Carta de Despedida

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À DESPEDIDA AO TEATRO

Um dia, quis ser ator de teatro
E voar tão alto
Onde não se pode enxergar
Quis ser filho pródigo da arte
Quis subir ao palco
E subestimar o mundo
Como criança infame
A concepção pecadora de enlear tal arte
Me valeu sorrisos irônicos
De cruéis comediantes
Que se esquivam em virtudes ensaiadas
Hoje o teatro vaia minhas pretensões
E eu, tão pouco mudado
Tenho apenas alto os meus sonhos
Interpreto na vida o trágico sentido
Que exaspera o pensamento
No porvir que é motejante encalço do silêncio
E deixa tolas as vaidades incessantes
Num remediar meus costumes inconscientes

Ah! minh´alma teatral e desonesta...
Quer ser arte e não ser artista
Quer ser fonte e não ser nascente

Ah! minh´alma teatral e desonesta...
Já me priva meu anseio
E padeço estupidamente
Numa cidade sem sonhos

Esmeraldo
Inserida por rhdosreis

A despedida

Me despeço do sorriso tímido, quase proibido, que surgia nas piadas mais idiotas.
Me despeço dos olhos cor de jabuticaba, e os devoro com apenas um piscar.
Me despeço do cheiro de roupa limpa e dos cabelos lavados.
Me despeço do toque dos dedos, que escorriam sobre meu corpo, sem nenhuma licença.
Me despeço da voz que me dizia frases sem nexo, mas, que se juntas, entre o que me dissera ontem e hoje, faziam certo sentido.
Me despeço das horas em que não fazíamos nada, porém, fazíamos nada juntos.
Me despeço das músicas intituladas como nossas.
Me despeço do chão da sala, porque, ao me deitar lá, sinto o frio e nada consegue me aquecer outra vez.
Enfim, me despeço de mim, pois, nunca existi sem você, e as lembranças e esperanças de um futuro, era o que mantinha minha alma viva dentro desta casca ensurdecedora. Já que o inverno se instalou definitivamente, resolvi deixa-lo seguir e conquistar tudo o que almejava. Não mande notícias, mande um adeus.

P.K.

Pietro Kallef
Inserida por PietroKallef

Despedida

Vá... Siga seu caminho, meu amigo, meu companheiro de tantas jornadas.Em uma estrada paralela a sua, acompanhando os seus passos, eu seguirei.Não adianta mais discutir, nem reconhecer qual de nós dois foi o culpado.Nem continuar nos iludindo e fingindo um grande amor que já morreu.Chega! Não dá mais para disfarçar, nem suportar essa nossa vida de mentiras.Não mais importa quem errou ou quem traiu. Quem ganhou ou quem perdeu.Temos que encarar a realidade, aceitar que tudo acabou e só restou à amizade.É doloroso, mas nosso caso não tem mais solução. Temos que nos dizer adeus.
Vá... Siga sua vida, meu homem, meu companheiro de uma longa existência.Acredite. É bem melhor que seja agora, enquanto ainda existe uma amizade.Vamos procurar esquecer nossas mágoas, nossos sofrimentos e indiferenças.Aceitar essa nossa despedida sem ódio, sem brigas, sem ofensas e sem rancor.Pense: nada nessa vida acontece por acaso, nem dura para toda a eternidade. Cada encontro, cada separação, cada partida, foi o nosso destino que traçou. O que você ganhou e depois perdeu, não lamente, pois nunca lhe pertenceu. Foi só um empréstimo da vida, uma ajuda, para enriquecer suas experiências.
Vá... Amigo. Não sofra por mim. Aproveite as novas chances que lhe esperam.Leve de nossas vidas, boas lembranças, experiências que iluminaram seus dias.Não estrague seu futuro, remoendo frustrações e infelicidades de seu passado.Nem machuque quem lhe espera e pode oferecer o que entre nós não foi possível. Aproveite tudo de bom que surgir em seu caminho, viva com prazer intensidade.Não construa mais castelos que possam desmoronar e nem busque o impossível.
Conhecermo-nos não foi em vão. Teve o seu tempo, sua razão e sua finalidade. Foram lições de vida que o ajudarão a seguir em frente e a atingir novos objetivos.

