Carta a um Amigo Detento
Carta ao coração inquieto
Estou aqui coração pra falar de si, pra si que mexe tão bruscamente com minha vida, não é de hoje que atravesso os mares mais revoltos por conta de suas inquietações mais impertinentes, você devia trabalhar ao meu favor, remando junto comigo, me trazendo mais alegria e cores aos meus dias, ao meu sorriso, não quero que minta pra mim, sei que este mudo é perigoso, sei que tens feito sua parte em me proteger, porém tu têm sido bastante prejudicativo a mim, sua alto proteção tem me tirado a paz, sou um corpo pronto pra lutar, um corpo que vive em guerra, sou um corpo que não sossega em dias ensolarados, mesmo que eu esteja nos mais lindos lugares desta terra, sua proteção sempre me leva a um estado de guerra.
Não quero que deixe de me proteger, sei o quando necessito da sua alto-proteção, afinal é por causa de sua responsabilidade que este mundo ainda não me destruiu, sua existência e seu cuidado são bases para que eu consiga sobreviver aos momentos mais difíceis que o incerto desta terra me proporcionará.
Porém preciso respirar com mais calma, preciso de passos mais lentos em minha jornada, não quero sempre está pronto pra guerra, nem muito menos pra lutar ou fugir dos perigos da vida, quero que entenda que nem sempre o mundo de fora é lesivo, por vezes da pra andar e relaxar em dias de sol, em dias chuvosos também, perto do mar, da montanha ou sei lá, tudo depende de onde você querer me levar, o importante é esta onde eu estiver, com a cabeça lá e o coração em paz, mesmo que seja perto do convívio das pessoas, há! as pessoas, que medo é esse? porque toda está tensão, porque toda está aflição, sei bem que as pessoas podem nos ferir, podem nos afligir, por vezes, e sei que são muitas, até nos julgar, porém não me faça passar por toda essa desconfiança, por toda está tensão, a não ser que haja realmente uma razão para tudo Isso, se não houver, por favor deixe meu julgamento de lado, não me faça dizer palavras cheias de verdade, cheias de razões ou mesmo cheias de julgamentos com aqueles que estão a minha frente. Eu não preciso ser juiz de ninguém, nem muito menos ficar com medo do seus olhos julgadores, afinal talvez esse outro esteja em paz, e se não estiver, é por conta da auto proteção dele, talvez ele esteja em guerra também e precisando descansar um pouco, assim como eu, assim como nós coração.
Desejo que tu descanse um pouco para que eu possa viver.
Cinza Paper
Se algum dia chegares a ler esta carta, espero que faça bem ao teu coração.
Se passares por problemas não escolhe as adversidades desta vida como pretexto para desistires do teu sonho azul.
Espero que a vida faça de ti um homem mais duro e um super homem para a tua família.
Será que ainda namoras com aquela negra atrevida ?
Enquanto estive vivo lutei pela minha sobrevivência, lutei pelos meus sonhos mas não consegui alcançá-los pois a minha força motriz venceu cedo de mais.
Eu via eles quando articulavam mal de mim pelas costas e depois me abraçavam e cumprimentavam proferindo : irmão como estás ? Andamos com muitas saudades tuas; irônicos.
Envaideceram-se ao preparar o meu desaparecimento para depois chorarem lágrimas falsas afim de obter o favor dos outros inocentes a carregar a minha caixa e cavarem a minha cova.
Quando alcançares o teu sonho e receber o enaltecimento de cima, não esquece do teu passado, lembra-te que aquilo que te tornaste não é igual ao que eras nos tempos de luta árdua quando ninguém acreditava em ti e que agora que foste enaltecido tens a possibilidades de melhorar a vida de muitas pessoas, mas não te deixes cegar pelos prazeres e luxos que o enaltecimento te trará, lembra-te de tudo o que me motiva a escrever para ti.
