Carta de São Paulo a Coríntios
Samba / Canção
São Paulo
Como te amo São Paulo
Em teus braços fraquejei
Entre seus prédios e asfalto, sozinho chorei
Nenhum rosto conhecido
Ninguém fingindo se interessar, ainda bem.
Pelo seu centro antigo, caminhando sonhei
Com um futuro bonito para mim e pra você
Vi seu povo sorrindo,
Mesmo sofrido, trabalhando e estudando: ainda bem!
Como te amo São Paulo!
Seus sonhos, sua pressa
Pouca força pra mole conversa
Sua loucura!
És dos lugares o meu favorito
Desconfortável, mas acho bonito
Como em você a vida pulsa!
És dos lugares o meu predileto
Grandioso e modesto
Ser só mais um em você me cura...
Os Latoeiros
Em segunda epístola de São Paulo a Timóteo, encontramos um apóstolo triste, prevendo até a sua morte. Enquanto em I aos coríntios. 13, temos um apóstolo falando de amor. Voltando ao primeiro caso, temos um apóstolo deprimido, muito só. Ele estava como disse, desamparado, a abandonado, por todos ou quase todos. Para ele se sentir só, tinha que ter muitas razões. Um tal "Latoeiro" causou-lhe muitos males. Paulo, diz mesmo " O Senhor lhe pague, segundo as suas obras".
Ao longo da nossa caminhada cristã, durante a nossa peregrinação neste mundo, encontramos muitos "Latoeiros" que nos perseguem; que nos julgam mal; que nos deixam sozinhos, quando estamos doentes; "Latoeiros" que as vezes são os colegas de ministério, que em certas situações, nao têm nenhum amor e nos deixam sozinhos; "Latoeiros" que nos batem, como se fossemos um latão. Às vezes as marteladas doem e muito. Por vezes, quando precisamos de ser confortados ou concertados com amor (que tudo edifica), levamos com um martelo de "Latoeiro". O "Latoeiro é um homem sem misericórdia, que só sabe dar é marteladas no metal. Mas Paulo tinha com ele o "Médico amado", "Lucas" que estava com ele, felizmente.
Este confortava Paulo ao invés dos "Latoeiros". Às vezes quanto menos esperamos, vêm os "Latoeiros" bater com os seus martelos. Geralmente todos os crentes verdadeiros, passam por estes géneros de tribulações. Quem nunca foi perseguido, por ser humilde e verdadeiro?! Às vezes Além do diabo, que sempre nos acusa, temos muitos, que a única, coisa que fazem é mesmo nos acusarem, do pecado, que fizemos ou não! Às vezes tudo o que precisamos é de um apoio. Mas nesse casos, lá estão os martelos para nós derrubar. Mas graças a Deus pelos "Lucas" que são médicos e nós confortam e dão alguma cura às nossas enfermidades.
Depois temos os "Marcos" que um dia nos tratou mal, mas agora no caso de Paulo é uma benção. Depois temos os "Demas", que amam o mundo, são hipócritas.
Mas graças a Deus, que nunca nos deixa só. Ele não nos deixa nunca, mesmo que à nossa frente tenhamos a morte, Deus continua connosco. O Senhor está conosco, ele é vida e nos vai levar para o seu reino celestial. Não é uma ilusão, de verdade está conosco. E tudo isto, porque nós o amamos. Ele jamais nos deixa, pois nos ama.
Se não fosse você !
Quando estive em São Paulo,
Muita fome não passei,
Agradeço a uma garota,
Com a qual eu namorei.
Ela morava em Guarujá,
Em Manoel Pernelelas,
Meu bem ainda me lembro,
A cor da sua janela.
O seu ato, nunca irei esquecer,
O que seria de mim, se não fosse você.
Eu tenho fé em Deus, de uma registrar,
Está composição e a censura aprovar,
Eu quero que tu saibas, que nunca esqueci,
E que sou agradecido, pelo bem que fez a mim.
Hoje a cidade de São Paulo está fria e molhada.
Há muita gente nas ruas.
Gente que não tem nada.
Há prédios inteiros desocupados.
Há gente usando máscara.
Há povos desesperados.
Enquanto isso, na ciranda, há um grande reboliço...
Estão todos se perguntando: O que Felipe Neto diria disso?!
*Água sobre a cidade*
Num tempo, São Paulo seca.
Agora, encharcada...
Como se as águas conscientes,
Morando nas profundezas da terra,
Entendessem o seu lugar
para retornarem sempre:
Ora amigas.
Ora bravias.
