Carta de São Paulo a Coríntios

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Parabéns, São Paulo altaneira,
Cidade-mãe de todos os povos,
Onde o mundo inteiro se encontra
E constrói seus próprios novos.


Paulista, artéria do tempo,
Beleza que pulsa e ensina;
Entre concreto e esperança,
Ali o futuro caminha.


Ibirapuera, verde abraço,
Respiro vivo da metrópole;
Exuberante, livre e eterno,
Santuário da alma paulistana.


Augusta, rua da diversidade,
Expressão plena da liberdade;
Bela em seus contrastes humanos,
Espelho fiel da pluralidade.


Ipiranga e São João, memórias,
Avenidas de história e paixão;
Ecos de um Brasil que cresce
No ritmo do próprio coração.


São Silvestre, passos centenários,
Corrida de fé e emoção;
Onde o mundo corre contigo
Pelas veias da mesma canção.


São Paulo, grandeza que inspira,
Orgulho eterno do Brasil;
Explode em amor esta cidade
Que nunca dorme — apenas sorri.

Ponte do Esqueleto


Em Limeira, no interior de São Paulo, existe uma história que atravessa gerações e mistura mistério, morte e desaparecimentos.


Tudo teria começado no século XVIII.


Conta a lenda que um frei franciscano chamado João das Mercês viajava pela região carregando um cesto de limas, frutas que acreditava ajudar a combater as febres malignas. Ao anoitecer, decidiu descansar próximo ao Ribeirão Tatuibi. Antes de dormir, comeu algumas das frutas, mas passou mal durante a madrugada. Dizem que, antes de morrer, afirmou que as limas haviam sido envenenadas.


O frei foi sepultado ali mesmo. Algum tempo depois, uma árvore de limas teria brotado sobre sua sepultura. O local passou a ser conhecido como Rancho da Limeira, nome que mais tarde daria origem à cidade de Limeira.


Porém, a história não termina aí.


Os moradores mais antigos dizem que, nas noites frias, o espírito do frei ainda caminha pela região. Alguns juram que ele procura algo que perdeu antes de morrer. Outros acreditam que ele tenta impedir que pessoas se aproximem de um lugar específico: a Ponte do Esqueleto.


A antiga ponte, cercada por mata e silêncio, tornou-se o centro de outra lenda que poucos gostam de comentar.


Segundo os relatos, em determinadas épocas do ano, um grupo de desconhecidos aparecia na cidade. Eram pessoas educadas, sorridentes e extremamente convincentes. Convidavam os curiosos para uma aventura secreta, prometendo emoções inesquecíveis e uma experiência que mudaria suas vidas para sempre.


Muitos aceitavam.


Os grupos seguiam pela estrada em direção à Ponte do Esqueleto. Lanternas eram vistas cruzando a mata e risadas ecoavam na escuridão.


Mas, depois daquela noite, algumas pessoas nunca mais eram vistas.


Não havia rastros.


Não havia explicações.


Simplesmente desapareciam.


Com o passar do tempo, os misteriosos visitantes também sumiam. Meses depois, porém, reapareciam com novos rostos e novas promessas, como se nada tivesse acontecido.


Foi então que surgiu a parte mais assustadora da lenda.


Há quem diga que, quando as lanternas se acendem sobre a Ponte do Esqueleto, é possível ver a figura de um velho frei parado entre as árvores, segurando um pequeno cesto de limas.


Ele não fala.


Apenas observa.


E, segundo os moradores mais antigos de Limeira, sua presença é um aviso.


Porque, quando o frei aparece, alguém está prestes a aceitar um convite para atravessar a Ponte do Esqueleto.


E quem atravessa... pode nunca mais voltar.

Rosa de São Paulo

No jardim da cidade,
ela ergue a testa e brilha:
não perde a suavidade,
mesmo onde o vento assobia.

Perfuma a calçada inteira,
dá cor ao muro cinzento;
é alegria verdadeira
que chega com o momento.

Pétala por pétala,
desenha um mundo mais belo —
a rosa é flor que fala
sem precisar de apelo.

Um milhão de mundos

Em São Paulo, no mesmo dia,
atravessei um milhão de mundos.

Havia uma cidade em cada esquina,
uma vida atrás de cada vidro,
um adeus parado no semáforo
e um sonho correndo atrasado
entre ônibus, prédios e buzinas.

Passei por lugares
onde ninguém sabia meu nome,
mas todos carregavam nos olhos
alguma coisa que também era minha:
a pressa, o medo, a esperança,
a vontade secreta de chegar.

A cidade mudava de rosto
enquanto eu seguia.

Ora era cinza.
Ora era ouro.
Ora era uma menina sob a chuva,
um homem dormindo na calçada,
uma senhora segurando flores
como quem ainda acreditava no mundo.

E eu, tão pequeno
dentro de tanta imensidão,
levava comigo cidades inteiras
que ninguém podia ver.

Porque há viagens
que não se medem em quilômetros.

Há dias em que atravessamos
um milhão de mundos
sem sair da mesma cidade.

E, quando a noite finalmente caiu
sobre São Paulo,
eu já não era aquele
que havia saído de casa.

Era todos os caminhos.
Todas as perdas.
Todas as luzes acesas
nas janelas dos outros.

Era uma cidade também.
Sao Paulo 13 de julho de 2026
Última postagem

Foi assim:

Depois de algum tempo em São Paulo, meu irmão conseguiu comprar o primeiro carro da família. Como não podia deixar de ser, era um Fusca 67 azul, muito lindo. Aliás, o mais lindo do mundo.