Carta para mamãe
Querida mamãe
Logo em breve vou chegar
Não fique preocupada
Se ao te ver eu chorar
Não é por estranheza
Mais por ter a certeza
Qui pra sempre vai me amar
Também não fique com receio
Se eu morder seu seio
Tentando ouvir seu coração
Aqui não é igual a casa que eu tava
Mais eu sentia e já esperava
Seu amor, sua emoção
Agora que não posso mais voltar
Pra casinha onde fui gerada
Vou ficar aqui e desfrutar
Nesta vida com você
Obrigado mamãe por tanto me proteger.
Essa carta é para minha alma gêmea (se caso você exista)
Eu ainda não te conheço, não sei a cor dos seus olhos, tão pouco a sua altura mas eu queria te fazer meu primeiro e último pedido, não me encontre, muito menos me procure e se por um acaso esse universo fudido me levar até você, não se revele. Não se preocupe a culpa não é sua, eu tenho plena certeza de que você é mais que suficiente para mim, mas espero que um dia entenda que eu não poderia suportar a ideia de te perder, eu já te amo demais, ja te quero demais e para mim a ideia de não te ter dói muito menos do que experimentar do seu abraço e um dia perde-lo. Desculpe querido, desculpe por deixar-te a enfrentar esse abismo em que nos encontramos sozinho, perdoe -me por ser fraca demais e não insistir em lutar ao teu lado. Sei que não mereço seu perdão, mas perdoe-me por ama-lo tão incondicionalmente até não suportar a ideia de perderte.
“Selo de lágrimas”
Uma carta de amor eu recebi
Uma carta de amor eu redigi
Enviada com selos de lágrimas
Para alguém que conheci.
Um amor tão lindo nasceu entre mim e você
Mas, no seu coração, esse amor tão grande morreu.
Já não sei mais quem sou, nem mesmo quem tu és.
Só sei que te amei loucamente.
Perdi-me num mar de ilusões
Até hoje não me encontrei
Passei por dias turbulentos, andando contra o vento
Por noites estreladas, vivi o mais lindo e profundo sonho
Acordei na mais triste e longa estrada
Não sei qual é a razão do amor
Nem tenho a noção de nada, esperei a mais precisa flor
Só encontrei espinho e dor.
Não encontrei luz, andei na escuridão do meu sofrimento
Percorri sua alma, embriaguei-me no cálice do seu amor.
Depois de viajar no tempo, acordei só com o perfume
Da flor e a lembrança de um grande amor.
Isca viva,
Quem não arrisca não petisca.
Truque caro,
Carta na manga-larga-paulista,
Cavalo de Troia na burguesia.
Quem enterrou o ouro se perdendo no mapa,
Mais pra direita que pra esquerda.
Abaixa a saia,
Já diziam os truqueiros.
Não fujo à raia
Nesse mundo desigual.
Um novo ciclo monetário
Mais igual, mas ilegal.
Carta para uma narcisista
Foram quatro meses, mas o que eu vivi nesse tempo marcou como se fossem anos.
Entrei de coração aberto, mas saí com ele mais forte — e, pela primeira vez, voltado para mim mesmo.
Durante o tempo ao seu lado, fui colocado à prova emocionalmente de maneiras que ninguém deveria ser.
Convivi com comparações dolorosas, ausências inexplicadas, reações agressivas por motivos banais e uma instabilidade que me fez perder a noção de quem eu era.
Até o fim, o desequilíbrio se manteve: bastou eu dizer que queria ir pra casa, e você respondeu com desprezo e fúria — jogando no chão o que simbolizava nossa história.
Mas ali, junto dos cacos, nasceu minha lucidez.
E é por isso que hoje eu escrevo não com raiva, mas com consciência.
Porque o que me parecia amor, era teatro.
E quando percebi, eu apenas sorri — que sorte a minha ter sido o único verdadeiro nisso tudo.
A sua passagem pela minha vida teve um efeito inesperado:
Reencontrei amigos que o tempo e o seu controle haviam afastado.
Reaproximei-me da minha família, que me acolheu e me lembrou quem eu sou.