Matando a sede,
Enchendo casas,
... Ruas
... e as próprias almas!
junho/04
Parabéns ao governador eleito de São Paulo, Tarcísio Freitas, precisamos de políticos assim. Foi visitar a comunidade de Heliópolis (S.P), quando estava em campanha, durante a visita houve diversos tiros: Ele disse, foi apenas um incoveniente, deixa prá lá. Fui apoiado pelo presidente e teve uma vitória incontestável. Assim deve ser o político, não se afundar em copo d'água. A sua prioridade n° 1 é tirar 38 mil pessoas da rua (Cracolândia) entre outros. É estilo Mahatma Gandhi
"Só com amor se vence o ódio" e se utilizarmos a máxima: "Olho por olho, o mundo ficará cego" acima de tudo, vai procurar o candidato eleito : Lula para estabelecer um ótimo relacionamento. Este é o político que o povo gosta.
Gratidão. (
Ali estava eu novamente, no centro de São Paulo, se escondendo da chuva. Já havia estado ali pelo menos umas dez vezes. Era uma agência de emprego. Na noite anterior eu havia decidido, caso não conseguisse um emprego, voltaria para Santa Mariana, mesmo derrotado. Aquela era a última tentativa. A agência de emprego ficava no segundo anda do prédio.r Fui até o balcão, cumprimentei a recepcionista, já minha conhecida, ela me olhou e disse --"nada, não apareceu nada pra você.", . Havia umas cadeiras ali, iguais àquelas de escola. Me sentei e fiquei pensando em como arranjar dinheiro para a passagem de volta para o paraná. A minha situação era a pior possível. Fazia um mês que eu estava batendo sola em São Paulo.
Como eu não tinha uma roupa apresentável, usava um terninho de tergal, propriedade do meu irmão. Terno brilhoso. A camisa com a gola puída, dele também, sem o primeiro botão. A gravata meia boca e torta O sapato era um número menor e do meu irmão também. Para piorar estava com a sola furada. Dinheiro não havia. Aluguel atrasado e para piorar estava com uma gastrite daquelas. A coisa estava tão ruim que na noite anterior, eu tinha brigado com todos os santos, (meus assistentes para assuntos empregatícios), cada um trabalhando com dez por cento de comissão, caso me arrumassem o emprego, seria uma doação para uma instituição. Como não tinham conseguido nada, despedi todos, incluindo o chefe maior. Depois de fazer uma bola com o travesseiro, comprimindo a barriga para diminuir a dor da gastrite, dormi e sonhei com minha mãe.
Então, enquanto eu estava sentado na cadeira, pensando na volta para minha cidade, ouvi uma voz dizendo para recepcionista --"minha empresa está precisando de um funcionário, que seja bom datilografo, faturista, e que conheça um pouco de acessórios de peças. Aquele homem me descreveu. Eu sabia fazer tudo aquilo. Tinha sido faturista na Oleopar, trabalhei na oficina do João Bampa. Meu currículo era mais ou menos. Mas que depressa desci e fiquei, novamente sob a marquise, esperando aquela pessoa. Quando ela apareceu, entrei da frente dela e disse, --'moço, (era um homem) me desculpe, mas estava lá em cima, na agência e ouvi o senhor falar com a moça., eu sou do Paraná, sei fazer tudo aquilo que sua empresa está precisando, "por favor, me consiga esse emprego"“, estou numa situação horrível. Os olhos já acompanharam o pedido, se enchendo de lágrimas. Ele me olhou, e disse:
-- vá até a minha empresa, vou ver se consigo te ajudar, ah, na parte da tarde, tá bem?"-., que nada, fui me informando com as pessoas como chegar até aquele endereço e , depois de uma hora de caminhada cheguei na empresa Agrale. uma empresa gaúcha fabricante de tratores e motores.
Depois de umas três horas de espera. Sofrer com o cheiro do almoço de um restaurante ao lado, ele me chamou, e disse: --” faça uma carta solicitando emprego e coloque alguns dos seus conhecimentos, coisa simples. Depois que você datilografar a carta, vou te apresentar para o nosso gerente, é ele que vai fazer a admissão. Sentei na cadeira, coloquei o papel na máquina de datilografia e comecei. Na primeira batida subiram duas letras e ficaram encavaladas perto do papel. Segunda tentativa a mesma coisa. Terceira tentativa: não consegui regular o papel, comecei a escrever e as letras ficaram tortas. Nesse momento aquela pessoa se aproximou pediu para eu sair da cadeira, sentou e fez a carta inteira e disse: --"Olha, para todos os efeitos, foi você quem fez a carta." Colocou meu nome eu assinei e ele me levou até o gerente. Me apresentou e saiu. O gerente leu a carta, começou a fazer perguntas inerente ao trabalho que eu ia executar, caso fosse admitido. Quando ele me perguntou quais eram as minhas pretensões salariais, lhe disse que precisava ganhar, salário de hoje, uns ¨$1.000,00, não me lembro qual era a moeda, aí ele me olhou e disse que o salário para aquela função não era aquele, era o dobro. Sai dali empregado. Comecei no dia seguinte e fiquei uns três anos trabalhando na Agrale. Fui faturista e tesoureiro. Fiz cursos, viajei para a matriz, Caxias do Sul.
