Carta de São Paulo a Coríntios

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"TEMPO DE MENINO...
Ah! Que saudades nos traz
Aquela rua São Paulo esquina
com rua Minas Gerais, o velho pé de tamarindo
Passando por cima do banheiro da vizinha,
E sem telhado., a lâmpada balançava ao vento...
Era noite, elas vinham tomar banho sob aqueles
Olhares curiosos, meninos vendo pela primeira
Vez a perfeição da nudez de um corpo de mulher...
Transpiravam as emoções, afloravam as ideias, e
Aos poucos se aprende que o Homem nasceu
Para a Mulher, e vice-versa...Assim se completa
O ciclo da inocência...Dali em diante, o corpo só
Se transforma para receber um mundo de novidades...
É a vida! E a sexualidade aflorando!!!

Inserida por NonatoMontes

⁠Cidade de São Paulo
Do Pátio do Colégio para a Lapa
Do Trem das Onze para a Luz
Adoniran passeia pelo Centro
Sinto o calor do povo acolhedor
Passando pelo Teatro Municipal até o Anhangabaú
No Mercadão, a tradicional Mortadela que eu levo na mochila.
Na Avenida Paulista, aprecio as obras do MASP
Do outro lado da pista, vejo o parque Trianon
Paulistanos correndo e passeando na natureza escondida dos prédios
SP é da Consolação ao Paraíso
Peguei um táxi com meus amigos
Da Ponte Octavio Frias até o Minhocão
Carros, motos e ônibus estão numa boa
A noite, muito happy hour, shows, cinemas e lazer
Não posso me descontrolar mas
Simplesmente me perdi na noite paulistana
São Paulo de todos nós
Cidade cheia de histórias
Que inspirarão você.
São Paulo de todos nós
Que encantará seus sentidos
Bem vindo a São Paulo
Na bola, somos grandes,
Rio de Janeiro tem o Maracanã, mas São Paulo tem o trio de ferro,
F1 de Ayrton Senna, São Silvestre de Marílson Gomes
Depois do jogo, um bauru no Ponto Chic ou uma lasanha no Bixiga
No dia seguinte, uma missa na Catedral da Sé ou um culto no Templo
de Salomão. Meu amigo vai na mesquita do Brás e minha irmã vai
meditar com a Monja Coen. A Torá passeia por Higienópolis e o
velhinho abençoa seu orixá.
Muito trabalho dos prédios da Berrini e Faria Lima ao comércio do
Brás.
Sampa nunca descansará,
Da galeria do rock ao sertanejo da Água Branca, do samba do Anhembi
à Beethoven na Sala São Paulo.
Se você vai no Shopping West Plaza, eu vou no Shopping Morumbi.
Desfile na SP Fashion Week, Desfile na Parada LGBT+
Eu sou um paulistano feliz.
São Paulo de todos nós
Cidade cheia de histórias
Que inspirarão você.
São Paulo de todos nós
Que encantará seus sentidos
Bem vindo a São Paulo.
O planeta Terra dentro de Sampa
Kpop no Bom Retiro, animes na Liberdade, São Vito no Brás, chopp
alemão em Santo Amaro, esfiha na 25 de Março.
Os turistas se sentem em casa, curtindo a vida adoidado.
Calma prefeito, se divirta no coração financeiro do Brasil,
No verão, no inverno, tem estilo para todos.
O mundo vem apreciar o melhor de Sampa
Italianos, libaneses e japoneses se encontram aqui
Todos os demais, vem pra Capital fazer sua história
Paulo de Tarso, proteja esta cidade que honra o 13º apóstolo do
mestre Jesus, com a sua espada.
São Paulo de todos nós
Cidade cheia de histórias
Que inspirarão você.
São Paulo de todos nós
Que encantará seus sentidos
Bem vindo a São Paulo

Inserida por gubarabba

⁠Sexta-feira, 11 de Abril de 2025 São Paulo, SP

Você foi embora num dia qualquer. Eu não pude fazer nada.

Finjo que também não estou aqui.

É mentira (mentiras são amargas como remédio para enxaqueca).

Saudade é isso: um vício idiota como cassinos online.

Ainda olho o celular esperando uma mensagem sua.

O tempo não muda nada.

