Carta de uma Futura Mamae

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Eu e minha mochila

Ontem, enquanto eu saía do colégio, parei diante de uma lixeira na esquina e decidi fazer uma limpeza rápida em minha mochila. Só então me dei conta do quão importante ela é para mim e do quão eu fui descuidado com ela durante todos esses anos.

Por isso decidi escrever algo, afinal não é sempre que vemos as pessoas reconhecendo o valor de quem está conosco todos os dias. Somos tão apegados aos nossos planos e aos nossos compromissos, à nossa correria do dia a dia e à nossa gana por chegar lá, que nos esquecemos que para chegarmos temos que ter bagagem, e essa bagagem pode estar um pouco dentro de uma mochila.

A verdade é que foram tantos anos juntos desde o vestibular na primeira faculdade, tantos e diversos livros que ela carregou, algumas poucas peças de roupas nas viagens que fiz, a pé, de carro, de ônibus, de carroça e até de avião, que muitas vezes não sei ao certo se sou eu que a carrego ou se é ela que me leva.

E se é ela que me leva, que carrega parte dos meus sonhos e enaltece a minha sombra quando olho para trás, que deita ao lado da minha cama ou jogada em algum canto do quarto, que esteve comigo nos dias de alegria e nos dias de tristeza, que venceu comigo a Faculdade de Letras, que esteve comigo nos tempos em que trabalhei como vidraceiro (Chaplin, que também cumpriu esse ofício, sentiria pena em não tê-la como eu a tenho), que carregou meu primeiro Vade Mecum na Faculdade de Direito, e que hoje (dia 25/11/2014) protegeu da chuva a minha monografia, quero poder dizer que ontem, naquela esquina de Santa Cruz, depois de um dia de aulas no colégio, com todas as desventuras da vida, eu reconheci verdadeiramente o valor das coisas pequenas em si, mas grandes nos significados.

Mochilas não são só mochilas, depende de nós...

Inserida por Hugopires

Teu ar

Se fores sonhar, sonhe comigo.
Minha alma necessita do teu suspiro
Sou como uma arvore
Que espera a primavera
Para que as folhas possam surgir belas

Preciso do teu ar para ser alguém
Dos teus olhos para conhecer o além
Das tuas lagrimas para me banhar
Do teu sorriso para não ter solidão
É o teu viver que aquece o meu coração.

Inserida por marcosmarctins

Constitui para mim uma honra e uma alegria falar diante desta Câmara Alta, diante do Parlamento da minha Pátria alemã, que se reúne aqui em representação do povo, eleita democraticamente para trabalhar pelo bem da República Federal da Alemanha. Quero agradecer ao Senhor Presidente do Bundestag o convite que me fez para pronunciar este discurso, e também as amáveis palavras de boas-vindas e de apreço com que me acolheu. Neste momento, dirijo-me a vós, prezados Senhores e Senhoras, certamente também como concidadão que se sente ligado por toda a vida às suas origens e acompanha solidariamente as vicissitudes da Pátria alemã. Mas, o convite para pronunciar este discurso foi-me dirigido a mim como Papa, como Bispo de Roma, que carrega a responsabilidade suprema da Igreja Católica. Deste modo, vós reconheceis o papel que compete à Santa Sé como parceira no seio da Comunidade dos Povos e dos Estados. Na base desta minha responsabilidade internacional, quero propor-vos algumas considerações sobre os fundamentos do Estado liberal de direito.

