito...
Permita-me sonhar,
E viverei os maiores e melhores sonhos
Reinventando o amor,
Como as nuvens se reinventam no céu.
...Permita-me criar,
e ai sim fracassarei,
...Pois a criação pertence a ti. mulher,,,
...
Nessa luta desigual.
Achei que podia tudo,
Mas descobri que só posso,
Quando me permito completamente a você...”
(Oscar).
Isso mesmo, meu amor, eu me lembro de você. A mulher que surgira em minha vida como um meteoro, devastando tudo o que eu conhecia, modificando meu mundo, alterando-o para sempre e o deixando mais bonito, trazendo sentido a ele. Lembrava-me da mulher que amei desde o primeiro instante, desde o primeiro olhar, que havia me ensinado a enfrentar tudo de maneira diferente, que me mostrara o quão maravilhosa a vida pode ser, mesmo quando tudo parece perdido.
Minha mulher. Minha Sofia.
Destinado - As memórias secretas do Sr. Clarke
Amor-primavera
Amor, a linda flor na primavera.
Calor, chamas que agora invadem o meu coração.
Flor, a que eu roubei para você em um lindo jardim.
Feliz, é o que existe quando vejo cada sorriso seu.
Seu, é o que sou por toda a eternidade.
Minha, é a alegria de fazer você feliz a cada dia.
Alma, é a minha que se completa ao seu lado.
Verdade, é o que meus olhos te dizem ao te ver.
Sentimento, o mais puro e perfeito amor.
(César Jardim)
O Amor – Poesia futurista
A Dona Branca Clara
Tome-se duas dúzias de beijocas
Acrescente-se uma dose de manteiga do Desejo
Adicione-se três gramas de polvilho de Ciúme
Deite-se quatro colheres de açucar da Melancolia
Coloque-se dois ovos
Agite-se com o braço da Fatalidade
E dê de duas em duas horas marcadas
No relógio de um ponteiro só!
Carta a um amor impossível
Recebi tua carta, - e ainda sob o peso
da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,
reavivando na minha lembrança esquecida
certos traços sem cor de uma história perdida:
- falo dos poucos dias que passamos juntos.
Tão longe agora estas, quantos belos assuntos
a que eu não quis, nem soube mesmo dar valor,
relembras com um estranho e desvelado amor.
Tua carta é tão doce, e tão cheia de cores
que, dir-se-ia a escrever com o mel que há nas flores,
sobre o azul de um papel tão azul, que o papel
faz a gente pensar num pedaço de céu!
Impregnado nas folhas chegou até mim,
um perfume sutil e agreste de jasmim
e um pouco do ar sadio e puro de montanha!
Estranha a tua carta, inesperada e estranha!
Deixas nas minhas mãos a tua alma confiante,
ante a revelação desse amor deslumbrante
e abres teu coração, num gesto de ansiedade,
sob a opressão cruel de uma imensa saudade.
Dizes que só por mim tu vives, - que a tristeza
é a companheira fiel que tens por toda parte,
e me falas assim com tamanha franqueza
que eu nem sei que dizer receando magoar-te!
Não compreendo esse amor que revelas por mim
nem mereço a ternura e o enlevo sem fim
de um só trecho sequer de tudo o que escreveste,
- por exemplo, - de um trecho belo e bom, como este:
"Teu olhar é o meu sol! Vivo da sua luz!
- e mesmo que esse amor seja como uma cruz
eu o levarei comigo em meu itinerário!
E o bendirei na dor ascendendo ao Calvário!
Sem ele não existo; e sem ti, meu destino
será vazio, assim como o bronze de um sino
que ficou mutilado e emudeceu seus sons
na orquestra matinal dos outros carrilhões!
Quero ser tua sombra até, - e quando tudo
te abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,
encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,
eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,
e sozinha e sem medo eu descerei contigo
oh! Meu único amor! Oh! Meu querido amigo!
- para que os nossos corpos juntos, abraçados,
fiquem na mesma terra em terra transformados!"
Escreves tudo assim, - e eu nem sei que te diga
nesta amarga resposta, oh! Minha pobre amiga!
Tarde, tarde demais... Bem me arrependo agora
do amor que te inspirei, daquele amor de outrora
que eu julgava um brinquedo a mais em minha vida
e a quem davas tua alma inteira e irrefletida...
Releio a tua carta, e confesso que sinto
o ter-te que falar sobre esse amor extinto,
um prelúdio de amor que ficou sem enredo
e que só tu tocaste em surdina, em segredo...
Dizes que o que eu mandar, farás... e que és tão minha
que mesmo que não te ame e que fiques sozinha
bastará para ti a lembrança feliz
dos dias de ilusão em que nunca te quis!
E escreves, continuando essa carta que eu leio
com uma vontade louca de parar no meio:
"Minha vontade é a tua! E meu destino enredo
no teu!... És o meu Deus! Teu desejo é o meu credo!
