Carta a um Amigo Detento
Sou apenas a sombra do que fui um dia, não sou mais montanha, nem planície, sou depressão... do mar que fui restou apenas o sal, sem vida... sou história esquecida. sou o ponto final de uma frase... sou tudo que você vê, nada além, nem menos e nem mais, tão pouco fui, muito menos sou... sei que tudo e nada são partes de um todo, e que estar confuso é normal, da confusão vem a certeza, dá certeza vem a coragem...
(...) e aí passa um tempo e pensámos que toda a dor já passou .. Metemos na nossa cabeça que tudo foi ultrapassado e quando nós menos esperámos, voltámos no tempo e nos lembrámos das nossas grandes perdas ... E por mais que pareça que não há dor nenhuma em nossos corações o que ninguém imagina é que por dentro ele está a explodir e a acabar com as nossas esperanças de ter um novo começo e uma nova história.
Existia um planeta, que parecido com a terra porém metade natureza, metade cidade, em natureza pequena ilha, em cidade na verdade mais que a metade só lixo era as cidades, e as duas metades de terra flutuadas sobre oceanos e mares de esgoto, e na verdade mesmo é um planeta que se está diminuindo e tudo aparenta passar mais rápido hoje em dia, será esse o futuro que vocês tanto falam ?
Como um meteoro com aquele brilho vindo do céu, você chegou. Fechei os olhos, imaginei, desejei como nunca poder te alcançar, ser atingindo pelo brilho do seu olhar, que por si só conseguiu me contagiar. Difícil é não notar a sua beleza, que é impossível de se equiparar. Através de minhas palavras singelas procurei encontrar maneiras de declarar a visão do que acaba de me encantar. Seu sorriso lindo, transcendendo a beleza de um lírio, que sempre almejei cultivar, sua sutileza é capaz de completar o que meu jardim sempre esteve a buscar. Queria eu poder continuar a sonhar. Mas infelizmente tive que acordar. Mal vejo a hora de fechar os olhos para te encontrar.
Um dia me disseram que minhas palavras eram radicais de mais. Que eu era muito nova pra ter as experiências que descrevi... Deve ser verdade no ponto de vista de quem está do lado de fora da história. Porque tive muitas perdas nessa vida, mas também tive ganhos. Muitos acertos e muitíssimos erros. Não devo me chatear com essa observação. A culpa é minha por não deixar transparecer as dores que sinto aqui dentro...❤😌
Não ame nunca um bicho selvagem, sr. Bell. Esse foi o erro de Doc. Sempre voltava para casa com alguma coisinha selvagem. Um falcão de asa machucada. Até um lince crescido com a pata quebrada. Mas não dá para entregar o coração a um bicho desses: quanto mais você dá, mais forte ele fica. Até que fica forte o bastante para voltar para o mato. Ou voar até uma árvore, depois para outra mais alta, depois para o céu. É assim que acaba, sr. Bell. Se a gente amar um bicho selvagem, vai acabar olhando para o céu.
Se eu pudesse ter a oportunidade de ter um dia ao lado das pessoas que eu amo e que já não estão mais aqui, eu só falaria do amor que sinto. Das coisas boas que deixei de fazer. Das boas palavras que deixei de dizer. Do abraço que não dei quando achei que teria bastante tempo. Se eu pudesse matar a saudade por um dia, eu tornaria aquele dia inesquecível. Aproveitaria ao máximo. Perguntaria todas as questões. Tiraria todas as dúvidas. Se eu pudesse ter mais uma conversar com o velho Hermano, meu pai, diria a ele o quanto eu o amo e demonstraria a curiosidade para saber como foi criar 10 filhos em um mundo tão complexo e difícil. E como foi a sensação de ter todos os seus filhos por perto no dia da sua morte. Eu tenho certeza que isso emocionou bastante meu velho. Se eu pudesse tomar mais um whisk com meu cunhado Nelson, eu pediria pra ele contar todas as piadas. Todas que ele soubesse. Pediria que ele fizesse a mágica de desaparecer a moeda e o cigarro e me ensinasse o truque para que eu pudesse divertir os meus filhos e sobrinhos como ele fez tão bem em vida. Se eu tivesse algumas horas a mais na minha rua, em Muritiba, ao lado de todos os meus vizinhos que já partiram, eu agradeceria tanto. Dona Zeca, Dona Dinha, Louro Chiada, Anun, Dona Isabel, Dona Dú, Dona Zizi, Seu Augusto, Bengo, Seu Paulo e tantos outros queridos. Reuniria todos em uma mesa e faria um brinde a amizade. E como eles foram importantes para a minha vida. Se eu tivesse mais uma chance com Seu Borges, pediria que ele me ensinasse algumas palavras em esperanto. E uns minutos com a Tia Hildete seria apenas para entender como aquela senhora da voz doce conseguiu enxergar tanta beleza no mundo. Eu não gosto de cemitério. Já furei vários enterros, já evitei vários velórios. A vida é tão bonita e a morte tão triste. Talvez não deveria ser tão triste assim. Quem sabe lá, do lado de lá, as coisas sejam melhores do que aqui. Ainda é cedo pra saber. Mas que fique claro pra gente que ainda está aqui, que o tempo ao lado de quem a gente ama pode acabar de uma hora pra outra. Então, que a gente aproveite. Que a gente aproveite a vida e em vida. Pois a saudade é cruel. Não passa nunca.