Todos me incentivaram a sair desse ciclo — e eu escutei.
Eu aprendi.
Aprendi a delimitar melhor para quem eu entrego meus sentimentos nobres.
Aprendi o valor do amor-próprio e da autoproteção emocional.
Aprendi que não posso salvar ninguém que não quer ser salvo — e que isso não é um fracasso meu, é um limite da vida.
Aprendi que há uma hora de parar. Parar de insistir. Parar de sangrar por quem nunca vai cuidar da ferida.
E nessa hora, é preciso abandonar a batalha — por amor à própria vida.
Hoje, sigo a vida sem sofrimento, sem peso, sem mágoas.
Carrego apenas o que me constrói: meus valores, minha força, minha consciência limpa.
Você talvez nunca consiga amar.
Mas eu consigo.
E da próxima vez que eu amar, será com leveza, reciprocidade e verdade — como eu mereço.
Obrigada pela lição.
Eu me despeço, de cabeça erguida, sabendo que voltei a ser quem eu sou — e que nunca mais me abandono.
QUERIDO AMOR
Escrevo essa carta com o coração
Você é resposta da minha oração
Obrigada por me ensinar a amar
Obrigada por me ensinar a descansar
....
Descansar, apoiada em seu peito
Nisso que penso quando deito
Te admiro, meu amor
Por isso, não quero te ver sentindo dor
....
Você é o homem que eu sempre quis
Então, nunca se esqueça do que você diz:
"Devemos sentir gratidão, mesmo que tudo seja em vão"
....
Você me ensinou o que é o amor
me fez sentir poder entre o medo
Você me ensinou a lutar contra a dor
me trouxe o significado de 'enredo'
.....
Um enredo lindo nós criamos
Juntos, pensamos, criamos, amamos
Meu amor, não há palavras para descrever
A força que você me trouxe para voltar a viver
Carta de Despedida
Eu não tive a chance de me despedir de você…
E talvez por isso eu carregue até hoje essa sensação de que nossa história ficou suspensa, como uma frase interrompida no meio.
E eu fiquei parada ali, sem saber se continuava ou voltava atrás.
Quando penso em nós, lembro de como você sempre me olhava nos olhos e dizia o quanto eu era bonita.
Do jeito firme como segurava minha mão, como se, naquele instante, nada pudesse nos separar.
Lembro das coisas que vivemos e que você dizia nunca ter feito com ninguém.
Das vezes que vinha só para conversar.
E daquela vez em que vi um medo tão simples e tão profundo em você, quase como o de uma criança — o medo de gostar, de se apegar, de amar.
Você chorou no meu peito, e mesmo sem entender, eu parei de perguntar.
Só te abracei.
Lembro também da festa que você não queria ir, mas foi só para me agradar.
A chuva caiu tão forte que nos fez ficar no carro.
E ali, como se o tempo tivesse parado, nós nos amamos como se não houvesse amanhã.
Quando a chuva cessou, fomos à festa e você, com seu sorriso de menino, fez todos rirem.
E alguém disse: "Cuide bem dela."
Lembro do dia em que você me ligou várias vezes, achando que eu tinha sofrido um acidente.
Naquele momento, não percebi o peso disso.
Hoje sei que era a sua forma silenciosa de dizer: "Você importa para mim."
E lembro, também, das vezes que você aparecia do nada, nos momentos em que eu mais precisava de um ombro amigo.
Você dizia: "Você briga comigo, mas eu tô sempre aqui."
E estava mesmo.
Eu brincava te chamando de "meu karma" — você ficava bravo e eu adorava te provocar.
Você era carinhoso e insistente.
Houve aquele dia em que eu estava muito triste, sem te dizer o motivo.
E você, sem insistir para saber, simplesmente disse:
"Ah, a vida é tão curta para ficarmos tristes e arrumando conversa complicada... bora, banho quentinho ajuda a resolver essa cara amarrada."