Seja-me permitido começar as minhas reflexões sobre os fundamentos do direito com uma pequena narrativa tirada da Sagrada Escritura. Conta-se, no Primeiro Livro dos Reis, que Deus concedeu ao jovem rei Salomão fazer um pedido por ocasião da sua entronização. Que irá pedir o jovem soberano neste momento tão importante: sucesso, riqueza, uma vida longa, a eliminação dos inimigos? Não pede nada disso; mas sim: «Concede ao teu servo um coração dócil, para saber administrar a justiça ao teu povo e discernir o bem do mal» (1 Re 3, 9). Com esta narração, a Bíblia quer indicar-nos o que deve, em última análise, ser importante para um político. O seu critério último e a motivação para o seu trabalho como político não devem ser o sucesso e menos ainda o lucro material. A política deve ser um compromisso em prol da justiça e, assim, criar as condições de fundo para a paz. Naturalmente um político procurará o sucesso, sem o qual não poderia jamais ter a possibilidade de uma ação política efetiva; mas o sucesso deve estar subordinado ao critério da justiça, à vontade de atuar o direito e á inteligência do direito. É que o sucesso pode se tornar também um aliciamento, abrindo assim a estrada à falsificação do direito, à destruição da justiça. «Se se põe á parte o direito, em que se distingue então o Estado de uma grande banda de salteadores?» – sentenciou uma vez Santo Agostinho (Decivitate Dei IV, 4, 1). Nós, alemães, sabemos pela nossa experiência, que estas palavras não são um fútil espantalho. Experimentamos a separação entre o poder e o direito, o poder colocar-se contra o direito, o seu espezinhar o direito, de tal modo que o Estado se tornara o instrumento para a destruição do direito: tornara-se uma banda de salteadores muito bem organizada, que podia ameaçar o mundo inteiro e impelí-lo até à beira do precipício. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político. Num momento histórico em que o homem adquire um poder até agora impensável, esta tarefa torna-se particularmente urgente. O homem é capaz de destruir o mundo. Pode manipular a si mesmo. Pode, por assim dizer, criar seres humanos e excluir outros seres humanos de serem homens. Como reconhecemos o que é justo? Como podemos distinguir entre o bem e o mal, entre o verdadeiro direito e o direito apenas aparente? O pedido de Salomão permanece a questão decisiva perante a qual se encontram também hoje o homem político e a política.

Grande parte da matéria que se deve regular juridicamente, pode ter por critério suficiente o da maioria. Mas é evidente que, nas questões fundamentais do direito em que está em jogo a dignidade do homem e da humanidade, o princípio maioritário não basta: no processo de formação do direito, cada pessoa que tem responsabilidade deve ela mesma procurar os critérios da própria orientação. No século III, o grande teólogo Orígenes justificou assim a resistência dos cristãos a certos ordenamentos jurídicos em vigor: «Se alguém se encontrasse no povo de Scizia que tem leis irreligiosas e fosse obrigado a viver no meio deles, (…) estes agiriam, sem dúvida, de modo muito razoável se, em nome da lei da verdade que precisamente no povo da Scizia é ilegalidade, formassem juntamente com outros, que tenham a mesma opinião, associações mesmo contra o ordenamento em vigor» [Contra Celsum GCSOrig. 428 (Koetschau); cf. A. Fürst, «Monotheismus und Monarchie. ZumZusammenhang von Heil und Herrschaft in der Antike», inTheol.Phil. 81(2006) 321-338; a citação está na página 336; cf. também J. Ratzinger, DieEinheit der Nationem, Eine Vision der Kirchenväter (Salzburg-München1971) 60].
Com base nesta convicção, os combatentes da resistência agiram contra o regime nazista e contra outros regimes totalitários, prestando assim um serviço ao direito e à humanidade inteira. Para estas pessoas era evidente e de modo incontestável que, na realidade, o direito vigente era injustiça. Mas, nas decisões de um político democrático, a pergunta sobre o que corresponda agora à lei da verdade, o que seja verdadeiramente justo e possa tornar-se lei não é igualmente evidente. Hoje, de fato, não é de per si evidente aquilo que seja justo e possa tornar-se direito vigente relativamente às questões antropológicas fundamentais. À questão de saber como se possa reconhecer aquilo que verdadeiramente é justo e, deste modo, servir a justiça na legislação, nunca foi fácil encontrar resposta e hoje, na abundância dos nossos conhecimentos e das nossas capacidades, uma tal questão tornou-se ainda muito mais difícil.

