Cartas de Morte
SUPLICANTE:
Por ocasião de minha morte,
Tão breve quanto a tua
Não me agracies compaixão,
Melancolia ou pesar
Pois que em vida me odiaste,
Meu coração molestasse
Por que agora caminhas
Nesse insólito séquito?
Não! Não me indulte funeral,
Cortejo ou adoração
Deixeis que meus entes
Se encarreguem do fato
Com pouca indumentária
E que apenas consigne
A identidade na lapide
Sem muita adornação.
Morte culpada e inocente!
Morte nunca culpada, mas sempre presente, seja em tragédias ou no curso natural evolutivo da vida. Morreu de que? Pergunta frequente em todas as situações de “morte”, ninguém responde morreu de morte ou a morte matou, sempre existe uma justificada mesmo que inebriada de dor a morte logo e absolvida, morreu pela idade, por alguma doença ou morreu de um acidente, mas morreu de "morte" nunca é dito.
O medo da morte a raiva à sensação de impotência diante dela será certo ou errado ela não mata, mas exerce um papel fundamental nesta enigmática existência que é a vida, a morte em culturas antigas e comparada com um barqueiro que tem a função de transportar as almas.
A morte faz um papel que ninguém gostaria ou quer fazer, um papel necessário de acompanhar as almas, ao contrário do que se diz ou que já foi escrito ela não é o ceifeiro da vida, pois a cada morte existe uma justificativa nunca “morreu de morte morrida”, mesmo que incompreendida a morte é, e sempre será culpada, nunca será inocente.
Como em todo conto sempre existirá um herói e um vilão um não sobrevive sem o outro, a vida só faz sentido pela existência da morte, mesmo que trágico e cruel viver é um ato de ação e reação, de fatos e atos, eterna interpretação e incompreensão, uma viajem com várias paradas no qual o destino final de cada passageiro é a estação de nome morte.
O que se deve saber, que cada ser vivo que existe neste grande mundo tem uma missão e quando sua missão já foi realizada sua alma “espirito” evolui para outro plano, e não somos nós mortais em nossas limitações que iremos questionar o plano do Grande Mestre “Deus” e seu fraterno amor pelos seus filhos.
A bíblia fala de Jonas...fugiu do propósito, falou não ao Senhor, não quis, escolheu a morte. Porque morrer, fugir, abandonar, virar as costas, dizer que não aceita isso ou aquilo, é muito mais fácil do que lutar.
Algumas pessoas despertam no ventre de grandes peixes, prisões fétidas, tudo em decomposição...fundos de poços, fossos, covas.
Algumas pessoas despertam... E lutam pela vida, brigam com suas doenças, brigam por seus amores, brigam por vidas...
Algumas pessoas convertem de seus maus caminhos....
Algumas pessoas brilham, escapam de seus cativeiros, e reencontram a vida.
G.M.
Cadê as minhas asas?
Uma morte que me dilacera em
Cortes pequenos do meu sol desfalecido;
Como uma rua deserta que me circula,
A única porta sou eu,
Sentada à minha espera.
Frágeis janelas que abrem e sempre fecham.
Preciso dos pássaros
Para voarmos juntos,
Hoje eu não quero o chão.
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)
COLÍRIO
madrugada é uma estrada tão distante pro passado,
sono é estágio pra morte,
eu tenho sorte,
eu tenho o olhar
num outro trópico, num outro signo ...
meu verso é um mendigo,
indigno de jornais ou revistas...
eu quero entender sargitario
e entender por que qualquer otário
pensa que é o “bicho”
cancer e capricórnio não são mais que carrapichos
não sei dizer te amo, todos sabem disso
queria entender Cristo, todos sabem...
queria durar tanto quanto Matusalém,
queria pertencer a tribo de Araquém ,
a madrugada ´´e uma estrada tão solitária
meus lábios suplicam ósculos
meus olhos suplicam óculos
tua figura é um colírio pros meus olhos
como deixar de ser poeta???
Caminho Universal
Estou nesse caminho
O caminho Universal
Na luta da matéria
Contra a morte e miséria
Para me libertar do mal
Se libertar da maldade
Desse mundo da ilusão
A chave da lealdade
Está na igualdade
Em amar de coração
O Mestre ensinou com carinho
Mas não fizeram assim
Fizeram foi ao contrário
Um erro extraordinário
Deturpando o Caminho
Está chegando o momento
Está chegando o dia
Chegada a hora
Desse mundo irmos embora
Nem que seja em pensamento!
"Ainda que eu ANDE pelo vale da sombra da morte não temerei. Salmos 91:1(Isso é Andar pela fé protegido.) Mas chegará um momento da minha maturidade espiritual que Ele me levará a VOAR em lugares altos e ai estarei debaixo de Suas asas. (Isso é Voar protegido, aonde o que vier contra mim não me encontrará.). Lugares de intimidade...Só Ele e eu."