E assim, pacientemente, você lavava meu cabelo mecha por mecha, me abraçando o tempo todo.
Quantas vezes você fez isso…
Quantas noites pediu para eu ficar só para dormir juntinho…
Quantas vezes tentou me acalmar, e eu sempre com dificuldade de entender o que estava acontecendo entre a gente.
Também lembro de quando você me pediu ajuda num período difícil da sua saúde emocional, e eu prontamente estive lá.
E também lembro, com dor, da vez em que você me ligou várias e várias vezes dizendo que estava mal… e eu não dei a atenção que deveria.
Eu me distanciei, e só depois percebi que, mesmo com tantas pessoas para quem poderia ligar, era a mim que você recorria.
Você dizia que nem sabia por que fazia isso, mas que se sentia bem conversando comigo.
E quando estava triste ou desanimado, era em mim que pensava — até fazendo campana no meu portão.
E mesmo com tudo isso… eu parti.
Queria um título, uma segurança, algo que me dissesse que você ficaria.
E quando senti que talvez não ficasse, fugi antes que a perda viesse.
Talvez por medo.
Talvez por não saber lidar com o seu jeito de amar — silencioso, inesperado, mas verdadeiro à sua maneira.
E isso ficou claro para mim alguns dias antes de você partir para sempre.
Você veio diferente.
Sem brigas, sem discussões… só queria passar mais um tempo comigo.
Mas eu não podia — nossas vidas já tinham tomado rumos diferentes.
Você só queria um abraço, ficar ali, grudado, em silêncio.
E disse:
"Chatinha, me abraça forte… porque pode ser a última vez que faça isso."
Eu briguei, como sempre, e respondi:
"Sempre estaremos aqui. Podemos brigar, ficar distantes, mas sei que sempre estaremos aqui."
Você sorriu e disse:
"Você não tem jeito."
Nos despedimos e eu falei: "Até outro dia."
Mas esse dia nunca mais chegou.
Se eu soubesse que aquele seria o último abraço, teria ficado mais tempo.
Teria gravado cada detalhe — o calor do seu corpo, o cheiro, a força dos seus braços em volta de mim.
Teria dito tudo que guardei por medo ou orgulho.
Mas não disse.
Agora ando nas ruas como sempre andei…
Com aquela esperança boba de encontrar você.
Porque, antes, era assim: do nada, você aparecia.
Agora eu posso andar… e andar…
E nunca mais vou ver você chegar com aquele sorriso de menino,
que sempre carregava um pouco de malandragem e um tanto de carinho.
Não vou mais sentir o toque rápido da sua mão puxando a minha,
nem ouvir você dizer que estava só passando, mas que resolveu parar para me ver.
Não vou mais encontrar seus olhos me procurando na multidão,
nem o jeito único que você tinha de transformar um dia comum em algo inesquecível.
E isso dói… dói porque a sua ausência é tão presente que parece gritar no silêncio.
Dói porque, mesmo sabendo que você não vai voltar,
a minha alma ainda espera.
Hoje, eu entendo que não existe um adeus perfeito.
Sempre vai ficar algo por dizer, um gesto por fazer,
um último olhar que nunca aconteceu.
E o meu último olhar para você… ficou preso na memória.
Você indo embora, sem saber que era para sempre,
e eu, sem imaginar que aquele instante seria o nosso fim.
Se um dia, em algum lugar que eu não conheça, a gente se encontrar de novo,
não quero palavras.
Quero só o silêncio…
aquele mesmo silêncio em que a gente se entendia sem esforço,
aquele mesmo silêncio em que você me abraçava forte,
como se dissesse, sem dizer:
"Eu nunca vou te esquecer."
E eu também nunca vou.
Carta para quem me toca a alma
Tem coisas em mim que não sei explicar, mas que você desperta.
É como se, perto de você, tudo o que eu sinto ganhasse cor, profundidade e sentido.
Eu não quero muito…
Só que você me veja de verdade.
Que perceba quando meu sorriso está cansado, quando meu silêncio grita.