Inserida por GabrieldeArruda

Charlie Brown

⁠Se você quiser
Vou lhe mostrar
A nossa São Paulo
Terra da garoa
Se você quiser
Vou lhe mostrar
Bahia de Caetano
Nossa gente boa
Se você quiser
Vou lhe mostrar
A lebre mais bonita
Do Imperial
Se você quiser
Vou lhe mostrar
Meu Rio de Janeiro
E nosso Carnaval
Charlie!

⁠Desde que cheguei em São Paulo, tudo parece um sonho elétrico — um glitch entre o que fui e o que estou virando. As luzes de neon cortam o céu cinza como cicatrizes brilhantes, e o concreto pulsa sob meus pés como se a cidade tivesse um coração cansado. Tem um sentimento estranho em mim — não sei se é liberdade ou abandono. Talvez os dois.

Ando por entre sombras digitais, reflexos distorcidos em vitrines vazias, procurando algo que nem sei nomear. Carrego memórias como códigos antigos, corroídos pelo tempo, mas sigo. Sou jovem. Sou livre. Tenho coragem pra encarar a escuridão com os olhos bem abertos.

Aqui, ninguém diz tudo. As palavras somem entre o ruído das máquinas e os sussurros do vazio. Mas mesmo sem sono, mesmo me perdendo, eu caminho — porque mudar é preciso, e o recomeço às vezes nasce do colapso.

Entre sobreviver e viver, escolho me arriscar. Escolho existir.
E nessa cidade que nunca dorme…
eu também nunca desligo.

Inserida por Arcanjo_chann

⁠(Intro – falado)
Com JayPee
São Paulo, fundada em mil quinhentos e cinquenta e quatro...

Style: Old School 90s Hip Hop

[Intro – falado]
Yeah...
JayPe na city...
Sampa...

[Verso 1]
Cidade gigante, pulsa sem parar
Corre na brisa, te cobra sem frear
Passo apressado, e o trato é ingrato
No cinza do caos, cê aprende no ato

Não pede licença, já chega no grito
Silêncio é luxo — ou puro desaviso
Crua, direta, sem massagem
Os mano pa, e as mina pow

[Verso 2]
A rua me ensinou, mas também o professor
Com amor duro e sem pudor
Ensinando até malfeitor
Sorte a minha que o professor acreditou
Que até eu poderia virar...
Doutor

[Pré-Refrão]
Fiz amigo, fiz inimigo (yeah)
Mas a arte sempre foi abrigo (sempre)
Concreto virou natureza (virou)
Dúvida virou minha mesa

Fiz amigo, fiz inimigo (huh)
São Paulo é meu livro vivo
Mas se tem algo que eu fiz de verdade...
Cê sabe, mano — fiz arte

[Refrão]
A vida é dura, mano, eu sei
Mas eu escolhi seguir e acreditei
Que até EU poderia virar...
Doutor

[Verso 3]
No busão lotado ou no trem
Rotina de um monte de Zé
Querendo ser alguém

Agradeço a São Paulo,
Terra da garoa...
Mas como dizia minha coroa —

Certo poeta trouxe à tona:
"São Paulo: quando eu morrer, quero ficar,
Não contem aos meus inimigos."

Inserida por jot4pe


A mulher de São Paulo tem um jeitinho de neném que deixa todos fascinados. Seu mistério é tão grande que ninguém consegue descobrir o que realmente se passa por trás dos seus olhos. Ela tem um ar misterioso, como se estivesse guardando segredos que ninguém mais nunca descobrirá. Sua presença é tão forte que atrai todos aqueles que cruzam seu caminho, deixando-os com uma sensação de maravilha e admiração. É como se Marcos Poeta tivesse criado uma personagem para encantar a todos.

⁠São Paulo meu Amor!
São Paulo minha flor.
São Paulo de muitos frutos, de muitos saberes, muitos ideais, paladares e nações.
São Paulo abrigo, Mãe de todas as mães e pais.
Sampa da garoa, granizo, nevoeiro, chuvas de certos dias incessantes.
São Paulo de coração de Gigante.
És e saiba que sois sol.

Inserida por dalainilton

Samba / Canção

São Paulo

Como te amo São Paulo
Em teus braços fraquejei
Entre seus prédios e asfalto, sozinho chorei
Nenhum rosto conhecido
Ninguém fingindo se interessar, ainda bem.

Pelo seu centro antigo, caminhando sonhei
Com um futuro bonito para mim e pra você
Vi seu povo sorrindo,
Mesmo sofrido, trabalhando e estudando: ainda bem!