Excessos é o que passa da medida, dos padrões da normalidade, do que é legal, um exagero, onde acaba sendo redundante numa ação descontrolada sem moderação, chegando a um limite extremo. Digo sempre que nem tudo pode ser 08 ou 80, o equilíbrio é sempre o melhor meio termo, aquilo que é demais pode sobrecarregar e acarretar situações desagradáveis que com o tempo se perdem o controle. Algumas pessoas reclamam que faltam tudo, mas há seremos humanos que perdem a noção das coisas e nunca estão satisfeitos com o que tem, esse é um sintoma do processo de mania da bipolaridade, já passei muito por isso. Os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência. Já vi gavetas entulhadas, porque não fazer uma boa limpeza, trabalhos em excesso e por muitas vezes não estamos lucrando por faltar raciocínio lógico de que se estamos deveras cansados e a falta de produção adequada se faz presente, comemos muito mais que precisamos. Lembra do que velho ditado: “ Como para viver e não vivo para comer. ” E deixa a opinião e as críticas destrutivas dos outros com eles, na maioria das vezes não nos agregam nada. Tudo que é em exagero nos demanda tempo para ser administrado, e tempo vale ouro.
Você que compreende que a dor da perda de um ente querido nos faz mais humilde, simples, humanos. Você que sente suas dores e aprendeu a sentir que, diante da sua resignação, a dor que dói mais é a dor do outro. Você que já não se ilude, sabe que tudo passa, até mesmo a mais forte tempestade. Você que já viveu dias difíceis que parecem não ter fim. Eu daqui lhe agradeço por ter sido quem você é.
Não sei se ganham com isso ou é pura tolice, mas tem gente que está brigando por um governo que ainda sequer existe. Outros brigam contra sobre o que não sabem ainda. Como se diz mesmo na lei do karma? A cada ação, uma reação. Esse bando ainda não tem ação alguma, então não pode ter reação. Uns se fiam num futuro que não sabem se vai existir ou não. Outros se fiam num passado já morto e que deveria ser enterrado. Outros querem "resistir". Resistir a quê, se nada ainda foi definido? Estamos na era da conversa fiada, lutando a favor ou contra moinhos de vento, como Dons Quixotes? Valha-me Deus.
A segurança pública nas principais periferias das cidades brasileiras não precisa só de um maior e mais beligerante movimento para enfrentamento violento frente a criminalidade crescente. Existe sim a necessidade urgente de políticas públicas culturais de segurança, para as favelas e todas as áreas de baixa renda para erradicar por vez a nefasta marginalidade em meio de uma população vitima, refém, digna, honesta e operária. A máquina pública por si deve efetivar setoriais conselhos de moradores locais, dar voz a população local e retomar a qualquer custo a soberania e a tranquilidade constitucional local às famílias que vivem tradicionalmente há muito tempo nestas comunidades. Em segurança pública contemporânea, não existe mais na menor possibilidade de usar o fogo para combater o fogo. Hoje, combate-se o fogo com a água, e é assim que a cultura pode se esparramar de forma sutil, por meio de plataformas culturais locais não artificiais e nem alienígenas do próprio lugar. Em muito pouco tempo a cultura que é a nova meta linguagem do poder público, começará a ganhar força onde o poder público só vem perdendo ao longo dos anos, entre o espaço ambíguo e artificial provocado por suas equivocadas frentes sancionais de beligerâncias ardentes.
Em uma família tradicional, um nome e sobrenome muito conhecido nunca foi um conjunto de pessoas co-sanguíneas oriundas de uma mesma raiz genealógica, onde todos são iguais. Pelo contrario, diante de uma antiga dinastia familiar sempre temos um grupo de pessoas que pensam e são totalmente diferentes. Pois como vivem a muito tempo, tiveram mais oportunidades de errar e acertar mais na vida da mesma forma que muitos aqui vieram como bons, caridosos e honrados e em outras vezes como maus, egoístas e divergentes.
A vida é mesmo cheia de surpresas. Através de um livro, um filme ou série nos deparamos com vários tipos de emoções. Nossa mente torce, sofre, se apaixona como se o fictício fosse real. Por mais complicado que seja nossa simples existência as vezes nos deixamos levar pra esse mundo que é o irreal. Bem distante queremos ser, sentir ou estar na pele daqueles que nas telonas ou nas linhas de um bom livro estão vivendo vidas incríveis. Sentir seus medos, seus sonhos realizados, seus amores e até dores, porque parece um escape momentâneo. Nos dá a leve impressão de participação ou mesmo missão cumprida.