Que esteja por perto, mesmo nos dias em que eu mesma me afastaria de mim.
Quero o tipo de amor que não precise ser pedido.
Aquele que cuida sem prometer, que abraça sem motivo, que permanece mesmo nas ausências.
Quero ser o pensamento leve no meio do seu dia, o motivo do seu riso mais sincero.
Não peço perfeição.
Só peço presença.
Alguém que me olhe como se encontrasse abrigo, e que ofereça um colo onde eu possa descansar meu coração.
Às vezes, tudo que eu queria era isso:
ser sentida, lembrada, querida… sem precisar pedir.
E que você soubesse o quanto isso em mim é real.
Com o que há de mais sincero em mim.
Soneto da Carta ao Araújo
No teu quarto quieto, lotado de sonhos
Que tu vivencias, na mais sóbria graça,
Te digo, meu amigo: o tempo passa
Enquanto vivemos dias enfadonhos.
Depois de nós, tudo seguirá o mesmo,
Assim como já eram as coisas antes,
Hão de haver boêmios e delirantes
Para ocuparem os bares, a esmo.
Mas sonhador como tu, não haverá igual:
Seja nesta, ou em qualquer galáxia,
És para sempre, excêntrico e único.
E me é consolo, saber que ao final
Serás tu a árvore asclepidácea
A enfeitar meu esquecido túmulo.
Carta que nunca será enviada
Eu não confio mais em você. E, pra ser sincero, eu nem sei mais quem é você. Por muito tempo, eu acreditei que te conhecia. Que havia em você algo que me despertava curiosidade, vontade de estar, de ouvir, de entender. Mas hoje, não há mais nada aí que me faça querer permanecer. Nenhuma faísca. Nenhuma vontade de tentar te conhecer de novo.
Eu te ouvi assumir seus erros. Ouvi você dizer que estava sobrecarregado, que descontou em nós o que não era nosso. E, veja bem, não estou aqui pra invalidar sua dor — nem a sua nem a minha. Mas também não vou fingir que não escutei, no meio disso tudo, você deixar claro que esse arrependimento não era sobre nós, não era sobre o que causou, era sobre você. Sobre você se sentir bem consigo mesmo. Sobre você tirar esse peso das costas.
E tá tudo bem. Sabe? Eu até entendo. Cada um lida como pode. Mas eu, André, acredito que arrependimento nasce quando a dor que você causou no outro pesa mais do que o desconforto que você sente consigo mesmo. Quando se pede desculpa só pra aliviar o próprio peito, sem se importar com o peito do outro... pra mim, isso não tem valor nenhum.
No fundo — e aqui está talvez a parte mais cruel disso tudo — eu sinto falta do que eramos. E é essa saudade que me faz, teimosamente, pensar em dar mais uma chance. Só que... chance pra quê? Pra quem? Porque você não é mais aquele que eu achei que conhecia.
Quando voltei, senti que não havia mais espaço pra mim. Você já tinha outros. E eu, que sentia sua falta, percebia, na mesma medida, que meu sentimento não fazia diferença nenhuma. E segui... me mantendo no meu lugar, no silêncio que você me deixou.
Aí sua vida virou de cabeça pra baixo. E me pergunto... desde quando sua identidade dependia tanto de quem estava do seu lado? Desde quando você só conseguia se amar se alguém te amasse de volta? Porque, de repente, você não era mais aquele cara doce, gentil, atencioso. De repente, tudo virou distância, silêncio, respostas curtas e olhares pesados.
Você demorou tanto pra me contar... e nem era sobre o que você viveu. Era sobre a distância que você escolheu criar enquanto eu só esperava que você me visse. Que você, ao menos, me notasse. E mesmo quando soube, eu só fiquei chateado. Chateado, não bravo, não ferido a ponto de te julgar como você achou que eu julgaria.
“Vocês me conhecem”... Pois é. Nem você se conhece. Eu só achei que conhecia. E achei, também, que você me conhecia.