Creio na tua força e no teu pensamento,
e nem um só segundo e nem um só momento
deixarei de seguir-te aonde quer que tu fores,
seja a estrada coberta de espinhos ou flores,
te aureole a fronte a glória e te sirva a riqueza
ou vivas no abandono e sofras na pobreza!
Serei outra Eleonora Duse, e te amarei
com um amor infinito, sem razão nem lei.
Tu serás o meu Poeta imortal, - meu Senhor,
a quem entregarei minha alma e o meu amor!
Creio na tua força e no teu pensamento!
- faço dela um arrimo, e tenho nele o alento
da única razão que dirige meus atos;
- é a lógica fatal das cousas e dos fatos!
Orgulho-me de ser a matéria plasmável
onde o teu gênio inquieto, e nervoso, e insaciável,
há de esculpir uma obra à tua semelhança!
Junto a ti sou feliz e me sinto criança
curiosa de te ouvir, fascinada e atraída
pela tua palavra alegre e colorida!
E se falas da vida ou se o mundo desvendas
os assuntos ressoam na alma como lendas
e tudo é novo e é belo, e tudo prende e atrai,
de um simples botão que se abre a um pingo d'água que caí.
Há em tudo uma alma nova! Há em tudo um novo encanto!
Tantas vezes te ouvi! E sempre o mesmo espanto
quando tu me dizias, que era tarde, era a hora
em que eu ia dormir em que te ias embora...
Muitas vezes, deitada, - eu rezava baixinho
uma prece que fiz só para o meu carinho:
com meus beijos de amor matarei tua sede,
com os meus cabelos tecerei a rede
onde adormecerás feliz, imaginado
que é a noite que te envolve e te embala cantando;
formarei com os meus braços o ninho amoroso
onde terás na volta o almejado repouso;
minhas mãos te darão o mais terno carinho
e julgarás que é o vento a soprar de mansinho
sussurrando canções e desfeito em desvelos
a desmanchar de leve os teus claros cabelos!
No meu seio, - que a uma onda talvez se pareça,
recostarei feliz, enfim, tua cabeça,
e nada, nenhum ruído há de te perturbar!
- meu próprio coração mais baixo há de pulsar...
Quando o sol castigar as frondes e as raízes
com o meu corpo farei a sombra que precises,
e se o inverno chegar, ou se sentir frio,
em mim hás de achar todo o calor do estio!
Não te rias, - bem sei que te digo tolices,
mas ah! Se compreendesses tudo, ou se sentisses
a alegria que sinto ao te falar assim,
talvez que não te risses, meu amor, de mim...
Isto tudo, - é obra apenas da fatalidade,
- quando o amor é uma doença e é uma febre a saudade."
Tua carta é uma frase inteira de ternura,
como uma renda fina, cuja tessitura
trai a mão delicada e a alma de quem a fez
Ela é bem a expressão da mulher, que uma vez...
(mas não, não recordemos estas cousas mais,
- para o teu bem, deixemos o passado em paz
se o não posso trazer num augúrio feliz
para a prolongação de um sonho que desfiz...)
Tua carta é o reflexo da tua beleza,
e há no seu ofertório a singela pureza
desse amor que te empolga e te invade e domina!
(Uma alma de mulher num corpo de menina!)
Reli-a muito, a sós... - Mais adiante tu dizes,
com esse místico dom das criaturas felizes:
"Amo, para a alegria suprema e indizível
de humilhar-me aos teus pés tanto quanto possível,
e viverei feliz, como a poeira da estrada
se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada
cheia de sol e luz, - nessa glória fugaz
de acompanhar-te os passos aonde quer que vás!
Não importa que eu role depois no caminho,
não importa que eu fique abandonada e só,
- quem nasceu para espinho há de ser sempre espinho!...
- quem nasceu para pó, há de sempre ser pó!"
Faz-me mal tua carta, muito mal... Receio
pelo amor infeliz que abrigaste em teu seio,
e uma angústia mortal me oprime e me castiga,
deixa que te confesse, oh! Minha pobre amiga!
Não pensei... Não pensei que te afeiçoasses tanto,
nem desejava ver a tristeza do pranto
ensombrecer teus olhos... Quando tu partiste,
não compreendia bem por que ficaste triste
nem quis acreditar no que estavas sentindo...
Hoje, - hoje eu descubro que o teu sonho lindo
era mais do que um sonho, - era mesmo, em verdade
uma grande esperança de felicidade!
Me perdoarás, no entanto... ah! Não fosses tão boa!
E eu insisto de joelhos a teus pés: - perdoa!
Se eu soubesse, ou se ao menos eu adivinhasse
o que não pude ver além de tua face
e o que não soube ler velado em teu olhar,
não teria deixado esse amor te empolgar...
Perdoa o involuntário mal que te causei!