Luciana Carvalho dos Reis
Inserida por Lucarvalhodosreis
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Vivo num momento simples e comum, nem de chegada nem de saída.
Portanto, não estou em despedida: nem pra morte nem pra vida.
Nem me declarando a alguém.
Sei que os confundo com as linhas que escrevo.
Isso pode ser por sentimentos passados,
Por situações nunca resolvidas - mas esquecidas,
E até por sentimentos de outrem onde me ponho a navegar.
Porque amor quando é forte, até o dos outros, nos apetece,
Jamais acaba, simplesmente adormece,
Até que um dia, como fogo, começa a queimar.

Pascoal Nunes
Inserida por PascoalNunes

Minha despedida

Eu pensei em desistir
E me deixar consumir
Pela saudade que veio
Por todo esse devaneio

Então me recordei
De que um dia te amei
Que já fomos apaixonados
Jovens loucos, desesperados!

Assim me deixei levar
Pela utopia de te encontrar
Porém tudo acabou
Pois você me abandonou

Aquele amor que existiu
Simplesmente sucumbiu
Assim te digo meu adeus
Com esses versos meus!

Cleiton da Silva Rodrigues
Inserida por CleitonSilvaR

Romã Partida!

A despedida…
É uma romã partida,
que sobra gomos
para todos os lados.
Gomos de saudades.
Gomos de solidão.
Gomos da ausência.
Gomos da desilusão.
Gomos de um doce amor,
que não existe mais.
Mas que lateja vermelho
desejando ser consumido.
Gomos do desejo.
De uma gula e de um querer.
E que vai perdendo a cor.
Se não a chupa.
A come.
A devora!
A despedida…
É uma fruta, que se partiu…
Ainda linda para ser consumida.
E que está jogada às traças!

Dayse Sene
Inserida por daysesene

Despedida
Autoria: Dayane Ribeiro - trecho da coletânea de contos Apenas Ensina-me
-Quando foi a última vez que dançamos?
-Puxa... Faz tempo. Acho que em nosso casamento.
-Ah, sim! Eu me lembro... Você estava lindo, com o rosto sorridente.
-Eu estava feliz, acabara de ganhar na loteria.
-Alguém precisa lhe ensinar o que é loteria! Você tem uma ideia estranha sobre isso.
-Sete mil e novecentos dias que conheci e amei você, isso foi o que vivi ao seu lado, na alegria, na tristeza, quatro meninos lindos... Não são estas coisas que me fazem um homem de sorte?
-Creio que aos olhos de Deus, te faz abençoado.
-Então não discuta loteria comigo, eu sei o que digo.
-Que música dançamos em nosso casamento? - ela retomou o primeiro assunto.
-Moonlight Serenade.
-Então, me abrace e finja que ela está tocando, feche os olhos e imagine-se de volta, reviva esta alegria.
Assim ele o fez, e, enquanto estavam abraçados, de olhos fechados, com suas mentes no primeiro dia deles como marido e mulher, Sílvia partiu.

Dayane Ribeiro
Inserida por dayanascimento
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Ano passado, na festa de despedida de uma amiga, ouvia calada e com atenção seu dolorido discurso sobre o quanto ela se preocupava com a decisão de ir embora. Dizia se preocupar com a saudade antecipada da família, com a tristeza em deixar um amor pra trás e com a dor de se afastar dos amigos. Ela iria embora para Londres com tantas incertezas sobre cá e lá, que o intercambio mais parecia uma sentença ao exílio.