Eu estava disposto, sabe? De verdade. Eu estava pronto pra deixar tudo isso pra trás e seguir, do jeito que desse, do jeito que fosse. Mas a forma como você lidou hoje... a frieza, a esterilidade, a forma como você distorceu tudo, me deixou com a certeza de que não. Eu não quero mais você na minha vida.
Sim, eu iria sofrer por te perder. Mas, agora, não mais. Não, não mais.
Precisava de uma opinião. E ouvi sobre o sentimento de pena. Eu... infelizmente, não cheguei a esse nível de empatia. Me protejo. Me cuido. E fico onde estou. Não me coloco mais onde não vejo mais futuro.
Os caminhos mudaram. E tá tudo bem.
Carta do Coração Silencioso
Hoje vi seu reflexo nos olhos de alguém inocente, e meu coração ficou apertado.
Ela estava ali, tão pequena, tão frágil... com o rosto marcado por algo que palavras não disseram, mas que minha alma sentiu. E naquele instante, eu não vi apenas uma criança — vi um pedaço do que poderia ser meu mundo, se o caminho entre nós fosse diferente.
Foi como olhar para dentro de uma saudade que não sei nomear.
Doeu.
E eu chorei.
Chorei porque ainda existe em mim um carinho que nunca deixei de sentir.
Chorei porque sou feita de afeto, mesmo quando sou afastada.
Chorei porque ver tristeza em alguém que, por laços invisíveis, me toca... me despedaça por dentro.
Eu não estou aqui para cobrar nada, nem para exigir retorno, nem para pedir espaço.
Estou apenas aqui, sendo eu mesma: inteira, sincera, sentindo o que sinto.
E mesmo bloqueada, excluída, deixada de lado... sigo desejando bem.
Sigo torcendo em silêncio.
Hoje, o que vi me fez lembrar que o amor, mesmo quieto, não desaparece.
Ele vira oração, cuidado distante, lágrima contida e força para continuar.
Que ela fique bem. Que você fique bem.
E que eu também aprenda a transformar essa dor em algo bonito, que me ensine e me liberte.
Com carinho e verdade,
Carta para a mulher mais importante da minha vida”
por Sariel Oliveira
Mãe,
Desde que você partiu, tudo perdeu o sentido.
Eu me vi perdido, sem direção, sem chão.
Cumpri a promessa que fiz pro pai — cuidei de você até onde Deus permitiu…
Mas depois que você se foi, eu só me perguntei:
Por quê?
Por que Deus tirou justo a mulher mais preciosa da minha vida?
Perder o pai foi um buraco.
Mas perder a mãe…
Mãe, perder você foi como apagar a luz da alma.
Foi como se arrancassem meu peito sem anestesia.
A dor foi tão forte, que eu pensei em desistir de tudo.
Eu só queria te abraçar mais uma vez.
Sentir seu cheiro.
Ouvir sua voz me chamando pelo nome com aquele jeitinho só seu.
Dizer olhando nos seus olhos que eu te amo demais,
E que tenho orgulho de ter sido seu filho.
Você foi muito mais do que uma mãe.
Foi abrigo, força, coragem.
Cuidou dos seus filhos com amor,
E dos que nem eram seus como se tivessem nascido de você.
Com erros, sim — porque você era humana —
Mas com um amor tão puro que lavava qualquer falha.
Mesmo com todas as dores que eu carrego,
Hoje eu só quero te agradecer.
Pelo que você foi, pelo que deixou,
E pelo que ainda é dentro de mim.
Te amo pra sempre, mãe.
E um dia, quando Deus permitir, a gente se encontra de novo.
Com todo amor do mundo,
Seu filho, Sariel
Carta para você, que eu amei sem entender
Oi, você!
Eu pensei bastante antes de escrever isso.
Talvez você nunca leia, ou talvez leia e não entenda tudo o que estou tentando dizer. Mas ainda assim, eu precisava colocar pra fora.
Eu me apaixonei por você.