Já me sentido empregado na Agrale, abri uma continha no bar perto do lugar onde morávamos. À noite, com a barriga cheia, tive uma conversa séria com os santos e com o chefe. Pedi desculpas, expliquei a situação etc., e dormi igual um anjo.A gastrite nem apareceu.
Tenho uma gratidão muito grande pelo homem que fez a carta para mim. Se não fosse ele, quem sabe, talvez estivesse morando em Santa Mariana e a minha história de vida seria outra.
Hoje acho que aquela pessoa que me ajudou, foi a mesma da sorveteria, só que de terno e gravata ao invés de bota e chapéu de boiadeiro, quem sabe.
Lá em São Paulo ele nasceu,
Com olhos claros de céu e de mar,
Enquanto o pai em Belo Horizonte
Sonhava em chegar pra poder abraçar.
Os avós atentos, o tempo parou,
Fotos e risos pra acompanhar,
Os irmãozinhos em festa esperavam
O doce menino pra vida adoçar.
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar.
Dos bisavós herdou esse olhar,
Brilho de estrela, cor de luar,
Veio com o vento trazendo esperança,
Pequeno encanto, promessa de dança.
E a sua luz nunca vai se apagar,
Que seus caminhos sejam de sol,
Que a vida cante pra você dançar
Nosso doce menino, um farol
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar
Quando Dialoguei Com José Saramago
Quando dialoguei com José Saramago, em São Paulo, numa de suas últimas visitas, encontrei não apenas um escritor, mas um mestre do sentimento, alguém que transformava palavras em pontes para o infinito. Tive a ousadia de perguntar-lhe como escrever algo que tocasse a alma do leitor, que fosse autêntico e não corrompido pela visão mercadológica do capitalismo.
Ele me olhou com aquele olhar sábio, profundo e sereno, e disse:
“Escrevo, Sr. Joemar Rios, porque amo, goste quem quiser.”
Aquelas palavras foram como uma chave que abriu as portas do meu coração. Desde aquele dia, libertei-me das amarras do formalismo, das grades invisíveis da estética imposta. Passei a escrever com a essência pulsante da minha alma, deixando cada frase carregar uma verdade íntima e, às vezes, rebelde.
Escrevo como quem respira. Escrevo para sentir. Escrevo para viver.
E mesmo que minhas palavras não agradem a todos, elas permanecerão sinceras e autênticas, assim como os conselhos de Saramago que ecoam em mim até hoje.
São Paulo | A capital que nunca dorme.
Terra de arranha-céus, a selva de concreto,
Terra de belos parques, gigantes a céu aberto.
De cultura gratuita e seus tesouros secretos,
Do conhecimento ao seu alcance, sempre tão perto.
Terra da chuvinha, a famosa garoa,
Terro do frio aquecido por tanta gente boa.
Da Liberdade, seja o bairro ou para o povo,
Da diversidade, do sushi ao cuscuz com ovo.
Terra da correria, nunca para, não descansa,
Do trampo, do corre, de muita força e esperança.
Terra que acorda o sol com pingado na padoca,
Dos vendedores de sonhos, do iPhone à paçoca.
Do sanduíche de mortadela,
Das cores vivas do Mercadão,
Dos rolês que incluem a todos,
Da Paulista ao Minhocão.
Do doce sabor da gastronomia,
Da Trufa, brownie, brigadeiro,
Das milhões de pizzas na Mooca,
Do pastel de feira o dia inteiro,
Do brigadeiro Luís, que vai do Ibirapuera até a Sé
Do pai de família que vai trabalhar a pé
Da coletividade que fortalece na luta,
União dos manos, “tamojunto’, é 'nóis', meu truta!
Leste, Oeste, Sul ou Norte,
Mistura de sotaques, é nosso ponto forte
Grafitti nos muros, jazz na calçada,
São Paulo é arte bem compartilhada,
Aqui em SP até os heróis vêm passear,
No Beco do Batman, vão pra relaxar.
Coração do Brasil, do caos e da paz,
Quem pisa aqui não quer ir embora jamais!
Festa de São Pedro e São Paulo
A chave de cera por alguns
será levada até a Igreja,
As fitas branca, rosa e azul
estão todas amarradinhas,
E da sua cabeça não saem
mais cada uma das minhas
poesias e meu nome tem sido
a música favorita dos teus dias.
Cada um escolhe a chave
que interessa na vida,
no meu caso o quê eu queria
mesmo é saber a chave
para abrir o seu coração,
E escalar o pau de sebo
para descobrir o segredo
para acabar com esta solidão.