—By Coelhinha
MORTE PARA A VIDA
"Evangelho é puro e simples, poderoso e transformador. O maior sinal presente no Evangelho é o do novo homem, esse que pela graça divina e poder do Espírito Santo, é transformado. Não façamos como os FARISEUS, que buscavam sinais e os GREGOS a sabedoria. Mas busquemos a JESUS CRISTO e Ele nos dará a sabedoria e os sinais. Decretemos “a morte do grão de trigo” e o novo nascimento se fará realidade em nós."
—By Coelhinha
Se ao menos a morte tivesse revistas...
Ela morria tantas vezes
em tiroteios à porta de casa
que já não sabia morrer para sempre
assim
de uma vez só.
Se ao menos se marcasse um dia
para a morte, uma hora certa
como no dentista
que apesar de tudo
nos faz esperar
onde apesar de tudo
não sabemos quando será a nossa vez.
Se ao menos a morte tivesse revistas
e gente na sala de espera
não estaríamos tão sós
tão vivos nessa ideia final
nesse desconforto.
Poríamos o nome na lista
quando estivéssemos prontos
sabendo que seria fácil desmarcar
marcar para outro dia
ou simplesmente
não comparecer.
Depois, ficaríamos com a dor,
com o terror
de passar sequer naquela rua
como ela à porta de casa.
Ela que morria tantas vezes
porque morria de medo de morrer.
O dia da minha morte.
Era para ter sido um dia como outro qualquer... Mas se não fosse aquela angústia que eu sentia, que me atormentou e me fez chorar, hoje eu estaria morto por aí...
Senti o peso do caminhar em vão e de viver os dias inglórios.
Se não fosse aquele medo de continuar morto, talvez teria pedido um pouco mais de misericórdia a Deus e que me desse pelo menos a chance de pedir perdão a quem eu amei.
Aquele dia eu desisti de continuar escrevendo e de me sentir inútil por nunca ter aprendido a viver de verdade e por nunca ter feito alguém sorrir verdadeiramente com o coração.
Agora o que não me falta é tempo para lembrar que tudo o que eu deixei está como antes e que, quem eu amei, hoje ficou melhor, porque a minha existência se vestia apenas de tristeza...
E se não fosse aquela angústia que eu sentia, que me atormentou e me fez chorar, hoje eu estaria morto por aí...
O forró está de luto
E Campina muito mais
Pela morte de Biliu
Que tristeza isso traz.
Mais tenhamos certeza
Que seu legado ficou
Pois seu nome encravou
Na cultura nordestina.
Biliu está partido
E deixando as lembranças
Das prosas do calçadão
Dos versos de improviso.
Do coco de embolada
Do forró e do baião
Que fez feliz muita gente
Nas noites de São João.
Por aqui vamos ficando
Preservando a sua história
Vá em paz velho Biliu
Maior carrego do Brasil.
"Assim como Deus foi com Raabe, a cananeia, que poupou sua vida e a de sua família da morte, ele fará com você. Essa prova não vai matar seus sonhos; pelo contrário, ela escreverá seu nome no livro dos heróis da fé."
(Salmos 34:19; Romanos 5:3-5; 8:28;
1 Pedro 5:10; 2 Coríntios 4:16-18)
A brevidade da vida.
Engana-se quem pensa que um texto com este titulo trata da morte, pois na verdade, exalta a vida.
Vale a pena se desgastar por tão pouco? Foi a indagação que Antônio Pedro se fez aos dezesseis anos de idade.
Encontrava caminhos para se esquivar de atritos, por mais que o mundo lhe desse mil motivos para desavenças, sempre lembrava de apenas um, para evità-las.
Não comprendia como muitos de seus amigos acumulavam ansiedade, mágoas e rancor, por discordias em assuntos banais.
Ficava perplexo ao ver a divisão promovida pelo amor a politica, e os grandes muros erguidos por religiões.
Observando a separação de amigos por fanatismos político e lamentando o afastamento de familiares, por compromissos religiosos.
Antônio Pedro, cresceu, formou-se, casou-se, mas sempre reservou tempo para visitas e telefonemas a sua família de origem.
Por trabalhar muito, tinha muito trabalho para conciliar o tempo que geria com maestria, e com qualidade cuidava de sua família que crecia.
Discordava de muita coisa que via, tentava ajudar, opinava, mas em sua boca, reclamação não havia.
O que lhe cabia, mudava, o que fugia de sua competência, apenas ignorava.
Sempre achava pontos de convergências, minimizava as divergências, um exímio Pacificador.
Perdia a paciência, mas não se manifestava antes de encontrá-la.
Amou, teve filhos e filhas, e netos depois, sem nunca furta-lhes sua presença.
Sabia que os melhores presentes são aqueles que o dinheiro não pode comprar, por isso, ensinamentos, presença e conselhos distribuia em abundância.