Mesmo com nossas diferenças gritantes, mesmo percebendo atitudes suas que me machucam, mesmo sabendo que sua essência é distante da minha — eu senti. E foi verdadeiro.
Mas o que a gente sente nem sempre é o que a gente merece.
Você tem um jeito que fere, mesmo quando não parece. Usa as pessoas como peças, joga com sentimentos como se fossem coisas descartáveis.
E eu… eu sou feito de verdade. Gosto de profundezas, de conexões reais. Me entrego de um jeito que talvez você nem saiba receber.
Eu tentei entender por que esse sentimento nasceu. Talvez foi a curiosidade, a vontade de ver algo bonito em você. Talvez foi carência, ou a esperança de que, convivendo, você mudaria.
Mas a verdade é que ninguém muda por outro e nem deve.
Eu não escrevo isso pra te culpar. Escrevo pra me libertar.
Porque por mais que eu tenha sentido algo forte por você, também aprendi que amar não é aceitar o que nos diminui.
E eu me diminuí, tentando caber no seu mundo.
Hoje, com dor, mas com maturidade, eu escolho parar.
Escolho respeitar o que eu sinto, mas não me prender a isso.
Desejo que você se encontre.
Que você aprenda a amar de verdade, quando estiver pronta.
Mas, por agora, eu me despeço desse sentimento que não faz mais sentido, mesmo que ele tenha sido real.
Com sinceridade,
Sariel
Carta para quem for me ceifar
Esta carta sempre ficará aqui.
Não sei bem o que está por vir —
Nem no porvir, nem no abrir do dia.
O tempo não pára, nem mesmo pra tomar água.
Componho sempre que posso, e informo:
Informo à morte que venha, mas fique.
Fique viva, ou viva. Mas não fique.
Peço que aprecie a grande mentira da vida.
Mas não me esconda a verdade crua,
Nem me ofereça curas
Que desperdiçam minha solidão —
Muito menos me venda suas almas.
Junte-se em grupos de ceifadores,
Analisem-me… e, se um dia vier partir,
Que devas me levar junto a ti, peço.
Peco. E talvez — eu nunca nego.
carta aberta pra ex...
talvez não seja nessa vida, ou talvez sim.
mas a unica coisa que eu sei é que eu ainda te amo.
quando sinto sua falta eu fecho meus olhos e lembro do seu sorriso, da sua voz, dos seus olhos perfeitos... você é minha terapia, estar com você é a minha paz, conversar com você é a melhor coisa do mundo, insistir em você nunca esteve nos meus planos porém vc me conquistou, e eu percebi que era você que eu queria ao meu lado. se não fomos feitos um para o outro, pq nos apaixonamos? pq o destino fez nossos caminhos cruzarem? eu faria tudo dnv. eu te amo e você sabe muito bem disso, por erros meus deixei você ir e do fundo do meu coração, eu estou aqui te esperando! você sabe onde me encontrar. o meu "pra sempre " nunca foi da boca pra fora, se você precisar você sabe que eu estarei aqui a disposição pra te ajudar.
você me ensinou oq é de fato gostar de alguém, q é reciprocidade, você conseguiu fazer "meu coração bater mas rápido" e sem duvidas se eu tivesse a opção de voltar no tempo e consertar tudo isso eu não pensaria duas vezes!
eu te amo.
Carta que você nunca vai ler
Oi.
Eu não sei exatamente por que estou escrevendo isso agora, talvez seja só mais uma dessas noites em que tudo volta. E você... sempre volta também. Não com uma mensagem ou uma ligação — isso seria simples demais pra alguém como você. Mas volta no vento, no cheiro de rua molhada depois do calor, em músicas que não tinham nada a ver com você até começarem a ter.
Eu penso muito naquele tempo. Não sei nem se posso chamar de “nós”, porque “nós” nunca aconteceu de verdade. Mas me lembro de tudo como se tivesse acontecido. O jeito que você sorria de lado, como quem carrega segredos demais no bolso. Aqueles dias longos em que eu fingia que era só casual, quando na verdade eu queria o mundo com você. E você? Você só queria passar.