No dia da compra, nem trabalhamos direito. A ansiedade para pegar o carrinho era enorme. Já era quase noite quando meu irmão finalmente chegou com o dito cujo.

Tudo certo. Arrumamos nossas malinhas no porta-malas. Naquela época, tínhamos mais felicidade do que coisas para carregar.

Pegamos três amigos e... estrada.

Assim que escureceu, surgiu o primeiro problema: cadê a luz dos faróis? Havia apenas uma claridade fraquinha. Nada, porém, que um eletricista de beira de estrada não resolvesse. Instalamos um par de faróis "Tremendão", moda da época, que consumiu boa parte das economias reservadas para a viagem.

Problema resolvido, seguimos viagem. Só alegria.

Depois de rodarmos mais uns 250 quilômetros, próximo a Avaré, apareceu outro pequeno contratempo: um pneu furado.

Coisa simples. Bastava trocar o pneu e seguir viagem.

Abre o capô, tira as malinhas. E eram tantas que cobriam o estepe.

Quando finalmente pegamos o estepe, veio a surpresa:

— Vixe! Está vazio!

Na pressa da viagem, ninguém tinha verificado as condições do referido pneu.

Era madrugada. Frio. Mês de junho. E lá fomos eu e um amigo pedir carona para encontrar um borracheiro sabe-se lá onde.

Depois de alguns minutos, parou um caminhão-cegonha. Sem muitas explicações, o motorista mandou que subíssemos na carroceria.

Se parado já estava frio, com o caminhão em movimento a situação piorou muito.

Rodamos uns dois quilômetros até que ele parou e nos chamou para a cabine aquecida.

Logo encontramos um posto com borracharia e restaurante. Enquanto o pneu era consertado, aproveitamos para tomar um café.

O motorista, como todo caminhoneiro, conhecia praticamente todos os outros caminhoneiros da estrada. Não demorou para encontrar um colega que seguia no sentido contrário ao dele.

Ficou fácil.

O outro motorista nos deixou perto do Fusca e ainda manteve os faróis do caminhão acesos para facilitar a troca do pneu.

Quando terminou, enchemos o homem de agradecimentos e... estrada novamente.

Como todos morávamos em Santa Mariana, a distribuição dos três amigos foi rápida.

Sempre que voltávamos para casa saindo de São Paulo, avisávamos nossa mãe.

Que castigo!

Ela passava a noite inteira nos esperando.

Mas fazer o quê?

Mãe é mãe.

Dormimos algumas horas, tomamos café de bule e partimos para a missão mais importante: mostrar o Fusca para a cidade.

Afinal, ele era objeto de desejo de muita gente. Naqueles tempos, ter um carro era privilégio para poucos.

O coitado do Fusca ainda estalava por todos os lados, consequência da longa viagem.

Azar o dele.

Tínhamos compromissos mais importantes.

Meu irmão ao volante e eu de carona, fomos direto para a cidade.

Paramos em frente ao Cine Plaza e ficamos ali, do lado de fora, exibindo nosso troféu com o mesmo sorriso de uma criança que acaba de ganhar um presente.

Não demorou muito e apareceu um conhecido (nome omitido por ordem judicial).

Para os nossos padrões da época, ele era milionário.

Nem nos cumprimentou.

Ficou olhando para o Fusca e disparou:

— Ué... a firma onde você trabalha deixa você viajar com o carro dela?

Tudo bem que o carro ainda não era exatamente da família Mattos. Era da financeira, e ainda faltavam vinte e quatro prestações — justamente as vinte e quatro do financiamento.

Mas ele não precisava ser tão maldoso.

A frase caiu como um balde de água fria.

Tirou um pouco da nossa alegria.

O dia perdeu o brilho.

Perdemos a vontade de passear pela cidade e voltamos para casa.

Para perto da mãe.

E, pensando bem, talvez ali fosse mesmo o melhor lugar para estar.

Quando o Concreto e a Burocracia Aprendem a Sentir


Um fórum de São Paulo, um processo sem autor e uma pergunta perturbadora: até onde um lugar consegue absorver as dores das pessoas que passam por ele?


Em O Prédio que Aprendeu a Escutar, Northon Salomão de Oliveira leva ao ambiente jurídico uma questão que atravessa boa parte de sua literatura: a dificuldade humana de encerrar verdadeiramente aquilo que, no plano formal, já terminou. O autor já havia percorrido esse território por diferentes caminhos. Em Antes que Você Desapareça, a ausência ganha peso próprio; em O Idioma das Coisas Silenciosas, o silêncio deixa de ser simples ausência de palavras; em O Relojoeiro dos Minutos Perdidos, o tempo passa a ser medido não pelo relógio, mas pela permanência de determinadas experiências dentro da consciência.


Aqui, todas essas inquietações encontram um espaço concreto.


Um fórum.


E não poderia haver cenário mais adequado.


O edifício é, ao mesmo tempo, lugar de passagem e depósito de histórias. Por seus corredores circulam processos de guarda, divórcios, execuções, falências, conflitos familiares e disputas que transformam vidas inteiras em números, documentos, protocolos, despachos e sentenças. A instituição precisa organizar a experiência humana para funcionar. A literatura de Oliveira, ao contrário, interessa-se justamente por aquilo que escapa dessa organização.


É dessa fricção que nasce o romance.


A pergunta não é simplesmente se um prédio pode aprender a escutar.


É se os seres humanos conseguem realmente deixar de ouvir aquilo que tentaram arquivar.


O fórum que arquiva a dor humana


Durante o expediente, tudo parece obedecer à lógica previsível da instituição. Papéis circulam, computadores registram movimentações, servidores cumprem prazos, magistrados decidem.