O amor é um sentimento que traz paz, calma, alívio e... é como estar em casa. No entanto, no amor, também haverá monotonia, tristezas e discussões. O amor é diferente da paixão; a paixão é louca, apressada, cega, surda, mentirosa e inconsequente. O amor é calmo, esperançoso e, em alguns momentos, parece que não está mais ali... até a saudade bater. Sem pressa, ele cura algumas feridas e constrói algo ainda mais forte.
Translação é o movimento de um sistema físico no qual todos os seus componentes se deslocam paralelamente e mantêm as mesmas distâncias entre si ou numa forma jurídica transmissão de direitos ou coisas da posse de uma pessoa para outra. Mas voltando um pouco e pensando neste nosso Universo é o movimento que a Terra executa em torno do Sol de forma elíptica. Durante o deslocamento desse movimento, a Terra viaja a uma velocidade de cerca de 108 mil quilômetros por hora. Para a conclusão do movimento de translação, são necessários - segundo os astrônomos - 365 dias e 6 horas (um ano). Sinto-me, muitas vezes, ao girar e girar em torno dos meus sonhos, parece que os pontos e a distância a eles são tão específicos e paralelos que a impressão é que jamais se encontrarão. Mas não. Vou traçar metas e definir diretrizes e ao invés de transladar pelos meus anseios vou traçar o meu meridiano e chegar de um polo ao outro, claro com dificuldade, mas transpondo todos os obstáculos, até que todos os objetivos almejados, sejam por fim alcançados. Não importa quantas voltas o nosso mundo der, ou quanto tempo levar, tendo força e saúde, se um dia erguemos moradia, de pedra em pedra iremos edificar um castelo. Mesmo que não seja nós a aproveitar, a quem amamos iremos deixar. E no meio das voltas que esta vida dá, mais um dia destes 365, se foi e anoiteceu, graças a Deus!
O que é verdade? A verdade não tem identidade. Sabemos que cada um tem a sua verdade. Entretanto, há uma razão que nos faz enxergar que a maioria de nós vê em Deus a essência da verdade. Eu me orgulho de ser um dos tais imergido nessa maioria, pois, sem Deus, entendemos que não há verdade, já que contemplamos a existência declarar por meio da vida e tudo que há que a verdade está em Deus. A Deus seja a glória para todo o sempre. Ele é e eternamente será a nossa verdade!
Somos mais um entre feras, leões. Marcamos o nosso espaço com a nossa imposição, com a nossa opinião, com o nosso posicionamento. Não sejamos covardes ao ponto de se omitir por medo da fúria alheia. Venhamos também deixar nossas pegadas de garra, de força. Não nascemos para sermos vítimas, nascemos para mostrar que somos a história, que temos um legado, que somos quem quisermos ser.
Certa vez, senti que tudo acabara. De fato, acabou. Mas não terminou. Ainda consigo ouvir, um sussurro ecoa suavemente nesta nave. Nave esta que viaja em um universo infinito, estarrecedor, onde paira a dor. A dor orbita. Palpita. Imita algo de bom. Nessa constelação, só sei que nunca existiu início, tampouco o final. Quem dirá o meio pra recomeçar. Do que sei, é que começo de onde eu quiser, quando e como eu quiser. Descobri que sou o centro do meu universo. Dá imensidão desse cosmos, de toda essa vastidão, percebo que estou em órbita, em constante transformação, em evolução.
Um dia, em um passado não muito distante, eu viverei o presente do futuro que imaginei. Paro... penso. Estou no presente, com um pé no futuro e debruçado no passado. Naquele passado que só eu sei. Naquele passado escondido na caverna. A caverna escura que só eu tenho a luz para ilumina-la. Essa luz é o futuro, ressoando em meu ouvido dizendo que tudo dará certo. O presente jaz. O presente trás. O presente faz. Refaz. É fugaz. Perspicaz. Ele é o meu algoz, chega a ser feroz. Me corrói. Mas não me destrói. Me torna um herói. Eu te quero; te venero. Oh futuro que reluz no passado, ouve-me. Estou aqui, consegues me ouvir? As súplicas pairavam em um silêncio fúnebre, o silêncio ecoou, o vazio criou forma, criou asas. E lá estava eu, na imensidão daquilo que ousei ver, eu era uma letra perdida em uma biblioteca, assim como os meus pensamentos estavam perdidos em mim. Ah! atrevo-me mais uma vez. Atrevo-me a viver o presente, a ser presente, um presente, um ente.
Eles me ensinaram que o certo era um corpo magro, eram roupas não muito curtas, mas também não muito compridas e disseram que o rosto devia ser fino, pernas sem celulite e bumbum sem estrias, me instruíram a ter o toque leve... Me ensinaram tudo menos a me amar, me olho no espelho e penso que eu não queria estar ali, por um momento sinto minha alma flutuar para fora do meu corpo, o lugar que eu mais devia gostar de ficar que era dentro de mim é o lugar que mais me machuca.
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