Como se reconhece o que é justo? Na história, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre religiosamente motivados: com base numa referência à Divindade, decide-se aquilo que é justo entre os homens. Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, nunca impôs um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objetiva e subjetiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus. Deste modo, os teólogos cristãos associaram-se a um movimento filosófico e jurídico que estava formado já desde o século II (a.C.). De fato, na primeira metade do século II pré-cristão, deu-se um encontro entre o direito natural social, desenvolvido pelos filósofos estóicos, e autorizados mestres do direito romano [cf. W.Waldstein, Ins Herz geschrieben. Das Naturrecht als Fundament einermenschlichen Gesellschaft(Augsburg 2010) 11ss; 31-61]. Neste contato nasceu a cultura jurídica ocidental, que foi, e é ainda agora, de importância decisiva para a cultura jurídica da humanidade. Desta ligação pré-cristã entre direito e filosofia parte o caminho que leva, através da Idade Média cristã, ao desenvolvimento jurídico do Iluminismo até à Declaração dos Direitos Humanos e depois à nossa Lei Fundamental alemã, pela qual o nosso povo reconheceu, em 1949, «os direitos invioláveis e inalienáveis do homem como fundamento de toda a comunidade humana, da paz e da justiça no mundo».

Foi decisivo para o desenvolvimento do direito e o progresso da humanidade que os teólogos cristãos tivessem tomado posição contra o direito religioso, requerido pela fé nas divindades, e se tivessem colocado da parte da filosofia, reconhecendo como fonte jurídica válida para todos a razão e a natureza na sua correlação. Esta opção realizara-a já São Paulo, quando afirma na Carta aos Romanos: «Quando os gentios que não têm a Lei [a Torah de Israel], por natureza agem segundo a Lei, eles (…) são lei para si próprios. Esses mostram que o que a Lei manda praticar está escrito nos seus corações, como resulta do testemunho da sua consciência»(Rm 2, 14-15). Aqui aparecem os dois conceitos fundamentais de natureza e de consciência, sendo aqui a «consciência» o mesmo que o «coração dócil» de Salomão, a razão aberta à linguagem do ser. Deste modo se até à época do Iluminismo, da Declaração dos Direitos Humanos depois da II Guerra Mundial e até à formação da nossa Lei Fundamental, a questão acerca dos fundamentos da legislação parecia esclarecida, no último meio século verificou-se uma dramática mudança da situação. Hoje considera-se a idéia do direito natural uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo. Queria brevemente indicar como se veio a criar esta situação. Antes de mais nada é fundamental a tese segundo a qual haveria entre o ser e o dever ser um abismo intransponível: do ser não poderia derivar um dever, porque se trataria de dois âmbitos absolutamente diversos. A base de tal opinião é a concepção positivista, quase geralmente adotada hoje, de natureza. Se se considera a natureza – no dizer de Hans Kelsen – «um agregado de dados objetivos, unidos uns aos outros como causas e efeitos», então realmente dela não pode derivar qualquer indicação que seja de algum modo de carácter ético (Waldstein, op. cit., 15-21). Uma concepção positivista de natureza, que compreende a natureza de modo puramente funcional, tal como a conhecem as ciências naturais, não pode criar qualquer ponte para a ética e o direito, mas suscitar de novo respostas apenas funcionais. Entretanto o mesmo vale para a razão numa visão positivista, que é considerada por muitos como a única visão científica. Segundo ela, o que não é verificável ou falsificável não entra no âmbito da razão em sentido estrito. Por isso, a ética e a religião devem ser atribuídas ao âmbito subjetivo, caindo fora do âmbito da razão no sentido estrito do termo. Onde vigora o domínio exclusivo da razão positivista – e tal é, em grande parte, o caso da nossa consciência pública –, as fontes clássicas de conhecimento da ética e do direito são postas fora de jogo. Esta é uma situação dramática que interessa a todos e sobre a qual é necessário um debate público; convidar urgentemente para ele é uma intenção essencial deste discurso.