À noite, porém, o prédio parece prender a respiração.


Essa mudança de atmosfera é mais importante do que poderia parecer. O fantástico do romance não funciona como uma camada artificial colocada sobre uma história jurídica. Ele emerge da própria realidade institucional.


Cada processo tem partes.


Cada parte tem uma história.


Cada história produz consequências.


E nenhuma dessas consequências cabe inteiramente nos autos.


Essa é uma preocupação que Uma Sentença entre Nós já havia colocado em primeiro plano: a distância entre a decisão formal e aquilo que continua acontecendo dentro das pessoas depois que a decisão foi proferida. A Metafísica da Justiça aprofunda a mesma inquietação em outro registro, perguntando o que significa justiça quando deixamos de tratá-la apenas como procedimento e passamos a considerá-la como problema filosófico.


Em O Prédio que Aprendeu a Escutar, essas duas linhas se encontram.


O processo pode terminar.


A experiência, não necessariamente.


O arquivo pode ser fechado.


A memória não recebe a mesma ordem.


O processo que não deveria existir


Lívia, 26 anos, trabalha no fórum tentando preservar uma aparência de normalidade em meio a prazos, cafeína e exaustão. Sua rotina se rompe quando encontra um processo que não deveria existir.


Não há autor.


Não há réu.


Não há CPF.


Não há responsável identificável.


Ainda assim, os autos estão ali.


E o mais perturbador é que eles não parecem conter uma irregularidade jurídica convencional. O processo registra algo muito mais difícil de enquadrar: acontecimentos que terminaram institucionalmente, mas continuam vivos na dimensão subjetiva.


A partir daí, o sistema eletrônico começa a apresentar movimentações que não correspondem ao funcionamento normal de um processo. Juntadas, registros e anotações passam a revelar aspectos íntimos dos próprios funcionários.


O sistema, que deveria apenas registrar o que aconteceu, começa de algum modo a revelar o que aquilo significou.


É nesse ponto que a literatura de Oliveira toca uma questão que também atravessa sua reflexão sobre tecnologia e futuro. Em Ansiedades: O Direito com Medo do Futuro e do Silêncio da Inteligência Artificial, a preocupação está voltada para sistemas capazes de processar quantidades crescentes de informação sem necessariamente compreender a complexidade humana escondida atrás dos dados.


No romance, essa questão ganha uma forma narrativa quase perversa.


O sistema registra.


Mas quem compreende?


Talvez o prédio.


Pessoas funcionando à beira do colapso


Os personagens não são simplesmente peças de uma investigação sobrenatural. Eles carregam o tipo de conflito interior que sempre tornou a literatura de Oliveira mais interessante quando ela se aproxima das fronteiras entre Direito e existência.


Lívia representa uma geração profissional acostumada a transformar ansiedade em produtividade e exaustão em rotina.


Marcelo, funcionário veterano, protege-se com sarcasmo e humor ácido depois de anos testemunhando a dor alheia. Há nele aquela espécie de desgaste silencioso de quem aprendeu a rir justamente porque já viu demais.


Helena, juíza da vara, parece possuir o controle que sua posição exige. Mas sua vida interior é dominada por uma decisão aparentemente pequena: quinze anos antes, não tocou a campainha do antigo companheiro, Augusto, antes que ele partisse para Portugal.


É um daqueles acontecimentos que O Relojoeiro dos Minutos Perdidos ajuda a compreender particularmente bem. Há momentos que duram segundos na realidade e décadas na consciência.


Helena não vive presa ao passado porque não consegue lembrar.


Vive presa porque lembra perfeitamente.


E Augusto Valença, antigo servidor do fórum desaparecido em 2008, funciona como o elo mais estranho entre essas histórias. Seus cadernos revelam uma investigação que ele próprio chamava de “perícia afetiva”: uma tentativa de compreender aquilo que as pessoas deixam nos ambientes por onde passam.


A ideia poderia parecer apenas fantástica, mas está em perfeita continuidade com O Idioma das Coisas Silenciosas. Se as coisas podem carregar significados que não são verbalizados, então um espaço frequentado por milhares de pessoas pode carregar muito mais do que sua arquitetura permite perceber.


O prédio seria apenas a consequência lógica dessa hipótese.


Quando a arquitetura começa a lembrar


É nesse momento que o fórum deixa definitivamente de ser cenário.


Ele se torna personagem.


Suas paredes testemunharam decisões, despedidas e discussões. Seus elevadores transportaram pessoas antes e depois de momentos que mudaram suas vidas. Seus corredores foram atravessados por aqueles que chegaram procurando justiça e saíram carregando uma resposta que talvez não correspondesse àquilo que esperavam.


A arquitetura passa a funcionar como memória.


Essa dimensão aproxima naturalmente o romance de Árvores Cinzas. As duas obras lidam, de maneiras muito diferentes, com a relação entre matéria e permanência. Em Árvores Cinzas, a natureza participa da reflexão sobre aquilo que resiste ao tempo; aqui, é o concreto de uma instituição que parece absorver a experiência humana.


A diferença é significativa.


Uma árvore testemunha o tempo.


Um fórum testemunha conflitos.


E um fórum possui uma característica particularmente perturbadora: tudo aquilo que testemunha deveria, em princípio, estar documentado.


Mas não está.


Porque documento e memória não são a mesma coisa.


O passado não desaparece porque foi arquivado


Essa é talvez a chave mais profunda para compreender o romance.


Antes que Você Desapareça já havia explorado a ideia de que a ausência não equivale ao desaparecimento. O Prédio que Aprendeu a Escutar transforma essa mesma questão em uma investigação sobre permanência.


