Caderno
Não preciso de muito para ser feliz, me der um lápis, borracha e um caderno que já serei eternamente feliz.
Quer amigos verdadeiros? Te indico quatro!
Um dicionário, um livro, a Bíblia e um caderno de anotações. O dicionário? Uma coleção de palavras, te leva ao conhecimento. O livro ? Um companheiro, te transporta pra qualquer lugar. A bíblia? Uma tradução para o desenvolvimento espiritual. De certo! Ela contém luz para dirigi-lo, alimento para sustentá-lo, consolo para animá-lo e sabedoria para guia-lo. O caderno? um amigo que não vai se cansar de lhe ouvir, suporta qualquer desabafo e os guarda com resignação. Quanto aos MORTAIS ! Evite contar suas tribulações, muitos deles, julgam antes, o que não veem e o que não sentem, converse com Deus, só Ele conhece a causa e sua dor. LEMBRE-SE: Uma vez Deus acalma as tempestades, outra vez Deus acalma o marinheiro. Portanto, lhes digo ! Pra quem acredita, nenhuma palavra é necessária, para quem não acredita nenhuma palavra é possível.
Muita luz !
Élcio José Martins
CADERNO DA VIDA
A vida é como a escola,
Primeiro dia, primeira aula.
Caderno, lápis e borracha,
Sorriso nos lábios, a alegria ultrapassa.
Lápis na mão, sem direção,
Linha torta, sem noção.
Professora direciona a mão,
Aos poucos os rabiscos dão vazão.
Folhas em branco
Dão início à transformação,
Letra por letra, o primeiro nome,
Papai e mamãe, quanta emoção!
Página por página, o lápis registra,
Primeiro marco, primeira conquista.
Ano a ano, tudo é registrado,
São as marcas que ficaram no passado.
Passam-se os anos e a idade,
A infância e vem logo a mocidade.
As formaturas e os troféus de felicidade,
O dever, o discernimento e a dignidade.
Assim é a vida,
Um caderno em branco.
Nele se escreve com lápis preto
Ali são gravadas a virtudes e os defeitos.
A história de cada ele mesmo que escreve,
Mesmo com a borracha que se atreve,
Fica a marca do que na folha subscreve.
Élcio José Martins
Sempre positivo em um futuro incerto, coloco as minha inspiração sempre no caderno, no muro de concreto eu espalho a arte da vida e quando acabo é como uma missão cumprida!
Navega por entre versos
Réu confesso
Transborda a alma
Nas folhas de um caderno
Recria o inferno
Faz dele o paraíso
Declama silêncios, perfumes
Noites com ar de improviso
Escrever e chorar, velho caderno que absorve minhas lágrimas assim como ele se alimentou de minhas juras de amor. Pequenas letras que uma imensidão de dor guardam e me ajudam a suportar. Soluços que o travesseiro abafa por meus pais não poder acordar. Vontade de gritar chorar até perder a voz. por que dói, dói muito amor. sussurando seu nome disse adeus e eu te amo para o vento e que ele leve até você.
— Sua febre no calor de minhas lágrimas.
Quem nunca teve um caderno de poemas que jogue a primeira pedra.
Era tipo uns poeminhas assim :
Subi no pé de laranja para ver meu amor passar, meu amor passou e roubou minha bicicleta ...
tchátchátchátchá
Nos meus momentos tristes, o que me resta fazer é simplesmente falar com Deus e estar com um caderno e caneta na mão"
LINHAS E TONS
Num dia ensolarado, concentrada, caderno, caneta e meu pássaro, uma criança se aproxima: "Para quem escreve? Quantas rimas!" São os olhos vivos e interrogados de quem pouco aprendeu da vida, que palavras são força e coração.
"Palavras complexas e bonitas, parece que até as sábias rimas ganham coerência e coesão. Foi destarte que aprendi, no primário lá na roça, que ir à escola gastava horas", assim dizia certo ancião.
Para um filósofo que conheci, são tons coloridos em versos e linhas, palavras que expressão amor e sentimentalidade, que alguém sensível redigiu. Parece-me que alguns jovens as desdenham, marcando neles uma vida efêmera e que a esperança se apagou...
Já o artista ao lê-las interpreta em canção, teatros, romances ou ficção, o roteiro simples de palavras humildes, para aqueles que por meio da performance, conseguem ver a intensidade dessas LINHAS E TONS.
As frugais palavras mencionadas são versos em estrofes ou escorridos, que alguém sensivelmente compôs. São versos que a criança apreciou, muitos jovens não entenderam, o ancião compreendeu e o filósofo analisou. Nesses tons e linhas, os chamamos de POESIA um gênero literário em harmonia sem nenhuma métrica rígida, que na liberdade do artista, despertam sentimentos, lembranças, saudade e amor...Eis a POESIA!
Sem metáforas
Feito menino atrás da bola.
Feito caderno indo à escola.
Feito pipoca pulando na panela.
Feito príncipe na busca da Cinderela.
Toco na pele cheirosa e macia
Da mais inspirada e sensível poesia.
E do verso balançado pela ventania,
Brota sorrindo o mais belo cacho de alegria.
Sigo no sinal verde da vida.
Escrevo uma frase para nunca ser lida.
Bate a angústia intrometida,
Soa o sinal, é hora da despedida.
HAICAI * ANTONIO CABRAL FILHO - RJ / MEU CADERNO DE HAICAIS
*
SANHAÇO PERSCRUTA,
SILENTE, MEU MAMOEIRO:
TEM MAMÃO DE VÊS.
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SITE: http://cadernodehaikais.blogspot.com.br/
*
Eu só quero uma bela xícara de café pra pensar
Um caderno pra escrever
Algumas músicas pra me inspirar
Um bom livro pra ler
Eu só quero um dia de sol pra sonhar
E no fim de tarde a gente se vê
RELAÇÃO TEXTUAL
SOZINHOS NO CADERNO.
NA INTRODUÇÃO,
UTILIZEI-ME DA LINGUÍSTICA.
NO DESENVOLVIMENTO,
CONJUGAMOS O VERBO
AGLUTINANDO NOSSOS SUBSTANTIVOS.
TUDO ISSO ACABOU CULMINANDO
NUM DESFECHO NO SUPERLATIVO.
Nunca escrevi seu nome em uma folha de caderno, escrevi ele no meu coração porque assim não tem como ninguém tentar apagar.
Querido caderno velho e mofado, com você vivi coisas inesquecíveis, com você descontei a minha raiva, sofri por aquele tal guri idiota, com você minhas lágrimas caíram naquelas folhas baratas, mas que valiam ouro para mim. Querido caderno mofado, eu queria falar que você não está esquecido na gaveta, você está guardado onde poucas pessoas estão: em meu coração.
SONHEI
Hoje quando acordar,
Não quero me levantar
Vou pegar o meu caderno
E desenhar a gente junto
Porque ontem sonhei.
Revivi nossos melhores momentos,
Sorri ao te ver sorrir
Te amei por você existir
Mas chorei ao tentar te tocar
Você não estava mesmo ali
Acordei sem querer me levantar
Te desenhei onde você devia estar
Sorriso aberto, sincero
Mas sempre serei ínfero
Pois te venero, e venerar é veneno
Que te faz morrer por amar