Quando alguém grita com você, significa que há problemas anteriores gritando dentro desta pessoa.
Não vale apena iguala-se, dependendo você pode atè oferecer ajuda, dizia Antônio Pedro.
Aprenda a separar a pessoa daquilo de mal ou errado que ela fez, é possível continuar gostando de alguém, sem gostar ou aprovar algo que fez.
Antônio Pedro, ensiva que acontecimentos ruins são imprevisíveis, mas a decisão està sempre conosco.
A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é uma escolha.
Se importar menos com o que os outros pensam, fazia parte de seus conselhos.
Antônio Pedro viveu, viveu e se aprofundou na velhice, dava aula de filosofia, sem formação acadêmica, lecionava sobre a vida.
Hoje em livros e em sua biografia, continua nos inspirando a fazer vale a pena nossa vida.
Vale a pena se estressar por tão pouco?
A GOTA D’ÁGUA
Fonte da vida e morte de tão vida
Cuja terra agradece, não em demasia
Alenta tudo que é, e o que não é
Emerge do nada e inicia a sua corrida
Por vezes estagnada em alguma bacia
Alimenta o vazio com desmedida fé
Usualmente predisposta a ser bebida
Não importa, se em jarra meio cheia ou meio vazia
Fria ou quente, doa-se até para o melhor café
Mal regida, torna-se mágoa
Surdindo por meio de bágoa
A gota d’água, é pé ou tromba d’água
Tersa ou turva
Basto para aqueles, porque é alívio
Basta para estes, porque é dilúvio
Pingo que gera pinga
Em excesso inebria
D’outra forma sobria
Baga d’água
Salgada é canja,
Doce é ideal para suco
Salubre, perfeita para ablução
Pinga d’água
Hábil a matar a fome e sede
Em sede de sequidão
Seja lá porque cargas d’água
Mas a fonte da vida
É a gota d’água
Um dos bens mais preciosos e dádiva divina.
Vamos consumir a água de modo racional!
A morte não é o problema, mas a consequência; não se trata de um percurso planejado, mas o resultado predito sobre o desvio da estrada da vida.
Conduz seu viajante ao esquecimento da vida, e aos que permanecem no percurso planejado transforma aquele que se foi em uma breve lembrança, seja ela boa ou ruim.
O problema com a morte é que a vida continua.
A vida está para morte da mesma forma que o parto está para vida. Assim como não sabemos o que nos esperaria após o útero, não sabemos o que nos espera no além vida;
Somos nutridos no útero, paridos no tempo que devemos abandonar nossa velha estada... não seria isso a vida? não estamos sendo nutridos para outra realidade maior com maiores desafios?
A morte é o parto, não um aborto. A morte nos entrega a eternidade da mesma forma que o parto nos entregou para o viver. Não se iluda de uma vida gestacional, e não entenda a morte como um fim, ela é a passagem para o tipo de vida que você viveu!
Quer ter a certeza de que sua eternidade será boa? viva Cristo hoje! Se vivermos uma vida regrada do eu, centradas em nós mesmos, como esperamos ter Ele como nossa companhia na verdadeira realidade?
Estamos de passagem na Terra, e o que nos espera é tão diferente daqui, quanto isso que agora vivemos é diferente do útero que nos abrigou.
E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
(I João 2:17)
Se deixar envolver
É uma esperança solitária
É uma aventura sem garantia
É uma morte quase certa
É uma verdadeira crueldade
Contra a alma que busca paridade...
E a culpa, seja daqui ou dalém, não pertence a ninguém! E se caso haja algum culpado, é o que a dor suporta, a vontade domina, e o desejo sufoca!
A vida possui dois cronômetros: um de agora até a sua morte, e outro da sua morte até agora.
O irônico disto tudo é que só é permitido saber o fim e o início de ambos no mesmo momento.
O triunfo pessoal só advém quando sua consciência encontra harmônico sentido cronológico perante ambos.
O Brasil é um paciente febricitante, sua miserável existência é a morte antes da morte, a morte acachapante, a morte total, a morte em vida, a morte na morte, a morte irreversível!
A pior e mais desprezível das mortes, acontece de modo preternatural no Brasil. O brasileiro é, porquanto e desgraçadamente, um ente aziago!
A Batalha em
Favor da Vida
contra o Retorno
da Morte
Presencial
Eles queriam nossa morte,
Nós queríamos viver,
Eles queriam nossas vidas,
Nós lutaríamos por elas.
Eles escolheram os lucros,
Nós decidimos lutar,
Eles criavam prisões,
Nós demolíamos celas.
Eles queriam o poder,
Nós queríamos pra todos,
Eles construíam muros,
Nós levantamos pontes.
Eles quiseram tudo,
Nós quisemos o justo,
Eles se agarraram às grades,
Nós, nos tornamos horizontes.