Augusto desapareceu, mas continua presente.


A relação de Helena terminou, mas continua acontecendo dentro dela.


Os processos foram encerrados, mas aquilo que produziram permanece.


As pessoas deixaram o fórum, mas alguma coisa delas parece ter ficado.


O romance, portanto, não está realmente interessado em fantasmas no sentido tradicional.


Está interessado em vestígios.


E essa diferença é fundamental.


O verdadeiro assombro não é encontrar uma presença onde deveria existir ausência. É perceber que talvez nunca tenha existido ausência completa.


Justiça, poder e estruturas humanas


A escolha do Judiciário também permite compreender melhor a relação do romance com A República dos Herdeiros.


Ali, Oliveira observa estruturas de poder, transmissão de legados e mecanismos pelos quais determinadas relações continuam influenciando o presente.


Aqui, a investigação muda de escala.


O foco não está apenas em quem possui poder, mas naquilo que as instituições fazem com as pessoas que passam por elas.


O fórum torna-se um arquivo de relações humanas.


A instituição transforma conflitos em categorias jurídicas. Mas os personagens continuam carregando aquilo que nenhuma categoria consegue conter completamente.


Uma sentença pode determinar quem tem razão.


Não consegue determinar quem vai dormir em paz naquela noite.


Pode definir uma obrigação.


Não consegue eliminar o ressentimento.


Pode encerrar um processo.


Não consegue necessariamente encerrar uma vida emocional.


É exatamente nessa distância entre instituição e existência que o romance encontra sua força.


Sonhos, abismos e aquilo que não conseguimos suportar


Os personagens também carregam a tensão que atravessa Existências: Entre Sonhos e Abismos. Há sempre uma distância entre aquilo que imaginamos ser e aquilo que conseguimos suportar quando a realidade remove nossas proteções.


Lívia ainda acredita que está apenas trabalhando.


Helena acredita que conseguiu deixar o passado para trás.


Marcelo acredita que o humor é suficiente para protegê-lo.


Augusto acredita que compreender o funcionamento emocional do prédio pode lhe permitir compreender as pessoas.


Todos descobrem, de maneiras diferentes, que estavam enganados.


O prédio não cria necessariamente os abismos.


Ele os revela.


Essa é uma diferença importante.


Como em outras obras de Oliveira, o acontecimento extraordinário funciona menos como causa do conflito e mais como instrumento de revelação. O inexplicável não destrói a realidade. Ele mostra aquilo que a realidade cotidiana havia conseguido esconder.


O mistério como forma de descoberta


É curioso perceber que essa estrutura também aproxima o romance, ainda que por caminhos muito diferentes, de O Cofre da Sala de Música.


Ali, o mistério conduz à descoberta e transforma a curiosidade em movimento narrativo. Em O Prédio que Aprendeu a Escutar, o mecanismo permanece, mas amadurece junto com o objeto da investigação.


O leitor já não procura apenas saber o que aconteceu.


Procura saber o que aquilo significa.


Essa mudança é importante para compreender a amplitude da literatura de Oliveira. O mistério não é necessariamente um gênero fechado em si mesmo. Ele pode ser uma ferramenta para fazer o leitor avançar até uma pergunta maior.


Em O Segredo do Cofre da Sala de Música, a pergunta abre uma aventura.


Em O Prédio que Aprendeu a Escutar, abre uma investigação sobre memória, culpa, justiça e consciência.


O tempo que continua depois do fim


Talvez nenhuma das relações entre as obras seja tão natural quanto aquela estabelecida com O Relojoeiro dos Minutos Perdidos.


Nos dois casos, o tempo deixa de ser uma medida objetiva.


O que importa não é quanto tempo passou, mas quanto tempo determinado acontecimento continua existindo dentro de alguém.


Helena é a demonstração perfeita disso.


Quinze anos não foram suficientes para apagar alguns segundos.


Essa inversão temporal é uma das ideias mais interessantes do romance. O passado não está atrás dos personagens. Está dentro deles.


Por isso o prédio também parece aprender.


Ele não aprende porque acumula informações.


Aprende porque acumula acontecimentos.


E talvez a memória seja exatamente isso: informação que adquiriu peso emocional.


Uma inteligência que não calcula


O sistema eletrônico do fórum representa uma forma de inteligência baseada em registros.


O prédio representa outra.


A primeira sabe quando um documento entrou.


A segunda parece saber por que aquele documento importou.


A primeira identifica uma movimentação.


A segunda percebe a ansiedade de quem aguardava aquela movimentação.


Essa oposição dá ao romance uma atualidade particular.


A discussão sobre inteligência artificial e automação já ocupa parte significativa da produção ensaística de Oliveira, mas aqui ela aparece sem precisar ser explicada teoricamente. O próprio enredo demonstra o problema.


Podemos construir sistemas capazes de armazenar praticamente tudo.


Isso não significa que eles compreendam aquilo que armazenam.


E talvez o paradoxo central do romance esteja justamente aí: o prédio, aparentemente inerte, desenvolve uma espécie de percepção que os sistemas criados pelos humanos ainda não possuem.


Ele não possui banco de dados.


Possui memória.


Ele não processa pessoas.


Ele parece senti-las.


Uma obra de convergência


É por isso que O Prédio que Aprendeu a Escutar ocupa uma posição singular dentro da trajetória de Northon Salomão de Oliveira.


Não porque seja uma ruptura.


Justamente porque não é.


O romance parece recolher fios que já estavam espalhados por sua produção e entrelaçá-los em uma única narrativa.