A carta que escreveste, e há bem pouco guardei,
um grande mal também causou-me sem querer:
- é bem rude e bem triste a gente perceber
que encontrou seu ideal, - o seu ideal mais belo,
- e o destruir, tal como eu, que agora o desmantelo!
É doloroso a gente em mil anos sonhá-lo
e inesperadamente ter que abandoná-lo!
Se algum amor eu quis, esse era igual ao teu
que tudo me ofertou e nada recebeu;
ingênuo e puro amor, simples, sem artifícios,
capaz como bem dizes "de mil sacrifícios,
e de mil concessões, chorando muito embora,
só para ver feliz o ente que quer e adora!"
E pensar que isso tudo que tu me ofereces:
— teu raro e imenso amor, teus beijos, tuas preces,
a tua alma de criança ainda em primeiro anseio;
e o teu corpo, onde a forma ondulante do seio
não atingiu sequer seu máximo esplendor;
tua boca, ainda pura aos contatos do amor;
- e dizer que isso tudo, isso tudo afinal
que era o meu velho sonho e o meu maior ideal,
abandono, desprezo, renuncio e largo
com um gesto vil como este, indiferente e amargo!
Enfim, já estás vingada... Porque ainda és criança
há de este falso amor te ficar na lembrança
como uma experiência... (a primeira vencida
das muitas que talvez ainda encontres na vida... )
E um dia então... - quem sabe se não será breve?
- descobrirás na vida aquele amor que deve
transformar teu destino e realizar teu sonho...
Antevendo esse dia de festa, risonho,
comporei, como um véu de noiva, para as bodas,
a mais bela poesia, a mais bela de todas...
(... Recebendo-a, dirás, esquecida e contente:
- "quem teria enviado este estranho presente?")
Sé feliz, minha amiga... eu me despeço aqui...
Lamento o meu destino, porque te perdi
e maldigo esta carta pelo que ela diz...
Não chores, - porque eu sei que ainda serás feliz...
E que as lágrimas de hoje, - enxuguem-se ao calor
de um verdadeiro, eterno e imorredouro amor!
P. S. - Sê feliz. Amanhã tudo isto será lenda...
E pede a Deus, por mim, - que eu nunca me arrependa...
(do livro" Eterno Motivo" - 1943)
O amor é feito flecha que atinge o alvo, não chora por perder um amor, mais triste seria se nunca tivesse encontrado um.
O amor brilha mais que o sol, um coração apaixonado.
Amor de criança inocente, amor de adolescente inconseqüente, amor maduro amor prudente que se mantêm sempre no coração da gente.
Mas o que mais quero é um sincero
"AMOR"
O lindo do amor é quando encontramos em alguém a capacidade de nos transformar em tudo de melhor que podemos ser.
Encarando a outra de maneira real e sincera, aceitando suas qualidades sabendo também dos seus defeitos.
O lindo do amor não é se envolver com a pessoa perfeita, e sim com quem nos completa e nos transforma sempre naquilo que há de melhor eternamente.
Tropeço
Há tanto tempo não usado, encontrei o amor, sem querer. Ontem. Jogado debaixo da cama. Empoeirado. Sem caixa, bula ou manual. Um amor, assim, abandonado. Sujo. Rasgado. Fóssil soterrado. Navio afundado há anos. Casarão com tábuas pregadas nas janelas. Lençóis brancos sobre os móveis. Um amor acostumado com o escuro. Com o frio do quarto fechado. Com a passagem rápida de um inseto no meio da madrugada. Um velho amor largado. Pronto pra ser reciclado. Um amor procurado por toda casa nos lugares errados. Nos armários limpos. Entre taças. Louças. Dentro de caixas fechadas com laços. Sob tapetes varridos. Cantos desinfetados. Um amor chamado no grito. No gemido da febre. No cochicho da oração. Um amor sumido. Necessitado. Um amor que apareceu quando quis. De repente. Em um lugar inesperado. Há tanto tempo não usado, eu, ontem, tropecei no amor. Empoeirado. Sujo. Rasgado. Abandonado debaixo da cama. Um amor que talvez nem funcione mais.
Meu amor não é capaz
de conquistar teu coração
Meus versos não são poemas
que te enche de paixão
minha vida é protegida
pelo autor da salvação.
O amor é complicado
difícil de explicar
tento entender os planos
mas não sei como ficar
só peço que me perdoe
por eu poder te amar.
Devolve
Mandaste as velhas cartas comovidas,
Que na febre do amor te enviei;
Mandaste o que ficou de duas vidas:
O romance, uma dor que provei...
Mandaste tudo, porém,
Falta o melhor que te dei:
Devolve toda a tranquilidade
Toda a felicidade
Que eu te dei e que perdi
Devolve todos os sonhos loucos
Que eu construí aos poucos
E te ofereci
Devolve, eu peço, por favor
Aquele imenso amor
Que nos teus braços esqueci
Devolve, que eu te devolvo ainda
Esta saudade infinda
Que eu tenho de ti