O conceito positivista de natureza e de razão, a visão positivista do mundo é, no seu conjunto, uma parcela grandiosa do conhecimento humano e da capacidade humana, à qual não devemos de modo algum renunciar. Mas ela mesma no seu conjunto não é uma cultura que corresponda e seja suficiente ao ser humano em toda a sua amplitude. Onde a razão positivista se considera como a única cultura suficiente, relegando todas as outras realidades culturais para o estado de subculturas, aquela diminui o homem, antes, ameaça a sua humanidade. Digo isto pensando precisamente na Europa, onde vastos ambientes procuram reconhecer apenas o positivismo como cultura comum e como fundamento comum para a formação do direito, reduzindo todas as outras convicções e os outros valores da nossa cultura ao estado de uma subcultura. Assim coloca-se a Europa, face às outras culturas do mundo, numa condição de falta de cultura e suscitam-se, ao mesmo tempo, correntes extremistas e radicais. A razão positivista, que se apresenta de modo exclusivista e não é capaz de perceber algo para além do que é funcional, assemelha-se aos edifícios de cimento armados em janelas, nos quais nos damos o clima e a luz por nós mesmos e já não queremos receber estes dois elementos do amplo mundo de Deus. E no entanto não podemos iludir-nos, pois em tal mundo auto construído bebemos em segredo e igualmente nos “recursos” de Deus, que transformamos em produtos nossos. É preciso tornar a abrir as janelas, devemos olhar de novo a vastidão do mundo, o céu e a terra e aprender a usar tudo isto de modo justo.

Mas, como fazê-lo? Como encontramos a entrada justa na vastidão, no conjunto? Como pode a razão reencontrar a sua grandeza sem escorregar no irracional? Como pode a natureza aparecer novamente na sua verdadeira profundidade, nas suas exigências e com as suas indicações? Chamo à memória um processo da história política recente, esperando não ser mal entendido nem suscitar demasiadas polémicas unilaterais. Diria que o aparecimento do movimento ecológico na política alemã a partir dos Anos Setenta, apesar de não ter talvez aberto janelas, todavia foi, e continua a ser, um grito de janela por ar fresco, um grito que não se pode ignorar nem acantonar, porque se vislumbra nele muita irracionalidade. Pessoas jovens deram-se conta de que, nas nossas relações com a natureza, há algo que não está bem; que a matéria não é apenas uma material para nossa feitura, mas a própria terra traz em si a sua dignidade e devemos seguir as suas indicações. É claro que aqui não faço propaganda por um determinado partido político; nada me seria mais alheio do que isso. Quando na nossa relação com a realidade há qualquer coisa que não funciona, então devemos todos refletir seriamente sobre o conjunto e todos somos reenviados à questão acerca dos fundamentos da nossa própria cultura. Seja-me permitido deter-me um momento mais neste ponto. A importância da ecologia é agora indiscutível. Devemos ouvir a linguagem da natureza e responder-lhe coerentemente. Mas quero insistir num ponto que – a meu ver –, hoje como ontem, é descurado: existe também uma ecologia do homem. Também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece. O homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando respeita a natureza e a escuta e quando se aceita a si mesmo por aquilo que é e que não se criou por si mesmo. Assim mesmo, e só assim, é que se realiza a verdadeira liberdade humana.

Voltemos aos conceitos fundamentais de natureza e razão, donde partíramos. O grande teórico do positivismo jurídico, Kelsen, em 1965 – com a idade de 84 anos (consola-me o fato de ver que, aos 84 anos, ainda se é capaz de pensar algo de razoável) –, abandonou o dualismo entre ser e dever ser. Antes, ele tinha dito que as normas só podem derivar da vontade. Consequentemente – acrescenta ele – a natureza só poderia conter em si mesma normas, se uma vontade tivesse colocado nela estas normas. Mas isto – diz ele – pressuporia um Deus criador, cuja vontade se inseriu na natureza. «Discutir sobre a verdade desta fé é absolutamente vão» – observa ele a tal propósito (citado segundo Waldstein, op.cit., 19). Mas sê-lo-á verdadeiramente? – apetece-me perguntar. É verdadeiramente desprovido de sentido refletir se a razão objetiva que se manifesta na natureza não pressuponha uma Razão criadora, um Creator Spiritus?

Aqui deveria vir em nossa ajuda o património cultural da Europa. Foi na base da convicção sobre a existência de um Deus criador que se desenvolveram a idéia dos direitos humanos, a idéia da igualdade de todos os homens perante a lei, o conhecimento da inviolabilidade da dignidade humana em cada pessoa e a consciência da responsabilidade dos homens pelo seu agir. Estes conhecimentos da razão constituem a nossa memória cultural. Ignorá-la ou considerá-la como mero passado seria uma amputação da nossa cultura no seu todo e privá-la-ia da sua integralidade. A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa. Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico.