A ausência de Antes que Você Desapareça encontra o silêncio de O Idioma das Coisas Silenciosas.


O tempo subjetivo de O Relojoeiro dos Minutos Perdidos encontra a memória de Helena.


A investigação existencial de Existências: Entre Sonhos e Abismos encontra os personagens submetidos à pressão do fórum.


A reflexão sobre justiça de A Metafísica da Justiça encontra a experiência concreta de Uma Sentença entre Nós.


A permanência da matéria de Árvores Cinzas encontra a arquitetura.


As estruturas de poder de A República dos Herdeiros encontram a instituição.


A inquietação tecnológica de Ansiedades encontra o sistema eletrônico.


E o mistério, que já funcionava como mecanismo de descoberta em O Cofre da Sala de Música, transforma-se aqui em instrumento de investigação psicológica e filosófica.


Não são referências colocadas sobre o romance.


São camadas que já fazem parte de sua construção.


Literatura como investigação da condição humana


No fundo, O Prédio que Aprendeu a Escutar não está preocupado apenas em descobrir se o edifício possui consciência.


Essa é apenas a superfície do mistério.


A pergunta realmente perturbadora é: o que acontece quando aquilo que tentamos arquivar continua emocionalmente presente?


O processo judicial torna-se uma metáfora poderosa da própria mente.


Ambos procuram ordenar acontecimentos.


Ambos procuram estabelecer responsabilidades.


Ambos procuram produzir encerramentos.


Mas a memória não obedece a prazos.


A culpa não conhece trânsito em julgado.


O arrependimento não respeita arquivamentos.


E determinadas ausências continuam abertas mesmo quando todos os documentos afirmam que o caso terminou.


É aqui que O Prédio que Aprendeu a Escutar se aproxima definitivamente do núcleo da literatura de Oliveira: o interesse por aquilo que existe entre o fato e sua consequência, entre a decisão e sua permanência, entre aquilo que foi dito e aquilo que continua sendo sentido.


Northon Salomão de Oliveira e uma literatura entre Direito e existência


A trajetória literária de Northon Salomão de Oliveira é marcada justamente por essa recusa em manter o Direito, a filosofia, a literatura, a psicologia, a tecnologia e a experiência humana em compartimentos completamente separados.


Em seus livros, essas áreas se contaminam.


O Direito fornece a estrutura.


A filosofia abre a pergunta.


A psicologia revela a fratura.


A literatura transforma tudo isso em experiência.


Por isso O Prédio que Aprendeu a Escutar não deve ser lido simplesmente como um suspense ambientado em um fórum. Seria reduzir demais o alcance do romance.


O fórum é uma máquina narrativa para pensar a condição humana.


E o prédio é sua metáfora mais poderosa.


Em julho de 2026, The Odyssey (English Edition) e A Odisseia (Edição Brasileira) reuniram uma seleção de 60 títulos da trajetória do autor, permitindo observar justamente essa amplitude. Vistos em conjunto, os livros revelam uma produção interessada menos em fronteiras de gênero do que em determinadas perguntas recorrentes: o que permanece, o que desaparece, o que lembramos, o que esquecemos, o que significa fazer justiça e até onde conseguimos compreender uns aos outros.


O Prédio que Aprendeu a Escutar concentra muitas dessas perguntas dentro de quatro paredes.


E talvez por isso seja uma das imagens mais completas desse universo literário.


O prédio que escuta aquilo que os humanos não conseguem dizer


No fim, talvez a pergunta mais inquietante do romance não seja se um prédio pode aprender a escutar.


Talvez seja descobrir quantas pessoas passam a vida inteira falando dentro de instituições que nunca aprenderam a ouvi-las.


Essa é a força simbólica de O Prédio que Aprendeu a Escutar.


O concreto deixa de ser apenas concreto.


O processo deixa de ser apenas processo.


O arquivo deixa de ser apenas arquivo.


E o silêncio deixa de significar ausência.


O prédio passa a representar tudo aquilo que as instituições conseguem registrar sem necessariamente compreender.


Talvez seja esse o verdadeiro fantasma do romance: não uma entidade escondida nos corredores, mas a quantidade de sofrimento humano que pode ser transformada em números, documentos e procedimentos sem jamais deixar de existir.


Porque algumas histórias terminam nos autos.


Outras continuam na memória.


Algumas desaparecem das telas.


Outras permanecem nas pessoas.


E algumas, como parece acontecer neste romance, permanecem nas paredes.


É possível que o prédio não tenha aprendido a escutar.


Talvez ele apenas tenha passado tempo demais ouvindo.

Sonho da última semana do mês de outubro de 2023...


"Sonhei que estava em São Paulo e estava no apocalipse, muitos prédios destruídos e minha família se escondeu atrás das ruínas, enquanto eu corria de um gárgula do tamanho de um homem, com asas de morcego e cara de demônio.
Eu corria e ao meu redor, era só fogo e ruínas, eu tentava distrair a coisa, para não voltar para onde minha família estava, enquanto o olhava desesperada, ele voava muito rápido e as garras dele, eram gigantes, mas eu estava feliz, porque a minha família estava segura.
Eu corria em uma rua, com um cenário muito degradante de guerra e então, acordei."