É Festa de São Pedro e São Paulo
a fogueira em forma de triângulo
foi acesa pelo primeiro Pedro
que por sorte foi encontrado,
Você nem faz ideia que te
escolhi para ser o meu amado
e paguei ao Pedro a recompensa.
É Festa de São Pedro e São Paulo,
é tradição junina brasileira,
São Paulo por muito é esquecido
e não custa nada lembrar:
Peguei o meu barquinho,
não quero me atrasar
e fui navegar para encontrar
a procissão na beira do mar.
Meu caminho a pé
da América do Sul profunda
e desta poesia acústica
por São Paulo, Paraná
e Santa e Bela Catarina.
Meu caminho glorioso
que leva ao céu fazendo
lembrar de tantas belezas
e recordar que passaram
por ele enormes riquezas.
Meu caminho transcendental
entre dois oceanos
que me faz amar ainda
mais este continente
e renova sempre os motivos
de manter viva a memória da gente.
Meu Caminho do Peabiru
que me divide em três
para amar esta terra sem males
de maneira ainda mais gigante
e amar ainda mais esta rota cativante.
Rodeio em Dia de São Pedro e São Paulo
Rodeio em Dia de São Pedro
e São Paulo aproveito
para rezar, agradecer e pedir
proteção em tudo o quê eu fizer.
Cai a garoa poética e mansa
sobre o Médio Vale do Itajaí,
e penso em nós o tempo
inteiro e o porquê de você
ainda não estar por aqui.
Rodeio em Dia de São Pedro
e São Paulo não me esqueço
que esta data santa também
faz parte da cultura nacional.
A minha cidade de Rodeio
se encontra em silêncio,
o meu coração poético
escuta as músicas juninas
deste nosso Brasil imenso.
Rodeio em Dia de São Pedro
e São Paulo eu agradeço
pela paz e pelo sossego
que para muitos é raridade:
eis o privilégio desta cidade.
Joguei a minha jangada
no mar para a procissão
de São Pedro e São Paulo
com muita fé acompanhar,
Como ainda não posso
navegar no seu mar,
Vou pedir esta graça
para mesmo ele não
sendo o santo casamenteiro,
Decidi ir de santo em santo
pedindo até você o seu
lindo coração me dar,
O importante é não parar
e quando este dia chegar
do nosso amor eu vou cuidar.
Festa de São Pedro e São Paulo em Rodeio
No auge do Inverno aqui
no Médio Vale do Itajaí,
Te encontrei na Procissão,
fomos para a Missa
e depois levamos as nossas
chaves para receber a bênção,
e depois caímos na animação
nesta Festa de São Pedro
que animou a nossa querida Rodeio.
Passaram as alegres festas
de Santo Antônio, São João
e de São Pedro e São Paulo,
e eu sigo namorando contigo
na imaginação com o desejo
ardendo preso e livre como balão
voando no céu do meu coração.
Como se aguarda a fogueira
ser acesa na Festa de São João
e se aguarda por uma Lua Cheia,
ainda espero ser a festa para você.
É inverno com Pinhão no prato,
de Chimarrão para aquecer do frio
intenso que anda fazendo
por aqui e as festas julinas estão
por aí espalhando alegria trazendo entusiasmo para na vida prosseguir.
As horas passam devagar,
escrevo Versos Intimistas
sem nunca ninguém notar
em São Paulo e por cada lugar,
Enquanto a inspiração põe
o seu contentamento na florada
do lindo Ipê-rosa-de-folha-larga,
Vou fazendo a minha estrada
para estar pronta para quando
você chegar na minha vida
com paz, amor e toda a poesia.
Meu coração é feito
de mar, de lago ou de rio,
em dia de cortejo
de São Pedro e São Paulo
passar para agradecer,
e a gente festejar.
Bonito mesmo
é o seu coração
todo feito de amor
e maior do que o mar,
só ele tem a chave
para nele eu morar.
Vamos nos encontrar
em pleno cortejo,
ninguém vai nos parar,
porque vai além do desejo,
é imenso e verdadeiro,
e nada irá nos segurar.
Parafraseando Elke Lubitz...
"O sol é prosa
a lua, poesia."
O verão é energia
o inverno, aconchego.
A primavera é esperança
o outono descarrego.
O jovem é afoito, fogoso
O idoso, experiente
é prudente, carinhoso.
O mar é solidão.
O céu imensidão
a terra, criação
a musa, paixão.
Juares de Marcos Jardim - Santo André - São Paulo-SP
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
TEMPO QUE PASSA...
Malhando em maio
sem perceber "outonei".
Encolhido, assustado,
Adentrei ao inverno da minha vida.
Hibernei, busquei forças
esperançoso pela primavera
florida, rejuvenescedora,
de amores alentadora.
Anseio e vislumbro o verão
a cada amanhecer enevoado
direciono o velho timão
rumo ao Norte, ensolarado.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