Ao jovem rei Salomão, na hora de assumir o poder, foi concedido formular um seu pedido. Que sucederia se nos fosse concedido a nós, legisladores de hoje, fazer um pedido? O que é que pediríamos? Penso que também hoje, em última análise, nada mais poderíamos desejar que um coração dócil, a capacidade de distinguir o bem do mal e, deste modo, estabelecer um direito verdadeiro, servir a justiça e a paz. Agradeço-vos pela vossa atenção!

Inserida por mangialardobr

E assim foi...
Passou-se as horas, outro pôr do sol, mais um sonho, uma decepção ali, uma inspiração acolá. Trago tudo dentro do meu coração, como em um baú repleto, mas tão cheio, que transborda e não consigo fechar. Trago os lugares por onde passei, os momentos que criei, ambientes em que estive, portos que atraquei, pistas que decolei, corações em que repousei. Todas as paisagens que vi, todos os sorrisos que presenciei, inspirei, esbocei. Cada pessoa que passou, ficou, mal chegou, trago todas, mas cada uma com um lugar especial. Vi lágrimas, vi desespero, vi morte, vi tantas coisas, mas também vi paz, vi amor, vi companheirismo, vi vida. Enxerguei quando taparam os olhos, sorri quando choraram, respirei fundo e mergulhei. Não importa onde estive, onde cheguei, por onde caminhei, trago o que há de bom, prezo pelo que há de melhor. Passam as horas, mas passo junto, gosto dos momentos e de viver cada um deles, instante por instante, que é para não perder minuto algum.
Eu vou sonhando, tropeçando, mas sempre levando. O baú está cheio, nem fecha, assim eu sou, transbordo. E tudo isso, que é bastante, é pouco perto do que ainda quero colocar lá.

Inserida por iiiiiii

Olha, você é uma mulher, e não uma formiga...
Não se sinta culpada por ter caído
Por ter amado, por ter errado,
por ter sido enganada tantas vezes,
por ter tropeçado.
Não importa como te sintas...
Levante-se, lave o rosto, sorria,
vista-se diante da vida,
não caia do salto.
Siga adiante,
presenteie-se
ame-se, mesmo ferida,
não deixe a peteca cair…
não desista!

Inserida por ssolsevilha

A morte dele pra mim foi uma coisa trágica, o pior momento da minha vida, vi ele em seus últimos momentos, caindo em cima de mim e dando seu último suspiro...
Enfim, foi duro pra mim, sou apenas uma criança, assumo não estou preparada para a morte de um ente querido, fico com vontade de gritar de dor, não tenho mais medo de morrer, muito menos de chorar, já cheguei ao mundo chorando e com certeza vou sair dele chorando também.

Inserida por SahOliveira

Eu ainda tinha jurado que não passaria mais por isso
Mas mais uma vez me traí e não foi vontade minha
Agora estou me afogando em um lago interior
Respectivo às minhas lágrimas

A dor é incomparável
Nunca cessa
Mas você não tem culpa, eu que senti
Eu sou a culpa

Apenas me dói ver tudo em silêncio
Um silêncio agudo que afeta as batidas do meu coração
Pois eu estou vazio e todos os meus sentidos fogem

Porque eu tenho medo
O destino é injusto, a vida é injusta

Mas com todas as forças eu luto
1% de chance é muito para não deixar cair em esquecimento
O destino não pode vencer de novo
Levando você pra longe
Longe de ser feliz comigo

Oh, baby
Eu estou aqui
Me tenha

O destino não pode te levar pra longe
Sua segurança está ao meu lado
E tudo que você pode fazer é acreditar no seu sentir
Você sente, então faz sentido

Mas o que tenho medo é de você ir embora de novo
Sem ao menos olhar nos meus olhos
E dar tchau em silêncio

Inserida por unlockedboy

Toda flor é uma obra de arte
Tem a beleza desde a mais singela até a mais elaborada
E tem a vivacidade que em nenhuma obra pode faltar
Depois, uma flor é sempre única