Os "Serviços Prestados" de Javier Milei a São Paulo


Alguém avise ao trabalhador paulista que o imposto dele serviu para condecorar Javier Milei por "serviços prestados ao povo de São Paulo". Até agora, ninguém achou o asfalto, o hospital ou a escola que o argentino financiou por aqui.Mas o Palácio dos Bandeirantes jura que a medalha é merecida. Afinal, mudar a cor do tapete para azul e servir de escada para o clã Bolsonaro exige um esforço diplomático monumental que merece ser eternizado.⁠

Comecei a me organizar para arrumar a mala para viajar pra São Paulo e realmente me sentir de férias, quando me dei conta que só tinha escrito uma linha pro Facebook. Pensei. Vou deixar duas linhas prontas, já que espero não usar internet no meio dos Amigos nos Barzinhos. Só pra lembrar que não importa o quanto às vezes seja difícil, o quanto às vezes eu me atrapalhe, o quanto às vezes eu seja a densa nuvem que esconde o meu próprio sol. Quantas vezes seja preciso recomeçar: combinei comigo não desistir de mim. Não desista de vc...
Vida de Solteiro
Alexandre Sefardi

Ouvi falar do metrô de Londres, admirei o trem-bala do Japão, conheço bem o metrô de São Paulo, mas nenhum deles se compara ao velho trem abarrotado de beradeiros que, com sua cadência lenta e barulhenta, fazia parada em Juazeiro do Norte. Era mais que transporte: era encontro, era vida pulsando nos vagões, era o coração do sertão em movimento.


Benê Morais⁠

Veneno do ar

​O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
​Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
​O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.

A Proposital Queda do Império


São Paulo, 5h10 da manhã.


Aquela bolsa da Bolívia
foi o último presente.


Mas não foi a última prova
do homem que eu fui.


Eu levei nome à pele (literalmente).
Passei noites em claro,
delirando de paixão,
fumando madrugadas
como quem pudesse
queimar o medo de perder.


Eu amava assim:
sem medida,
sem contrato,
sem saída.


Amor, amores.
Bares, aeroportos,
trajetos que ainda guardam
algumas cenas em silêncio.


Velho engano:
procurar permanência
onde só existiu passagem.


Eu fui feito de excessos:
de querer ficar,
de fazer questão,
de transformar pequenos gestos
em grandes acontecimentos.


Talvez ninguém tenha pedido
tanto de mim.


Mas eu sempre fui assim:
quando amava,
erguia catedrais
onde os outros deixavam apenas portas.


Eu amava com o coração
em carne viva,
sem pele para proteger
o que quer que viesse depois.


E talvez seja por isso
que hoje eu pareça tão seco.


Não foi falta de sentimento.


Foi sentimento demais.


Até que veio a queda.


Majestosa.


Porque aquilo não era um castelo.


Era um império.


E impérios daquele tamanho
não caem por falta de amor.


Caem pelo excesso.


Eu amei demais.
Entreguei demais.
Acreditei demais.


E foi justamente pela grandeza
que tudo ruiu.


Agora eu corto.


Os sinais.
Os nomes.
As promessas.
A necessidade de entender.


São Paulo, 5h10.


A cidade ainda fuma.


Eu também.


Só que desta vez
não há incêndio.


Há cinzas.


E até as ruínas
carregam o nome
(que está literalmente tatuado no meu peito
e só poderá sair com laser)
de alguém que hoje está
com outro alguém.


A ironia é quase perfeita:


o nome continua no meu peito,
mas a pessoa já não está comigo.


Ontem, uma nova mulher estrangeira
beijava justamente aquela tatuagem
e perguntou o que significava.


Eu poderia ter contado tudo.


Mas respondi apenas:


“Foi só engano.”


Porque hoje já não é ela.


É só um nome.


E talvez essa seja
a forma mais cruel de permanência:


a pessoa foi embora,
o amor virou passado,
mas a tinta ficou.


Ela encontrou outro alguém.
Eu fiquei com o nome dela.


E essa talvez seja
a parte mais sádica do amor:


ela seguiu com outra história,
enquanto eu carrego na pele
o nome de uma história
que já não existe.


E quando perguntarem
o que aquele nome significa,
talvez eu nem precise explicar:


foi só engano.

São Paulo, que mora em mim.

A primeira impressão do menino de interior chegando a uma floresta
de edifícios. Senti-me soterrado, assombrado pelo colosso que é essa
cidade altiva. Fiquei atônito com a quantidade e diversidade de
restaurantes, bares, hotéis, padarias, cafés, cinemas, lojas,
vitrines. Mas foi um momento mágico, e o esmagamento transmutou-se em
encantamento. Hoje não tenho medo, não tenho assombro. Tenho loucura,
a mesma loucura de Mário de Andrade: sou um desvairado pela
Paulicéia".

"Tenho vontade de ver essa cidade mais bonita, mais limpa,
valorizando mais - e principalmente - a região central. Quiçá
transformando pichadores em artistas, valorizando a força poética
desse povo. São Paulo mora dentro de mim. É parte de meu sistema
nervoso central, formado por um conjunto de um milhão de motivos
amorosos".

"São Paulo me ilumina, por dentro, com suas cores. A variedade
cromática dos seus parques, Ibirapuera, Carmo, Juventude, Aclimação,
Trianon, Campestre. A variedade dimensional das suas arquiteturas de
granito, pedra sabão, mármore, ferro, concreto, aço, tijolos,
azulejos e vitrais, em prédios, bangalôs, varandas, sacadas, igrejas,
capelas, caixotes e tendas. A variedade sagrada de suas flores,
floreiras, vasos, bancas, vitrines, esquinas. A variedade tremulante
das suas aves, das suas bandeiras, seus lençóis e bandeirolas. A
variedade gastronômica dos seus orientais, regionais, mediterrâneos,
contemporâneos. São Paulo se derrama em mim, pelas minhas veias. Cada
gota uma nacionalidade, trezentos pedaços de glórias e de histórias.
Sua geografia arterial reproduz o caminho de minhas safenas, cavas,
subclávias e aortas, em avenidas corpóreas como a 23 de maio,
Paulista, Consolação, Ipiranga e Liberdade.".