Você chegou sem prometer nada, e mesmo assim eu me entreguei como se tivesse ouvido juras. Fui todo presença, enquanto você era ausência em forma de gente. Você dizia que não era pra durar, mas eu fechei os olhos e pedi em silêncio pra que o tempo congelasse. Idiota, eu sei.
Tinha sol, sal, lençóis bagunçados e despedidas sem data. Era bonito, sim, mas era uma beleza frágil — daquelas que quebram fácil se a gente aperta demais. E eu apertei. Segurei tudo com tanta força que acabou escorrendo pelos dedos. No fim, ficou só o gosto agridoce do quase. O que a gente viveu foi um talvez disfarçado de certeza.
Hoje eu sigo em frente, mas não totalmente. Ainda passo por lugares esperando te ver. Ainda escuto músicas que você nunca ouviu, mas que me lembram você. E às vezes me pergunto: será que você pensa em mim também? Ou fui só uma estação qualquer no seu caminho?
De qualquer forma, isso é só um desabafo.
Você nunca vai ler.
Mas eu precisava escrever.
Carta de reencontro
Ei…
Eu sei que você andou se sentindo pequeno.
Que teve dias em que levantar da cama já foi um ato heroico.
Que teve madrugadas em que você deitou inteiro, e acordou em pedaços.
Mas você não ficou no chão.
Você cuidou do que podia cuidar.
Deu amor. Foi verdadeiro. Fez o melhor.
E mesmo sem retorno, mesmo no silêncio, você permaneceu inteiro.
Você não deixou que a mágoa te engolisse — mesmo quando ela veio com fome.
E olha só pra você agora…
Você tá se reconstruindo.
No detalhe. No dia após dia.
Você tá lendo, escrevendo, criando, se fortalecendo.
Você tá malhando não só o corpo, mas a alma.
Tá escolhendo viver, mesmo quando o mundo parece cinza.
Isso… é lindo.
É força.
É você se reencontrando.
Então hoje, nesse dia em que a saudade aperta e o mundo parece girar em torno de casais, eu quero te lembrar:
Você não é o amor que perdeu.
Você é o amor que carrega.
O amor que ofereceu.
O amor que ainda vive em você, mesmo que do lado de fora esteja tudo em silêncio.
Se alguém não soube receber isso, foi uma limitação deles.
Não uma falha sua.
Hoje, se abraça.
Se olha no espelho e diz: “Eu sou o lar que procurei no outro.”
Você é o lugar seguro.
Você é amor inteiro.
E um dia, alguém que também for inteiro vai reconhecer isso e vai ficar.
Mas até lá, fica com você.
Porque você se basta.
Porque você é mais do que suficiente.
E porque esse caminho que você tá trilhando — por mais solitário que pareça agora — vai te levar pra um lugar de paz.
Você não tá perdido.
Você tá voltando pra casa.
E essa casa…
É você. 🕯️
De mim, para o meu próprio eu.
Para você que é insuficiente:
Esta carta é para você, para mim e para todos os outros que se sentem ou já se sentiram insuficientes em algum momento de suas vidas. Acontece que a vida só acontece por causa da nossa existência; se fôssemos de fato insuficientes, jamais apareceríamos por aqui. Por cada ação que você tomou, por cada lugar que visitou, por cada pessoa que conheceu, por toda interação que teve e até aquelas que teve receio de iniciar, você não pode anular quem você é, tampouco a sua existência nesse mundo caótico e maravilhoso.
Lembre-se do quão suficiente você é, para si e para com o outro, o quanto sua presença, seja onde for, teve seu impacto, mesmo que fugaz, mas ainda assim deixou sua essência.
Então vá! Viva da melhor maneira todas as experiencias que a vida tem a oferecer, não tema a grandiosidade de sua existência, mas sim, o silêncio perante dela.
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