Tomemos uma flor de Narciso como exemplo
É o mais acabado modelo de obra de arte contemporânea – como o urinol de Duchamp durante tanto tempo nos representou
Uma flor de narciso tem tudo o que uma verdadeira obra de arte deve ter:
É bela em si; viva por si; tem estilo próprio e simplesmente
Ela É

Para alguns a flor do narciso poderá evocar sentimentos de fragilidade
Para outros pensamentos ou a sensação de inutilidade
Num terceiro poderá evocar o destino
E será preciso reconhecer que um narciso solitário é muito diferente de outro num ramalhete
Ou de outro compondo junto com rosas um bouquet sofisticado
Assim também um narciso num vaso é muito diferente de outro num jardim ou de outro numa lagoa agreste

Mas todos os narcisos, em suas simples existências, são obras de arte
Infelizmente incapazes de reconhecer a arte nas outras flores, sequer em outros narcisos
Porque um Narciso verdadeiro não tem olhos para reconhecer existências alheias, sequer entre os seus próprios semelhantes

A arte no mundo de hoje parece sofrer dessa espécie de cegueira narcísica
De só ter olhos para ver dentro si mesma – não a arte, propriamente, mas homens que nos representam a arte de hoje
Em parte movida por impossibilidades internas como a subjetividade dos artistas
Em outra por interesses objetivos e bastante comerciais
Mas, quem lucra?

Se uma das funções da arte é justamente nos arrancar dos lugares comuns
E nos fazer maravilhar e nos horrorizar com a vida e a morte comuns de nós todos
A função da arte não é confirmar o que já sabemos
Mas nos chocar contra o novo
Sempre contra o novo e o inesperado – que pode ser bem velho
Num encontro com o que está fora e que de repente acolhemos como pertencente a nós próprios
Que mais de repente ainda percebemos sempre esteve conosco
Esse tempo todo, dentro de nós
Essa é a revelação de uma obra de arte:
Ver subitamente as nossas entranhas ali expostas
No meio de uma calçada, subindo pelas paredes, nas cores das tintas, nas agudezas dos ângulos
Ou seguindo a fluidez da água, a altivez de uma montanha, num vão de céu, numa flor…

Uma obra de arte pode ser algo chocante como uma flor
E nos perturbar ao ponto de correr entre o sensível e o conceitual
Sem nos deixar saber onde se localiza o meio termo
Entre o feio e o belo
O que está vivo ou morto
O que vem de mim e o que vem de você
Onde é que começa e onde é que acaba
Se é que acaba…

Toda arte é revolucionária – se não for, não é arte
Namora com o perigo, com a loucura, com a contravenção

Se uma flor não tem a capacidade de lhe fazer incomodado
Esqueça a flor e procure um museu
O que importa no final é que saíamos engrandecidos da experiência
Com a sensação inebriante de um encontro
De que existe vida e inteligência fora de nós
Não somos a flor do narciso afinal…

Se você se sente cômodo (ou não) em ir a museus e examinar as mesmas obras em nada mais desafiadoras, cheirando a passado e revisitando os artistas conhecidos
Experimente fazer um passeio pela rua
Apenas experimente sentir o incômodo de ver o presente conturbado, sem nenhuma curadoria ou roteiro previsto…

Inserida por katiacristinaamaro

Não são palavas, são sentimentos...

Me promete amor sincero, uma vida inteira que com você o meu inverno vira primavera vive me jurando estar apaixonada prometeu o mundo e nunca me deu nada você não cumpre nada. Que se eu seguir o seu caminho chegarei ao céu eu vou provando o gosto amargo do seu doce mel na mentira das palavras entro no seu jogo
procurando água, só encontro fogo e queimo nesse fogo. Quando você fala tão apaixonada "Meu amor, eu sempre estarei contigo" olho nos seus olhos, me emociono e choro sei que é mentira, mas me sinto vivo mesmo sendo falso o ar sinto que eu respiro. Mentes tão bem que parece verdade o que você me fala vou acreditando Mentes tão bem que até chego a imaginar que não quer me enganar que me ama de verdade Mentes tão bem não me ama de verdade você mente tão bem.