Dentre dicas e conselhos reconfortantes de outras amigas, lembro-me de interromper a discussão de forma mais fria e prática do que gostaria:

“Quando você estiver dentro daquele avião, olhar pra baixo e ver todas estas dúvidas e desculpas do tamanho de formigas, voltamos a falar. E você vai entrar naquele avião, nem que eu mesma te coloque nele.”

Ela engoliu seco e balançou a cabeça afirmativa.

Penso que na época poderia ter adoçado o conselho. Mas fato é que a minha certeza era irredutível, tudo que ela precisava era perspectiva. Olhar a situação de outro ângulo, de cima, e ver seus dilemas e problemas como quem olha o mundo de um avião. Óbvio, eu não tirei essa experiência da cartola. Eu, como ela, já havia sido a garota atormentada pelas dúvidas de partir, deixando tudo pra trás rumo ao desconhecido. Hoje sei que o medo nada mais era do que fruto da minha (nossa) obsessão em medir ações e ser assertiva. E foi só com o tempo e com as chances que me dei que descobri que não há nada mais libertador e esclarecedor do que o bom e velho tiro no escuro.

Hoje a minha amiga não tem mais dúvida. Celebra a vida que ela criou pra ela mesma lá na terra da rainha, onde eu mesma descobri tanto sobre minha própria realeza. Ironicamente – e também assim como eu – ela aprendeu que é preciso (e vai querer) muitas vezes uma certa distancia do ninho. Aprendeu que nem todo amor arrebatador é amor pra vida inteira. Que os amigos, aqueles de verdade, podem até estar longe, mas nunca distantes. Hoje ela chama o antigo exílio de lar, e adora pegar um avião rumo ao desconhecido. Outras, como eu, e como ela, fizeram o mesmo. Todas entenderam que era preciso ir embora.

É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.

É preciso ir embora.

Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.

Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.

As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.

Desconhecido
Inserida por JacqueLobo
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Não queria que isso fosse uma despedida, principalmente pelo fato de nao querer ir embora, mas parece que de alguma forma o destino trabalhou para que isso fosse sempre inevitável
Só que dessa vez o que acontece é totalmente ao contrário de tantas idas e vindas, pois dessa vez eu que tenho que ir embora mesmo querendo ficar
Eu que sempre esperava mais, pelo visto vou ter que me contentar, reconhecer que nem toda história realmente tem um final feliz do jeito que nós sonhamos...
É a vida real, não um conto de fadas, mas tudo o que eu queria escrever nessas linhas era apenas o que eu sonhava....
Sonhar, sonhar, sonhar...
Pelo visto não vou sair disso, um sonho e quem dera jamais acordar dele pois so assim teria todos os meus desejos realizados.
Então....
Uma historia de amor que nao aconteceu.

Josevictor Amorim
Inserida por Amorimjose

CONVÍVIO DOS MORTOS

Quero tudo que não me foi,
Tudo talvez o que não mais é
A despedida da antiga e errônea dor
Da pobre esperança sensata
constituída em fé.
Quero abraçar esta noite nebulosa como última,
aquela que não se veem a chegar
A que possui dois córregos de um mesmo rio separados,
Que sem escolha trilharei...
Ao certo, onde será o que se esperam?
Quero junto a ti nesta sossegada paz
Ir além do conhecido, do eterno
Do místico ao surreal,
Do terço à boêmia.
Quero esse sentimento mentiroso e egoísta
Devastador!
Que o que em outrora, de um lado da moeda, consolador!
Quero estar com olhos de enfermos e desfalecidos diante de tuas faces e momento,
Ver-te de baixo
Para que nao o veja,
O olhar negro, abetumado, abioso,
Pois bem sei que o lugar que virgílhas
Em mero relance antigas idas,
Não encontrarás o recinto que cobriu-me
Como o soprar da ultima vela.