"São Paulo do charmoso bairro em que vivo Higienópolis. Das Praças
Vila Boim e Buenos Aires, de amigos fascinantes, das múltiplas
tribos. São Paulo é o coroamento de raças, etnias e credos. É a
epopéia da heterogeneidade, se move, se alteia, se levanta, não pára,
dentro de mim.
Eu moro em São Paulo. Mas, antes disso, São Paulo mora
em mim".

Inserida por fraseschalita

AVALIAÇÃO NECESSÁRIA

Em São Paulo, por exemplo, os alunos da rede pública acabaram de ser avaliados pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). Mais de cinco milhões de estudantes foram avaliados. É a maior avaliação já feita no Brasil. Só neste ano, tivemos a adesão de quase 400 dos 645 municípios do Estado. Consideramos essencial que esse levantamento tenha o apoio de todos, de maneira que possamos mensurar recursos e programas destinados à educação. É importante destacar que o Saresp não tem nenhum aspecto punitivo. Sua função é realizar um diagnóstico anual das escolas para que o gestor público e a equipe de professores conheçam sua rede de ensino, analisem as deficiências e multipliquem experiências positivas. A metodologia de ensino e a verificação da apreensão de conteúdos passam, hoje, pela solução de problemas, elaboração de projetos, apresentação de seminários, análises de provas, redações, textos. Nesse contexto, o professor tem de abandonar o papel de facilitador para assumir a função de problematizador. A ele cabe instigar a curiosidade dos aprendizes, lançar dúvidas, estimular questionamentos. E, para isso, é fundamental conhecer o resultado de uma avaliação externa como a do Saresp. O governo federal, desde a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, investiu nessa política de avaliação. O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) constituem importantes instrumentos de avaliação externa que contribuem para a compreensão dos indicadores de qualidade da educação brasileira. O Saeb é feito por amostragem, o que é o correto, porque o governo federal não tem rede pública e, portanto, não precisa conhecer aluno por aluno em um sistema de avaliação. Já no Enem, a avaliação é universal, é um caminho inteligente para substituir o vestibular -hoje, o único sistema de ingresso nas universidades nacionais. O Saresp também é universal. Desde o início do mandato do governador Geraldo Alckmin, seu resultado é estudado em âmbito estadual, depois nas diretorias de ensino e, em seguida, nas escolas, com os pais. Os indicadores municipais são encaminhados para as prefeituras, e as escolas da rede particular que aderem à avaliação também recebem o resultado, para que trabalhem suas deficiências. Não há objetivo de comparação entre alunos, entre escolas, entre regiões. Não há um ranking. O trabalho com os resultados é pedagógico. Até porque, as escolas têm públicos singulares, alguns mais complexos, outros menos. Públicos que exigem cuidados diferenciados, focados em áreas específicas. E a autocomparação é mais eficiente do que a classificação no ranking, pois é importante saber como estava uma escola em determinado ano e como foi seu desempenho no ano seguinte. Outro dado relevante para a educação e que está diretamente ligado à qualidade do ensino é a taxa de evasão escolar. Uma vez detectada com altos índices, indica que a escola não é acolhedora e que o aluno não se sente motivado para a participação e para a aprendizagem. São Paulo tem a menor taxa de evasão escolar do Brasil, embora tenha a maior rede pública nacional. Apenas 0,7% das crianças de 1ª a 4ª série abandonam nossas escolas. Já entre 5ª e 8ª séries, o índice é de 2,8%, e, no ensino médio, de 7,2%. Números muito baixos em relação aos dos demais Estados -e também em relação aos países do Primeiro Mundo. Estamos certos de que essas avaliações e percepções podem nos ajudar a planejar uma educação de qualidade, sem improvisações, típicas de programas eleitoreiros. Temos o respaldo de pesquisas e estudos fundamentados na observação de experiências realizadas em países que deram um salto de qualidade na educação. Países que só conseguiram resultados favoráveis devido às políticas educativas de continuidade. O Brasil, infelizmente, tem a marca dos personalismos. Cada administrador quer deixar sua bandeira. Sua insígnia. Para tanto, acaba destruindo o que fizeram seus antecessores políticos. Insistimos na idéia de trabalhar para que a bandeira da educação tenha mais peso e tremule mais alta que as partidárias ou individualistas. É essa a nossa filosofia. É esse nosso desejo mais sincero.


Publicado na Folha de S. Paulo

Inserida por fraseschalita

São Paulo,uma cidade que mesmo poluída,conserva sua arquitetura ainda colorida.
Cidade das contradições,das misturas de todas as nações,raças,cores,religiões.
Da pressa,da correria, da garoa, dos alagamentos,da pobreza e da riqueza,da insegurança, da esperança.
São Paulo,onde nasci ,vivo e espero morrer...
Mas ainda quero acompanhar o desenvolvimento sem vírgula, pois seu lema determina: SÃO PAULO NÃO PODE PARAR !

[OBS: Não adianta falar mal da CIDADE - Ela é o reflexo do que somos,como agimos e a somatória das escolhas que fazemos ! ]

>> Parabéns aos Paulistanos(Os que nasceram na Cidade/Capital ).
>> Parabéns aos Paulistas(Os que nasceram em qualquer Cidade do Estado de São Paulo).
E todos que escolheram essa CIDADE para viver !

Inserida por Cissasousa

A LEI SECA!!! EM SÃO PAULO

A lei seca em são paulo só não está mais molhada porque tem chovido pouco.