Inserida por katiacristinaamaro

Resolvi tomar uma atitude, buscar sentido em tudo que vivo e filtrar as minhas emoções.
Decidi lavar tudo, inclusive a alma se for preciso, depois botar tudo pra secar.
E abrir as janelas, respirar um novo ar,deixar o sol entrar e depois de tudo limpo,alma lavada e respirando um ar bem fresquinho estou pronta para recomeçar.

Inserida por GlauciaSCosta

A gota...
É mais uma gotinha
que desce dos olhos
de alguma nuvem
e fica em silêncio
sobre uma folha
que lentamente,
vai caindo sobre a água.
Fico imaginando
quantas gotas
caberiam naquele lago
que sereno,
recebe cada uma delas
sem nunca se importar
se há espaço
para mais uma
porque sabe
que ao trasbordar,
outro lago vai se formar.
by/erotildes vittoria

Inserida por erotildesvittoria

CÉU E INFERNO...

Sou tristeza, desespero e aflição
Não há paz ou alegria no coração
Uma nuvem negra me abate a emoção
E me desespero amargamente...
Não consigo sorrir alegremente.
É para mim impossível mentir;
Ou até mesmo minha mente enganar.
O inferno me chama a toda hora sem cessar
O diabo diz que não demora
Que minha vida e alma têm dono.
A batalha começou...
O meu inimigo junto a mim está.
Só eu poderei combatê-lo, impedi-lo:
“Algoz da felicidade, ignição de toda maldade.”
Que dor insuportável é te sentir!
O amor dá lugar ao ódio perene.
Trouxe-me sangue, vingança, revolta e morte
Não há quem impedirá esta logra sorte?
Céu e inferno, em acirrada batalha estão;
Por minha vida e liberdade sem qualidade...
Em devaneio supero aos poucos a maldade.
Não me entrego tão fácil assim
Pois sou eu o único...
O único que pode cuidar de mim.

Inserida por PoetaAbauna

nada pode ser tão falta quando você toma uma apunhalada
mesmo seja de longe dor mesma sempre tento me recuperar,
mas nada mesmo pode ser tão triste quanto isso... mas minha
resposta profunda além do coração nunca será os mesmo...
embora quando amei tanto abandonei esta vida muito tempo.
por celso roberto nadilo

Inserida por celsonadilo

Flor de beira de estrada!!!

Desculpe minha franqueza
Não fiques magoada
Mas fostes apenas uma flor
Que encontrei na beira da estrada.

Colhi-te sem pensar
Por pura fraqueza
Envolvido pelo teu perfume
E por tua beleza.

Aprendi a lição
Não irei mais fraquejar
Descobri que flores de beira de estrada
São apenas para se admirar................e nunca para brincar.

Inserida por katiacristinaamaro

A arte de declamar, a arte de recitar que embalava os doces devaneios de uma menina, não esmaecera com o tempo, apenas adormecera em profundo sono, num tempo rude que suga a vida e que dela rouba a alma. Não pudera o tempo ido desencantar-lhe, nem as mazelas lhe findaram o que tinha no íntimo. Na insustentável sofreguidão do ser, busca incansável a sua maneira de ser, a sua maneira de estar no mundo, em consonância com sua essência.
Lembra-me com saudade, subir ao palco e cheia de graça e uma incontida emoção, desfilando em versos a mais pura forma de homenagear, que fazia inundar de lágrimas os olhos daqueles que viam naquela arte, a mais pura forma de demonstrar amor.
E a menina cresceu e lá se vão muitos anos passados. Não mais subiu em palcos e nem sequer mais recitou, mas lá estava ainda adormecido o gosto bom de gostar, de ver estampado em versos, na expressão da poesia, as inquietudes, anseios, amores, paixões, alegrias e tristezas do ser.
Quanto mudou o mundo, quanto as pessoas se distanciaram, quanta modernidade. O mundo que era real destoa da realidade. Não mais se encantam com a poesia, quanto outrora, com a mesma fidelidade de sentir a intensidade dos sentimentos. Mas a menina de outrora ainda se emociona ao ver que ainda sobraram aqueles que não sucumbiram ao tempo. Ainda se emociona quando no mundo virtual ou real, depara-se com as poesias que povoaram a sua alma e sua mente na infância.