Não quero enxergar o que os os lhos inibem
As neblinas que não se dissipam,
Omite ao olhar a certa cegueira
Sob tão cedo catatumbas bem mal cuidadas,
Que não tiveram a verdadeira despedida
Desta face de teus cabelos
E do medo que se prega.
Em suspiros que sussurram, se proliferam
E nao se passam, se propaga
Contaminam este convívio dos mortos,
Inquieto, constante, devaço, tenebroso
Infecta os vivos que temem, não deixam a de temer...
E nestas caminhadas noturnas que rogam
Suplicam ao tempo que não permitira esquecer
O vácuo deste solo sem saída
Que o menor ser procura romper,
Quero encontrar este endereço baldio
Que se fez morada e não flui
Que vaga e não dilui
Neste imenso cemitério que não mórbido
Se tem o que não foi,
O que apenas se constitui.

Willas Fernandes. 17.12.15.

Willas Fernandes
Inserida por willasmaykon
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Despedida...

"A hora do encontro é também despedida a plataforma desta estação, é a vida."

Um beijo no rosto ou um abraço na correria da vida, do vai e vem, pode não parecer nada... Mais as vezes é um adeus... E há quem consiga perceber, pela sutileza dos detalhes, algo diferente, um indício... Ou talvez seja só a recordação da ultima lembrança, de alguém que passou em nossas vidas e pelo acontecido, paramos pra perceber o que passou despercebido... Seja como for a vida continua, seja onde nossos olhos podem ver ou onde nosso espirito consegue enxergar. É a vida.

Ana Cláudia Ribeiro Barbosa
Inserida por anaclaudiaribeirob

Na despedida tentei me esquivar do abraço daquele moço.
Vivo me esquivando dos elogios com sorrisos tímidos, apesar de, ter a certeza que ele sabe que me perco do chão quando está próximo de mim.
No abraço sinto-me presa. Sensação de que me faz acreditar que por segundos tudo é possível.
Mas a realidade é dura, e dura o tempo necessário para que eu entenda que, embora eu estivesse entrelaçada no abraço do moço naquela despedida, ao amanhecer ele não me pertenceria, não pertenceria a ninguém e a nenhum lugar.

Nanda Ribeiro
Inserida por nandaribeiro90

Nos trilhos da vida
Caminha minha pobre alma
Ainda não é a eterna despedida
Desejo destilar aquela velha calma

Nos caminhos desconhecidos do destino
Minha fé repousa no Eterno
É ele quem me deu a coragem desde menino
Para combater os horrores do inferno

Deus é meu refúgio,meu Porto seguro
Um dia aonde devo descansar
Me leva adiante nos mares do Futuro
Com sua Luz,seu amor me faz encontrar

Quero com sabedoria dizer
Ter forças para doutrinar
E assim alegria em viver
Para sempre eu poder amar!

Samuel Ranner
Inserida por SamuelRanner

Armarga Despedida
Alegrias em silencio seus martirios proclamados
Pétreo instante ali se via
Maus segundos aos bocados

Em passadas pesarosas por fim ele a via
Sumindo vagamente na atroz neblina fria
E o zombeteiro sorriso da lua
Minguava enquanto dizia:
-O dia sem sol jamais será dia
É noite despida de amor e agonia

E ela maldizente pragueja o universo Por sua amarga despedida
De seu limpido amor belo

E ao pobre homem só restou os seus versos
Poetianzando amarguras atracadas aos pensamentos
Rimando sua tristeza a esmo pelo vento
Questionando a vida e seus desencontros ...

Davi Ribeiro
Inserida por tamiresdevaz

Rimas por despedida

... Talvez por um perdido rancor, disperse minha vida,
muitas andanças, poucas jornadas se firmam,
diante de meus olhos a beleza, travestida pedia,
um pouco mais de calma pra alma, por mais sábia...

... Encontrarei você em minha volta, por não afastar,
na isolada discórdia, corações buscam se amar,
já que por tempo se requer dinheiro, vou mendigar,
talvez um pouco de alegria, deixar-me sangrar;

; pois na dor posso entender um pouco, se apaixonar,
por um mundo direito, por trocadilhos revolucionar,
na tempestade despojo-me fragilidade, vou rogar,
em poucas frações, na melodiosa vida recostar...