Como te amo São Paulo!
Seus sonhos, sua pressa
Pouca força pra mole conversa
Sua loucura!

És dos lugares o meu favorito
Desconfortável, mas acho bonito
Como em você a vida pulsa!

És dos lugares o meu predileto
Grandioso e modesto
Ser só mais um em você me cura...

Inserida por nanavedo

05-03-2022
São Paulo - SP

Um cântico á Deus.

Ó Deus tu me fizeste assim, imperfeita diante de ti.
Sou falha e faltosa também, te agradeço por não desistir de mim.

As promessas você me mandou, a fé no meu coração cravou.
As lutas quis fazer eu desistir, a esperança que se abalou.
Busquei de joelhos então, numa só comunhão.

E no fundo da minha alma a esperança voltou.
Deus, caro Deus, mesmo que aqui a terra tente me engolir, continuarei glorificando-o.

Santo santo santo é o Senhor,
Glória glória glória dou ao Senhor.

Deus, ó caro Deus, obrigada por nunca desistir de mim, quero um dia pra sua glória subir.

Quero aos Anjos, Serafins e Querubins conhecer, mas a ti quero me apresentar e todo meu amor demonstrar.

Deus, caro Deus, nos céus dos céus com você eu quero estar e teu nome sempre glorificar.

Santo santo santo é o Senhor,
Glória glória glória dou ao Senhor.

Inserida por Mylena98

⁠Hoje a cidade de São Paulo está fria e molhada.

Há muita gente nas ruas.

Gente que não tem nada.

Há prédios inteiros desocupados.

Há gente usando máscara.

Há povos desesperados.

Enquanto isso, na ciranda, há um grande reboliço...

Estão todos se perguntando: O que Felipe Neto diria disso?!

Inserida por nihilista

⁠Se não fosse você !


Quando estive em São Paulo,
Muita fome não passei,
Agradeço a uma garota,
Com a qual eu namorei.

Ela morava em Guarujá,
Em Manoel Pernelelas,
Meu bem ainda me lembro,
A cor da sua janela.

O seu ato, nunca irei esquecer,
O que seria de mim, se não fosse você.
Eu tenho fé em Deus, de uma registrar,
Está composição e a censura aprovar,
Eu quero que tu saibas, que nunca esqueci,
E que sou agradecido, pelo bem que fez a mim.

29 - 07 - 2021
São Paulo - SP - Brasil

Liberdade.

Ninguém nasce com o amor próprio.
Ninguém nasce sabendo fazer nada,
A não ser chorar.
Crescemos em um mundo onde não existe livre arbítrio.
Dizem que somos livres para fazer o que quiser.
Dizem que podemos ser aquilo que queremos.
Mas o que é falado, não é escrito e mesmo escrito, não é confirmado, muito menos carimbado.

A única liberdade é a da mente , onde podemos pensar , refletir , planejar e ser aquilo que queremos ser.
No final de tudo é melhor zelar pelo o amor próprio, aumentar o autoestima e aceitar sua liberdade interior.
Se ame e ignore o apontador de dedo.
Assim se sentirá mais inteiro.

Inserida por Mylena98

⁠mais dois amigos para a arquibancada

madrugada serena e escura na cidade de São Paulo, onde o silêncio normalmente reinava, dois amigos irromperam a quietude das ruas. são 05h45, quase manhã de quinta-feira, seus passos ressoam na calçada oposta, onde um segue do lado par e o outro do lado ímpar da rua larga, talvez uns 9mts de distância um do outro. seguiam na mesma direção, enquanto discutiam acaloradamente sobre o futebol do dia anterior.

do lado par da rua, Vinícius, um fervoroso torcedor do " Atlético Mineiro", exultava com a vitória esmagadora de seu time. do outro lado, João, apaixonado pelo "Flamengo", lamentava a derrota sofrida por sua equipe. seus argumentos ecoavam no vazio noturno, misturando-se ao ruído da cidade ainda adormecida.