Inserida por katiacristinaamaro

Depois da Tormenta...

Uma grande dificuldade que nos põe à prova a vida, uma enorme paixão desenfreada, um imenso amor ofertado e não correspondido, um dia passa, assim como passam os grandes vendavais, as grandes torrentes, as grandes tempestades, um tsunami. Depois disso, se faz necessário acreditar piamente de que no futuro algo de muito bom nos recompensará. Mas é preciso saber ainda, que depois da tormenta é bastante difícil dimensionar o tamanho do estrago e como reconstruir tudo a partir daquilo que restou. É ai que tem que entrar a nossa fé.

Inserida por PAULODELRIBEIRO

Oportunidade
A oportunidade não bate em sua porta uma única vez, aliás ela nem vai até sua porta.
Todos os dias ao abrir os olhos, você é quem faz suas oportunidades, não se deixe abater, porque algo não deu certo, tente quantas vezes forem necessárias, e se possível, tente até não poder mais. E quando você pensar que não pode mais, então verá uma força sobrenatural, que nasce dentro de você. E é nesse momento que você consegue, não deu certo hoje, descanse e comece tudo de novo amanhã.
A oportunidade quem faz é você, e ela não vai até onde está, mas você a cria, e a recria todos os dias.

Inserida por ElieneFagundes

Talvez todo sonho é um dia que sonhamos ter.
Talvez todo segundo seja uma lembrança do tempo em que um dia lembraremos.
Talvez o arrependimento seja o que não deveríamos ter feito, mais se tivéssemos outra chance faríamos do mesmo jeito, errado.
Talvez a ignorância é falta de calma e intolerância do cérebro, um cérebro oculto que talvez os sábios tem.
Talvez todo dia é um dia de mostrarmos o quanto os dias são bons.
Talvez a vida é uma pergunta que se responde vivendo e se transforma em um poesia teórica com o tempo.
Talvez tudo seja um talvez.
Talvez você se pergunte se tudo isso é verdade, ou é apenas um sonho que um dia você morreu, ou uma vida que você ainda não viveu.
Talvez tudo isso é uma vida.
Talvez não ou talvez sim.
Talvez abriremos os olhos e veremos um mundo em paz, felicidade, harmonia, amor, honestidade e pecados básicos.
Talvez, talvez.
Quem sabe.
Talvez todo sonho é um talvez que talvez vire realidade, basta imaginar.
Toda imaginação é um sonho diferente, as vezes um talvez responde mais do que um simples sim ou não.
Talvez seja isso.

Inserida por PedroMartini



Por um segundo só me senti vazio
Por um minuto só me senti mais só
Por uma hora só o sorriso se abriu
Mais foi um dia só que aprendi sonhar

Por um momento só me senti com frio
Por tempo estando só acabei mais só
Por mais que só eu sinta o que ninguem sentiu
Mas somente só que aprendi amar.

Inserida por stivcwb

olhando para o começo nada importava mesmo,
nunca foi importante somente criei
uma importância sem relações reais
não entendia porque doía tanto que besteira,
se nunca ouve nada apenas um deserto enorme,
num mundo de dores era um alivio um futuro,
bom macio mais sem adores apenas mais miragem
sem nada, me senti sem rumo mas queres uma ligação
por fim isso não importa mais pois posso criar
minhas próprias ilusões... deve rir das minhas
declarações ou algo mais perverso no poço dessa
alma perdida em algum lugar,
não quero mais isso pra mim, não me importo mais,
estou olhando para olhos que me deram esperanças
apenas me deixou num vazio sem fim,
como magica senti de novo mesma sensação...
mais uma história que começa na imensidão,
tudo foi uma mentira sem fim, então olhei
tentei sorrir abandonei todos meus sentimentos
por feridas tão profundas, dores que não consigo
explicar pois nada me faz senti melhor...
não sei tem tanto para me dizer,
continuar com essa agonia...
que te fiz de mau somente foi gostar de você...
não quero me prender nada nem ninguém como você,
fique com tua vida suas intenções que sejam
o melhor para tua pessoa não me deixe mais marcas
pois estou cansado de tantas feridas dessa vida.
por celso roberto nadilo

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