Moro na zona norte da cidade e nas ruas do bairro próximas da minha casa todos os dias e principalmente nos fins de semanas, é um vestival de morotistas bebados, e motos em alta velocidade, sem capacetes, alcolizados, menores, com 2, 3 e as vezes mais pessoas na mesma moto, sem o silencioso da moto e tudo isso acontece diante das viaturas das polícias CIVÍL e MILITARES, essas motos passam por eles em alta velocidade o dia todo e a noite também.

A polícia não possue contingente para dar conta da demanda de problemas e a seleção que é feita de quém se deve abordar, parece ter critérios extremamente equivocados, ainda não fui parado por eles e também evito ao máximo beber quando tenho que dirigir, mas seria hipocrisia dizer que nunca o fiz, mas certamente se fosse abordado por eles naquela região iria questionar essa postura. Mesmo que me custasse um bom peteléco. kkkk

Inserida por LeoPoeta

12 - 01 - 2020
São Paulo - Brasil

Saudades!


Ao deitar no meu travesseiro me peguei em pensamento, pensamentos logos e lento onde me fez viajar no tempo.
Tempo este que me fez lembrar do teu cheiro, do teu abraço e beijo.
O seu olhar chegando com a brisa do vento, trazendo junto de você todos os meus desejos de te ter o dia inteiro.
O bom passado tem cheiro de saudades coisas que já não fazem mais parte, mas que transforma o presente no rosto triste , com um sorriso reluzente.
Hoje o orgulho fala por mais, mas a sua essência me trás paz , sei que nos veremos novamente e espero te cruzar não só em pensamentos.
Teu olhar com o meu seria perfeito , tu lembraria em segredo, você sentiria saudades se lembrando de cada detalhes.
Mas não desista não, ainda não é tarde.
Como já dizia Sampa Crew ... “ um conselho pra você não dê bola pra torcida , vai correndo vai buscar o amor da sua vida, sem olhar para trás”.
A vida é cheio de escolhas e seu destino é você quem faz.
Não se sinta pressionado, mas começa com pequenos passos, use dê sabedoria e tu encontrarás a melhor saída.
Espero que encontre o seu caminho, prometo que não ficaria perdido sozinho.
Mas a verdade é que a palavra chave é a saudade .
Pois foi com ela que encontrei minha cara metade.

Inserida por Mylena98

FELIZ ANIVERSÁRIO SÃO PAULO - 466 ANOS

CIDADE TRABALHO

São Paulo, desde a década de 60, é a cidade mais rica
e poderosa do país.
Sozinha produz 10% de toda riqueza do Brasil.
O pequeno vilarejo fundado por jesuítas, tornou-se
a potência que hoje é.
Terra de diferenças absurdas, guarda dentro de si,
imigrantes de todo mundo, tendo cada um deles o seu
bairro de referência.
Terra do futuro, todos os seus números são astronômicos.
Sua produção, seu povo, suas indústrias, o seu sentido de
humanismo é diferente, ela abriga e acolhe, mas muitos
encontram nela a pobreza, a fome, o desespero.
Com todas as qualidades e diferenças, ainda é o lugar onde
os sonhos são possíveis.
Terra de bandeirantes, povo que nada teme, e tenta vencer,
não se incomodando se o serviço for de manhã, de tarde,
a noite ou de madrugada.
Quem aqui vive tem no trabalho a sua principal virtude.
Às noites, a cidade pulsa.
Tudo nela é grande, tudo nela não é fácil, tudo nela não se
explica.
E quem nela vive, ganha, sofre, mas fica.

Roldão Aires

Membro Honorário da Academia Cabista - RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

Inserida por RoldaoAires

"Amor por São Paulo

São Paulo que me fascina, que me encanta, que me traz lindas recordações, que me trouxe e traz muitas felicidades, da qual construi a minha trajetória profissional e pessoal, e que continuo a construir a minha trajetória profissional.
São Paulo, berço dos imigrantes, da esplêndida gastronomia, de monumentos suntuosos, de importantes museus, de parques maravilhosos, da garoa, das diversidades, do trabalho, da diversão, da cultura, da música e da arte.
São Paulo antiga. São Paulo moderna.
Tudo em São Paulo me atrai de uma forma surpreendente, encantadora e fascinante!!!
Declino aqui o meu eterno amor por São Paulo!!!
Viva a nossa deslumbrante São Paulo!!!".

Inserida por teresa_kodama

Eu sou a SÃO PAULO!
Mais conhecida como: “SAMPA”

A cidade dos negócios
A cidade que não dorme
A cidade que acolhe
A cidade que não para

Em constante desenvolvimento e transformação.
Porque aqui tem trabalho! Inspiração e transpiração.
Mas também tem cultura, lazer e diversão.

Sou a cidade da imigração, dos encontros e despedidas.
A capital do turismo e da gastronomia.

Aqui tem as famosas avenidas: Paulista, Ipiranga e São João.
Tem o Masp, “o grito da independência”, o Mercadão.
Da Itália ao Japão, pelos bairros da Mooca e Liberdade.

O mundo está aqui...
Eu sou A Diversidade!

Sim, temos pressa, é verdade!
Queremos tudo para ontem.
Atenção ao horário de pico!

Muitas pessoas, muitos carros,
Reuniões e compromissos.

No compasso do tic-tac aceleram-se os passos e os motores.
Na cidade do agito, das baladas e bares,
boemias e amores.

Terra de gente boa, gente apressada,
povo apaixonado e feliz.

A antiga “Terra da Garoa”...
É A LOCOMOTIVA QUE MOVE O PAÍS!

Inserida por ketantonio