Vinícius, trajando a camisa preta e branca do ‘Galo’, exultava com a vitória retumbante de seu time. João, ao contrário, com o manto rubro-negro o ‘Mengão’, lamentava a derrota sofrida pela sua equipe. seus argumentos fervorosos ecoavam na rua deserta, como se as palavras carregassem consigo a energia do jogo.

decidi aproximar-me ~curioso que sou~, para entender a profundidade da paixão que permeava aquela discussão. apertei o passo, ficando no meio fio da rua, me aproximei, pude perceber a intensidade nos olhares dos amigos, suas expressões carregadas de emoção, enquanto debatiam cada lance do jogo como se estivessem revivendo-o ali naquela madrugada.

os argumentos se intensificavam, e eu me perguntava se aquele confronto verbal terminaria ali mesmo na próxima esquina, ou se se estenderia até o amanhecer.

caminhando, agora, ao lado deles, testemunhei a troca de argumentos, a defesa apaixonada de cada lance controverso e a exaltação diante dos gols marcados. suas vozes vibrantes e exaltadas, ocasionalmente, despertavam a curiosidade de alguns moradores, que abriam as janelas para ver a fonte daquele alvoroço noturno.

aquela discussão fervorosa não se limitava apenas ao futebol; era um reflexo das amizades construídas em torno do esporte, da rivalidade saudável que unia e, ao mesmo tempo, separava os torcedores. enquanto caminhávamos, o ruído das vozes continuava a perturbar a serenidade da noite, como se o jogo ainda estivesse acontecendo ali, entre os três.

com o passar do tempo, a discussão diminuiu gradativamente, e as vozes dos amigos se tornaram sussurros. o entusiasmo inicial foi substituído por um silêncio confortável, e a energia que os impulsionava foi se dissipando na brisa ainda noturna.

continuei minha caminhada ao lado deles por mais um tempo, observando a amizade prevalecer sobre a rivalidade do futebol. mesmo discordando fervorosamente sobre o resultado da partida, o respeito e a cumplicidade entre Vinícius e João eram evidentes.

por fim, cada um seguiu seu caminho. atravessaram a rua, encontrando-se no meio-fio, e nos despedimos com um aperto de mãos e um sorriso. enquanto eu retomava, com um peso no coração pela derrota do meu amado Peixe, à minha jornada solitária pelas ruas desertas, não pude deixar de refletir sobre como o futebol, para além de ser um esporte, é capaz de unir e dividir sentimentos. mais do que tudo, mantém a chama da amizade acesa, e minha esperança fervente era de que o meu Santos não venha a cair este ano para a segunda divisão.

Inserida por LuzeAzevedo

⁠*Água sobre a cidade*


Num tempo, São Paulo seca.
Agora, encharcada...

Como se as águas conscientes,
Morando nas profundezas da terra,
Entendessem o seu lugar
para retornarem sempre:
Ora amigas.
Ora bravias.

Matando a sede,
Enchendo casas,
... Ruas
... e as próprias almas!

junho/04

Inserida por hidely_fratini

⁠Quando Dialoguei Com José Saramago

Quando dialoguei com José Saramago, em São Paulo, numa de suas últimas visitas, encontrei não apenas um escritor, mas um mestre do sentimento, alguém que transformava palavras em pontes para o infinito. Tive a ousadia de perguntar-lhe como escrever algo que tocasse a alma do leitor, que fosse autêntico e não corrompido pela visão mercadológica do capitalismo.

Ele me olhou com aquele olhar sábio, profundo e sereno, e disse:
“Escrevo, Sr. Joemar Rios, porque amo, goste quem quiser.”

Aquelas palavras foram como uma chave que abriu as portas do meu coração. Desde aquele dia, libertei-me das amarras do formalismo, das grades invisíveis da estética imposta. Passei a escrever com a essência pulsante da minha alma, deixando cada frase carregar uma verdade íntima e, às vezes, rebelde.

Escrevo como quem respira. Escrevo para sentir. Escrevo para viver.

E mesmo que minhas palavras não agradem a todos, elas permanecerão sinceras e autênticas, assim como os conselhos de Saramago que ecoam em mim até hoje.

Inserida por pensadorposmoderno

⁠São Paulo, cidade que nunca dorme

Aqui tudo acontece num piscar de olho,
O tempo corre, a pressa é lei,
No metrô lotado, no farol fechado,
Cada passo é um “não posso, mas vou”.

O trânsito trava, a cidade pulsa,
Gente apressada, café na mão,
Um sonho dobrando a esquina cinza,
Em meio ao caos, nasce a visão.

É selva de pedra, mas cheia de vida,
Oportunidade em cada olhar,
Na pressa, no fôlego, na correria,
Aqui, quem insiste aprende a voar.

E quando a noite acende as luzes,
O skyline brilha como um farol,
São Paulo, imensa, intensa, infinita,
Meu lar, meu caos, meu sol.