Ricardo Vitti
Inserida por ricardo25vitti

Foi uma triste despedida,
Silenciosa, quase despercebida.
Sem abraços, nem promessas...
Somente um olhar desesperado,
De um coração assustado
Rumo a uma saudade desconhecida.
Foi a mais triste despedida
Daquelas de quem a esperança foge
Certa que não haverão reencontros
Que acalentem a dor da partida.

Jamille Quele
Inserida por JamilleQuele

Soneto de Despedida

Que não sejam só promessas, palavras
Que seja, contudo e antes de tudo, o ato.
Que não seja o que evolui, apenas.
Mas que seja a pureza do princípio, o nato.

Que não seja o imutável, mas que não mude.
Que seja ao menos o mínimo, mas cresça.
Que não seja só mais uma paixão - que ilude
E se não for para subir, que ao menos não desça.

Se não for para sorrir, que eu chore.
Se um dia for florir, que eu regue.
Que se tiveres de partir, que eu não implore.

Se não for nos seus braços, que eu nem me aqueça
Se não for o nu e cru da verdade, que eu apenas negue.
Se não for a tua voz, e o teu beijo, que eu esqueça.

Anderson Júnior
Inserida por AndersonJunior97

Mais um ciclo se vai,
mais uma fase demolida.
Se deus fosse pai,
Não haveria despedida,
mas apesar de dolorida
despedida há.
Deixa a vida colorida
e nos traz um novo ar.
Sinto-me livre pra viver,
livre pra voar,
mas já sei que vai doer
enquanto procurar.
Procurar sem saber
nem mesmo o que encontrar,
se a vida já mostrou
que começar é terminar!
Tudo que um dia começa
compõe um caminho.
A vida é como uma peça
órfã de carinho,
mas se afeto for necessário
como assim acredito
encontrarei um relicário
com todo o amor bendito!

Camila Andryws
Inserida por camilaandryws

Odeio despedida , fico sem chão , desesperado tentando encontrar uma saída ou algum motivo novo de poder viver a vida . Nessas horas eu me esqueço de tu aquilo que é importante e que me mantém vivo ... Esqueço que tenho saúde , filho , família , amigos , , violão , cachorro .
Eu não quero saber de mais nada , tudo aquilo que era importante se camufla em meio a dor e choro constante . Tenho a sensação perturbante de que nunca mais serei feliz .
Aí começa aquele filme de terror , sou perseguido à todo tempo por um demônio que tem consigo todos os meus maiores temores e que me atrai para dança do suicídio ..

Alysson Drick
Inserida por alyssondrickfrases

No ínterim da vida, um mal estar, uma despedida
De mim. De quê?
Acho que eu dormi nos intervalos da chegada, da partida.
E a cada despedida eu me pergunto se é o fim

Ontem, morreu um bicho dentro de mim,
E hoje as suas tripas me degolam
Um bicho esguio e luminoso... Sei lá...
Só sei que estava aqui porque agora não está,
E se nunca esteve, tem um espaço aqui pra ele... Vazio, vazio

No ínterim da vida, um não estar, uma despedida...
Assim foi que eu fiquei desfalecida no sofá do quintal velho
Enquanto uma semente que virou broto que virou árvore e virou árvore
De repente, virava árvore que virava broto e virava semente
Semente que se enroscou e bloqueou minha garganta
Semente que dói feito pedra.

O que eu sei é que até ontem havia um caixão por aqui
Um caixão que ninguém abriu
O cadáver... Não sei bem... Mas acho que era morte/por segundo
Talvez por cárcere privado, talvez por conveniência.
O que eu sinto, vejo e ouço é que até hoje fede e bate na madeira inutilmente.

Aconteceu...
No ontem de algum dia
Em algum olhar distante, vazio e doloroso.
Eu não sei... Mas eu me lembro,
Como uma sensação no escuro.

eu
Inserida por Eu1695
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