Inserida por corretoramanu

⁠O Encanto de São Paulo

Oh, majestosa urbe de pedra e de sonho,
Que em teus braços de asfalto e luz me acolhes!
Hoje, ao despontar do astro-rei risonho,
Caminhei entre cores, amores e escolhos.

Na Avenida Paulista, pulsante e viva,
Onde o tempo dança em brisa e fulgor,
Ecoam os passos em rima altiva,
Num épico hino de fé e vigor.

Oh, Parque Ibirapuera, santuário florido,
Onde a natureza se veste em poesia!
Sob tua sombra, sou pássaro ungido,
Bebendo o néctar da paz e alegria.

História e arte em lajedo e mural,
No aço dos prédios, nos versos ao vento,
Diversa, ardente, São Paulo imortal,
Coração que pulsa em cada momento!

Aqui, a opressão se faz esquecida,
A melodia embala os passos do andarilho.
Há no humano um sopro de vida,
Um sonho que brilha além do exílio.

E em dezembro, na senda altaneira,
Hei de correr como brisa ligeira!
São Silvestre me aguarda, vibrante,
Na estrada infinita, no fogo radiante!

Ó São Paulo, cidade querida,
Que a paz floresça em teu peito febril!
Que o amor prospere, que vença a vida,
E que o mundo celebre o teu perfil!

Inserida por JBP2023

⁠Flamengo x São Paulo, ou, São Paulo x Flamengo

O Vermelho,
Que cobre a preta cor;
Figurada nas diversas formas e contextos;
Eclodidos da regata, ou, de São Pedro;
Esvai-se nos campos, sob a isóceles e remo.

A paixão que te fulmina;
Sob a planície esverdeada;
Quebranta sensíveis sorrisos;
A afável reação amada.

Tantas e tantas;
São suas caricaturas;
Reagentes às jogadas;
Atentos, focados;
Às infinitas dobraduras.

O objeto circunférico;
Controla multidões;
De um lado trás alegrias;
De outro decepções;
Mas ao fim, muitas emoções.

A bola dança sob pés;
de habilidosos, de jogadores;
Corre no chão;
Voa entre torcedores.

E sob a vicissitude de seu olhar;
Na amplitude de seu sorriso;
Despis-me de minha solicitude;
Para usufruir-me de sua infinitude;
A amplitude do sentimento;
Comungar-mos-nos de torcer a longevitude do futebol.

E assim;
Seu coração de cinco pontas, a figura isóceles;
Despontou meu escudo vermelho listrado de preto;

As iniciais do Flamengo;
Ao longo do escudo se entrelaçam;
Sobrepondo-se uma sobre a outra;
Semelhantemente, também nossos destinos.

E o Rubro-negro,
Sucumbe ao Santo Paulo de Tarso;

Falas suas são, e às usurpo;
Eu te amo procliticamente!
Amar-te-ei mesocliticamente!
Amo-teencliticamente!

Inserida por jonathan_vam

⁠Em um dia nublado na cidade de São Paulo, eu estava em um prédio alto, parado, olhando pela janela.

Depois de um bom tempo observando, comecei a ter lembranças do meu passado e de uma garota que conheci. Uma garota por quem eu tinha muito carinho. Ela era minha amiga, não era muito bonita, mas tinha algo que me agradava e cativava desde o momento em que nos conhecemos.

Eu sempre a procurava, tentava agradá-la, e fazíamos de tudo juntos. Com o tempo, percebi que tudo o que eu fazia parecia não ter importância, era como se fosse algo não natural ou até insignificante para ela. Isso até o momento em que ela começou a me desprezar e a me evitar.

Doeu perceber que nossa amizade não era mais a mesma. E doeu ainda mais vê-la se entregando, fazendo de tudo para agradar outro alguém, um desconhecido.

Enquanto olhava a cidade e lembrava dessa garota, comecei a perceber uma semelhança entre ela e a cidade de São Paulo.

Eu a vi se entregando a alguém que tirava o seu melhor, sua essência, sua inteligência e não deixava nada em troca.
Ela se tornou feliz e pobre, bela e vazia, maquiada e feia, enérgica e autoritária, tanto por dentro quanto por fora. Ela se entregou a alguém que não a valorizava e nada lhe devolvia.

Quanto à garota, nunca mais a vi. E fui mais feliz assim.
Quanto a essa cidade... um dia ela foi a minha cidade.

Inserida por MarcosTatsuoAIHARA